Dagor Dagorath

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Dagor Dagorath é o nome em Sindarin para a Batalha Final, que toma parte na obra do autor britânico J.R.R.Tolkien.
Apesar de O Silmarillion terminar, em sua versão editada pelo filho de Tolkien, com a viagem de Eärendil até as Terras Imortais, a versão original termina com a chamada Segunda Profecia de Mandos, o Vala responsável pelas Mansões dos Mortos e que tem papel de Oráculo dos Valar. Essa profecia é sobre Dagor Dagorath, freqüentemente chamado O Fim.

A Profecia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a profecia feita por Mandos, o ex-Vala Morgoth, ou Melkor, o Senhor do Escuro, descobrirá como atravessar de volta as Portas da Noite, atrás das quais está encerrado no Eterno Vazio desde a Guerra da Ira, e destruirá o Sol e a Lua. Eärendil irá retornar de suas vigias no céu e encontrará Manwë, Rei dos Valar, (ou seu arauto Eönwë), Tulkas, outro Vala e Túrin Turambar, humano cuja família foi amaldiçoada por Morgoth.

Todos os Povos Livres da Terra-média então irão participar desta Batalha, os Elfos os Humanos e os Anões como se fossem um só. Junto dos Humanos lutará Ar-Pharazôn, rei de Númenor que permaneceu soterrado no Continente Sagrado por ter desrespeitado a vontade dos Valar e toda sua frota.

Muitos inimigos vão retornar para lutar ao lado de Morgoth. Sauron, cujo espírito arruinado fugiu ao Vazio depois da Guerra do Anel irá retornar. Também todas as criações de Morgoth voltarão, como orcs e trolls. Não se sabe se alguns de seus mais poderosos servos, como os Nazgûl, Ancalagon, Glaurung e Gothmog irão retornar como Beren e Lúthien e talvez Scatha e Smaug. Gandalf acredita que o Rei-bruxo e seus Nazgûl não morreram mas foram atirados ao Vazio também, e portanto, retornarão com Sauron.

As forças dos Valar lutarão contra Morgoth, Tulkas principalmente, mas é nas mãos de Túrin Turambar, com sua espada Gurthang, que Melkor sucumbirá, atingido no coração, vingando assim sua família. Então as Pelóri serão niveladas, e as três Silmarils serão resgatadas, do Ar, da Terra e da Água, e o espírito de Fëanor, criador das três pedras, será perdoado e poderá deixar os Palácios de Mandos para entregá-las a Yavanna Kementári, que as quebrará e a partir de sua luz, acenderá novamente a vida nas Duas Árvores de Valinor.

A Batalha então findará e renovará a existência do Reino de Arda, a Terra, e todos os Poderes do Oeste voltarão a ser jovens, e os Elfos voltarão a despertar, sem as lembranças de sua vida passada. Em seguida, haverá uma segunda Música dos Ainur, que será cantada para dar existência a um novo Mundo. Nessa música, todos os Filhos de Ilúvatar cantarão juntos, tornando-a ainda mais bela que a primeira. Mas dessa Música e do novo Mundo, os Ainur nada sabem.

O Texto[editar | editar código-fonte]

Como foi dito, apenas na versão original de O Silmarillion essa Segunda Profecia aparece, mas Christopher Tolkien publicou-o sem ela, baseado numa versão do Valaquenta que dizia que não está dito nas profecias de Mandos se a desfiguração de Arda será corrigida. Esse trecho foi usado no desfecho do Quenta Silmarillion. Sem a Profecia, Christopher presumiu que a Dagor Dagorath fora removida também. Ele ficou surpreso ao encontrar referências posteriores a ela e uma nova versão, na qual Beren também retorna para batalhar. Há algumas dicas da Profecia que se encontram no Silmarillion, como no Akallabêth, quando Ar-Pharazôn e seus guerreiros mortais pisaram em Aman e foram soterrados por colinas que deslizaram, aprisionando-os até a Última Batalha e o dia do Julgamento. Outra referência é com relação a Fëanor, o criador das Silmarils, e no livro é afirmado que somente no fim é que será revelado de que material essas pedras foram feitas. Sem dúvida isto foi inspirado na lenda Nórdica do Ragnarök.

Ver Também[editar | editar código-fonte]