Darwin IV

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Darwin IV é um planeta fictício criado por Wayne Barlowe no seu livro ilustrado Expedition. Uma versão animada do planeta gerada por computador pode ser vista no especial de televisão Alien Planet, exibido no Brasil com o título Missão Espacial pelo canal de televisão por assinatura Discovery Channel Brasil. Apesar de apresentar condições ambientais menos favoráveis à vida do que a Terra, Darwin IV caracteriza-se por uma rica e complexa ecologia com uma grande variedade de espécies animais e vegetais distribuídas ao longo da superfície do planeta. Pelo menos uma das espécies encontradas em Darwin IV, o chamado Eosapiens, apresenta sinais de inteligência rudimentar, comparável à de ancestrais do homem moderno como o Homo erectus.

Localização e características físicas[editar | editar código-fonte]

Tanto na versão original de Barlowe como no especial de televisão Missão Espacial, Darwin IV é descrito como o quarto planeta de um sistema solar binário localizado a aproximadamente 6,5 anos-luz da Terra. O planeta encontra-se em uma órbita quase perfeitamente circular finalizando uma revolução completa em torno da sua estrela principal a cada 1,6 anos terrestes. A duração de um dia em Darwin IV é aproximadamente igual a 26,7 horas.

A estrela principal de Darwin IV é maior do que o Sol, mas encontra-se duas vezes mais distante do planeta do que o Sol se encontra da Terra. Já a estrela secundária aparece no céu de Darwin IV com um brilho 80 a 120 vezes menor do que o da estrela principal. No geral, o dia em Darwin IV é menos claro do que na Terra, com energia solar total no topo da atmosfera aproximadamente igual a 79 % dos níveis encontrados na Terra.

A aceleração da gravidade na superfície de Darwin IV é aproximadamente igual a 60 % da aceleração da gravidade ao nível do mar na Terra . A atmosfera de Darwin IV é porém mais densa do que a da Terra, com pressão atmosférica na superfície do planeta aproximadamente duas vezes maior do que na Terra. A composição exata da atmosfera não é mencionada no especial Missão Espacial, mas deduz-se que seja rica em oxigênio e hidrogênio.

Topografia e clima[editar | editar código-fonte]

Observações de Darwin IV feitas do espaço revelam uma cadeia de montanhas no Equador, extensas planícies nas regiões tropicais e calotas de gelo próximo aos polos. As planícies de Darwin IV são cobertas majoritariamente por desertos áridos ou semiáridos, alternando-se com pradarias cobertas por vegetação rasteira e um pequeno número de florestas maduras isoladas. O clima é predominantemente seco com chuvas raras e um pequeno número de rios, lagos e reservatórios de água doce alimentados principalmente por fontes e aquíferos subterrâneos. Segundo o programa Missão Espacial, a escassez em geral de água líquida em Darwin IV em contraste com a sua abundância relativa em algumas poucas regiões explica por que florestas são encontradas apenas em pontos isolados do planeta.

Ao contrário da Terra, Darwin IV não possui oceanos. Uma análise geológica de terrenos em áreas hoje secas nos trópicos revela porém evidências de um passado oceânico. Segundo o especial Missão Espacial, os oceanos de Darwin IV provavelmente secaram por evaporação lenta ao longo das eras geológicas no ambiente de baixa gravidade do planeta. Como último remanescente da era oceânica, resta apenas um pequeno mar azul localizado no hemisfério Norte do planeta que é uma das características mais salientes de Darwin IV quando visto do espaço. No entanto, o "mar azul" de Darwin IV é na verdade uma gigantesca colônia de organismos unicelulares os quais, à medida que o nível do oceano baixava, evoluíram para formar uma matriz gelatinosa única onde toda a água oceânica residual foi armazenada e selada evitando assim evaporação adicional. Esse "mar vivo" gelatinoso foi batizado pelos cientistas na Missão Espacial de Mar Amébico.

Segundo o programa Missão Espacial, apesar da ausência de grandes oceanos, o clima em Darwin IV caracteriza-se por frequentes e violentas tempestades de vento com força comparável a furacões que são causadas por gradientes de temperatura na atmosfera produzidos pelo padrão de irradiação dos dois sóis. A faixa de temperaturas (mínimas e máximas) na superfície do planeta não é mencionada explicitamente em Missão Espacial, mas parece ser semelhante à da Terra.

