Dancin' Days

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Dancin' Days
Logotipo da telenovela
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 50 minutos
Criador(es) Gilberto Braga
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Daniel Filho
Elenco Sônia Braga
Antônio Fagundes
Joana Fomm
Lídia Brondi
Glória Pires
Reginaldo Faria
José Lewgoy
Cláudio Corrêa e Castro
Pepita Rodrigues
Milton Moraes
Mário Lago
Yara Amaral
Ary Fontoura
Beatriz Segall
Lauro Corona
ver mais
Tema de abertura "Dancin' Days", As Frenéticas
Tema de
encerramento
"Dancin' Days", As Frenéticas
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 10 de julho de 1978 - 27 de janeiro de 1979
N.º de episódios 174
Cronologia
Último
Último
O Astro
Pai Herói
Próximo
Próximo
Programas relacionados Dancin' Days (2012)
Água Viva
Dona Xepa
Brilhante

Dancin' Days é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no tradicional horário das 20 horas, de 10 de julho de 1978 e 27 de janeiro de 1979, substituindo O Astro e sendo substituída por Pai Herói, em 174 capítulos.

Foi escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dennis Carvalho e Marcos Paulo, com direção geral de Daniel Filho.

Contou com Sônia Braga, Antônio Fagundes, Reginaldo Faria, Lídia Brondi, José Lewgoy, Cláudio Corrêa e Castro, Pepita Rodrigues, Milton Moraes, Mário Lago, Ary Fontoura, Beatriz Segall, Lauro Corona, Glória Pires e Joana Fomm nos papéis centrais da trama.

Foi reapresentada num compacto de uma hora e meia em 18 de fevereiro de 1980, como atração do Festival 15 Anos, apresentado por Glória Pires. Foi novamente reprisada entre 4 de outubro e 17 de dezembro de 1982, às 22 horas.

Está sendo reapresentada no Canal Viva a partir desde 7 de abril de 2014, de segunda à sábado, substituindo Água Viva[1] [2] . É a produção de telenovela mais antiga, exibida pelo canal até então.

Produção[editar | editar código-fonte]

Antecedentes, roteiro e gravação[editar | editar código-fonte]

O enredo veio de uma idéia de Janete Clair, chamada A Prisioneira. Para escrever Dancin' Days, Gilberto Braga usou do romantismo e sarcasmo, dois elementos característicos de seu universo ficcional, abordando os temas relacionados a discussão dos valores da classe média e das elites urbanas, que inauguraram o estilo do autor. Outra inspiração foi do filme estadunidense Os Embalos de Sábado à Noite, filme de 1977 de John Badham e estrelado por John Travolta que impulsionou o sucesso das discotecas em todo o mundo.[3] [4]

Janete Clair prestou uma colaboração informal a Gilberto Braga., Janete leu os capítulos durante a prepapação da novela, balançou a cabeça com ar de reprovação e disse: "Aqui no capítulo 16, o mocinho tem de encontrar a mocinha e começar um romance, senão a novela não agarra."[4] Os personagens principais, Júlia e Cacá, papéis de Sônia Braga e Antônio Fagundes, só se encontrariam depois do capítulo 25. Então Gilberto escreveu uma cena que acabou encaixada, para que os dois se conhecessem, se olhassem, se beijassem e se separassem.[4]

O título Dancin' Days foi emprestado da boate do produtor musical Nelson Motta, a Frenetic Dancing Days Discotheque, uma casa de shows que foi citada na música Tigresa, de Caetano Veloso, gravada por Gal Costa antes da novela estrear. A discoteca juntamente com a New York City Discotheque, lançou a música disco no Brasil. A casa foi mantida pelo produtor musical durante quatro meses de 1976, no recém-inaugurado Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro.[3] [4] Algumas gravações externas foram realizadas na discoteca Hippopotamus, no Rio de Janeiro.[3] A novela também foi a primeira experiência de Marcos Paulo como diretor, vindo de Nova York, onde fizera um curso de direção de cinema. Daniel Filho convidou Marcos Paulo e passou a integrar a equipe de diretores da novela ao lado de Dennis Carvalho e José Carlos Pieri.[3] Daniel dirigiu a novela até o capítulo 26, passando a ser supervisor e entregando a direção a Gonzaga Blota. Mais tarde, Blota seria substituído por Denis Carvalho e Marcos Paulo, para trabalhar na novela substituta de Dancin' Days, Pai Herói. José Carlos Piéri era assistente de direção.[4]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

