Curionópolis

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Município de Curionópolis
"Princesa da Amazônia"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 10 de maio de 1988
Gentílico curionopolitano, curionopolense
Prefeito(a) Wenderson Azevedo Chamon[1] (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Curionópolis
Localização de Curionópolis no Pará
Curionópolis está localizado em: Brasil
Curionópolis
Localização de Curionópolis no Brasil
06° 05' 27" S 49° 32' 27" O06° 05' 27" S 49° 32' 27" O
Unidade federativa  Pará
Mesorregião Sudeste Paraense IBGE/2008 [2]
Microrregião Parauapebas IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Eldorado dos Carajás, Parauapebas, Marabá, Xinguara.
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 2 368,698 km² [3]
População 18 108 hab. IBGE/2012[4]
Densidade 7,64 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,636 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 104 120,000 mil IDESP/2010[6]
PIB per capita R$ 5 691,19 IDESP/2010[6]
Página oficial

Curionópolis é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se na microrregião de Parauapebas e na mesorregião do Sudeste Paraense. O município tem 18.108 habitantes (2012) e 2289 km² de área territorial.

Foi emancipado administrativamente em 1988. O município é reconhecido por abrigar a Serra Pelada, que já foi o maior garimpo a céu aberto do mundo, durante a década de 1980.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Curionópolis" homenageia o major Sebastião Curió, cacique político local que dirigiu por muito tempo a então vila e atual cidade com pulso forte. Foi um dos responsáveis pela emancipação política do município. A junção do nome "Curió" + "Polis", a grosso modo significa "Cidade do Curió".

História[editar | editar código-fonte]

O garimpo de Serra Pelada em Curionópolis.

Curionópolis fica localizada na rodovia PA 275 na altura do km 30. A cidade surgiu uma vila do km 30,pertencente ao município de Marabá e virou município em 1988 que teria aquela vila como sua sede e a região do garimpo de Serra Pelada (mundialmente conhecido) como distrito, alem das vilas dos km 02 da PA 275 e km 100 da PA 150, que futuramente formariam o município de Eldorado dos Carajás. A vila do km 30 ,denominada apenas como Trinta foi fundada por uma casal (João Patrocínio da Costa, conhecido como João Mineiro e Maria das Graças Costa, conhecida como Dona Graça. O nome do Terminal Rodoviário de Curionópolis foi uma homenagem ainda em vida a esse pioneiro) que trabalhava no final da década de 70 numa fazenda de um senhor chamado de Sebastião Naves ou Bastião Nave como era conhecido;era comum os viajantes passarem por ali e pedirem um prato de comida e até mesmo oferecer pagamento pela comida ,então este casal resolveu colocar um barracão para vender comida para os viajantes que passavam por ali, muitos desses viajantes eram garimpeiros que usavam aquele ponto da estrada para entrarem clandestinamente no garimpo de Serra Pelada pois a entrada regular era fiscalizada rigorosamente pela Policia Federal.Esses garimpeiros erão chamados de furões porque furavam o bloqueio da Policia Federal e entravam no garimpo clandestinamente tentando a sorte.Sebastião Curió foi designado como administrador (ou interventor) da vila por sua experiencia adquirida durante a guerrilha do Araguaia acreditavam que ele poderia conter essas pessoas que se dirigiam para Serra Pelada clandestinamente e por ordem no lugar pois a violência crescia juntamente com a vila. Segundo informações de arquivos do governo de 1980, até então secretos, mostram a preocupação do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) com a extração na jazida de ouro em Carajás, no Pará. Maior receio era a infiltração de esquerdistas na região, que reuniu mais de 80 mil pessoas. Assim como toda região de garimpo apareceu prostituição ,bares, brigas e tentativas de assassinatos e até mesmo assassinato eram constantes. Muitos garimpeiros fixaram residencia no Trinta e outros usavam apenas como ponto de apoio , muitos destes garimpeiros geralmente desciam da Serra Pelada na sexta para vir aliviar o estresse da semana à procura de bares e prostitutas.Com o crescimento do Garimpo a violência, a prostituição e a venda de bebidas fugiu do controle , o Curió virou deputado Federal. Nessa época era comum ocorrerem de 30 a 40 assassinatos por mês e a impunidade prosperava ninguém era indiciado por esses homicidios muitos cadaveres eram interrados como indigentes mesmo, porque ninguem sabia quem era ou de onde tinha vindo o sujeito.O garimpo de Serra Pelada ficou mundialmente famoso e veio gente de varias partes do país ,com isso a vila do 30 chegou a ter mais de 60 mil habitantes ;com o fechamento do garimpo essas pessoas voltaram para suas cidades natais e em 2010 a cidade tinha cerca de 18 mil habitantes segundo dados do IBGE.

Curionópolis volta ao cenário nacional em 1996, com o massacre dos sem-terras em Eldordo dos Carajás, cidade vizinha que até 1992 era apenas distrito de Curionópolis. Na ocasião do massacre, toda a estrutura de atendimento aos sem - terras feridos , assim como o sepultamento e a cobertura jornalística dos fatos ocorreram em Curionópolis. O velório dos 19 sem - terras aconteceu no barracão da Pastoral da Juventude, da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Curionópolis; o barracão não existe mais, hoje em seu lugar foi erguida a nova Igreja Matriz de Curionólis. Os sem - terras estão enterrados no cemitério municipal de Curionópolis, que fica localizado no bairro Jardim Panorama.

No ano de 2001, Curionópolis volta as manchetes nacionais em função do brutal assassinato do sindicalista Antonio Clenio Cunha Lemos, na sede do Singbras, na rua Castanheira (uma das mais importantes de Curionópolis) nas proximidades do Estádio Municipal, região conhecida como Jacarezinho, em função do pequeno rio que passa por detrás do bairro.

Em 2012, o patrono da cidade Sebastião Curió foi denunciado pelo Ministério Público de Marabá pelo sequestro de cinco pessoas durante a Ditadura Militar, na região do Araguaia. Para a organização Human Rights Watch trata-se de um passo histórico do Brasil.[7] Esse é um forte motivo para o movimento que pede a mudança de nome da cidade, assim como de vários lugares cujo nome homenageia pessoas ligadas à ditadura militar no Brasil.

Além de Salatiel Almeida, também governaram Curionópolis, João Chamon Neto (PSDB), Osmar Ribeiro (PMN), Sebastião Curió (PMDB, depois transferiu-se para o DEM) Cassiano Bezerra (PSB) e Wenderson Azevedo Chamon (PMDB), atual prefeito.

Referências

  1. Eleições 2012: confira quais foram os prefeitos eleitos na região do Carajás. Jornal do Zedudu.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de Referência em 1º de julho de 2012. Estimativa Populacional para 2012. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2012). Página visitada em 16 de janeiro de 2013.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 21 de setembro de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios do estado do Pará - 2010. Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará. Página visitada em 13 de março de 2012.
  7. Brasil se dispone a juzgar al primer militar por crímenes durante la dictadura. El Pais (15 de março de 2012). Página visitada em 16/03/2012.
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