Daniela Mercury
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| Daniela Mercury | |
|---|---|
Daniela no carnaval de Salvador em 2007. |
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| Informação geral | |
| Nome completo | Daniela Mercuri de Almeida |
| Data de nascimento | 28 de Julho de 1965 |
| Origem | Salvador, Bahia |
| País | |
| Gêneros | Axé, Samba-reggae e MPB |
| Instrumentos | Voz |
| Período em atividade | 1981 – presente |
| Gravadoras | Canto da Cidade |
| Afiliações | Companhia Clic |
| Página oficial | www.danielamercury.art.br |
Daniela Mercuri de Almeida (Salvador, 28 de julho de 1965), conhecida simplesmente como Daniela Mercury, é uma cantora, compositora, dançarina brasileira de axé music, samba-reggae e MPB. Mercury é conhecida como a rainha deste gênero musical. Desde que começou a fazer sucesso, a partir da década de 1990, se tornou uma das cantoras brasileiras mais populares de todos os tempos, vendendo cerca de onze milhões de álbuns em todo o mundo.
Índice |
[editar] Vida pessoal
Daniela Mercury é filha de Liliana Mercuri de Almeida, uma assistente social de ascendência italiana, e Antônio Fernando de Abreu Ferreira de Almeida, um mecânico português. Mercury cresceu no bairro de Brotas com os quatro irmãos: Tom, Cristiana, Vânia (que também é cantora) e Marcos.
Quando tinha oito anos de idade, Mercury começou a estudar dança. Aos treze, após assistir um show de Elis Regina, decidiu se tornar cantora, e aos quinze começou a se apresentar em bares.
Em 1984, aos dezenove anos de idade, casou-se com o engenheiro eletrônico Zalther Portela Laborda Póvoas. Um ano mais tarde, em 3 de setembro de 1985, deu à luz a Gabriel, o primeiro filho. No ano seguinte, nasceu Giovanna. Em 1996, Mercury e Póvoas se separaram.
[editar] Carreira
[editar] O início da carreira (1984-1990)
De 1986 a 1988, Daniela Mercury foi vocalista da banda Eva. Em 1988 se tornou vocal de apoio da banda de Gilberto Gil e, em seguida, entre os anos de 1989 e 1990, gravou dois álbuns como vocalista da banda Companhia Clic. Com esta, lançou as canções "Pega que Oh!" e "Ilha das Bananas", que fizeram sucesso um tanto quanto moderado nas rádios da Bahia. Logo no início da década de 1990, Mercury decidiu partir para a carreira solo.
[editar] A conquista do sucesso (1991-1994)
O primeiro álbum de Mercury, que leva o nome como título, foi lançado em 1991 pela gravadora independente Eldorado. Deste, foram lançadas para as rádios as canções "Swing da Cor" (o primeiro número um da cantora na parada brasileira) e "Menino do Pelô", ambas gravadas com o bloco-afro Olodum. No ano seguinte, desligou-se da gravadora e, desde então, produz os próprios álbuns para depois negociar a distribuição dos mesmos com as gravadoras que estejam interessadas.
Em 1992 apresentou-se no projeto Som do meio dia no Museu de Arte de São Paulo. O show reuniu mais de trinta mil espectadores, o que acabou por deixar o trânsito engarrafado nas imediações do local. Após quarenta minutos de show, Mercury foi retirada do palco por representantes da secretaria de turismo de São Paulo, que, preocupados com a estrutura do museu, obtiveram uma ordem da polícia militar para retirá-la do local.
Logo após o show, Mercury foi contatada pela gravadora Sony Music e através desta lançou o segundo álbum solo, O Canto da Cidade. O álbum vendeu mais de dois milhões de cópias no Brasil, fazendo com que Mercury se tornasse a segunda intérprete feminina a atingir tal feito, e produziu sucessos como "O Mais Belo dos Belos", "Batuque", "Você Não Entende Nada" e a faixa-título, todos números um na parada oficial. As canções "Só pra te Mostrar", um dueto com Herbert Vianna, e "Bandidos da América" fizeram um sucesso moderado nas rádios brasileiras, atingindo as posições de número nove e vinte um na parada, respectivamente.
O álbum rendeu a Mercury um especial de fim de ano na Rede Globo, onde foram mescladas apresentações de um show gravado na praça da Apoteose no Rio de Janeiro com videoclipes gravados com Caetano Veloso, com Herbert Vianna e Tom Jobim. Anos mais tarde, o especial, até então inédito em vídeo, foi lançado em DVD para comemorar os quinze anos do lançamento do álbum.