"O papel era muito bom, mas ela não conseguiu adaptar-se ao ritmo das gravações. Seus tempos de criação, suas propostas de interpretação não eram compatíveis com a novela. (...) As cenas saíam com dificuldade. O motivo principal era certamente o fato de ela se sentir menos prestigiada, porque o tratamento que recebia na televisão não era o mesmo a que estava acostumada no cinema. (...) Claro que ela tinha talento para fazer o papel. O que faltava nela era entrosamento com o ritmo da televisão. A saída, então, foi substituí-la".

—Daniel Filho sobre a saída de Norma Bengell em seu livro Antes que me Esqueçam.[4]

Inicialmente, Gilberto Braga queria Betty Faria para o papel de Júlia Matos. Mas Betty estava prestes a estrear o programa musical Brasil Pandeiro e não quis fazer a personagem. Para o papel de Hélio, Gilberto havia pensado no próprio diretor de Dancin' Days, Daniel Filho.[4] Norma Bengell interpretaria Yolanda Pratini, mas a atriz se desentendeu com Daniel Filho, e Joana Fomm, que faria Neide, assumiu o papel, e a personagem Neide ficou com Regina Vianna.[3] Num erro de edição, numa cena externa do capítulo 6, Norma Benguell aparece quando Yolanda deixa Marisa de carro na porta da escola de sapateado.[4] Dancin' Days foi a estreia na Rede Globo de Sura Berditchewsky e Lauro Corona, a qual seu personagem Beto fazia par romântico com Marisa, interpretada por Glória Pires, que tinha 15 anos na época, e de Reginaldo Faria, Cláudio Corrêa e Castro, que vinha da Rede Tupi de São Paulo, e de Beatriz Segall, que aparecia creditada na abertura como "Beatrix" Segall, o "x" veio de uma sugestão de Daniel Filho à atriz, que retornava a televisão depois de muitos anos. Numa entrevista à revista Amiga, Beatriz disse que havia pedido à produção da novela que voltassem a grafar seu nome de maneira correta.[4] Eri Johnson e Cláudia Ohana participaram como figurantes na novela. Inês Galvão aparece rapidamente como uma modelo. O então iniciante Jorge Fernando, também apareceu fazendo uma figuração, na escola de copeiragem de Alberico, papel de Mário Lago.

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

No capítulo 32, o autor Gilberto Braga aparece como convidado da inauguração da discoteca 17, dançando com Yolanda, de Joana Fomm. Participam também do capítulo (como eles mesmos): Danuza Leão, Djenane Machado, Ney Latorraca, Moacyr Deriquém, Lauro César Muniz e o então senador Magalhães Pinto. Danuza Leão apareceu em outros capítulos, como o 137 e o último. No capítulo 35, o diretor Daniel Filho também dança com Yolanda. Nana Caymmi cantou Pra Você, no capítulo 48 e Gal Costa cantou Folhetim e Solitude. No capítulo 79, o da inauguração da discoteca Dancin´Days, aparecem a cantora Wanderléa, o cabeleireiro Silvinho, e As Frenéticas, que cantaram o tema de abertura da novela na festa. Como eles mesmos e interpretando amigos de Júlia, os bailarinos e coreógrafos Paolette e Carlos Machado (do grupo Dzi Croquettes), dançando na Dancin´Days ou frequentando a casa dela. Júlia recebeu ainda em sua casa, no capítulo 129, a visita da colunista Hildegard Angel, acompanhada de Jorginho Guinle e de Edgar Moura Brasil. [4]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Júlia de Souza Matos é uma ex-presidiária, que ganha liberdade condicional após onze anos de prisão. Ela foi presa por atropelar acidentalmente um homem durante a fuga a um assalto a um banco. Sua filha, com apenas 4 anos, é enviada a um orfanato e meses depois, vai morar com sua milionária tia, irmã de Júlia. Após sair da cadeia, onde sofreu muito, ela tenta se reaproximar da filha, Marisa de Souza Matos, tendo como principal obstáculo a irmã, Yolanda de Souza Matos Pratini, que criou a menina cercada de luxos e mimos, já que ela teve dois filhos que morreram recém-nascidos, ficou com um grande trauma de ter filhos novamente e viu na sua sobrinha a filha que ela sempre quis ter. Yolanda é uma socialite que optou por se casar por interesse para subir na vida, sempre teve inveja da irmã, e desde que Júlia foi presa, ela faz de tudo para afastar Marisa da mãe, já que ela acha que Júlia poderá influenciar negativamente a filha. Ela queria que Marisa e a irmã trilhassem o mesmo caminho de sucesso, luxo e poder, assim como ela mesma fez. Júlia, corajosa e determinada, tenta, sem muito sucesso, se restabelecer fora do presídio, tentando arranjar emprego, enquanto faz das tripas coração para ser aceita pela filha. Marisa é uma adolescente de temperamento rebelde, não se lembra do pai, e é dominada pela tia, que a criou. Ela é a única que consegue conter o jeito brigão e encrenqueiro de Marisa, assim como a mãe. Em meio a tudo isso, Júlia acaba se envolvendo amorosamente com Cacá, um diplomata desiludido com a profissão. Tudo o que ela quer é o amor e o perdão de sua filha. Júlia vai morar com Cacá e arranja um emprego temporariamente.

