Dadaab

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Crianças somalis numa escola em Dadaab

Dadaab é uma cidade no Nordeste do Quênia, a aproximadamente 100 quilômetros da fronteira Quênia-Somália. Sua população consiste em sua maioria de refugiados somalis. A maior parte da população native de Dadaab é feita de pastores nômades de camelos e cabras. O restante da economia local gira em torno dos serviços direcionados aos refugiados. A característica principal de Dadaab é a existência de uma base da UNHCR que atende os campos de refugiados em torno de Dadaab: Hagadera, Ifo e Dagahaley. A organização humanitária internacional CARE (Cooperative for Assistance and Relief Everywhere) é a parceira principal da UNHCR e responsável pela administração do campo. A cidade importante mais próxima é Garissa, capital da província Nordeste do Quênia.

Campos de refugiados[editar | editar código-fonte]

Refugiados somalis esperam para entrar no campo de Dadaab.

O complexo de campos de refugiados ocupa uma área total de 50 km² em um raio de aproximadamente 18 km da cidade de Dadaab. Com uma capacidade para acolher aproximadamente 90.000 pessoas, os campos abrigavam cerca de 300.000 refugiados, em outubro de 2009. Em julho de 2011, esse número situava-se entre 350 mil e 400 mil. A situação era desesperadora.[1] [2] Milhares de pessoas, fugindo do conflito na Somália,[3] continuavam a chegar. Os recém-chegados eram obrigados a se instalar em abrigos precários nos arredores do acampamento. É o maior campo de refugiados do mundo.[4]

Dadaab abriga populações em fuga dos vários conflitos em curso na África Oriental. A maioria, no entanto, foi deslocada em consequência da guerra civil no sul da Somália e constitui-se tanto de somalis (97,5%) como de membros das várias minorias étnicas da Somália como os bantus.[5] [6]

Além de tudo, a região também tem sido afetada por uma grave seca, após duas estações de chuvas que não vieram. A organização Médicos Sem Fronteiras encontrou taxas alarmantes de desnutrição entre os refugiados somalis.[4]

Dadaab também uma divisão do distrito de Garissa, que sofreu com uma seca muito forte por quase quatro anos. A seca - a região tem clima semiárido - matou aproximadamente a metade do rebanho local, criando problemas econômicos gravíssimos na região. Dada a sua localização, o assentamento duradouro de refugiados tem atingido a paisagem e o meio ambiente locais, sem contar a demanda por materiais de construção e combustíveis.

Em novembro de 2006, enchentes afetaram duramente a região. Mais de 2.000 casas no campo de refugiados de Ifo foram destruídas, forçando a realocação de mais de 10.000 refugiados. O único acesso rodoviário ao campo e à cidade foi cortado pela enchente, impedindo a chegada de mantimentos e dos suprimentos essenciais. As agências humanitárias presentes na área estão trabalhando conjuntamente para trazer mais recursos à área.



Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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