DVD
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| Digital Video Disc | |
Diferença entre o DVD-Video e DVD-R, respectivamente. |
|
| Tipo de mídia | Disco óptico |
|---|---|
| Uso em | Armazenamento de dados, áudio, vídeo e jogos |
| Capacidade | 4.7 GB (single-layer) 8.54 GB (dual-layer) |
| Mecanismo de leitura | Laser 650 nm, 1350 KB/s (1x) |
| Mecanismo de escrita | 1350 kB/s (1×) |
| Desenvolvido por | Toshiba, Philips, Sony |
| Dimensões | 12 cm de diâmetro |
| Sucedido por | HD-DVD, Disco Blu-ray |
DVD (abreviação de Digital Video Disc ou Digital Versatile Disc, em português, Disco Digital de Vídeo ou Disco Digital Versátil). Contém informações digitais, tendo uma maior capacidade de armazenamento que o CD, devido a uma tecnologia óptica superior, além de padrões melhorados de compressão de dados. O DVD foi criado no ano de 1995.
Índice |
[editar] História
No inicio de 1990 dois tipos de discos-ópticos de alta capacidade estavam em desenvolvimento: um era o MultiMedia Compact Disc (MMCD), liderado pela Philips e Sony, e o outro era o Super Density Disc (SD), patrocinado pela Toshiba, Time-Warner, Matsushita Electric (Panasonic), Hitachi, Mitsubishi, Pioneer, Thomson e JVC. O presidente da IBM , Lou Gerstner, tinha a proposta de unir os dois sistemas, evitando a repetição dos problemas da década de 1980, com os videocassetes dos formatos VHS e Betamax.
Philips e Sony abandonaram o formato MMCD e concordaram o formato da Toshiba com duas modificações referentes a tecnologia implicada. A primeira foi a geometria que permitisse o "push-pull" (pular) das faixas (assim como no CD, você pula de uma musica para outra, já no videocassete você não tem como fazer isso rapidamente), que era uma tecnologia conjunta da Philips-Sony. A segunda era adoção do sistema Philips EFMPlus. O EFMPlus, foi criado por Kees A. Schouhamer Immink, que também criou o EFM: é 6% menos eficiente que o sistema SD da Toshiba, o que resultou numa capacidade de 4,7GB ao invés dos originais 5GB do SD. A grande vantagem do EFMPlus é sua grande resiliência e resistência a intempéries tais como arranhões e impressões digitais. O resultado foi o DVD 1.5, anunciado ao público em 1995 e terminado em setembro de 1996. Em maio de 1997, o Consórcio DVD mudou para Fórum DVD, que é aberto a todas as companhias (não somente a Philips, Sony e Toshiba).
Os primeiros DVD Players (leitores de DVD) e discos estavam disponíveis em Novembro de 1996 no Japão, Março de 1997 nos Estados Unidos, 1998 na Europa e 1999 na Austrália. No Brasil a tecnologia começou a ganhar força em 2002 e 2003. O primeiro filme em DVD lançado nos Estados Unidos foi o Twister em 1996. O filme foi um teste para o Surround Sound 2.1. No Brasil, o primeiro DVD de filme foi Era uma vez na América, da FlashStar lançado em 1998. Em 1999 o preço do DVD baixou de US$300 (dólares). A rede de supermercados Wal-Mart começou a vender DVD Players mesmo tendo pouca procura em comparação com os vídeos VHS, mas logo outras lojas seguiram o Wal-Mart e o DVD rapidamente se tornou popular nos Estados Unidos. Devido à desvalorização da moeda brasileira em relação aos dólares e à demora na decisão sobre a região a ser adotada no Brasil, bem como outros fatores, o DVD só se popularizou no Brasil em 2003, tomando quase 80% do mercado de vídeos. Um atraso de quase um ano, segundo fabricantes do setor.
[editar] Informações técnicas
Os DVDs possuem por padrão a capacidade de armazenar 4,7 GB de dados, enquanto que um CD armazena em média de 700 MB. Os chamados DVDs de dual-layer (dupla camada) podem armazenar até 8,5 GB. Apesar da capacidade nominal do DVD comum gravável, é possível apenas gravar 4.484 MB de informações, e com o tamanho máximo de cada arquivo de 1 GB numa gravação normal. O tamanho máximo de arquivo varia conforme o tipo de gravação: UDF, ISO normal, DVD-video etc. Por exemplo, para gravar um arquivo com cerca de 2 GB, é necessário escolher a opção UDF mode. Apresenta resolução de 500 linhas (horizontais)[1].