Ao aproximar-se da filha com outra identidade, ela se disfarça e passa a conviver com a filha como uma garota da idade dela, sendo que Marisa nem desconfia de que a amiga é sua mãe. Júlia luta para que Marisa, à beira de um casamento precoce, tome decisões maduras perante a vida. Marisa é influenciada pela tia a casar por interesse e aceita casar com Beto, filho de boas famílias, e passa a seduzi-lo e acaba engravidando para dar o golpe da barriga, nada do que ela queria, mas o que ela fez para agradar à tia.

No dia do casamento da filha, Júlia revela ser sua mãe e tenta impedir a cerimônia, sabendo que a filha vai sofrer por ter agido impulsivamente, mas não obtém sucesso. Ela bebe muito na festa e passa a dar escândalos. Ela é o oposto da irmã: sincera, mas brigona e escandalosa. A irmã é falsa, mas chique e discreta. Marisa morre de vergonha da mãe, e diz que sua tia é sua mãe. Durante a recepção da festa, acaba por agredir com palavras e pancadas, sem nenhum motivo, completamente embriagada, Franklin, o pai do noivo de Marisa, Beto que irá se casar porque a engravidou e não teria como escapar. Graças à atitude precipitada de uma convidada, Áurea, de chamar a polícia, Júlia acaba novamente presa, bêbada e gritando muito e xingando, para desgosto da filha, que chora de raiva da mãe.

Júlia é jogada alcoolizada e maltrapilha num camburão e condenada a mais seis meses de prisão. Ao entrar no camburão, Júlia promete vingança, considerando isso mais uma humilhação por conta da irmã e da filha e diz que as duas são iguais e se merecem. Ela jura a si mesma que ninguém mais a humilhará pelo seu passado.

Após sair da cadeia, Júlia passa a se tratar e para de beber. Ela conhece um milionário - Ubirajara - e eles passam a namorar, pois ela foi abandonada por Cacá. Após meses sem falar nada a irmã e a filha que ela saiu da cadeia, ela aceita se casar com o milionário Ubirajara somente por dinheiro a princípio. Ele é um homem muito solitário e se revela totalmente apaixonado por ela, redescobrindo os prazeres da vida e Júlia, sem querer, descobre com ele o verdadeiro amor.

Após uma viagem internacional de lua-de-mel e um providencial banho de loja, retorna exuberante, milionária, toda maquiada, com roupas de grife, e com saltos super altos, se transformando numa mulher chique e poderosa, que ninguém pisará mais. Ela volta numa limousine cara e importada, no dia da inauguração da discoteca Dancin' Days, sob a direção de Hélio, surpreendendo a todos — principalmente a Yolanda e a Marisa —, marcando assim a virada da personagem. Ela chega dançando muito, rebolando ao som alto das músicas modernas. Ela tira o roupão que vestia e passa a dançar com roupas curtas em cima das mesas, com um copo de whisky junto. Mais uma vez Marisa sente vergonha da mãe, que dá um show de sensualidade. Os homens gritam pedindo mais. Yolanda se choca e diz que a irmã virou prostituta e deu um golpe milionário. Júlia quer mais é aparecer e causar muitas polêmicas, além de envergonhar a irmã e a filha.

