Daniela Mercury

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Daniela Mercury
Daniela Mercury na festa do 35º aniversário da independência de Cabo Verde em 2010.
Informação geral
Nome completo Daniela Mercuri de Almeida Verçosa[1] [2]
Também conhecido(a) como Rainha do Axé
Nascimento 28 de julho de 1965 (49 anos)
Origem Salvador, Bahia
País  Brasil
Nacionalidade Brasil Brasileira, Portugal Portuguesa
Gênero(s) Axé
Samba
Samba-Reggae
MPB
Instrumento(s) Vocais
Extensão vocal Mezzo soprano
Período em atividade 1981 – Presente
Outras ocupações Atriz, Bailarina
Gravadora(s) Eldorado, EMI Music, Musicrama, Sony BMG Music Entertainment, RCA Records[3]
Afiliação(ões) Companhia Clic, Gilberto Gil, Cheiro de Amor, Herbert Vianna, Caetano Veloso, Tom Jobim
Influência(s) Jorge Ben Jor, Carmen Miranda, Gilberto Gil, Elis Regina, Clube da Esquina, Luiz Gonzaga[4]
Página oficial DanielaMercury.art.br

Daniela Mercury, nome artístico de Daniela Mercuri de Almeida (Salvador, 28 de julho de 1965), é uma cantora, compositora, dançarina, produtora, atriz e apresentadora de televisão[5] brasileira. Vencedora de um Grammy Latino, por seu álbum Balé Mulato, recebeu também seis Prêmios TIM de Música, um prêmio pela APCA, três prêmios Multishow e dois prêmios pelo VMB, de melhor videoclipe e fotografia.

Daniela é uma das maiores cantoras, e mais famosas de axé music. Desde de 1991 até hoje, Daniela lançou diversos álbuns e singles (sendo 14 em primeiro lugar e 24 Top 10), vendendo mais de 20 milhões de discos em todo o mundo.[6] Entre os seus maiores sucessos, encontram-se "O Canto da Cidade", "Rapunzel", "Maimbê Dandá", "À Primeira Vista", "Swing da Cor", "Mutante", "Nobre Vagabundo" e "Ilê! Pérola Negra (O Canto do Negro)". Ela gravou um DVD comemorativo de 25 anos do Cirque du Soleil e fez parte do Festival de Jazz de Montreal.[7] Além disso, Mercury foi convidada para participar do DVD de Alejandro Sanz, e cantar com Paul McCartney, em Oslo, na Noruega, durante a entrega do Prêmio Nobel da Paz.

Em 2009 a cantora lançou o seu mais recente trabalho, denominado Canibália, junto com o álbum, Daniela lançou uma turnê internacional, que até hoje, totaliza mais de 23 apresentações. O álbum gerou três singles, até agora, "Preta", com Seu Jorge, "Oyá Por Nós", com Margareth Menezes e "Sol do Sul". Neste mesmo ano, Camille Paglia, escritora e uma das mais importantes intelectuais na área cultural, e que nutria uma "paixão" intelectual por Madonna, declarou que Daniela Mercury é a artista que Madonna gostaria de ser.

Em 2010 o trio-elétrico de Daniela comemorou 60 anos e, a artista, 20 anos de carreira. Em entrevista Daniela declarou que produzirá um filme sobre a história do Axé,[8] projeto que ainda não tem diretor definido.[9] [10] Para o Carnaval de 2010, Daniela, ao lado de Marcelo Quintanilha, compôs "Andarilho Encantado",[11] single cantando pela primeira vez no "Pôr do Som", show realizado no Farol da Barra, em Salvador.

Em 2011 o canal de TV americano, CBS, elegeu Daniela Mercury como a “Carmem Miranda dos novos tempos”.[12] O álbum Canibália que havia sido lançado nos Estados Unidos rendeu uma crítica do jornal The New York Times que diz: “Daniela Mercury ultrapassa os conceitos que foram exaltados durante a sua carreira (…) com um pop contemporâneo, abraçando a pluralidade étnica e cultural do Brasil (particularmente a cultura afro-brasileira, embora Daniela Mercury seja branca), lembrando o passado e transformando-o."

Em fevereiro de 2013 a cantora foi convidada para uma entrevista ao programa Leading Women, da CNN Internacional, e foi anunciada pela emissora como a "Madonna brasileira". A atração destaca as mulheres mais influentes do mundo em suas áreas de atuação.[13]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Daniela Mercury é filha de Liliana Mercuri de Almeida, uma assistente social de ascendência italiana, e António Fernando de Abreu Ferreira de Almeida, um mecânico português. Mercury cresceu no bairro de Brotas com os quatro irmãos: Tom, Cristiana, Vânia (que também é cantora) e Marcos. Quando tinha oito anos de idade, Mercury começou a estudar dança. Aos treze, após assistir a um show de Elis Regina, decidiu se tornar cantora, e, aos quinze, começou a se apresentar em bares.