[editar] Estrutura dos arquivos
Observando as extensões dos arquivos em um sistema operacional podemos obvervar:
- Arquivos *.IFO (de informação) são scripts sobre "como" rodar o DVD;
- Arquivos *.BUP são backups dos *.IFO;
- Arquivos *.PUO são de operações proibidas ao usuário e geralmente são removidos quando ripamos (nomenclatura usada quando convertemos um DVD para arquivo de computador);
- Arquivos *.VOB (de objeto visual) contém todo o filme, menu, extra, idiomas, legendas através de uma multiplexação.
[editar] Capacidade do DVD
| Uma camada (Single Layer) | Duas camadas (Dual/Double Layer) | |||
|---|---|---|---|---|
| Tamanho físico | GB | GiB | GB | GiB |
| 12 cm, um lado | 4,7 | 4,38 | 8,5 | 7,92 |
| 12 cm, dois lados | 9,4 | 8,75 | 17 | 15,8 |
| 8 cm, um lado | 1,4 | 1,3 | 2,6 | 2,42 |
| 8 cm, dois lados | 2,8 | 2,61 | 5,2 | 4,84 |
Nota: GB aqui significa gigabyte e é igual a 109 (ou 1.000.000.000) bytes. Muitos computadores irão mostrar gibibyte (GiB) igual a 230 (ou 1.073.741.824) bytes. Exemplo: um disco com capacidade de 8,5 GB irá fornecer (8.5 x 1.000.000.000) / 1.073.741.824 ≈ 7,92 GiB.
[editar] Códigos das regiões
Dado a data de lançamento de um filme variar de país para país, para evitar que o público compre um filme antes que ele seja exibido no cinema do seu país e como medida de proteção desse mercado, os editores de DVDs dividiram o mundo em seis zonas. Deste modo, por exemplo, um DVD editado na zona 1 não pode ser lido por um leitor de DVDs da zona 2. Existe, no entanto, uma grande variedade de leitores multi-zona que permitem ler o DVD, independentemente da região a que pertencer.
Número: Região
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[editar] Tipos de DVD
DVDs graváveis permitem somente uma gravação, não sendo possível excluir nada depois, acrescentar dados é possível se o disco não for finalizado (Disk At Once), enquanto que os DVDs regraváveis permitem apagar e regravar dados.
[editar] DVDs Graváveis
- DVD-R: somente permite uma gravação e pode ser lido pela maioria de leitores de DVDs;
- DVD+R: somente permite uma gravação, pode ser lido pela maioria de leitores de DVDs e é lido mais rapidamente para backup;
- DVD+R DL (dual-layer): semelhante ao DVD+R, mas que permite a gravação em dupla camada, aumentando a sua capacidade de armazenamento.
[editar] Diferença entre DVD+R e DVD-R
DVD+R e DVD-R possuem a mesma função e a mesma capacidade. Na prática, a diferença da mídia DVD-R para a DVD+R é o desempenho: discos DVD+R são lidos mais rapidamente do que discos DVD-R. Esta diferença só é sentida se você usar o disco DVD para gravar arquivos de dados, isto é, usar como uma mídia de backup. Já que para assistir filmes, o desempenho é o mesmo[2]. DVD+R só pode ser lido e gravado em gravadores DVD+R, e DVD-R só em gravadores DVD-R. Existem no mercado gravadores que conseguem gravar os dois tipos de mídia, chamados gravadores DVD±R.
[editar] DVDs Regraváveis
- DVD-RW: permite gravar e apagar cerca de mil vezes;
- DVD+RW: é uma evolução do DVD-RW. Também permite gravar e apagar cerca de mil vezes, mas possui importantes aperfeiçoamentos, em especial uma compatibilidade muito maior com os DVD Players, a possibilidade de editar o conteúdo do DVD sem ter de apagar todo o conteúdo que já estava gravado e um sistema de controle de erros de gravação. Todos os formatos de DVD com o símbolo + (mais) são apoiados pela Dell, Hewlett-Packard, Mitsubishi/Verbatim, Philips, Ricoh, Sony, Thomson e Yamaha, através da DVD+RW Alliance[3].
- DVD+RW DL: possui duas camadas de gravação, o que dobra a sua capacidade de armazenamento.