Após um show de sensualidade na pista de dança, nas mesas e balcões, Júlia dá início ao seu plano de vingança: pisar nas pessoas que a fizeram sofrer - Cacá, que, ao reencontrá-la, não teve coragem de se separar da noiva, além de tê-la abandonado na cadeia, a filha, Marisa, que sempre a rejeitou. Também se vingará de Yolanda, que se encontra separada de Horácio está totalmente falida, sofrendo na pobreza e pagando pelas maldades que fez.

Júlia se torna uma mulher admirada por todos, assumindo a mesma postura fútil que marcava a personalidade da irmã, humilhando-a diante da sociedade. Após uma separação amigável de Ubirajara, Júlia irá lutar pelo grande amor de sua vida - Cacá e querendo aproximar-se da filha, Marisa, que continua a rejeitá-la. No final, Júlia conseguirá o perdão de sua filha, que entretanto se separa de Beto, e aproximar-se-á de sua irmã, Yolanda, que começa a trabalhar numa revista e sofre uma reviravolta na sua vida, tornando-se compreensiva com todos. A novela termina com Júlia reconquistando o grande amor de sua vida, Cacá.

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Sônia Braga Júlia de Souza Matos / Cristina
Joana Fomm Yolanda de Souza Matos Pratini
Reginaldo Faria Hélio
Antônio Fagundes Cacá (Carlos Eduardo Souza Prado Cardoso)
Lídia Brondi Verinha (Vera Lúcia)
Pepita Rodrigues Carminha(Carmen Lúcia Melo Santos)
Cláudio Corrêa e Castro Franklin Cardoso
Mário Lago Alberico Santos
Milton Moraes Jofre da Silva Maia
Mauro Mendonça Arthur Meireles Steiner
José Lewgoy Horácio Pratini
Ary Fontoura Ubirajara Martins Franco
Glória Pires Marisa de Souza Matos
Beatriz Segall Celina Souza Prado Cardoso
Sura Berditchevsky Inês Santos Fragoso
Yara Amaral Áurea Santos
Lourdes Mayer Ester Santos
Ivan Cândido Aníbal Fragoso
Gracinda Freire Alzira da Silva Maia Neves
Lauro Corona Beto (Paulo Roberto Souza Prado Cardoso)
Cleyde Blota Emília de Castro Mello
Diana Morel Anita
Eduardo Tornaghi Raulzinho
Suzana Queiroz Leila
Mira Palheta Bibi Nascimento Leal
Jacqueline Lawrence Solange Rocha
Chica Xavier Marlene
Neuza Borges Madá (Maria Madalena de Jesus)
Regina Vianna Neide
Renato Pedrosa Everaldo
Jandira Martini Jamile Santos
Zezé Polessa Berrita
Rose Addario Selma
Joyce de Oliveira Zuleica
Orion Ximenes Bandeira
Maria Lúcia Dahl Maria Lúcia
Raquel Mazza Neuza
Abelardo de Abreu Álvaro
César Augusto China
Fernando Amaral Cunha
Selma Lopes Jandira
Jardel Mello João
Sandra Campos Dirce
Júlio Luís Paulo César
Moacyr Deriquém Ramos
Fregolente Veiga
Murilo Nery Conselheiro Carrazedo
Marina Miranda Edwiges
Osmar de Mattos Ricardo
Rejane Schumann Luciana
Luciano Sabino Lulu (Luciano)

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Lançamento e repercussão[editar | editar código-fonte]

