Daddy (poema)

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Daddy é um poema escrito pela autora americana Sylvia Plath, em 12 de outubro de 1962, e publicado postumamente em Ariel em 1965.

As implicações e as preocupações temáticas do poema são discutidas academicamente, com diferentes conclusões.[1] A relativa popularidade de Daddy pode ser atribuída ao vívido uso da imaginação por Plath, bem como ao controverso uso do Holocausto como metáfora.[2] Críticos também veem Daddy como uma resposta do complexo relacionamento da escritora com seu pai, Otto Plath, falecido quando ela tinha oito anos de idade, vítima de diabetes não-diagnosticada.

Estrutura e forma[editar | editar código-fonte]

O poema repete-se em estrofes de cinco versos (quintilha), com um esquema de rima e métrica que lembra o estilo e a estrutura de uma cantiga de roda. Junto com imagens mórbidas, a entonação infantil da narradora evoca um sentimento de incômodo no leitor ao longo do poema, e seu último verso é "Daddy, daddy, you bastard, I'm through".

You do not do, you do not do
Any more, black shoe
In which I have lived like a foot
For thirty years, poor and white,
Barely daring to breathe or Achoo.

Sylvia Plath, introduzindo o poema em uma leitura para a Rádio BBC um pouco antes de seu suicídio, disse que esse se tratava de "uma garota com complexo de Electra" e que "o pai dela morreu quando ela pensava que ele fosse Deus".

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]