Curso normal

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O curso normal, também conhecido como magistério de 1° grau ou magistério pedagógico, é um tipo de habilitação para o magistério nas séries iniciais do ensino fundamental. Era um curso secundário, equivale nos moldes atuais, a um curso profissionalizante em três anos. Por opção, o professor podia complementar por mais um ano, o chamado quarto normal, também chamado de Estudos Adicionais, em uma área específica, que o habilitava a atuar até a 6ª série (atual 7º ano). Foi uma medida desesperada dos governantes na época, dos anos 1970 até início da década seguinte, de sanar a falta de professores. As áreas específicas eram: Estudos Sociais, que habilitava para o ensino de História e Geografia, Ciências Matemáticas, para o ensino de Matemática e por último a de Alfabetização, que formava professores alfabetizadores especialistas nesse ramo.

A maioria das mulheres do início e meados do século XX se formavam em normalistas ou se casavam e paravam de estudar, pois, antigamente a única carreira mais aceita para a mulher era a de professora.

Em 1996, o então Ministro da Educação, Paulo Renato de Souza aprovou a nova LDB, que já transitava no congresso há anos. Naquela lei, a mínima habilitação exigida para o magistério passou a ser uma licenciatura (ensino superior), depois foi reabilitado o curso Normal pela portaria E/SUEN número 07, de 22 de fevereiro de 2001, até que não exista mais professor leigo no país.

O curso pedagógico é conhecido por curso normal e seus alunos são conhecidos como normalistas, nome que inspirou um romance clássico da literatura brasileira, A Normalista que por sua vez derivou-se das antigas Escolas Normais instituídas a partir de 1835.

É muito difícil encontrar professores primários homens, mas não impossível, muitos homens se formam como professores primários, enfrentam preconceito, mas ainda assim existem.