DOS

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O DOS, sigla para Disk Operating System ou sistema operacional em disco[1] é um acrónimo para vários sistemas operativos intimamente relacionados que dominaram o mercado para compatíveis IBM PC entre 1981 e 1995, ou até cerca de 2000 caso sejam incluídas as versões de Microsoft Windows parcialmente baseadas em DOS: Windows 3.11, 95, 98 e Me.

Os sistemas relacionados incluem MS-DOS, PC-DOS, DR-DOS, FreeDOS, PTS-DOS, ROM-DOS, Novell DOS, Caldera OpenDOS, entre vários outros.

Apesar do uso difundido, nenhum deste sistemas era chamado apenas por "DOS" (designação apenas dada a um sistema operativo para um mainframe IBM da década de 1960 sem qualquer relação com os demais). Um vasto número de sistemas operativos de disco não-x86, sem qualquer relação entre eles, continham "DOS" na sua designação, e são frequentemente referidos simplesmente como "DOS" quando se discute as máquinas que os usavam (exemplos incluem AmigaDOS, AMSDOS, ANDOS, Apple DOS, Atari DOS, Commodore DOS, CSI-DOS, ProDOS, e TRS-DOS). Apesar de oferecerem muitas das mesmas funções do sistema operativo para os seus respectivos computadores, programas que corressem nalgum destes sistemas operativos geralmente não corriam noutros.

Design[editar | editar código-fonte]

O DOS é um sistema operativo de single-user e single-task, com funções básicas de kernel não-reentrantes: só podem ser usadas por um programa de cada vez. Há uma excepção com programas TSR, e alguns TSR podem permitir multitasking. Contudo, continua a haver um problema com a kernel não-reentrante: sempre que um processo requer um serviço dentro do kernel do sistema operativo (chamada de sistema), não pode ser interrompido por outra requisição até a primeira ter sido terminada.[2]

O DOS possui nativamente uma interface de linha de comandos através do seu interpretador de comandos, command.com, porém não existe apenas uma versão do DOS. A mais conhecida e popular é o MS-DOS, da Microsoft (por isso, as iniciais MS). Outros sistemas são os PC-DOS, DR-DOS e, mais recentemente, FreeDOS. Com o aparecimento das GUIs desenvolvidas primariamente por Douglas C. Engelbart, ou seja interface gráficas, como por exemplo o Microsoft Windows 1.0 e o Common Desktop Environment(CDE), o MS-DOS ficou em segundo plano, mas não foi esquecido. Hoje em dia temos inclusive diversos emuladores como o DOSBox que nos permitem rodar os antigos programas feitos para o DOS identicamente em qualquer máquina como antigamente. Também existe uma alternativa livre chamada "FreeDOS".

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

A IBM precisava de um sistema operacional para usar como padrão em sua nova linha de produtos, os PCs (Personal Computers, computadores pessoais) de 16 bits e tencionava comprar o sistema CP/M desenvolvido por Gary Kildall. Inicialmente, o pessoal da IBM contratou Bill Gates (que na época desenvolvia interpretadores da linguagem BASIC), acreditando que ele detinha os direitos sobre o CP/M; Gates, contudo, lembrou-se de Tim Paterson, programador da SCP, que havia desenvolvido o QDOS (posteriormente, 86-DOS). Ele entrou em contato com a SCP e comprou os direitos sobre o 86-DOS por (supostamente) US$ 50.000.

Pouco depois, Bill Gates contratou Tim Paterson, o desenvolvedor do QDOS, para trabalhar na Microsoft (onde ele ficou entre maio de 1981 até abril de 1982). Com algumas modificações no 86-DOS, surgiu o MS-DOS (MicroSoft Disk Operating System) o qual rapidamente dominou o mercado dos IBM-PC compatíveis. O ponto chave aqui foi a decisão de Gates, na época, em vender o MS-DOS para fabricantes de computadores com o objetivo de que estes pudessem incorporá-lo ao seu hardware, ao contrário da tentativa de Kildall de vender o CP/M individualmente (por preço mais alto) para usuários finais.

A evolução do DOS[editar | editar código-fonte]

Mesmo tendo sido favorecido no início, o DOS não foi o único sistema operacional apresentado pela IBM para a plataforma PC. Dois outros sistemas foram também aprovados pela IBM oficialmente, o CP/M-86 (cujo antecessor, o CP/M-80, fora o sistema operacional dominante da geração 8 bits de microcomputadores) e o UCSD p-System.

O projeto do DOS foi baseado intimamente nas facilidades oferecidas pelo CP/M e as idéias por trás dele, e a razão principal era para fazer com que os usuários de computador acostumados com o CP/M pudessem aprender o DOS rapidamente, além de tornar mais fácil adaptá-lo aos programas já existentes para o CP/M em 8 bits.

A influência do CP/M no DOS aparece desde a sua interface de comando quando o usamos pela primeira vez, o pronto(prompt) de comando C:\>, ou como surge no no CP/M A>. O DOS também demonstra a influência do CP/M nas maneiras que lida com o usuário e como trabalha com seus programas.

O DOS foi feito tendo o pressuposto de que apenas uma pessoa estaria usando o computador e que um único usuário estaria pedindo que o computador só executasse uma tarefa de cada vez(não se poderia por exemplo, imprimir um documento e executar um outro comando ao mesmo tempo). O DOS foi feito para ser usado em um ambiente monousuário e monoprocessamento, seguindo os mais simples conceitos do uso da computação e era natural que fosse feito desta forma, pois suas raízes vieram de um sistema operacional e de máquinas de 8 bits.