Em 1984, aos dezenove anos de idade, casou-se com o engenheiro eletrônico Zalther Portela Laborda Póvoas. Um ano mais tarde, em 3 de setembro de 1985, deu, à luz, Gabriel, o primeiro filho. No ano seguinte, nasceu Giovana. Em 1996, Mercury e Póvoas se separaram.

Daniela foi casada durante três anos com o publicitário italiano Marco Scabia, de quem se separou no final de 2012.[14] [15]

Em 3 de abril de 2013, Mercury postou foto no site de redes sociais Instagram com sua companheira, a jornalista Malu Verçosa. A cantora assumiu publicamente o seu relacionamento homoafetivo com a frase: "Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar".[16] Já em 2012, a cantora baiana havia despertado a atenção da escritora e feminista norte-americana Camille Paglia, a qual declarou, ao jornal inglês The Independent, que tinha uma "queda" pela estrela baiana.[17] [18] Sobre Daniela, Paglia chegou a fazer a seguinte declaração: "Minha vida romântica não existe. Exceto que, nos últimos quatro anos, tenho cultuado uma superstar brasileira."[17] [18] As duas haviam se conhecido quando da vinda de Camille ao Brasil em 2009.[18] Em entrevista à revista brasileira Veja, a intelectual revelou que pretende escrever dois livros sobre a cantora baiana.[19]

Carreira[editar | editar código-fonte]

O início (1984-1990)[editar | editar código-fonte]

De 1986 a 1988, Daniela Mercury foi vocalista da Banda Eva. Em 1988, se tornou vocal de apoio da banda de Gilberto Gil e, em seguida, entre os anos de 1989 e 1990, gravou dois álbuns como vocalista da banda Companhia Clic. Com esta, lançou as canções "Pega que Oh!" e "Ilha das Bananas", que fizeram sucesso um tanto quanto moderado nas rádios da Bahia. Logo no início da década de 1990, Mercury decidiu partir para a carreira solo.

A conquista do sucesso (1991-1994)[editar | editar código-fonte]

Em 2010, na festa do 35º aniversário da independência de Cabo Verde.

O primeiro álbum de Daniela, Daniela Mercury, foi lançado em 1991 pela gravadora independente Eldorado. Deste, foram lançadas, para as rádios, as canções "Swing da Cor", o primeiro single de Daniela a chegar ao topo da parada brasileira, e "Menino do Pelô": ambas gravadas com o bloco afro Olodum. No ano seguinte, desligou-se da gravadora e, desde então, produz os próprios álbuns para depois negociar a distribuição dos mesmos com as gravadoras que estejam interessadas.

Em 1992, apresentou-se no projeto "Som do Meio-Dia" no Museu de Arte de São Paulo. O show reuniu mais de trinta mil espectadores, o que acabou por deixar o trânsito engarrafado nas imediações do local. Após quarenta minutos de show, Daniela foi retirada do palco por representantes da secretaria de turismo de São Paulo, que, preocupados com a estrutura do museu, obtiveram uma ordem da polícia militar para retirá-la do local.

Logo após o show, Daniela foi contratada pela gravadora Sony Music e, através desta, lançou o seu segundo álbum solo, O Canto da Cidade. O álbum vendeu mais de dois milhões de cópias no Brasil, fazendo com que Mercury se tornasse a segunda intérprete feminina a atingir tal feito, e produziu sucessos como "O Mais Belo dos Belos", "Batuque", "Você Não Entende Nada" e a faixa-título do álbum, todos alcançaram o topo da parada oficial. As canções "Só Pra Te Mostrar", um dueto com Herbert Vianna, e "Bandidos da América" fizeram um sucesso moderado nas rádios brasileiras, atingindo as posições de número nove e vinte um na parada, respectivamente.

O álbum rendeu, a Mercury, um especial de fim de ano na Rede Globo, onde foram mescladas apresentações de um show gravado na praça da Apoteose no Rio de janeiro com videoclipes gravados com Caetano Veloso, com Herbert Vianna e Tom Jobim. Anos mais tarde, o especial, até então inédito em vídeo, foi lançado em DVD para comemorar os quinze anos do lançamento do álbum. Em julho de 1993, Mercury foi uma das principais atrações brasileiras no prestigiado Festival de Jazz de Montreux, na Suíça.

Alguns consideram que "O Canto da Cidade" foi o precursor do movimento samba-reggae, logo chamado de axé music, ganhando força em todas as regiões do país e permitindo que outros artistas do gênero, tivessem destaque no cenário musical brasileiro. Acredita-se que, também, a partir deste álbum, o carnaval da Bahia passou a ter divulgação maciça na mídia. Mercury experimentou, durante este período um auge de popularidade pouco visto na história da indústria musical brasileira, sendo apelidada de "furacão da Bahia" e "rainha do axé".