Em julho de 1993, Mercury foi uma das principais atrações brasileiras no prestigiado Festival de Jazz de Montreux na Suíça.
Alguns consideram que o disco O Canto da Cidade foi o percursor do movimento samba reggae ganhando força do norte ao sul do país onde logo denominaria-se axe music, que permitiu que outros artistas aparecessem no cenário musical brasileiro como Ivete Sangalo, Carla Vise, entre outras. Foi apelidada de furacão da Bahia a rainha do Axe. O carnaval da Bahia se popularizou com as micaretas,e Mercury no centro desse momento, experimentou um pico de popularidade e impacto pouco visto na historia da música popular brasieleira.
[editar] Desenvolvimento artístico (1994-1999)
Em 1994 Mercury lançou o terceiro álbum, intitulado Música de Rua, através da Sony. As críticas foram duras, afirmando que a cantora copiara a fórmula do álbum anterior. No entanto, este álbum vendeu mais de um milhão de cópias e produziu dois números um ("Música de Rua" e "O Reggae e o Mar") e um número seis ("Por Amor ao Ilê"). Música de Rua permanece sendo até hoje o álbum mais autoral da carreira de Mercury, sendo que seis das doze canções do álbum são de própria autoria. Naquele mesmo ano, gravou com Ray Charles um comercial da cerveja Antartica em homenagem à Copa Mundial de Futebol da FIFA.
Em 1996 lançou o quarto álbum, Feijão com Arroz. Produzido por Alfredo Moura, maestro e compositor brasileiro, reconhecido por Caetano Veloso como o urdidor da Axé Music. Este foi muito bem recebido por ambos crítica e público, sendo considerado pelo site All Music Guide o melhor da carreira da cantora.Os arranjos e a produção esmerada colaboraram para mostrar ao grande público um lado da cantora até então desconhecido. Entre as canções lançadas estão os número um "À Primeira Vista", "Nobre Vagabundo" e "Rapunzel". As vendas de Feijão com Arroz chegaram perto da casa dos dois milhões de cópias, fazendo deste o segundo álbum mais vendido de toda a carreira de Mercury. Essse sucesso fenomenal reflete a importância da produção musical de Alfredo Moura, também responsável por diversos sucessos baianos,brasileiros e internacionais, tais como "Brasileiro" de Sergio Mendes, "Alfagamabetizado" de SergioMendes, entre outros. O álbum, graças a esmerada e artística produção, ajudou a impulsionar a carreira internacional da cantora. Em Portugal, se tornou um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. Na França, vendeu cerca de 300 mil cópias e Mercury lotou o teatro La Cigale. Em Nova Iorque, a cantora bateu recorde de público no Festival de Artes Latinas do Lincoln Center. Recentemente, a capa foi escolhida por internautas do site do Jornal da Globo como a melhor da história da música popular brasileira, superando as capas históricas de Tropicália ou Panis et Circenses, Secos e Molhados e Cabeça Dinossauro. A capa foi produto da escolha da própria Daniela e do seu arranjador e produtor, Alfredo Moura. Ainda este ano a Cantora foi responsável por algumas inovações, quando resolve descer um bloco tradicional (crocodilo) para o circuito alternativo da Barra. Foi considerada uma louca por levar um bloco tradicional para um circuito esquecido e sem divulgação. Passaram-se anos, e blocos como Camaleão e Coruja decidem aos poucos copiar os passos do Crocodilo. No mesmo ano, Daniela Mercury cria o primeiro camarote não-oficial da folia com intuito de receber convidados e imprensa nacional/internacional para divulgar a festa. No ano seguinte, Flora Gil cria o Expresso 2222 e nos anos seguintes, outros artistas e empresários copiam a idéia porém, como forma de ganhar dinheiro. Já consolidada na Barra, Daniela resolve criar um encontro de trios alternativo, voltando na contra-mão na terça-feira, de Ondina ao farol arrastando a pipoca, Consegue reunir outros trios como o Expresso e o da Timbalada. Depois desse novo experimento dela, aparece o bloco Voa-Voa e o arrastão de Ivete Sangalo, também na Barra. Aos poucos também Mercury começa a fazer homenagens no carnaval e se fantasiar para os dias de folia, isso desperta seus colegas a fazerem o mesmo. Hoje outros grandes artistas do carnaval Baiano seguem a mesma linha da cantora, tentando resgatar o lado lúdico da festa. No ano de 1997 Mercury fez uma participação especial ao lado de Alceu Valença na telenovela Mandacaru, da extinta tv manchete, onde ambos interpretaram respectivamente Lampião e Maria bonita. No ano de 1998, passado o sucesso de Feijão com Arroz, Mercury lançou o primeiro álbum gravado inteiramente ao vivo, intitulado Elétrica. Este álbum, produziu o número oito "Trio Metal" de autoria de Alfredo Moura, Renan Ribeiro, Marcelo Porciúncula e Daniela. No mesmo ano, Mercury participou da coletânea Tropicália - 30 anos, onde interpretou "Alegria, alegria", uma das canções assinatura de Caetano Veloso. Nesse mesmo ano, o videoclipe de "Rapunzel", magnânimo arranjo do compositor e maestro Alfredo Moura, marco da instrumentação para metais na Bahia, foi exibido nos intervalos dos jogos da Copa de Futebol da França e a cantora foi eleita a artista do verão pelo canal France 2, o maior canal público francês.
