Dívida externa do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A dívida externa do Brasil corresponde à soma dos débitos externos do Brasil. A posição estimada da dívida externa total em outubro de 2014 registrou US$338,6 bilhões.[1] Para efeito de comparação, esse valor era de US$ 214,93 bilhões no ano de 2003.[2]

História da dívida externa do Brasil[editar | editar código-fonte]

O primeiro empréstimo externo do Brasil foi obtido em 1824, no valor de 3,7 milhões de libras esterlinas e ficou conhecido como "empréstimo português", destinado a cobrir dívidas do período colonial e que na prática significava um pagamento a Portugal pelo reconhecimento da independência.[3]

Depois disso o Brasil, independente, passou a ter mais e mais dividas como em 1906, no valor de 3,7 milhões de libras, com o “Convênio de Taubaté”, um acordo feito com os governadores de MG, RJ e SP, que, a partir de empréstimos tomados no exterior, comprariam e estocariam o excedente da produção de café.

A continuidade do pagamento da dívida externa é muito questionada no Brasil por alguns grupos e estudiosos, alegando que os encargos governamentais com pagamentos de dívidas comprometem o orçamento das áreas sociais.

Em 21 de fevereiro de 2008 o Banco Central do Brasil informou que o Brasil possui recursos suficientes para quitar a sua dívida externa. Pois o país registrou reservas superiores à sua dívida externa do setor público e do setor privado. Foi a primeira vez na história do País que o Brasil deixou de ser devedor líquido. Com o aumento mais forte dos ativos externos do País, a posição credora do Brasil no exterior ficou em 6,983 bilhões de dólares em janeiro de 2008.[4] [5]

A dívida externa para junho de 2010, somou US$ 225 bilhões, elevando-se US$6,8 bilhões em relação à posição estimada para o mês anterior.[6]

A posição estimada da dívida externa total em dezembro de 2011 totalizou US$ 297,3 bilhões, redução de US$ 870 milhões em relação ao montante apurado para setembro de 2011. A dívida de longo prazo alcançou US$ 258,3 bilhões, aumento de US$ 6 bilhões, enquanto a de curto prazo atingiu US$ 39 bilhões, retração de US$ 6,9 bilhões no período comparativo.

Os principais fatores de variação da dívida externa de longo prazo foram as captações líquidas de empréstimos tomados pelo setor não financeiro, US$ 2,7 bilhões; empréstimos tomados por bancos, US$ 2,2 bilhões; títulos emitidos por bancos, US$1,3 bilhão; títulos emitidos pelo setor não financeiro, US$ 1 bilhão; e títulos emitidos governo (reabertura do Global 41), US$ 1 bilhão. As amortizações líquidas de empréstimos pelo governo somaram US$ 1,8 bilhão. A variação por paridades reduziu o estoque em US$746 milhões.

A retração da dívida externa de curto prazo decorreu principalmente de amortizações líquidas de empréstimos e de títulos por bancos, US$ 3,8 bilhões e US$ 2,6 bilhões, na ordem.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b NOTA PARA A IMPRENSA - 24.10.2014 Banco Central do Brasil (24/10/2014).
  2. Conceitos e estatísticas da dívida pública
  3. A Dívida Externa Brasileira História Net.
  4. Brasil deve aproveitar status de credor sem gastar à toa, diz Lula BBCBrasil.com (22 de fevereiro de 2008). Visitado em 06 de dezembro de 2013.
  5. Brasil deve aproveitar status de credor, diz Lula Portal Terra (22 de fevereiro de 2008). Visitado em 06 de dezembro de 2013.
  6. Dívida externa brasileira sobe para US$ 225 bilhões em junho Portal G1 (26 de julho de 2011).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Portal
A Wikipédia possui o
Portal da economia.
Ícone de esboço Este artigo sobre economia é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.