The Dark Side of the Moon

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The Dark Side of the Moon
Álbum de estúdio por Pink Floyd
Lançamento Março de 1973
Gravação Junho de 1972 a Janeiro de 1973
Gênero(s) Rock progressivo
Duração 42:30
Gravadora(s) Harvest Records (UK) Capitol Records (US)
Produção Pink Floyd
Opiniões da crítica
Cronologia de Pink Floyd
Último
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Obscured by clouds
(1972)
Masters of Rock
(1973)
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The Dark Side of the Moon (ou pela abreviatura DSotM) é um álbum conceptual de 1973 dos Pink Floyd, que fala sobre as pressões da vida, como tempo, dinheiro, guerra, loucura e morte. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.[1]

É considerado por muitos críticos e fãs dos Pink Floyd como sendo a obra prima da banda, ultrapassando mesmo The Wall. O álbum foi um marco do rock progressivo com músicas que eram bem aceitas pelas rádios comerciais para execução, tais como "Money", "Time", e "Us and them". O álbum é uma ponte entre o blues rock clássico e a nova (na época) música electrónica. No entanto são os tons mais suaves e as nuances líricas e musicais que fazem com que este álbum seja uma obra à parte.

Índice

[editar] História

Capa do álbum, estilizada em uma exposição.

Estima-se que 1 em cada 14 pessoas com menos de 50 anos, nos EUA tenha uma cópia deste álbum.[carece de fontes?]

O tema de Dark Side of the Moon terá sido em parte precipitado pela saída de Syd Barrett um dos membros fundadores dos Pink Floyd.[carece de fontes?]

O álbum contém alguns dos mais complicados usos dos instrumentos e efeitos sonoros existentes à época, incluindo o som de alguém correndo à volta de um microfone e a gravação de múltiplos relógios a tocar ao mesmo tempo. Uma versão quadrifónica, foi também editada com uma nova mixagem. Durante as gravações os Pink Floyd desenvolveram novos efeitos tais como gravações em duas pistas das vozes e guitarras (permitindo a David Gilmour harmonizar consigo próprio), vozes dobradas e efeitos inéditos para aquela época, como ecos e separação dos sons entre os canais. Até hoje, Dark Side of the Moon é uma referência para os audiófilos que o usam para testar a fidelidade dos equipamentos de áudio.

Outra característica do álbum são os trechos de diálogos entre as faixas. O Pink Floyd entrevistou várias pessoas, perguntando-lhes coisas relacionadas com os temas centrais do álbum, como a violência e a morte. O roadie "Roger The Hat" aparece em mais que uma ("giv'em a quick, short, sharp, shock…", "live for today, gone tomorrow, that's me…"). A frase no fim do álbum "there is no dark side of the moon really… matter of fact it is all dark" é do porteiro do estúdio Abbey Road, o irlandês Jerry Driscoll. Paul McCartney foi também entrevistado mas as suas respostas foram consideradas demasiadamente cautelosas para serem incluídas

Dark Side of the Moon é o álbum que ficou por mais tempo na Billboard 200, tendo permanecido 795 semanas consecutivas e mais de 1000 semanas no total. pouco mais de 15 anos.[2] O álbum chegou a Nº 1 nos EUA, Bélgica e França, até em 2002, 30 anos após o seu lançamento, foram vendidas nos EUA mais de 400.000 cópias, fazendo do álbum o 200º mais vendido desse ano. [carece de fontes?]Em 2003 mais de 800.000 cópias do híbrido SACD de Dark Side of the Moon foram vendidas apenas nos EUA. [carece de fontes?]"Time", "Money", e "Us and them" foram bastante tocadas nas rádios (sendo o single "Money" um sucesso de vendas também).

Dark Side of the Moon foi editado em "Super Audio Compact Disc" (SACD), com uma mistura de som surround 5.1 DSD a partir das fitas de estúdio de 16 faixas, por ocasião do 30º aniversário do seu lançamento. Tornou-se algo surpreendente o facto de James Guthrie ter sido chamado para fazer a mistura do SACD em vez de Alan Parsons, engenheiro do LP original. Esta edição do 30º aniversário ganhou 4 prémios do "Surround Music Awards" de 2003.[carece de fontes?]

[editar] Relação com o filme "O mágico de Oz"

Quando o álbum é tocado simultaneamente com o filme de 1939 The Wizard of Oz (O Mágico de Oz, no Brasil, O Feiticeiro de Oz, em Portugal) ocorrem algumas correspondências entre o filme e o álbum. [1]. Alguns momentos que indicam isso são:

  • Quando Dorothy está na fazenda e ela olha para o alto, no audio surge barulho de avião.
  • O som da caixa registradora no princípio de “Money” (dinheiro) aparece exatamente quando Dorothy pisa pela primeira vez a estrada dos tijolos amarelos; que é também o momento em que o filme passa de preto e branco para cores. Outra referência é a aparição da fada dourada;
  • No momento em que a bruxa do Oeste aparece, é tocada a palavra "black" (preto);
  • A cena em que Dorothy encontra o espantalho (personagem que alegava não ter cérebro) é acompanhada pela música "Brain Damage" (dano cerebral), e quando a letra da música começa a tocar: "the lunatic is in my head…" (o lunático está na minha cabeça), o espantalho inicia a dançar freneticamente como um lunático;
  • O bater de coração no fim do álbum ocorre quando Dorothy tenta ouvir o coração do homem de lata;
  • No momento em que a bruxa do oeste lança uma bola de fogo contra Dorothy e seus companheiros, a música grita "run!" (corra);
  • No momento que Dorothy encontra Oz, entra a música "Us and Them", soando Us como Oz bem quando aparece a 1a imagem de Oz;
  • Várias frases das letras contidas nas músicas coincidem com os mesmos atos sendo executados pelos atores no mesmo momento;
  • A duração da maioria das músicas coincide precisamente com a duração das cenas no filme.