A família PC 16 bits foi projetada de outra forma, e a herança CP/M limitava desta forma o DOS, por outra lado o Unix era um sistema operacional muito admirado pelas suas características, e a Microsoft tinha experiência no universo Unix, criando inclusive uma distribuição própria o Xenix. Assim quando chegou o momento de uma revisão das funcionalidades do DOS, muito da ideologia Unix foi implementado na nova versão do sistema. O resultado foi a versão 2.0 do DOS, e esta influência está presente em todas as versões depois desta e era visível a todos os usuários do DOS nos subdiretórios que eram usados para gerenciar os arquivos no disco. Esta influência se mostra ainda mais forte na estrutura interna e nos serviços oferecidos pelo sistema.

O DOS originalmente dava a cada programa o controle total do computador e de sua memória, e foi bastante complicado fazer com que as versões mais avançadas do DOS impusessem as limitações que são necessárias para que seja possível obter 2 programas rodando ao mesmo tempo no computador, o multiprocessamento.

O DOS foi primeiro na plataforma de 16 bits a ter uso bastante disseminado (e permaneceu assim por mais 10 anos). A variante MS-DOS, citada às vezes (coloquialmente) como ''Messy DOS'', foi desenvolvida a partir do QDOS, que significava literalmente "Quick and Dirty Operating System" (em uma tradução livre, Sistema Operacional Rápido e Sujo).

Os IBM-PC foram distribuídos apenas com o PC-DOS, enquanto os computadores PC compatíveis de quase todos os outros fabricantes foram distribuídos com o MS-DOS. Nos primeiros anos dessa família de sistemas operacionais, o PC-DOS era ainda idêntico ao MS-DOS. Mais recentemente, versões livres do DOS, como o FreeDOS e o OpenDOS, surgiram.

O DOS é considerado o produto que decidiu o destino da iniciante Microsoft. O MS-DOS foi sucedido por duas linhas de produtos: o OS/2 e o Windows 95. Versões mais antigas do Microsoft Windows, antes do Windows 95, eram pouco mais que uma shell gráfica para DOS, e as posteriores eram bastante integradas com o MS-DOS. É possível também rodar programas de DOS sob outros sistemas operacionais como o OS/2 e o Linux usando emuladores (máquinas virtuais).

Por causa de sua longa existência e de sua presença massiva no universo da plataforma PC-compatível, o DOS foi considerado frequentemente como o seu sistema operacional nativo.

Características técnicas[editar | editar código-fonte]

Prompt de comando[editar | editar código-fonte]

  • C:\> é o prompt de comando oficial do MS-DOS, e se não alterado, seu aspecto indica a letra da unidade de disco e o caminho corrente (diretório atual), em que se está posicionado. Em versões anteriores, o prompt de comando era representado apenas por A>, onde apenas a unidade de disco era exibida.

Principais Comandos[editar | editar código-fonte]

Os principais comandos do DOS são:

dir - Exibe a lista de arquivos (com informações como tamanho, data, hora).
md - Cria uma nova pasta.
cd - Entra em determinada pasta.
rd - Exclui determinada pasta.
date - Edita ou exibe a data do computador.
time - Edita ou exibe a hora do computador.
mkdir - Cria um diretório (pasta) novo. Ex. md pasta
chdir - Muda de diretório (pasta). Ex. cd pasta
cls - Limpa o conteúdo da tela.
echo - Exibe um conteúdo texto na tela. EX. echo "conteudo"
help - Exibe a relação completa dos comandos.

Importante: Os comandos sempre são executados após o pressionamento da tecla ENTER.

Principais Extensões de arquivos[editar | editar código-fonte]

.com - Arquivos executáveis (pequenos e rápidos).
.exe - Arquivos executáveis (padrão, podendo conter códigos tanto para 16, 32 ou 64Bits).
.bat - Arquivos de lote (normalmente possuem uma sequencia de comandos que são executados em Lote, um pós o outro e seu uso é bem amplo e funcional).
.txt - Arquivos de texto (normalmente texto puro, legível pelo editor oficial do DOS, EDIT).

Comunicação paralela[editar | editar código-fonte]

As comunicações paralelas podem ser testadas no dos usando-se comandos com desvio direto para a porta paralela: DIR >LPT1123

Após o comando acima se você possui uma impressora na porta LPT1 a mesma deverá imprimir o conteúdo do diretório atual.

Mensagens de erro[editar | editar código-fonte]

  • Abortar, Repetir, Falhar é uma mensagem de erro do MS-DOS que surge quando o computador não consegue aceder a uma drive de armazenamento de dados, normalmente, o disco rígido, disquete ou CD, implicitamente pede ao usuário acionar as teclas: "A" para abortar a operação, "R" para tentar ler novamente os dados, ou "F" para tentar prosseguir sem ler os dados.

Emuladores de DOS[editar | editar código-fonte]

DOSBox rodando sob linux

Sob um sistema Linux é possível rodar cópias de DOS e muitos de seus clones sob o DOSEMU, uma máquina virtual nativa de Linux, para rodar aplicativos em modo real. Há vários outros emuladores para rodar DOS sob várias versões de UNIX, mesmo em plataformas não-x86.

Emuladores de DOS foram adotados, mesmo por usuários de Windows XP, devido à incompatibilidade do sistema com o DOS puro. Muitos usuários encontram dificuldades para jogar jogos abandonware feitos para DOS, por isso, um dos mais famosos emuladores, criado especificamente para esse uso, é o DOSBox, um emulador em modo janela (opcionalmente em tela cheia) para sistemas operacionais modernos. Outro emulador, criado principalmente para o setor de negócios é o ExDOS, que permite, entre outras coisas, exibição em tela cheia, compatibilidade total com hardware e ferramentas de impressão.

Referências

  1. Murdock, Everett. DOS the Easy Way. [S.l.]: EasyWay Downloadable Books, 1988. ISBN 0923178007
  2. Título não preenchido, favor adicionar.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]