Daniela Mercury se apresentando em Santa Cruz, em Portugal, em agosto de 2005

Desenvolvimento artístico (1994-1999)[editar | editar código-fonte]

Em 1994, Mercury lançou o terceiro álbum, intitulado Música de Rua, através da Sony Music. As críticas foram duras, afirmando que a cantora copiara a fórmula do álbum anterior. No entanto, este álbum vendeu mais de um milhão de cópias e produziu dois singles que alcançaram o topo da parada, "Música de Rua" e "O Reggae e o Mar", e um que chegou no 6° lugar, "Por Amor ao Ilê". "Música de Rua" permanece sendo, até hoje, o álbum mais autoral da carreira de Mercury, sendo que seis das doze canções do álbum são de sua própria autoria. Naquele mesmo ano, gravou com Ray Charles um comercial da Cerveja Antarctica em homenagem à Copa Mundial de Futebol da FIFA.

Em 1996, lançou o quarto álbum, Feijão com Arroz. Produzido por Alfredo Moura, maestro e compositor brasileiro, reconhecido por Caetano Veloso como o urdidor da Axé Music, foi muito bem recebido por ambos crítica e público, sendo considerado, pelo site All Music Guide, o melhor da carreira da cantora. Os arranjos e a produção esmerada colaboraram para mostrar ao grande público um lado da cantora até então desconhecido. Entre as canções lançadas, estão os single, que alcançara o primeiro lugar das paradas, "À Primeira Vista", "Nobre Vagabundo" e "Rapunzel". As vendas de "Feijão com Arroz" chegaram perto da casa dos dois milhões de cópias, fazendo, deste, o segundo álbum mais vendido de toda a carreira de Daniela Mercury.

O álbum ajudou a impulsionar a carreira internacional da cantora. Em Portugal, se tornou um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos.[20] Na França, vendeu cerca de 300 mil cópias e Mercury lotou o teatro La Cigale.[carece de fontes?] Em Nova Iorque, a cantora bateu recorde de público no Festival de Artes Latinas do Lincoln Center. Recentemente, a capa foi escolhida por internautas do site do Jornal da Globo como a melhor da história da música popular brasileira, superando as capas históricas de Tropicália ou Panis et Circenses, Secos e Molhados e Cabeça Dinossauro. Foi neste mesmo ano que a cantora decidiu levar seu bloco - o tradicional Crocodilo - para o circuito então alternativo da Barra. A medida, de início ousada, acabou por tornar o circuito Barra-Ondina o principal do carnaval de Salvador. No ano seguinte, Mercury fez uma participação especial ao lado de Alceu Valença na telenovela Mandacaru, da extinta TV Manchete, onde interpretaram Lampião e Maria Bonita.

No ano de 1998, passado o sucesso de "Feijão com Arroz", Mercury lançou seu primeiro álbum gravado inteiramente ao vivo, intitulado Elétrica. Este álbum, produziu o número oito "Trio Metal" de autoria de Alfredo Moura, Renan Ribeiro, Marcelo Porciúncula e Daniela. No mesmo ano, Daniela Mercury participou da coletânea Tropicália - 30 anos, onde interpretou "Alegria, alegria", uma das canções de assinatura de Caetano Veloso. Nesse mesmo ano, o videoclipe de "Rapunzel", magnânimo arranjo do compositor e maestro Alfredo Moura, marco da instrumentação para metais na Bahia, foi exibido nos intervalos dos jogos da Copa de Futebol da França e a cantora foi eleita a artista do verão pelo canal France 2, o maior canal público francês.

Em 1999, foi lançada a coletânea "Swing Tropical", o último álbum lançado através Sony Music. Esta coletânea continha os maiores sucessos até então e uma regravação de "País Tropical", um dos maiores sucessos de Jorge Ben Jor, com o Olodum, sob a direção e produção de Alfredo Moura. Neste mesmo ano, Mercury fundou um dos principais trios elétricos do carnaval de Salvador, o Trio Techno. A cantora foi vaiada devido à estranheza do grande público para com a fusão com a música eletrônica, entretanto, foi, aos poucos, garantindo a aceitação e todo ano, desde então, o trio é acompanhado por uma enorme multidão no percurso Barra-Ondina. Hoje, o carnaval de Salvador é repleto de DJs em blocos e camarotes.[21]

Mudança no som e redirecionamento da carreira (2000-2004)[editar | editar código-fonte]

Daniela Mercury

No período de 2000 até 2004, Daniela Mercury lançou quatro álbuns através da BMG, onde aos poucos foi propositalmente fugindo do rótulo axé music para mostrar sua versatilidade. O primeiro deles foi Sol da Liberdade, em 2000, que vendeu quase um milhão de cópias e produziu dois números um: "Ilê Pérola Negra" e a regravação de "Como Vai Você?" de Antônio Marcos. A outra canção lançada, "Santa Helena", atingiu a posição de número vinte e seis, a pior da carreira de Mercury até então. O álbum inovou por fundir sons tradicionais da carreira de Mercury com a música eletrônica. O disco foi elogiado pela critica e a turnê foi a mais bem sucedida da cantora até então, chegando a receber uma elogiosa crítica do The New York Times quando de sua passagem por Nova Iorque.