A banda insiste que isso são puras coincidências. Quando este facto começou a vir a público em 1997, despoletou um enorme interesse neste fenómeno. Uma pequena comunidade espalhou-se à volta de vários 'sites' [2] para explorar melhor esta ideia. Quer as correspondências sejam verdadeiras ou imaginadas, alguns fãs do álbum gostam de ver "Dark side of the rainbow", como é chamada muitas vezes esta combinação. A sincronização é conseguida fazendo pausa (de preferência a versão em CD) mesmo no principio e parando a pausa quando o leão da MGM ruge pela terceira vez.

Os membros dos Pink Floyd desmentem qualquer relação entre o álbum e o filme num MTV especial sobre o grupo em 2002. Eles afirmam que não poderia esta relação ser planejada por não poderem reproduzir o filme no estúdio, visto na altura não existirem ainda os videogravadores.

[editar] Faixas

[editar] LP original de 1973

[editar] Lado A

  1. "Speak to Me/Breathe" (Nick Mason, David Gilmour, Roger Waters, Rick Wright) - 3:59
  2. "On the Run" (Gilmour, Waters) - 3:35
  3. "Time/Breathe (Reprise)" (Gilmour, Waters, Wright, Mason) - 7:04
  4. "The Great Gig in the Sky" (Wright, Torry) - 4:48 (originalmente somente por Wright. Cedida parte da autoria a Clare Torry depois da mesma ter exigido parte dos direitos de autor por ter improvisado por cima do famoso instrumental)

[editar] Lado B

  1. "Money" (Waters) - 6:24
  2. "Us and Them" (Wright, Waters) - 7:49
  3. "Any Colour You Like" (Gilmour, Wright, Mason) - 3:26
  4. "Brain Damage" (Waters) - 3:50
  5. "Eclipse" (Waters) - 2:06

[editar] Shine On (Box Set), reedição do 20º e 30º aniversário

  1. "Speak to Me" (Nick Mason) – 1:13
    • Instrumental
  2. "Breathe" (David Gilmour, Roger Waters, Rick Wright) – 2:46
    • Vocais: David Gilmour
  3. "On the Run" (Gilmour, Waters) – 3:35
    • Instrumental
  4. "Time/Breathe (Reprise)" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 7:04
    • Vocais: David Gilmour e Rick Wright
  5. "The Great Gig in the Sky" (Wright, Clare Torry) – 4:48
    • Vocais: Torry
  6. "Money" (Waters) – 6:24
    • Vocais: David Gilmour
  7. "Us and Them" (Waters, Wright) – 7:49
    • Vocais: David Gilmour e Rick Wright
  8. "Any Colour You Like" (Gilmour, Mason, Wright) – 3:26
    • Instrumental
  9. "Brain Damage" (Waters) – 3:50
    • Vocais: Roger Waters
  10. "Eclipse" (Waters) – 2:04
    • Vocais: David Gilmour e Roger Waters

[editar] Créditos

Pink Floyd

Músicos de Apoio

[editar] Técnicos de Produção

  • Pink Floyd - produtor
  • Peter James - assistente de engenheiro de som
  • Chris Thomas - mixagem
  • Alan Parsons - engenheiro de som

[editar] Equipe de Produção Artística

  • Hipgnosis - design, fotografia
  • Storm Thorgerson - design das edições de 20º e 30º aniversário
  • George Hardie - ilustrações, sleeve art
  • Jill Furmanosky - fotografia
  • David Sinclair - texto no relançamento do CD

[editar] Citações

Cquote1.svg Está bem equilibrado e bem construído, dinâmica e musicalmente e eu acho que o humanismo apresentado é bastante apelativo. É satisfatório. Penso também que é o primeiro álbum deste género. As pessoas citam muitas vezes S.F. Sorrow, do The Pretty Things, de serem de um molde similar - foram feitos no mesmo estúdio e sensivelmente na mesma altura - mas eu penso que terá sido provavelmente o primeiro completamente coerente que foi feito. Um álbum conceitual, amigo! Sempre pensei que teria um êxito extraordinário. Tive o mesmo pressentimento em relação a The Wall. [...] mas claro, "Dark Side of the Moon" acabou com os Pink Floyd de uma vez por todas. Ter tanto sucesso é o objectivo de qualquer grupo e quando o atingimos, é o fim. No meu ponto de vista, eu acho que os Pink Floyd acabaram há tanto tempo como isso. Cquote2.svg
Roger Waters - Junho de 1987, com Chris Salewicz

[carece de fontes?]

Cquote1.svg Este disco era uma expressão de empatia política, filosófica e humanitária que estava louca pra sair. Cquote2.svg
'

[carece de fontes?]| Roger Waters

Referências

  1. 2007 National Association of Recording Merchandisers (em inglês). timepieces (2007). Página visitada em 24/05/2010.
  2. Unterberger, Richie, Pink Floyd Biography, allmusic.com, http://www.allmusic.com/artist/pink-floyd-p76669, visitado em 2009-08-02 

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


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