Dalmo Gaspar

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Dalmo Gaspar (Jundiaí, São Paulo, 19 de outubro de 1932) é um ex-futebolista brasileiro, lateral esquerdo titular do bicampeonato mundial de clubes pelo Santos em 1962 e 1963. Foi autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Milan que valeu o título em 16 de novembro de 1963, no Maracanã.

Mundial de 63[editar | editar código-fonte]

Dalmo já era titular absoluto da lateral esquerda do Santos, ao lado de Pelé, Pepe, Coutinho, Pagão e outros. Naquela época, o mundial de clubes era disputado em uma melhor de três partidas. No primeiro jogo, na Itália, o Milan venceu o time praiano por 4 a 2. O jogo de volta foi no Maracanã e o Santos venceu pelos mesmos 4 a 2, forçando o jogo de volta.

Novamente no Maracanã lotado, Santos voltou a vencer, dessa vez em partida mais apertada: 1 a 0, com gol de Dalmo Gaspar, de pênalti, aos 31 minutos do primeiro tempo.

Em 2008, o bi mundial do Santos completou 45 anos. Na ocasião, em entrevista ao site GloboEsporte.com, Pepe afirmou que era ele quem costumava bater os penaltis, mas, por amizade e confiança em Dalmo, deixou que o lateral esquerdo cobrasse.

O jundiaiense cobrou do lado esquerdo do goleiro. Balzarini acertou o canto, mas não conseguiu pegar.

Chuteira de borracha[editar | editar código-fonte]

Como membro de um dos melhores times da história do futebol mundial, Dalmo Gaspar acumula boas histórias para contar. Certa vez, em entrevista, contou que foi o primeiro jogador a utilizar uma chuteira de borracha no Brasil.

Contou ele que, em uma excursão à Europa, Pelé teria ganhado uma chuteira moderna de borracha. O rei do futebol agradeceu, guardou o presente mas, no quarto do hotel, teria desdenhado o calçado e disse que deixaria ali mesmo, sem levar ao Brasil. Colega de quarto de Pelé, Dalmo então pegou a chuteira para si e usou durante a disputa dos campeonatos nacionais.

Paradinha[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser sempre lembrado pelos maiores jogadores do país por ter tido participação decisiva no título mundial santista, Dalmo é protagonista de uma polêmica com Pelé.

Durante muito tempo, o jogador jundiaiense garantiu ser ele o inventor da paradinha, forma de cobrar pênalti em que o batedor pára na frente da bola, espera o goleiro cair para um lado, e chuta no outro. Na sabedoria popular, diz-se que Pelé é o inventor da técnica.

Outros títulos pelo Santos[editar | editar código-fonte]

Campeão Paulista: 1958,1960,1961,1962 e 1964
Campeão Brasileiro: 1961 e 1964
Campeão da Taça Libertadores: 1962 e 1963
Campeão do Torneio Rio-São Paulo: 1959
Campeão do Torneio Pentagonal da Cidade do México: 1959
Campeão do Torneio Triangular de Valência: 1959
Campeão do Troféu Teresa Herrera: 1959
Campeão do Torneio Cidade de Paris: 1960
Campeão do Torneio Gialorosso: 1960
Campeão do Torneio Triangular de San José: 1961
Campeão do Torneio Pentagonal de Guadalajara: 1961
Campeão do Torneio Itália: 1961
Campeão do Torneio Cidade de Paris: 1961

Fim da carreira[editar | editar código-fonte]

Dalmo Gaspar passou ainda por outros clubes menores até encerrar a carreira no Paulista de Jundiaí, sua cidade natal e time em que começou no futebol. Em seus últimos jogos, chegou a jogar como zagueiro central.

Depois, atuou como técnico de futebol durante alguns anos até abandonar o futebol. Se aposentou como funcionário público, após anos de trabalho na Prefeitura de Jundiaí.

Também atuou como comentarista esportivo da Rádio Cidade Jundiaí - AM 730, na equipe comandada por Milton Leite e que tinha como repórteres Eduardo Augusto e Samuel do Lago.

Fontes[editar | editar código-fonte]