No ano seguinte, Mercury confirmou que permaneceria na linha de fusão com música eletrônica ao lançar Sou de Qualquer Lugar. O álbum vendeu apenas metade do que o anterior, mas produziu o single que chegou ao primeiro lugar das paradas, "Mutante", escrito por Rita Lee e Roberto de Carvalho. As outras duas canções lançadas, "Beat Lamento" e "Estrelas", um dueto com Toni Garrido, atingiram posições bem inferiores na parada brasileira para os padrões de Mercury: números quinze e vinte, respectivamente. O álbum foi recebido com críticas negativas por parte da mídia. Por romper com os estigmas e mergulhar em projetos tão díspares quanto instigantes, Mercury certa vez declarou:

Cquote1.svg Se invisto sempre no samba-reggae, dizem que sou repetitiva, "axezeira". Se parto para a MPB como fiz no Clássica, me acusam de prepotente. Se flerto com a eletrônica, me lançam pedras, afirmando que estou perdida. Eu sou uma cantora de música popular brasileira e tenho o direito de experimentar. Não sou acomodada. Tenho atitude e sei o que quero. Cquote2.svg

No mesmo ano, a cantora foi convidada para representar o Brasil na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, onde cantou com Paul McCartney. No dia 12 de janeiro de 2001, se apresentou na noite de abertura do Rock in Rio III, para um público de 160 mil pessoas, com sua turnê "Sou de Qualquer Lugar".

Em abril de 2003, a cantora lançou o segundo álbum ao vivo, MTV Ao Vivo - Eletrodoméstico. O álbum foi gravado em 23 e 24 de janeiro daquele ano na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. A performance do show foi lançada em DVD, o primeiro de Mercury. As vendas foram inferiores a dos álbuns anteriores, porém duas das três canções lançadas experimentaram um sucesso moderado; "Meu Plano", de Lenine, e "Dona da Banca", que atingiram as posições de número onze e dezessete na parada brasileira, respectivamente.

Em 2004, Mercury lançou Carnaval Eletrônico, o último através da BMG, que se fundiria à Sony em agosto do mesmo ano. Para a gravação deste álbum, Mercury convidou influentes DJs e produtores de música eletrônica, além de Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Lenine. O lançamento do álbum coincidiu com a comemoração dos cinco anos da formação do Trio Techno. O disco vendeu cento e noventa mil cópias e produziu um single que chegou no 1° lugar das paradas, "Maimbê Dandá" (o último da cantora no país), canção ganhadora do troféu Dodô e Osmar. A outra canção lançada deste álbum, "Vou Batê Pra Tu", atingiu a posição de número 76° na parada do Brasil, tornando-se a canção de Mercury de pior desempenho na parada. Ainda neste ano, participou das gravações do DVD MTV ao Vivo, de Ivete Sangalo, interpretando com ela um dueto na canção "Pan-americana". Também esteve presente nas gravações do DVD comemorativo dos 25 anos da Banda Eva, interpretando com Saulo Fernandes a canção "Anjo". No dia 5 de junho de 2004, se apresentou na penúltima noite do Rock in Rio Lisboa, com sua turnê Carnaval Eletrônico.

Retorno ao antigo som (2004-2007)[editar | editar código-fonte]

Daniela Mercury se apresentando em Goiânia, em Goiás, em 16 de setembro de 2007 na inauguração do Parque Flamboyant, em show que marca os quinze anos de "O Canto da Cidade"

Os álbuns de Daniela Mercury produzidos durante 2004 até 2006 abandonaram, em partes, a fusão com a música eletrônica claramente evidente nos álbuns anteriores.

Em 2005, Mercury lança o terceiro álbum ao vivo, Clássica. Gravada em 2004 em São Paulo, a performance do álbum - que conta com a participação especial de Vânia Abreu, irmã mais nova da cantora - foi lançada em CD e DVD através da Som Livre. No álbum, Mercury interpreta canções de bossa nova, jazz e música popular brasileira, deixando de lado as canções geralmente estão associadas à sua imagem. O lançamento deste álbum marcou uma nova fase na carreira de Daniela, que, agora, possui controle total e completo da obra. O álbum foi recebido com críticas positivas e negativas e é o de menor vendagem em toda a carreira da cantora.

