Darwin (sonda espacial)

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Este artigo ou seção contém informações sobre uma futura missão espacial.
Devido à natureza do índice, os detalhes podem mudar enquanto a data do lançamento se aproxima e/ou mais informação se torna disponível.
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Darwin
Operação União Europeia ESA
Tipo de missão Procurar novos planetas
Destino Ponto de Lagrange L2
Lançamento 2015
Local do Lançamento Centro Espacial de Kourou, União Europeia França Guiana Francesa
Veículo de Lançamento Ariane 5
Massa 4240 kg


A sonda Darwin é projeto de sonda espacial não tripulada, proposta pela Agência Espacial Europeia, com a finalidade de lançar um conjunto de telescópios orbitais com o objetivo de detectar planetas como a Terra que estejam orbitando próximo a estrelas, a fim de procurar pela existência de vida nestes planetas. O seu lançamento está previsto para depois de 2015 e a sonda deverá permanecer no Ponto de Lagrange L2.

O ponto L2 é um ponto distante da Terra, cerca de 1,5 milhões de quilômetros da Terra. Trata-se de um ponto que se situa do lado oposto ao Sol e permite realizar observações ininterruptas do céu, já que o Sol, a Terra e a Lua, ficam situados "atrás" da sonda.

O projeto consiste em três telescópios orbitais, cada um com 3,5 m de diâmetro, voando em formação. Mais quatro naves espaciais auxiliariam na junção da luz coletada por estes três telescópios, para processá-las e enviar os dados coletados para a Terra.

A missão também estudaria os planetas extra-solares descobertos[necessário esclarecer], pois os seus instrumentos provavelmente poderiam obter imagens infravermelhas de elevada alta resolução, permitindo estudar detalhadamente os processos astrofísicos lá existentes.[carece de fontes?]

O método de procura por planetas se baseia no fenômeno da anulação da luz pelo interferômetro. Este sistema gerencia as fases da luz captada, para poder anular a luz de uma estrela e então observar qualquer planeta que esteja orbitando junto a esta estrela, porque a luz do planeta não seria anulada. Isso permitirá observar o fraco brilho dos planetas que orbitam ao redor das estrelas.

Infravermelho[editar | editar código-fonte]

Será pesquisada a faixa do meio do infravermelho porque e mais fácil analisar este comprimento de ondas em relação as outras faixas do espectro eletromagnético.

Outro motivo é que nesta faixa do espectro as formas de vida costumam deixar marcadas a sua existência. Na Terra, a atividade biológica produz gases que se misturam com a sua atmosfera. As plantas produzem o oxigênio e animais expelem o dióxido de carbono e o metano.

Estes gases, além de outros, deixam suas marcas absorvendo certos comprimentos de luz infravermelha. A sonda Darwin deverá separar a luz de planetas extra-solares em seus comprimentos de ondas por meio de um espectrômetro.

Parte da luz a ser refletida pelos planetas extra-solares será absorvida pelos gases e isso será detectado pelos telescópios orbitais.

O telescópio é baseado no espaço, pois na Terra a atmosfera do planeta absorve a luz infravermelha. Outro fato é que se pode aproveitar o espaço, para manter os equipamentos de medição frios, com temperaturas muito próximas de zero Kelvin, cancelando quase que completamente a radiação emitida pelo próprio telescópio.

Desafio[editar | editar código-fonte]

A sonda Darwin deverá se deparar com dois grandes desafios.

O primeiro é que os planetas deverão orbitar muito próximos da suas estrelas. Em segundo lugar o planeta deverá estar ofuscado pelo brilho da estrela, que deverá ser muitas milhões ou bilhões de vezes mais brilhantes.

Objetivo desta missão[editar | editar código-fonte]

  • Detectar e analisar mundos semelhantes a Terra
  • Detectar a atmosfera destes planetas e pesquisar os gases para ver se seja possível haver vida.
  • Fornecer imagens entre 10 a 100 vezes mais detalhadas que os instrumentos que vão equipar a futura sonda espacial James Webb Space Telescope (JWST)

Nome da missão[editar | editar código-fonte]

O nome desta missão foi dado em honra ao naturalista britânico chamado Charles Darwin, que viveu entre 1809 a 1882, e que ficou famoso devido às suas teorias sobre a evolução e sobre a seleção natural. Esta missão se assemelharia com a missão do naturalista, pois ela vai procurar investigar a evolução das galáxias e procurar por vida no Universo.

Nave espacial[editar | editar código-fonte]

Estão sendo estudados dois tipos de configurações para o lançamento dos telescópios:

  • Primeiramente estuda-se a realização de dois lançamentos separados do foguete Soyuz-Fregat.
  • A segunda opção consiste em um único lançamento que deverá levar o conjunto a bordo de um foguete da Ariane 5.

Engenharia[editar | editar código-fonte]

Cada telescópio deverá ter cerca de 3,5 m de diâmetro e serão telescópios semelhantes ao da futura sonda Herschel.

Como estes telescópios deverão detectar a luz infravermelha, eles deverão estar protegidos da luz do Sol. Pois caso contrário, a luz solar vai aquecer os telescópios e eles vão detectar sua própria radiação, ao invés da radiação de planetas distantes. Cada telescópio será dotado de um grande escudo solar.

Durante o lançamento, os escudos solares estarão dobrados juntos com as respectivas sondas, para economizar espaço. No espaço abrirão tal como um guarda-chuva.

Uma plataforma de apoio deverá se situar logo atrás dos escudos solares, que deverão abrigar o sistema de comunicações e os receptores dos telescópios, destinados a detectar o movimento dos telescópios.

Seguindo os passos da missão Darwin[editar | editar código-fonte]

No atual estágio, os parceiros industriais da ESA (Alcatel Space Division de Cannes e a Astrium de Friedrichhafen) estão produzindo modelos em laboratório para testar a anulação das fases com o auxílio de um interferômetro do espectro do infravermelho.

A ESA e a European Southern Observatory (ESO) estão a desenvolver o interferômetro de anulação para telescópios baseados em terra denominados de Very Large Telescope (VLT). Consistem em quatro telescópios de 8 metros de diâmetro e certo número de telescópios laterais auxiliares, para serem usados junto com o interferômetro.

Colaboração externa[editar | editar código-fonte]

A agência espacial estadunidense, a NASA encontra-se a desenvolver um missão similar a Darwin, denominada de Terrestrial Planet Finder que ainda está em fase de estudos. Devido ao tamanho da missão, ambas as agências espaciais, a NASA e a ESA podem num futuro, lançar uma missão conjunta denominada de Darwin/Terrestrial Planet Finder. Outros paises como a Rússia e o Japão também pensam em participar nesta missão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]