Flora e fauna[editar | editar código-fonte]

A descrição de Barlowe em seu livro "Expedition" sugere uma complexa fauna e flora nativas estendendo-se das cadeias montanhosas no Equador até as regiões polares do planeta. Em particular, Darwin IV é descrito por Barlowe como sendo habitado por um grande número de animais selvagens de grande porte, cujas dimensões são muito maiores do que as encontradas atualmente na Terra (alturas por exemplo na faixa de 2 a 60 metros). Esse cenário parece compatível com o ambiente de baixa gravidade do planeta, mas parece ser inconsistente com a escassez de recursos em Darwin IV necessários para sustentar a fauna local, em particular água líquida e alimento.

Além das grandes dimensões dos animais em Darwin IV, Barlowe e o especial Missão Espacial mencionam também as seguintes características evolucionárias comuns à vida no planeta:

  • Ao longo de sua evolução, os animais que vivem atualmente em Darwin IV parecem não ter desenvolvido órgãos semelhantes a olhos que sejam sensíveis ao espectro de luz considerado visível para animais da Terra. Ao invés da visão convencional encontrada na Terra, os animais de Darwin IV usam sistemas bastante sofisticados de sonar e imageamento térmico infravermelho para perceber o seu ambiente. Barlowe sugere que Darwin IV foi no passado um planeta muito mais escuro do que é hoje, o que explicaria por que o desenvolvimento de visão não teria representado nenhuma vantagem competitiva significativa no processo de evolução por seleção natural. Essa hipótese parece ser porém meramente especulativa .
  • Ao longo de sua evolução, os animais de Darwin IV, com algumas poucas exceções, não desenvolveram mandíbulas, dentes ou outros órgãos semelhantes para mastigação. Ao invés disso, a maioria dos predadores no planeta são "liquívoros" que pré-decompõem suas presas fora do corpo injentando-lhes líquidos digestivos e sugando depois o material orgânico pré-digerido.
  • Diversas espécies em Darwin IV desenvolveram sistemas de flutuação ou mesmo propulsão no ar usando gases como metano e hidrogênio, tornando-se efetivamente balões de ar ou mesmo aviões a jato vivos. Essa linha evolutiva parece ser compatível com as condições físicas do planeta (baixa gravidade e atmosfera superdensa).
  • Várias espécies em Darwin IV (com algumas exceções notáveis) parecem ser hermafroditas, não tendo desenvolvido reprodução sexuada. Esse fato foi mencionado pelos críticos de Barlowe como contraintuitivo, pois removeria da história natural de Darwin IV uma força poderosa no processo de evolução biológica na Terra, especificamente a competição por parceiros para procriação.
  • Como mencionado anteriormente, o Eosapiens parece ser a única espécie inteligente em Darwin IV. Seu nível de inteligência é descrito tanto no livro de Barlowe como no documentário Missão Espacial como comparável ao do Homo erectus. Anatomicamente, entretanto, um Eosapiens é bem diferente de um humanoide, sendo um organismo flutuante de aproximadamente 9 metros de altura sustentado no ar por um saco em forma de balão cheio de gás metano e localizado em torno da parte superior do corpo. Na versão do programa Missão Espacial, dois tentáculos longos cujas terminações se assemelham a dedos estendem-se a partir da parte inferior do corpo permitindo o manuseio de objetos. Estruturas móveis semelhantes a lemes orgânicos localizadas no tronco permitem por sua vez aos Eosapiens navegarem no espaço. Os Eosapiens são animais sociais, caçando em grupos com o auxílio de ferramentas rudimentares como lanças primitivas. Não se sabe se os Eosapiens desenvolveram uma linguagem, mas, pelas evidências tanto no livro de Barlowe como no documentário Missão Espacial, eles são definitivamente capazes de perceber símbolos abstratos. Sabe-se muito pouco sobre o seu sistema sensorial, mas, pela descrição do seu encontro com uma das sondas-robô enviadas ao planeta na Missão Espacial, é possível que, ao contrário de outros animais em Darwin IV, os Eosapiens tenham órgãos sensíveis ao espectro de luz visível na Terra.

Espécies notáveis em Darwin IV[editar | editar código-fonte]

  • Organismos Vegetais: árvores casca de placa, plantas bexiga de geleia, árvores cabaça, aerófitas, eletrófitas, capim-tubo, trepadeira das montanhas, pontas vermelhas das montanhas, árvore carniceira.
  • Herbívoros e/ou consumidores primários: chifre-bexiga, girocorredor, litoralope, unth, sugador de troncos, sugador de gel, costas de arvoredo.
  • Predadores: língua de flecha, cabeça pontiaguda, punho de adaga, imperador caminhante do mar, espeto, jato de dardos, pena de praia (larva do jato de dardos).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]