Em 1999 foi lançada a coletânea Swing Tropical, o último álbum lançado através Sony. Esta coletânea continha os maiores sucessos até então e uma regravação de "País Tropical", um dos maiores sucessos de Jorge Ben Jor, com o Olodum, sob a direção e produção de Alfredo Moura. Neste mesmo ano, Mercury fundou um dos principais trios elétricos do carnaval de Salvador, o Trio Techno. A cantora foi vaiada devido à estranheza do grande público para com a fusão com a música eletrônica, No entanto, foi aos poucos garantindo a aceitação e todo ano, desde então, o trio é acompanhado por uma enorme multidão no percursso Barra/Ondina e hoje o carnaval da Bahia é invadido por Djs em blocos e camarotes.
[editar] Mudança no som (2000-2004)
No período de 2000 até 2004 Mercury lançou quatro álbuns através da BMG, onde aos poucos foi propositalmente excluindo-se da axé music, que entrava em declínio. O primeiro deles foi Sol da Liberdade, que vendeu quase um milhão de cópias e produziu dois números um: "Ilê Pérola Negra" e a regravação de "Como Vai Você" de Antônio Marcos. A outra canção lançada, "Santa Helena", atingiu a posição de número vinte e seis, a pior da carreira de Mercury até então. O álbum inovou por fundir sons tradicionais da carreira de Mercury com a música eletrônica. O disco foi elogiado pela critica e a turnê foi a mais bem sucedida da cantora até então, chegando a receber uma elogiosa crítica do The New York Times quando da passagem por Nova Iorque.
No ano seguinte, Mercury confirmou que permaneceria na linha de fusão com música eletrônica ao lançar Sou de Qualquer Lugar. O álbum vendeu apenas metade do que o anterior, mas produziu o número um "Mutante", escrito por Rita Lee e Roberto de Carvalho. As outras duas canções lançadas, "Beat Lamento" e "Estrelas", um dueto com Toni Garrido, atingiram posições bem inferiores na parada brasileira para os padrões de Mercury: números quinze e vinte, respectivamente. O álbum foi recebido com críticas negativas por parte da mídia. Por romper com os estigmas e mergulhar em projetos tão díspares quanto instigantes, Mercury,certa vez declarou: " Se invisto sempre no samba-reggae, dizem que sou repetitiva, axezeira. Se parto para a MPB como fiz no Clássica (CD/DVD gravado em 2004 com repertório que ia de Tom Jobim a João Bosco) me acusam de prepotente. Se flerto com a eletrônica (CD Carnaval eletrônico), me lançam pedras, afirmando que estou perdida. Eu sou uma cantora de música popular brasileira e tenho o direito de experimentar. Não sou acomodada. Tenho atitude e sei o que quero". No mesmo ano, a cantora foi convidada para repesentar o Brasil na entrega do Prêmio Nobel da Paz, onde cantou com Paul McCartney.
Em abril de 2003, a cantora lançou o segundo álbum ao vivo, MTV Ao Vivo - Eletrodoméstico. O álbum foi gravado em 23 e 24 de janeiro daquele ano na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. A performance do show foi lançada em DVD, o primeiro de Mercury. As vendas foram inferiores a dos álbuns anteriores, porém duas das três canções lançadas experimentaram um sucesso moderado; "Meu Plano", de Lenine, e "Dona da Banca", que atingiram as posições de número onze e dezessete na parada brasileira, respectivamente.
