Dési Bouterse

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Dési Bouterse
Presidente do Suriname Suriname
Mandato 12 de agosto de 2010
a atualidade
Antecessor(a) Ronald Venetiaan
Vida
Nascimento 13 de outubro de 1945 (68 anos)
Domburg, Wanica
Dados pessoais
Primeira-dama Ingrid Figueira
Partido Partido Nacional Democrático
Profissão militar

Desiré Delano Bouterse[1] (Domburg, 13 de outubro de 1945) é um político e líder militar do Suriname.

O nome de Bouterse, que era filiado ao Partido Democrata Nacional (Nationale Democratische Partij, NDP), está intimamente ligado ao regime militar que controlou o país de 1980 até o início da década seguinte. Em 25 de fevereiro de 1980, o governo do Suriname, então recém-independente, sofreu um golpe militar que declarou o país uma república socialista,[2] com Bouterse como presidente do Conselho Militar Nacional. Embora o cargo da Presidência do Suriname tenha sido conservada, Bouterse foi o soberano de facto da nação até a sua renúncia, em 1988. Bouterse também serviu por um curto período de tempo como presidente em 1982.

Bouterse foi uma figura de destaque na guerra civil ocorrida no Suriname após a independência, e é responsável pelos célebres "Assassinatos de Dezembro", de 1982, e de eventos semelhantes na aldeia quilombola (Marron) de Moiwana, em 1986. Desde então foi acusado por diversas vezes de envolvimento com o tráfico de drogas; em julho de 1999 foi condenado in absentia nos Países Baixos por tráfico de cocaína.[3] O país europeu emitiu um mandado internacional para a sua prisão, o que tornou praticamente impossível que ele abandone o Suriname, que por sua vez não pode extraditá-lo por ser um ex-chefe de Estado.

Após o retorno do governo democrático ao país, liderado sucessivamente por Ronald Venetiaan, Jules Wijdenbosch, e Venetiaan novamente, Bouterse tentou retornar ao poder pelas eleições, sem sucesso.

Embora tenha sido condenado nos Países Baixos, permanece em liberdade no Suriname - cujo governo afirma estar preparando um processo legal contra os responsáveis pelos Assassinatos de Dezembro; Bouterse, no entanto, nega qualquer envolvimento nas mortes, ocorridas em 8 de dezembro, em Fort Zeelandia, onde quinze importantes opositores do regime militar foram fuzilados. Bouterse alega que não estava presente, e que a decisão teria sido tomada pelo comandante do batalhão, Paul Bhagwandas, que morreu em 1986. Bouterse admite, no entanto, responsabilidade política.[4]

Referências

  1. De acordo com os estatutos do NDP, grafado como Desiré (http://www.ndp.sr/statuten-00.htm ).
  2. CIA World Factbook
  3. World briefing - New York Times
  4. Ex-Suriname head faces murder trial. Al Jazeera (21 de fevereiro de 2009).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Runaldo Ronald Venetiaan
Presidente do Suriname
2010 - Atualmente
Sucedido por
no cargo
Precedido por
Ollanta Humala
Presidente da UNASUL
2013 - Atualmente
Sucedido por
no cargo
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