- DVD-RAM: permite gravar e apagar mais de cem mil vezes. A gravação e a leitura são feitos em uma série de círculos concêntricos, um formato que se aproxima mais do que ocorre nos discos rígidos (em todos os demais tipos de DVD, e também de CD, a gravação é feita em uma única linha contínua, uma espiral que parte do centro e termina na borda externa). Daí decorre o nome "gravação aleatória" (nos demais DVDs, ela seria contínua). Permite editar o conteúdo do DVD sem ter de apagar todo o conteúdo que já estava gravado. Oferece a possibilidade de gravação e leitura simultâneas (time shift) sem o risco de apagar a gravação. Compatível com poucos leitores de DVD. Possui uma única camada de gravação. Capacidade: versão 1.0 - de 2,58 GB (um lado) a 5,16 GB (dois lados), e versão 2.0 - de 4,7 GB (um lado) e 9,4 GB (dois lados). Formato apoiado pela Hitachi, LG, Maxell, Matsushita (Panasonic), Samsung, Toshiba e JVC, através do RAM Promotion Group (RAMPRG)[4]. Em 2007, o custo do DVD-RAM é de aproximadamente quatro vezes o preço do DVD+RW, seu concorrente.
[editar] Diferença entre DVD+RW e DVD-RW
A diferença, além do que já foi dito, é que o DVD+RW suporta gravação aleatória (o que significa que é possível adicionar e remover arquivos sem a necessidade de apagar todo o disco para recomeçar), sendo mais parecido com um disco rígido removível, enquanto que o DVD-RW não (se for necessário mudar alguma coisa, será preciso limpar todo o disco e recomeçar). A desvantagem do DVD+RW é o seu custo maior.
[editar] Sucessores
[editar] Blu-ray e HD DVD
Foram lançados no mercado duas novas tecnologias para substituir o DVD, com maior capacidade de armazenamento. São os formatos Blu-ray e HD DVD. Estes formatos utilizam um disco diferente, que é gravado e reproduzido com um laser azul-violeta ao invés do tradicional vermelho. O laser azul possui um diâmetro menor, o que permite o traçado de uma espiral maior no disco, podendo render até 50 GB e 30 GB de capacidade no caso do Blu-ray e HD DVD, respectivamente. Os dois formatos têm suas vantagens e desvantagens: o Blu-ray tem maior capacidade de armazenamento, chegando a 25 GB com camada única ou 50 GB com dupla camada, mas seus discos, assim como os aparelhos para leitura, são mais caros para serem produzidos. O HD DVD por sua vez, é capaz de armazenar apenas 15 GB com camada única ou 30 GB com dupla camada, mas teria um custo menor de produção.
Apoiando o formato HD-DVD estavam Microsoft, Intel e Toshiba, entre outros. Do lado do Blu-ray estão Philips, Apple e Sony, entre outros. O espaço extra dessas novas tecnologias de DVD será utilizado para comportar filmes e jogos em alta definição, de acordo com esta geração de aparelhos televisores e videogames. Em 19 de Fevereiro de 2008, a Toshiba comunicou a decisão de não continuar com o desenvolvimento, fabricação e comercialização do HD DVD[5]. Sendo assim, o Blu-ray é o sucessor do DVD.
[editar] EVD e VMD
A República Popular da China lançará um padrão próprio de discos de alta resolução chamado EVD (Enhanced Versatile Disc ou Disco Versátil Reforçado, em português). Já o VMD foi criado por uma empresa inglesa, que criou um novo padrão apenas realizando otimizações no DVD onde se pode atingir 100 GB e utilizar o mesmo laser vermelho e que em custo sairia pelo mesmo preço dos DVDs convencionais.
[editar] Leitor de DVD
O leitor de DVD é um acessório doméstico capaz de reproduzir mídias no formato DVD. Alguns mais modernos reproduzem também outros formatos como CD (de música mp3 e fotos), VCD, SVCD, mini-CD, DVD-RAM e discos de dados, com por exemplo, filmes no formato *.avi (que foram compactados em DivX ou XviD). Existem ainda os "DVD-KARAOKÊ" (mesmas funções que o DVD Player normal), porém estes possuem entradas para microfones. Existem DVD Players com entradas USB para assim poder inserir algum MP3 ou MP4.
Também é possivel visualizar DVD em computadores pessoais, usando uma unidade de leitura de DVD, e um software ou programa tocador de DVD, como por exemplo o Windows Media Player , WinDVD ou PowerDVD, para o sistema operacional Windows, e mplayer, vlc, xine ou totem para os sistemas GNU/Linux e derivados do BSD.
Referências
- ↑ DVD Clube do Hardware. Visitado em 27 de Fevereiro de 2008.
- ↑ Mídias DVD Clube do Hardware. Visitado em 29 de Fevereiro de 2008.
- ↑ DVD+RW Alliance DVD-RW. Visitado em 29 de Fevereiro de 2008.
- ↑ RAM Promotion Group RAMPRG. Visitado em 29 de Fevereiro de 2008.
- ↑ Sony vence Toshiba na "guerra dos formatos" de DVD G1. Visitado em 19 de Fevereiro de 2008.