Dancin' Days fez com que se espalhassem discotecas pelo país.[4] Por causa dessa influência, a novela foi citada no documentário Muito Além do Cidadão Kane como um exemplo do poder da Rede Globo sobre o Brasil. Os telespectadores confundiam a realidade da ficção. Joana Fomm recebia quase diariamente insultos e até propostas indecorosas por telefone, por conta das maldades de sua personagem, Yolanda. Em entrevista na época, Gilberto Braga confessou que até sua cozinheira havia batido o telefone na cara da atriz. “Ela possui um arsenal de informações que teoricamente a impediriam de fazer essa confusão. Ela me vê escrever a novela, dá uma olhadinha no final do capítulo às escondidas, conversa comigo”, contou o autor. “No entanto, quando tentei sugerir que a Joana não tinha nada a ver com a Yolanda, ela respondeu: ‘Sei que o senhor é que escreve aquilo tudo, não sou burra. Bati o telefone outro dia por causa da cara de nojenta que ela fez quando a Júlia entrou no camburão da polícia. A cara não foi o senhor que escreveu, era dela mesmo.’”[3]

Sônia Braga com sua personagem Júlia, influenciou a moda no Brasil, com suas roupas de cetim e meias soquetes de lurex. As meias eram meio fosforecentes, listradas e coloridas, com sadálias de tiras e salto alto, que viraram mania nacional. Para a marcante cena da volta triunfal de Júlia, no capítulo 79, a figurinista Marília Carneiro criou uma calça jogging vermelha de cetim com listas laterais. Completando o visual, a personagem usava as sandálias de salto fino sobre as tais meias de lurex.[3]

Dancin’ Days foi tema, em 1978, de uma reportagem da revista americana Newsweek que destacou a influência da novela sobre os hábitos de consumo dos telespectadores. Além de lançar modismos, como meias coloridas de lurex, ícones de uma geração, a novela promoveu produtos como água-de-colônia e sandália de salto fino.[3]

Foram vendidas 400 mil bonecas Pepa, brinquedo da personagem Carminha (Pepita Rodrigues).[3]

Por causa da novela, os voos de asa-delta, praticados pelo personagem Beto de Lauro Corona, deixaram de ser um hobby apenas da zona sul carioca.[4]

O produtor musical Nelson Motta, graças ao sucesso de Dancin' Days, reabriu sua discoteca em 1978 - dessa vez no alto do Morro da Urca. Ela narra em seu livro Noites Tropicais: "Todas as sextas e sábados três mil pessoas lotavam os bondinhos (...) Muita gente que confundia a novela com a discoteca, que imaginava 'estar' na novela, que esperava encontrar a Sônia Braga dançando na pista."

A socialite carioca Leda Castro Neves construiu em janeiro de 1979, mês de encerramento da novela, uma discoteca em sua mansão na Barra da Tijuca e convidou colunáveis fãs de Dancin’ Days a comparecerem vestidas como os personagens da novela e realizarem o sonho de participar de uma das noites de festa e diversão semelhantes as da novela, na mansão dos Castro Neves. As mulheres vestiam peles de onça, calças de cetim, lamês e tecidos prateados semelhantes aos que a protagonista Júlia usava na novela.[3]

O prédio aonde fica o apartamento de Alberico Santos (Mário Lago) existe. É o Edifício Gibraltar e fica na Rua Aires de Saldanha, nº 140, em Copacabana. A fachada do prédio e parte da rua aparecem em diversas cenas em que o personagem sai caminhando. As cenas internas foram feitas em estúdio.

Também existe até hoje o edifício onde se localiza o apartamento de Yolanda (Joana Fomm). Ele fica na Avenida Atlântica, n° 3786, na praia de Copacabana. A fachada permanece a mesma da época das filmagens, com exceção das grades instaladas atualmente. A frente do prédio aparece em diversas cenas nas quais Júlia (Sônia Braga) espera para ver sua filha Marisa (Glória Pires).

Audiência[editar | editar código-fonte]

Teve média geral de 59 pontos. Seu último capítulo marcou 78 pontos.

Censura[editar | editar código-fonte]

Durante a exibição da novela a Censura Federal exigiu cortes e mudanças em roteiros e episódios gravados. Quando a emissora enviou à Brasília a sinopse e descrição dos personagens da nova novela das 20h, chamada provisoriamente de A prisioneira, a censura emitiu seu parecer: só poderia passar depois das 22h. O Departamento de Censura de Diversões Públicas (DCDP) não achou adequado que a trama abordasse “a desagregação familiar gerada pela separação de casais” e “a situação do amor livre”, já que a protagonista era mãe solteira. A Globo fez alterações, e Dancin’ Days (já com o título definitivo) estava pronta para ser gravada.