Em 2004, Mercury lançou Carnaval Eletrônico, o último através da BMG, que se fundiria à Sony em agosto do mesmo ano. Para a gravação deste álbum, Mercury convidou influentes DJs e produtores de música eletrônica, além de Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Lenine. O lançamento do álbum coincidiu com a comemoração dos cinco anos da formação do Trio Techno. O disco vendeu cento e noventa mil cópias e produziu o número um "Maimbê Dandá" (o último da cantora no país), canção ganhadora do trofeu Dodô e Osmar. A outra canção lançada deste álbum, "Vou Batê Pra Tu", atingiu a posição de número 76 na parada do Brasil, tornando-se a canção de Mercury de pior desempenho na parada. Ainda neste ano esteve presente no DVD de Ivete Sangalo, fazendo um dueto com a música Pan - americana e também esteve presente no DVD dos 25 anos da banda eva, onde canta com Saulo a música Anjo.
[editar] Retorno ao som antigo (2004-2007)
Os álbuns de Mercury produzidos durante 2004 até 2006 abandonaram, em partes, a fusão com a música eletrônica claramente evidente nos álbuns anteriores.
Em 2005, Mercury lança o terceiro álbum ao vivo, Clássica. Gravada em 2004 em São Paulo, a performance do álbum, - que conta com a participação especial de Vânia Abreu, irmã mais nova da cantora -, foi lançada em CD e DVD através da Som Livre. No álbum, Mercury interpreta canções de bossa nova, jazz e MPB, deixando de lado as canções que geralmente estão associadas à imagem. O lançamento deste álbum marcou uma nova fase na carreira de Mercury, possuindo agora controle total e completo da obra. O álbum foi recebido com críticas positivas e negativas e é o de menor vendagem em toda a carreira da cantora.
No mesmo ano, através da EMI, lança Balé Mulato, o oitavo álbum de estúdio. O álbum foi muito bem recebido pelos críticos, que chegaram a compará-lo com Feijão com Arroz. No entanto, o álbum não foi muito bem recebido pelo público, com nenhuma das canções lançadas sendo capazes de atingir o topo da parada. Foi incluída no álbum a canção "Olha o Ghandi Aí", eleita a melhor do carnaval de Salvador de 2005, pela Rede Bandeirantes, com mais de um milhão de votos registrados pela emissora. No ano seguinte, "Levada Brasileira", outra canção do mesmo álbum, conseguiria repetir o feito.
Em 2006 a cantora lançou, também através da EMI, o DVD Baile Barroco, gravado ao vivo no carnaval de Salvador do ano anterior (dias 5, 6, 7 e 8 de fevereiro). Este DVD conta com as participações especiais de Gilberto Gil, Luiz Caldas e Ricardo Castro, numa inovadora performance em que a cantora substitui a banda pelo pianista de música clássica. A proposta causou certa polêmica Brasil afora. Os defensores das tradições do carnaval baiano acusaram-na de querer elegantizar o popular. Chamaram Daniela de arrogante, má fama, aliás, com a qual ela tem convivido há anos devido ao gosto musical depurado.
Em 17 de setembro deste mesmo ano, gravou Balé Mulato - Ao Vivo no Farol da Barra, em Salvador. A performance do show foi lançada nos formatos de DVD e CD, através da EMI. O show contou com as participações especiais da Banda Didá e das cantoras Gil e Mariene de Castro. Coube ao cineasta pernambucano Lírio Ferreira a direção de imagens do DVD. Balé Mulato - Ao Vivo venceu o Grammy Latino de melhor álbum brasileiro de música regional ou de raízes, o primeiro de Mercury após quatro indicações frustradas.
Em 2007 Mercury foi escolhida para participar de um álbum de tributo ao maestro italiano Ennio Morricone. Também gravou com Zé Ramalho o dueto "Procurando a Estrela", que fez parte da trilha-sonora da novela Caminhos do Coração da Rede Record, e foi convidada para cantar "Cidade Maravilhosa" e "Aquarela do Brasil" no final da cerimônia de abertura dos XV Jogos Pan-Americanos e dos III Jogos Parapan-Americanos, ambos realizados no Rio de Janeiro. Também comemorou os quinze anos do álbum O Canto da Cidade com a realização de shows especiais. Também no mesmo ano, participou do DVD Cidade do Samba, onde cantou com João Bosco a música de frente para o crime, Mercury também esteve presente no DVD Beth Carvalho canta o samba da Bahia. No primeiro semestre do ano seguinte, Mercury fez participações no DVD de Cláudia Leitte, gravado ao vivo na praia de copacabana, onde ambas cantaram Cidade eletrica, nova música de trabalho de claudinha e chamou atenção da midia pela perfomace no novo DVD da banda cheiro de amor, onde ao lado de Aline Rosa, interpretou de forma sensual o hit uma noite e 1/2, sucesso na voz de Marina na década de 80.