No mesmo ano, através da EMI, lança Balé Mulato, o oitavo álbum de estúdio. O álbum foi muito bem recebido pelos críticos, que chegaram a compará-lo com Feijão com Arroz. No entanto, o álbum não foi muito bem recebido pelo público, com nenhuma das canções lançadas, como single, sendo capazes de atingir o topo da parada. Foi incluída, no álbum, a canção "Olha o Ghandi Aí", eleita a melhor do carnaval de Salvador de 2005, pela Rede Bandeirantes, com mais de um milhão de votos registrados pela emissora. No ano seguinte, "Levada Brasileira", outra canção do mesmo álbum, conseguiria repetir o feito.

Em 2006, a cantora lançou, também através da EMI, o DVD Baile Barroco, gravado ao vivo no carnaval de Salvador do ano anterior (dias 5, 6, 7 e 8 de fevereiro). Este DVD conta com as participações especiais de Gilberto Gil, Luiz Caldas e Ricardo Castro, numa inovadora performance em que a cantora substitui a banda pelo pianista de música clássica. A proposta causou certa polêmica Brasil afora. Os defensores das tradições do carnaval baiano acusaram-na de querer "elegantizar" o popular. Chamaram Daniela de arrogante, má fama, aliás, com a qual ela tem convivido há anos devido ao gosto musical depurado.

Em 17 de setembro deste mesmo ano, gravou Balé Mulato - Ao Vivo no Farol da Barra, em Salvador. A performance do show foi lançada nos formatos de DVD e CD, através da EMI Music. O show contou com as participações especiais da Banda Didá e das cantoras Gil e Mariene de Castro. Coube, ao cineasta pernambucano Lírio Ferreira, a direção de imagens do DVD. "Balé Mulato - Ao Vivo" venceu o Grammy Latino de melhor álbum brasileiro de música regional ou de raízes, o primeiro de Mercury após quatro indicações frustradas.

Em 2007, Mercury foi escolhida para participar de um álbum de tributo ao maestro italiano Ennio Morricone. Também gravou, com Zé Ramalho, o dueto "Procurando a Estrela", que fez parte da trilha sonora da novela Caminhos do Coração da Rede Record, e foi convidada para cantar "Cidade Maravilhosa" e "Aquarela do Brasil" no final da cerimônia de abertura dos XV Jogos Pan-Americanos e dos III Jogos Parapan-Americanos, ambos realizados no Rio de janeiro.[22] Também comemorou os quinze anos do álbum "O Canto da Cidade" com a realização de shows especiais.

No mesmo ano, participou das gravações do DVD Cidade do Samba, onde interpretou, com João Bosco, a canção "De Frente Para o Crime". Mercury também esteve presente nas gravações do DVD "Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia". No primeiro semestre do ano seguinte, Mercury fez participações nos DVDs Ao Vivo em Copacabana de Claudia Leitte - onde cantou com ela "Cidade Elétrica", nova música de trabalho de Claudia[23] [24] [25] - e "Cheiro Acústico" da Banda Cheiro de Amor - onde chamou a atenção da mídia pela performance sensual de "Uma Noite e Meia", sucesso de Marina Lima, ao lado da vocalista da banda Alinne Rosa (a apresentação terminou com um selinho entre as duas cantoras).[26] [27]

Atualidade: Canibália e Ritmos do Brasil (2009-Hoje)[editar | editar código-fonte]

Daniela Mercury se encontrando com Garibaldi Alves Filho, o presidente do Senado brasileiro, durante a Comissão de Educação, Cultura e Esporte em abril de 2008. Foto: José Cruz / Agência Brasil.

Em 19 de novembro de 2007[28] , a cantora lançou "Preta", que conta com a participação especial de Seu Jorge. A canção, que é fortemente influenciada pelo samba, foi uma das mais tocadas do país durante o carnaval. Mercury anunciou, no programa Homenagem ao Artista, que esta canção irá fazer parte do álbum que está gravando e que será lançado em breve. A Sony BMG recentemente relançou, em formato de box, o álbum "O Canto da Cidade" e o especial exibido pela Rede Globo em dezembro de 1992.[29]

Para o Carnaval de 2009, Mercury gravou a canção "Oyá Por Nós", que escreveu com Alfredo Moura e Margareth Menezes. O tema, baseado na canção "Keto de Yansã", foi primeiramente usada por Moura na cerimônia de doutoramento honoris-causa de Gilberto Gil na Universidade de Aveiro em Portugal. Depois disso, Moura usou o tema numa peça em Viena, na Áustria, na Faculdade de Ciências Musicais. Um ano depois, mostrou o tema para Daniela, que não o conhecia e ela quis imediatamente grava-lo para lançar no Carnaval. Ainda em 2009, a revista Rolling Stone Brasil nomeou Daniela como uma das 100 maiores artistas da música brasileira de todos os tempos.[30] [31] [32] Dos nomes escolhidos pelo júri especializado, apenas 16 eram mulheres.