Mas, como era comum, o certificado de aprovação do governo não significava que a novela estava livre de cortes. O DCDP censurou ao menos 25 capítulos da trama. A maior preocupação era o linguajar dos personagens e as relações familiares e amorosas.[5]

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

Dancin´ Days foi apresentada em cerca de 40 países, entre eles: Bélgica, Bolívia, China, Colômbia, Espanha, França, Polônia, Portugal e Uruguai. Na Itália, chegou a alcançar um público médio de quatro milhões de espectadores por capítulo. No México, foi apresentada pela rede mexicana Televisa em 1986, uma das principais exportadoras de telenovela do mundo. Foi a primeira vez que o México, país com forte tradição na produção de teledramaturgia, exibiu uma novela brasileira.[4]

Legado[editar | editar código-fonte]

Em 2010, Sônia Braga e Antônio Fagundes se reencontraram em cena no episódio A Adúltera da Urca da série As Cariocas, inspirada no livro homônimo de Sérgio Porto. Seus personagens foram batizados de Júlia e Cacá, assim como em Dancin’ Days, numa homenagem do diretor Daniel Filho à novela de Gilberto Braga.[3]

Em 2011 um longa chamado A Novela das 8 foi feito em homenagem à telenovela e para retratar o quanto a mesma que influenciou os jovens, foi produzido pela Querosene Filmes, dirigido por Odilon Rocha e distribuído comercialmente pela Universal Pictures em 2012 para todo o Brasil.[6]

Ainda em 2011, foi lançada em DVD, num box com 12 discos.[7]

Com a volta de Dancin' Days no Canal Viva em 2014, o portal Ego das Organizações Globo mostrou como estão os atores da novela.[8]

Remake[editar | editar código-fonte]

Um remake da telenovela dos anos 1970 Dancin' Days é a segunda co-produção entre a SIC e a TV Globo, e foi exibida em Portugal entre 4 de junho de 2012 e 27 de setembro de 2013, num total de 336 capítulos e com orçamento estimado em oito milhões de euros, segundo Luís Marques, um dos diretores do remake. [9]

Em 2012, a Rede Globo cogitou fazer um remake da novela para 2013 no horário das 23h, com autoria de Gilberto Braga. Porém à emissora decidiu adiar a nova produção. Em 2014, numa entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", Gilberto revela que realmente pensou em fazer um remake, porém diante do fracasso da segunda versão de Guerra dos Sexos, desistiu de fazer novamente a novela. [10] [11] [12] [13]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora nacional[editar | editar código-fonte]

Dancin' Days Nacional
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1978
Gênero(s) Vários
Duração 40m15'
Formato(s) Vinil CD
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de Vários intérpretes
Último
Último
-
Dancin' Days Internacional
Próximo
Próximo
  1. "João E Maria" - Nara Leão - partic. esp. Chico Buarque
  2. "Amante Amado" - Jorge Ben
  3. "Antes Que Aconteça" - Marília Barbosa
  4. "Guria" - Luiz Wagner
  5. "Dancin' Days" - As Frenéticas
  6. "Hora De União (Samba Soul)" - Lady Zu e Totó Mugabe
  7. "Amanhã" - Guilherme Arantes
  8. "Agora É Moda" - Rita Lee
  9. "Kitch Zona Sul"- Ronaldo Resedá
  10. "Solitude" (Solitude) - Gal Costa
  11. "Copacabana" - Dick Farney

Trilha sonora internacional[editar | editar código-fonte]

Dancin' Days Internacional
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1978
Gênero(s) Vários
Duração 40m15'
Formato(s) Vinil CD
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de Vários intérpretes
Último
Último
Dancin' Days Nacional
-
Próximo
Próximo

A trilha sonora internacional vendeu quase um milhão de cópias, batendo o record anterior, a trilha nacional de Estúpido Cupido, com músicas dos anos 60.[4]