[editar] Atualidade
No início de 2008, a cantora lançou "Preta", que conta com a participação especial de Seu Jorge. A canção, que é fortemente influenciada pelo samba, foi uma das mais tocadas do país durante o carnaval. Mercury anunciou no programa Homenagem ao Artista que esta canção irá fazer parte do álbum que está gravando que será lançado em breve pela EMI. A Sony BMG recentemente relançou, em formato de box, o álbum O Canto da Cidade e o especial exibido pela Rede Globo em dezembro de 1992 [1][2][3].
Em 2009 Daniela Mercury também gravou a música para o Carnaval oyá por nós, de autoria de Alfredo Moura, Margareth Menezes e Daniela. O tema, baseado numa canção Keto de Yansã, foi primeiramente usada por Alfredo Moura na cerimônia de doutouramento honoris-causa de Gilberto Gil na Universidade de Aveiro, Portugal. Depois disso, o maestro Alfredo Moura usou o mesmo tema de Yansã numa peça para côro e ensemble em Viena Áustria, na Faculdade de Ciências Musicais. Depois de um ano, mostrou o tema para Daniela, que não o conhecia e ela imediatamente quis grava-la para lançar no Carnaval 2009. Ainda neste ano a revista Rolling Stones Brasil (edição especial de 2 anos - Outubro 2008) publicou o nome da cantora na lista dos 100 maiores artistas da música brasileira de todos os tempos, Dos nomes escolhidos por um júri especializado, composto por profissionais da área de música e cultura, são apenas 16 mulheres e seu nome configurou ao lado de artistas como Carmem Miranda, Clara Nunes e Elis Regina.
Também a artista foi alvo de adimiração de Camille Paglia, uma das mais importante intelectuais americana na área de cultura e arte que nutria uma "paixão" intelectual por Madonna, porém, desde que esteve aqui no páis para um Congresso na Bahia tem escrito entusiasmados artigos sobre Mercury chegando até a afirmar que Mercury é a artista que Madonna queria ser.
[editar] Filantropia
O trabalho filantrópico de Mercury está mais ligado às crianças. Em 1995 foi condecorada embaixadora nacional da boa vontade do UNICEF, se tornando a segunda personalidade brasileira a receber tal honra. Mercury também já participou de vários shows beneficentes em prol das crianças, dentre eles o Criança Esperança da UNICEF e o Teleton da AACD. Parte dos direitos do álbum Elétrica de 1998 foram doados à UNICEF. É também embaixadora do Instituto Ayrton Senna.
Mercury também já participou de outros projetos beneficentes, não ligados diretamentes às crianças. Em 7 de outubro de 2003, participou do show Solidariedade Brasil-Noruega em prol do Fome Zero no Teatro Nacional, em Brasília. É ligada também à ONG América Latina em Ação Solidária (ALAS), tendo participado em setembro de 2007 de uma campanha publicitária promovendo ajuda aos desabrigados pelo terremoto no Peru. Participou de Programas como "UN SOL PRA LOS NIÑOS" em 1994, na Argentina, Campanhas de Soro caseiro, participa de Campanhas de Direitos Humanos, Campanha Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, esteve em cerimônia de lançamento do "PROGRAMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PÃO E LEITE" do Governo de Goiás, em Goiânia, e em cerimônia do Prêmio "EDUCAÇÃO E PARTICIPAÇÃO" promovido pelo UNICEF e Banco Itaú, em São Paulo, contribuiu em cerimônia comemorativa da parceria UNICEF-CREDICARD, em São Paulo, também realizou dois shows para Fundação Odebrecht com doação do cachê para os desabrigados das chuvas em Salvador e para o Coral do Instituto dos Cegos. Além de visitas a várias instituições que trabalham com crianças, deu apoio a campanhas contra a fome e em prol da preservação da natureza. Durante a etapa americana da turnê Sol da liberdade, Daniela Mercury, como Embaixadora do UNICEF no Brasil, participou, na sede da ONU, em Nova Iorque, da cerimônia de lançamento da campanha mundial Unidos Com as Crianças e Adolescentes/Unidos Vamos Vencer a AIDS, para intensificar as ações em favor de milhões de meninas e meninos afetados pelo HIV.
