Cyatheales

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Dicksonia antarctica

Dicksonia antarctica
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Pteridophyta
Classe: Pteridopsida
Subclasse: Cyatheatae
Ordem: Cyatheales
Famílias e Géneros

A ordem Cyatheales é uma divisão taxonómica da subclasse Cyatheatae, que inclui os fetos arbóreos.

Em geral, qualquer feto cujo tronco eleva as frondes acima do nível do solo pode ser chamado feto arbóreo. Porém, as plantas formalmente conhecidas como fetos arbóreos compreendem um grupo de grandes fetos pertencendo à famílias Dicksoniaceae e Cyatheaceae, na ordem Cyatheales.

Estes fetos crescem em áreas tropicais e subtropicais bem como em florestas húmidas temperadas da Austrália, Nova Zelândia e outros arquipélagos próximos; alguns géneros têm distribuição mais alargada, como Culcita no sul da Europa. Como todos os fetos, reproduzem-se por meio de esporos que se desenvolvem em esporângios na face inferior das frondes.

Vernação circinada num feto da Nova Zelândia. Estas frondes fechadas de alguns fetos são comestíveis, mas têm que ser previamente assadas para remover o ácido xiquímico

As frondes dos fetos arbóreos são usualmente muito grandes e multipinadas mas pelo menos um tipo tem frondes indivisas. As frondes dos fetos arbóreos exibem também vernação circinada, isto é, as frondes jovens emergem em rolos que se desenrolam à medida que crescem.

Ao contrário das plantas com flor, os fetos arbóreos não formam novo tecido lenhoso à medida que crescem. Em vez disso, o tronco é suportado por uma massa fibrosa de raízes que se expande com o crescimento do feto.

Não se sabe ao certo quantas espécies existem nesta ordem, pensando-se que deverão ser cerca de um milhar. Cada novo levantamento botânico efectuado na Nova Guiné leva à descoberta de novas espécies. Por outro lado, muitas espécies foram extintas no último século devido à pressão sobre os habitats derivada da intervenção humana.

Ameaças aos fetos arbóreos[editar | editar código-fonte]

Apesar de muitos fetos serem capazes de ter uma distribuição geográfica muito ampla devido à sua reprodução por esporos, as espécies de fetos arbóreos tendem a ser muito localizadas. Isto torna estas espécies muito mais susceptíveis aos efeitos da deflorestação à escala local. Onde os javalis são um problema, como em algumas zonas de floresta tropical húmida do Hawaii, eles derrubam as árvores para desenraizar a medula rica em amido, matando a planta.[1]

Outros fetos arbóreos[editar | editar código-fonte]

Para lá das Cyatheales, alguns fetos de outros grupos podem ser considerados fetos arbóreos, como vários fetos da família Osmundaceae que podem ter troncos curtos de até 1 metro de altura e umas poucas espécies dos géneros Blechnum, Leptopteris, Sadleria e Todea podem também ser considerados fetos arbóreos numa interpretação liberal do termo.

As famílias que compõem a ordem Cyathales foram estabelecidas de modo relativamente firme como um clado por sequenciação de ADN e estudos morfológicos. A ordem Plagiogyriales, contendo a família Plagiogyriaceae, está mais próxima das Cyatheales do que das Osmundales, como antes se supunha.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Baskin, Yvonne. A Plague of Rats and Rubbervines: The Growing Threat of Species Invasions. [S.l.]: Island Press, 2003. 74-75 pp. ISBN 9781559630511.
  • Pryer, K.M., A.R. Smith, and J.E. Skog. 1995. Phylogenetic relationships of extant ferns based on evidence from morphology and rbcL sequences. American Fern Journal 85: 205-282.
  • Large, M.F. and J.E. Braggins Tree Ferns. Timber Press (2004).
  • Smith, A.R., K.M. Pryer, E. Schuettpelz, P. Korall, H. Schneider & P.G. Wolf 2006. A classification for extant ferns.PDF (420 KiB) Taxonomy 55(3): 705-731.
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