Ainda em 2009, a cantora também foi alvo de admiração de Camille Paglia, uma das mais importantes intelectuais americanas na área de cultura, que nutria uma "paixão" intelectual por Madonna, porém que, desde que esteve no país para um congresso na Bahia, tem escrito entusiasmados artigos sobre Mercury, chegando até a afirmar que Daniela Mercury é a artista que Madonna queria ser.[33] [34] [35] [36] [37] Recentemente, Paglia declarou, a uma emissora de televisão canadense, que está "apaixonada por uma superestrela brasileira. Estou acompanhando seu trabalho. Ela é a Daniela Mercury. Na verdade, isso tem sido bem importante. Esse é o ponto em que estou na minha vida".[38]

Daniela e Tito Paris na festa do 35º aniversário da independência de Cabo Verde em 2010.

Para finalizar 2009, Daniela lançou o seu novo álbum intitulado Canibália, em novembro. O álbum marca sua volta ao estúdio depois de cinco anos. Preparado lentamente há quase três anos, Canibália chegou às lojas com cinco capas - projeto de Gringo Cardia - e cinco diferentes sequências musicais.[39] Canibália, segundo a cantora, é um extenso projeto que combina música, dança, vídeo e artes plásticas - várias expressões de arte contempladas por ela. Em 2009, sua turnê batizada pelo título do novo álbum começou por São Paulo, três meses depois de a própria artista ter cancelado a estreia marcada para 17 de abril de 2009. O motivo defendido foi a prorrogação do lançamento do CD, ocorrido no final do ano. Canibália já viajou por várias cidades brasileiras e também no exterior. A obra homenageia Carmen Miranda, no seu centenário, com músicas como "Tico-Tico no Fubá" e "O que é que a Baiana Tem?".

Para o carnaval de 2010, Daniela Mercury gravou "Andarilho Encantado", música lançada oficialmente no Pôr do Som, show que a artista comanda há dez anos sempre no primeiro dia do ano no Farol da Barra, em Salvador. A letra é dela com Marcelo Quintanilha. Também em 2010, ano em que o trio elétrico completa 60 anos, a cantora chega aos 20 anos de carreira solo - com mais de 12 milhões de discos vendidos, sendo 3 milhões no exterior. Para comemorar a data, ela começará a rodar um filme sobre essa invenção do carnaval baiano, o axé music, com destaque para os percussionistas.

Em abril de 2013, ela assumiu, para a imprensa, que havia se casado com a jornalista Malu Verçosa. Segundo o Jornal de Notícias de Portugal, durante suas apresentações no país, elas se casaram no Castelo de São Jorge em Lisboa.[40]

Ainda em 2013 lança o CD "Daniela Mercury & Cabeça de Nós Todos" é um produto que chegou às lojas cheio de sucessos! "Couchê", "Alma Feminina", "Paula e Bebeto", "Aquele Abraço" e "Cheia de Graça" são algumas das faixas que estão sendo apresentadas neste novo trabalho da artista. É um álbum urbano, de pop- rock, que não dispensa a assinatura rítmica de Daniela.

Em 2014 Daniela arrasta uma multidão atrás de um trio elétrico nas ruas de Paris, França na tradicional  lavagem de La Madeleine.

É convidada pra ser mentora no The Voice Kids de Portugal por ser muito conhecida em terras portuguesas.

Filantropia[editar | editar código-fonte]

Atenta à realidade social brasileira e com grande desejo de contribuir para a preservação das nossas matrizes culturais, Daniela Mercury criou, em 2008,o seu Instituto Sol da Liberdade. Hoje, o ISL realiza, em parceria com o UNICEF e a ESPN Brasil, o projeto Caravana da Música. A Caravana da Música é um projeto itinerante que percorre o Brasil desde 2007, visitando uma cidade a cada mês. As cidades a serem visitadas são indicadas pelo UNICEF, de acordo ao IDH ( índice de desenvolvimento humano ) e ao IDI ( índice de desenvolvimento da infância). Em cada uma das cidades visitadas, a Caravana da Música ergue uma grande infra-estrutura onde oferece a 3000 crianças uma vivência inédita e inesquecível com a dança, a música, o teatro, a construção de instrumentos, a arte circense e outras diversas experiências artísticas. Além de atender às crianças, a Caravana da Música oferece também formação em Arte Educacional para 250 professores da rede pública de cada um dos municípios visitados. A Caravana da Música já atendeu diretamente mais de 50 mil crianças e 30 mil professores. Considerando que cada professor da rede pública formado pela Caravana se transforma em um multiplicador da Arte Educacional, a estimativa é que a Caravana da Música já tenha atingido, indiretamente, mais de meio milhão de brasileirinhos. Toda a ação da Caravana da Música pelo interior do país é registrada pela equipe da ESPN Brasil que, mensalmente, exibe um documentário sobre a atuação do projeto. O documentário é exibido no Brasil e em mais 157 países.