[editar] Controvérsias
Em 1996 Daniela Mercury foi apontada pela mídia sensacionalista como a pivô da separação de Chico Buarque e Marieta Severo. Em entrevista à revista IstoÉ, Mercury declarou que "foi uma leviandade o que fizeram, uma irresponsabilidade que causou um grande tumulto na minha vida e na vida dos dois. Foi desagradável demais. Foi uma inconseqüência que não fez bem para ninguém" [4].
No final de 2005 Mercury, católica devota, foi desconvidada de um concerto de Natal no Vaticano devido à sua posição favorável ao uso de preservativos como forma de prevenção à AIDS[5]. No entanto, de acordo com uma matéria publicada no site do Centro de Mídia Independente, a cantora foi desconvidada do evento porque iria se pronunciar a favor do uso de preservativos para o público durante a performance no evento [6]. Tal matéria afirma ainda que a controvérsia não passou de uma campanha publicitária para a divulgação dos álbuns Balé Mulato e Clássica.
Em 2006 Mercury se opôs abertamente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que gerou críticas de outros artistas, como do maranhense Zeca Baleiro (que a acusou de sofrer "apadrinhamento" de Antônio Carlos Magalhães, o que ela negou veementemente). No fim daquele mesmo ano, em uma entrevista à Folha de S. Paulo, Mercury se declarou contra a reeleição em geral e "a favor de alternância no governo". A cantora declarou que já havia votado em Lula quatro vezes e que ficou decepcionada "com essa primeira gestão dele (...), chocada com tantos escândalos". Ela demonstrou, no entanto, fé de que "o Brasil tenha quatro anos de gestão de Lula como a gente esperou que seria o primeiro mandato" [7].
Uma matéria publicada no site do jornal Folha de S. Paulo em 15 de agosto de 2007 erroneamente se referiu a Mercury como sendo uma das participantes do controverso Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros (conhecido popularmente como Cansei) [8]. Em 23 de agosto, o jornal lançou uma nota de errata corrigindo-se, afirmando que Mercury não está ligada à organização [9].
Em 2007 Mercury foi novamente vítima da mídia sensacionalista quando a coluna "Retratos da Vida" do jornal carioca Extra divulgou que ela estaria namorando uma arquiteta residente da cidade de Nova Iorque. A assessoria de imprensa de Mercury afirmou que não comenta sobre a vida pessoal da cantora. [10].
[editar] Discografia
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Álbuns da Companhia Clic
Álbuns de estúdio
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Outros álbuns
Lançamentos em vídeo e DVD
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Singles número um no Brasil
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[editar] Composições
A cada álbum lançado, Mercury grava pelo menos uma canção na qual esteve envolvida no processo de composição. "O Canto da Cidade", co-escrita com Tote Gira, é a canção de própria autoria de maior sucesso, tendo permanecido na primeira posição da parada brasileira por várias semanas em 1992. O álbum de estúdio mais autoral é Música de Rua (1994), no qual ajudou a compor seis das doze canções que interpreta. As primeiras canções que compôs sozinha foram "Elétrica" e "Abraço", que estão presentes em Elétrica, o primeiro álbum gravado ao vivo.
[editar] Prêmios
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Prêmio Multishow de Música Brasileira
Prêmio APCA
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Troféu Band Folia
- 2005: Melhor Música por " olha o ghandy ai"
- 2006: Melhor Música por " Levada Brasileira"
[editar] Notas de rodapé
- ↑ http://blogdomauroferreira.blogspot.com/2008/01/especial-global-de-daniela-vira-dvd-em.html
- ↑ http://www.brasilpandeiro.com.br/musicabrasileira/?go=noticiaDetalhe&id=410
- ↑ http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=2008118163234&assunto=100&onde=1
- ↑ http://www.terra.com.br/istoe/vermelha/142702.htm
- ↑ http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u55445.shtml
- ↑ http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2005/12/341287.shtml
- ↑ http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u67075.shtml
- ↑ http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u320134.shtml
- ↑ http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u322486.shtml
- ↑ [1]
[editar] Referências
- [2]. ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Instituto Cultural Cravo Albin.
- [3]. Biografia no Internet Movie Database.
[editar] Ligações externas
- Página oficial
- Daniela Mercury no MySpace
- Biografia em um fã-site
- Reportagem na revista IstoÉ
- Entrevista à revista IstoÉ
- Entrevista ao jornal Folha de S. Paulo