  1. "Dancin' Days Medley (Night Fever / Stayin' Alive / You Should Be Dancing / Nights on Broadway / Jive Talkin' / Lonely Days / If I Can't Have You / Every Night Fever)" - Harmony Cats
  2. "Three Times a Lady" - The Commodores
  3. "Scotch Machine" - Voyage
  4. "The Wages Of Sin" - Santa Esmeralda
  5. "You Light Up My Life" - Debby Boone
  6. "The Grand Tour" - Grand Tour
  7. "I Loved You" - Freddy Cole
  8. "Macho Man" - Village People
  9. "Follow You, Follow Me" - Genesis
  10. "Gypsy Lady" - Linda Clifford
  11. "Blue Street" - Blood, Sweat & Tears
  12. "Rio de Janeiro" - Gary Criss
  13. "Rivers Of Babylon" - Boney M.
  14. "Automatic Lover" - Dee D. Jackson

Trilha sonora italiana[editar | editar código-fonte]

  • OST Dancin' Days - Italia (Rete4 / RCA italiana):
  1. Occhio di serpente 3'.03" - Marisa Interligi
  2. Le tre Campane 4'.25" - Schola Cantorum
  3. Tenerezza e Semplicità 3'.41" - Marisa Interligi
  4. Amante Amado 4'.21" - Jorge Ben
  5. Descaminhos 3'.12" - Joanna
  6. Ma ci pensi, io e te 3'.26" - Il Guardiano del faro
  7. Once Again (Outra Vez) 3'.31" - Samba Soul
  8. Let it in 4'.35" - Charme
  9. Mania de Você 3'.44" - Rita Lee
  10. Amanhâ 3'.52" - Guilherme Arantes
  11. Love's Whistle 2'.43" - Free Sound Orchestra

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu APCA[editar | editar código-fonte]

Ano Recipiente Categoria Resultado
1979 Joana Fomm Televisão: Melhor Atriz * Venceu
Gracinda Freire Venceu
Yara Amaral Venceu
Lauro Corona Televisão: Melhor Ator Revelação Venceu
Glória Pires Televisão: Melhor Atriz Revelação Venceu
  • (*)Empate


Referências

  1. Novela de Gilberto Braga, 'Dancin' days' será exibida pelo Viva
  2. Canal Viva vai reprisar a novela "Dancin’ Days" a partir de 7 de abril
  3. a b c d e f g h i j k Dancin' Days - Curiosidades. Memória Globo. Globo.com. Página visitada em 9 de abril de 2014.
  4. a b c d e f g h i j k l m n Nilson Xavier. Dancin' Days - Bastidores. Teledramaturgia. Página visitada em 9 de abril de 2014.
  5. CENSURA NA TV GLOBO. Memória Globo. Página visitada em 25 de junho de 2014.
  6. http://www.jb.com.br/festival-do-rio-2011/noticias/2011/10/11/dirigido-por-odilon-rocha-a-novela-das-8-homenageia-teledramaturgia-brasileira/
  7. Dancin' Days na Livraria Saraiva
  8. Com a volta de 'Dancin' Days' à TV, veja como estão os atores do elenco hoje. Ego. Globo.com (8 de abril de 2014). Página visitada em 9 de abril de 2014.
  9. http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1971018&seccao=Televis%E3o
  10. Fernando Oliveira (18 de junho de 2012). Depois de 'Gabriela', Globo planeja fazer remake de 'Dancin' Days' para a faixa das 23h. IG - Colunistas - Na TV. Página visitada em 04 de junho de 2014.
  11. Fernando Oliveira (01 de agosto de 2012). Globo adia para 2014 remake de 'Dancin' Days' e confirma nova versão de 'Saramandaia' para o ano que vem. IG Colunistas - Na TV. Página visitada em 04 de junho de 2014.
  12. Redação (04 de abril de 2014). Autor de "Dancin' Days", Gilberto Braga diz: "não faço mais remake". NaTelinha. Página visitada em 04 de junho de 2014.
  13. Vitor Angelo (03 de abril de 2014). Apesar de pedidos, Gilberto Braga descarta fazer remake de Dancin’ Days. Vírgula UOL. Página visitada em 04 de junho de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]