Dario I da Pérsia

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Dario
O Império Persa na Dinastia Aquemênida no reinado de Dario I
Ruínas do Palácio de Dario, em Persépolis

Dario I, cognominado o Grande, (em persa antigo: 𐎭𐎠𐎼𐎹𐎺𐎢𐏁,[1] transl. Darayavahush,[2] "que possui a bondade"[2]), era filho de Histaspes.[3]. Seu nome em persa moderno é داریوش (Dóriush) e em hebraico דַּרְיָוֶשׁ (Daryawesh); já em grego antigo as fontes chamam-no Δαρεῖος (Dareios) e os indianos chamavam-no de दरायु (Darāyu) em sânscrito. Foi rei da Pérsia desde meados de 521 a.C. a 486 a.C., e subiu ao trono com um golpe de estado que afastou o usurpador Smerdis. Todavia, o historiador grego Heródoto explica que a ascensão de Dario ao trono se deu por meio de uma espécie de sortilégio entre os líderes do golpe: antes do amanhecer, cavalgariam, todos juntos, pela planície, em direção ao nascente, e se o cavalo de algum deles se empinasse e relinchasse no instante em que o sol despontasse no horizonte, isto seria um sinal divino indicando quem deveria ser o imperador. Empinou-se, e relinchou, para o sol nascente, o cavalo de Dario.

Nos séculos VI e V a.C., os persas dominavam a Anatólia, a Síria, a Palestina, o Egito, a Armênia e a Mesopotâmia, além do próprio planalto do Irã. Dario I, senhor desse grande império, deu ênfase à defesa para consolidar suas fronteiras e para isso incrementou os efetivos de arqueiros. Criou também uma organização com divisões de dez mil homens, distribuídos em dez batalhões, cada um deles com dez companhias. Dividiu o Império Persa em províncias e nomeou administradores de sua confiança. No Império, as comunicações, o comércio e o deslocamento de tropas eram facilitados por grandes estradas.

Com o exército assim organizado, lutou contra os citas, vasta nação nômade que se dispersava da foz do Danúbio e das regiões ao norte dos mares Negro e Cáspio até o planalto do Pamir; subjugou a Trácia e a Macedónia; e expandiu os limites do Império, em direção ao leste, até o rio Indo. Foi na época de Dario que o reinado Aquemênida alcançou seu apogeu, tanto em extensão territorial quanto em poder político.

Dario e seu filho e sucessor, Xerxes I, sofreram, contudo, sucessivas derrotas ao tentarem dominar a Grécia. Em 492 a.C. foi enviada uma expedição, comandada pelo general Mardónio, para controlar uma rebelião nas cidades gregas da costa da Ásia Menor e, em seguida, conquistar a Grécia, mas apesar das vitórias na Ásia, o exército persa seria derrotado em território europeu, na batalha de Maratona.

Dario foi sucedido por seu filho Xerxes (Khashayar) (485-465 a.C.). No reinado de Xerxes é que última grande campanha militar contra os Gregos foi empreendida, tendo como resultado a derrota final dos persas na Batalha de Platéias e na batalha naval de Salamina (480 a.C.). Essas derrotas impostas pelos gregos, somadas à crise da autoridade persa na Ásia Menor, às revoltas dos povos dominados e às disputas pelo poder, enfraqueceram o Império Persa, que acabaria vindo a ser conquistado, um século e meio após a morte de Dario, pelo rei macedônio Alexandre, o Grande.

A capital dos Aquemênidas foi a cidade de Persépolis. Xerxes, filho de Dario, foi sucedido por sete outros reis, sendo o último deles o Imperador Dario III, que foi vencido por Alexandre.

A história do reinado de Dario ficou relatada na inscrição de Behistun, no atual Irã.

[editar] Principe da Pérsia

Príncipe da Pérsia na Bíblia: Depois do capítulo 6 de Daniel, a única menção adicional de Dario é com respeito a um acontecimento no seu “primeiro ano” de governo. Foi durante aquele ano que Daniel ‘compreendeu’ o limite de 70 anos da desolação de Judá, e recebeu a revelação a respeito das 70 semanas proféticas e da vinda do Messias. (Da 9:1, 2, 24-27) O anjo que trouxe a Daniel a visão que retratava os empenhos do “rei do norte” e do “rei do sul”, revelou também que ele já havia anteriormente atuado como fortalecedor angélico e baluarte durante o primeiro ano de Dario, o medo. (Da 11:1, 6) Os comentadores, em geral, entendem que o anjo prestou este serviço a Dario, mas parece mais provável que tal auxílio tenha sido dado a Miguel, mencionado no versículo precedente (Da 10:21) como tendo lutado ao lado deste específico mensageiro angélico. De modo que havia cooperação e colaboração angélica na luta contra o demoníaco ‘príncipe da Pérsia’, que se esforçara a frustrar o cumprimento dos propósitos de Jeová. — Da 10:13, 14.

Referências

  1. Ghias Abadi, R. M.. Inscrições Aquemênidas (کتیبه‌های هخامنشی)‎ (em persa). 2ª edição ed. Tehran: Shiraz Navid Publications, 2004. página 25 p. ISBN 964-358-015-6
  2. a b Avesta - Zoroastrian Archives (baseado em C. Bartholomae, Altiranisches Wörterbuch, pg. 1983-88)
  3. Inscrição de Behistun, Coluna 1, 2.(1.3-6), [em linha]
Precedido por:
Smerdis
Imperador Persa
521 a.C.486 a.C.
Sucedido por:
Xerxes I
Faraó
(521 a.C.486 a.C.)
27ª Dinastia
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