Daniela na Fifa Fan Fest, Taguatinga, DF, 2014 (foto: Júnior Marques/ComCopa)

Além de presidir o Instituto Sol da Liberdade, Daniela Mercury é ainda embaixadora nacional da boa vontade do UNICEF, título que recebeu em 1995, quando se tornou a segunda personalidade brasileira a receber tal honra. Mercury também já participou de vários shows beneficentes em prol das crianças, dentre eles o Criança Esperança da UNICEF e o Teleton da AACD. Parte dos direitos do álbum Elétrica de 1998 foram doados à UNICEF. É também embaixadora do Instituto Ayrton Senna.

Mercury também já participou de outros projetos beneficentes, não ligados diretamentes às crianças. Em 7 de outubro de 2003, participou do show Solidariedade Brasil-Noruega em prol do Fome Zero no Teatro Nacional, em Brasília. É ligada também à ONG América Latina em Ação Solidária (ALAS), tendo participado em setembro de 2007 de uma campanha publicitária promovendo ajuda aos desabrigados pelo terremoto no Peru.

Em 2013 foi convidada pra participar da campanha mundial da ONU ,Free & Equal ( Livres e Iguais) juntamente com Ricky Martin e outros artistas internacionais. 

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

  • Em 1996 Daniela Mercury foi apontada pela mídia sensacionalista como a pivô da separação de Chico Buarque e Marieta Severo. Em entrevista à revista IstoÉ, Mercury declarou que "foi uma leviandade o que fizeram, uma irresponsabilidade que causou um grande tumulto na minha vida e na vida dos dois. Foi desagradável demais. Foi uma inconseqüência que não fez bem para ninguém".[41]
  • No final de 2005 Mercury, católica devota, foi desconvidada de um concerto de Natal no Vaticano devido à sua posição favorável ao uso de preservativos como forma de prevenção à AIDS.[42] [43] [43] [44] [45] [46] No entanto, de acordo com uma matéria publicada no site do Centro de Mídia Independente, a cantora foi desconvidada do evento porque iria se pronunciar a favor do uso de preservativos para o público durante a performance no evento. Tal matéria afirma ainda que a controvérsia não passou de uma campanha publicitária para a divulgação dos álbuns Balé Mulato e Clássica.[carece de fontes?]
  • Em 2006 Mercury se opôs abertamente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que gerou críticas de outros artistas, como do maranhense Zeca Baleiro (que a acusou de sofrer "apadrinhamento" de Antônio Carlos Magalhães, o que ela negou veementemente). No fim daquele mesmo ano, em uma entrevista à Folha de S. Paulo, Mercury se declarou contra a reeleição em geral e "a favor de alternância no governo". A cantora declarou que já havia votado em Lula quatro vezes e que ficou decepcionada "com essa primeira gestão dele (…), chocada com tantos escândalos". Ela demonstrou, no entanto, fé de que "o Brasil tenha quatro anos de gestão de Lula como a gente esperou que seria o primeiro mandato".[47]
  • Uma matéria publicada no site do jornal Folha de S. Paulo em 15 de agosto de 2007 erroneamente se referiu a Mercury como sendo uma das participantes do controverso Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros (conhecido popularmente como Cansei).[48] Em 23 de agosto, o jornal lançou uma nota de errata corrigindo-se, afirmando que Mercury não está ligada à organização.[49]
  • Em 2007, a coluna "Retratos da Vida", do jornal carioca Extra, divulgou que Daniela Mercury estaria namorando uma arquiteta residente da cidade de Nova Iorque.[50] A assessoria de imprensa de Mercury afirmou que não iria comentar sobre a vida pessoal da cantora.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns da Companhia Clic

Álbuns de estúdio

Outros álbuns

Ano Título
1991 Daniela Mercury
1992 O Canto da Cidade
1994 Música de Rua
1996 Feijão com Arroz
2000 Sol da Liberdade
2001 Sou de Qualquer Lugar
2004 Carnaval Eletrônico
2005 Balé Mulato
2006 15 Anos de Carreira
2009 Canibália
2011 Canibália: Ritmos do Brasil
2013 Daniela Mercury & Cabeça de Nós Todos
Ano Título
1998 Elétrica
2003 Eletrodoméstico
2005 Clássica
2006 Balé Mulato - Ao Vivo

Lançamentos em vídeo e DVD

Ano Título
2003 Eletrodoméstico
2005 Clássica
2005 Baile Barroco
2006 Balé Mulato - Ao Vivo
2008 O Canto da Cidade - 15 Anos
2011 Canibália: Ritmos do Brasil

Videografia[editar | editar código-fonte]

Ano Vídeo Album
1991 "Swing da Cor" (Banda/Cantor convidado Olodum) Daniela Mercury
1992 "O Canto da Cidade" O Canto da Cidade
"O Mais Belo dos Belos"
"Batuque"
1993 "Você Não Entende Nada"
"Só Pra te Mostrar" (Cantor convidado Herbert Vianna)
1994 "Música de Rua" Música de Rua
"O Reggae e o Mar"
1997 "Nobre Vagabundo" Feijão com Arroz
"Rapunzel"
"Feijão de Corda"
1998 "Trio Metal" Elétrica - Ao Vivo
2000 "Ilê Pérola Negra" Sol da Liberdade
"Santa Helena"
2001 "Beat Lamento" Sou de Qualquer Lugar
2002 "Mutante"
2003 "Dona da Banca" MTV Ao Vivo - Eletrodoméstico
"Meu Plano"
2004 "Maimbê Dandá" (Cantor convidado Carlinhos Brown) Carnaval Eletrônico
2005 "Aeromoça" Clássica
"Sua Estupidez"
"Topo do Mundo" Balé Mulato
"Levada Brasileira"
2006 "Quero a Felicidade" (Banda/cantor convidado Jammil e Uma Noites) Balé Mulato - Ao Vivo

Composições[editar | editar código-fonte]

A cada álbum lançado, Mercury grava pelo menos uma canção na qual esteve envolvida no processo de composição. "O Canto da Cidade", co-escrita com Tote Gira, é a canção de própria autoria de maior sucesso, tendo permanecido na primeira posição da parada brasileira por várias semanas em 1992. O álbum de estúdio mais autoral é Música de Rua (1994), no qual ajudou a compor seis das doze canções que interpreta. As primeiras canções que compôs sozinha foram "Elétrica" e "Abraço", que estão presentes em Elétrica, o primeiro álbum gravado ao vivo.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. Daniela Mercury - Site Oficial - Com fotos, músicas (letras, MP3, vídeo clipes) e muito mais! Site oficial. Visitado em 15 de dezembro de 2009.
  3. Daniela Mercury – Descubra músicas, vídeos, shows e fotos na Last.fm. Visitado em 15 de dezembro de 2009.
  4. O QUE A BAHIA QUER SABER - Daniela Mercury lança CD com repertório eclético e cinco capas Ana Cristina Pereira (8 de dezembro de 2009). Visitado em 16 de dezembro de 2009.
  5. Daniela em especial da Band Band (20 de janeiro de 2010). Visitado em 24 de janeiro de 2010.
  6. Daniela Mercury - Site Oficial Site Oficial. Visitado em 16 de dezembro de 2009.
  7. Histórico de Artistas e Apresentações Site oficial do Festival Internacional de Jazz de Montreal. Visitado em 28 de março de 2011.
  8. Daniela Mercury vai lançar documentário sobre axé Natália Zonta, do R7 (11 de dezembro de 2009). Visitado em 24 de janeiro de 2010.
  9. Daniela Mercury leva história do axé para o cinema Redação Carnasite (15 de dezembro de 2009). Visitado em 24 de janeiro de 2010.
  10. OFuxico - Daniela Mercury vai contar a história do axé no cinema ER (16 de dezembro de 2009). Visitado em 24 de janeiro de 2010.
  11. Daniela Mercury define Música para o Carnaval 2010 – Andarilho Encantado • Carnaval 2010 Levi Rocha (2 de dezembro de 2009). Visitado em 24 de janeiro de 2010.
  12. TV americana elege Daniela Mercury a “Carmen Miranda dos novos tempos”
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  16. Daniela Mercury posta foto de mulher e diz: 'Minha esposa, minha família' (em português) EGO.
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  38. Daniela Mercury se muda para São Paulo e fala da “paixão” de Camille Paglia por ela Quem (4 de julho de 2009). Visitado em 21 de dezembro de 2009.
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  45. Vaticano cancela apresentação de Daniela Mercury Carnasite (24 de novembro de 2007). Visitado em 21 de dezembro de 2009.
  46. Vatican cancels singer for "pro-condom" statement.(The Church and HIV/AIDS)(Daniela Mercury)(Brief Article) - Conscience HighBeam Research (22 de março de 2006). Visitado em 21 de dezembro de 2009.
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  48. Leandro Beguoci (15 de agosto de 2007). Título não preenchido, favor adicionar Folha Online. Visitado em 21 de dezembro de 2009.
  49. Erramos: D. Odilo diz desconhecer ato do "Cansei" na Catedral da Sé Folha Online (23 de agosto de 2007). Visitado em 21 de dezembro de 2009.
  50. Mario Celso (29 de outubro de 2007). Nota 10! Paraná-Online. Visitado em 21 de dezembro de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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