Dassault-Breguet Super Étendard

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Dassault-Breguet Super Étendard
Um Super Étendard a catapultar no convés de vôo do Clemenceau (16 de Julho de 1997)
Descrição
Fabricante Dassault-Breguet Aviation
Entrada em serviço Junho de 1978
Missão Caça de ataque e interceptação
Tripulação 1
Dimensões
Comprimento 14,31 m
Envergadura 9,6 m
Altura 3,85 m
Área (asas) 29 m²
Peso
Tara 6.490 kg
Peso total 8.600 kg
Peso bruto máximo 12.000 kg
Propulsão
Motores 1 turbojato SNECMA Atar 8K-50
Força (por motor) 49,0 kN
Performance
Velocidade máxima 1.380 km/h (Mach 1,3)
Alcance bélico 850 km
Alcance 3.400 (reabastecido) km
Teto máximo 13.715 m
Relação de subida 100 m/s
Armamento
Metralhadoras 2 canhões DEFA 552A, 30 mm, 120 tiros
Mísseis/Bombas mísseis Exocet, mísseis ASMP, mísseis Matra R550, Matra R550 Magic II
Notas
2,1 ton de cargas

O Dassault-Breguet Super Étendard é uma aeronave militar francesa que pode ser utilizado a partir de porta-aviões, é um caça-bombardeiro a serviço da Aviation Navale e da Marinha Argentina. Uns poucos voaram nas mãos da Força Aérea Iraquiana por um breve período na Guerra Irã-Iraque.

Projeto e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

É um desenvolvimento do primeiro Dassault Étendard IV, que originalmente seria substituído pela versão navalizada do SEPECAT Jaguar, Jaguar M, até que esse plano foi embargado por problemas políticos.

O primeiro protótipo voou em 28 de Outubro de 1974. A Marinha Francesa ordenou inicialmente a compra de 60 unidades do novo modelo, que foram entregues em Junho de 1978 e a Marinha Argentina pediu 14 unidades. O Super Étendard foi desenvolvido em conjunto com uma nova versão Ar-Terra do míssil antinavio da Aérospatiale, o AM 39 Exocet, alguns destes foram enviados à Argentina.

História Operacional[editar | editar código-fonte]

Desenho do Dassault-Breguet Super Étendard

Argentina[editar | editar código-fonte]

A Marinha Argentina adquiriu 14 Super Étendards em 1980, depois que os Estados Unidos negaram a possibilidade de substituir seus A-4Q Skyhawks. Havia um "Embargo de Armas" devido às violações de direitos humanos devido à Guerra Fria.

Os pilotos argentinos haviam utilizado os aviões franceses em treinamentos entre Novembro de 1980 e Agosto de 1981 na França, porém ao estourar a Guerra das Malvinas, haviam recebido somente 45 horas de voo neste tipo de avião.[1] Entre Agosto e Novembro de 1981, cinco Super Etendards e cinco Exocets foram enviados à Argentina. Os cinco mísseis foram utilizados durante o conflito, um dos mísseis destruiu o HMS ''Sheffield'' e o outro no navio de apoio Atlantic Conveyor empregando dois mísseis em cada um dos ataques. O quinto míssil foi lançado contra o HMS Invincible. Fontes britânicas informaram que foi destruído por fogo amigo do HMS Avenger por um canhão de 114 mm.

Logo depois da Guerra das Malvinas, o Comando de Aviação Naval (COAN) da Marinha Argentina recebeu as unidades restantes que fizeram completar os 14 aviões pedidos. Terminada as reformas do porta-aviões leve ARA Veinticinco de Mayo (V-2) (POMA), começaram a operar, formando parte de seu GAE (Grupo Aeronaval Embarcado); no dia 18 de Abril de 1983, el Capitão de Corveta Augusto Bedacarratz, aterrissou pela primeira vez no V-2. Até meados de 1988 continuaram fazendo parte do GAE, junto aos Grumman S-2 Tracker e os Douglas A-4Q Skyhawk, nesta data, o 25 de Mayo entrou em reformas que nunca foram completadas e o navio, finalmente, foi desmantelado no final dos anos 90, em Alang, Índia.

Foto de um Super Etendard da Marinha Argentina

Sem poder operar num porta-aviões próprio, os pilotos dos Super Étendard continuaram treinando a complexa operação embarcada; a Base Aeronaval Comandante Espora tem uma parte de sua pista modificada para simular os pousos enganchados sobre um porta-aviões. Também, cada vez que um Grupo de Batalha de um porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos navega próximo das águas territoriais argentinas se aproveita para efetuar PyAD, que são práticas de aterrissagem e decolagem sobre o navio americano. Com a Marinha do Brasil desenvolmeram os exercicios ARAEX, em que os aviões argentinos operavam no porta-aviões NAeL A-11 Minas Gerais, porém as limitações das catapultas no mesmo limitou as atividades a práticas de "toque e siga".

Entre os dias 2 de Maio e 5 de Maio de 2002, realizou um fato histórico, quando o NAe A-12 São Paulo da Marinha do Brasil navegou até o Atlântico Sul para desenvolver o exercicio ARAEX VI e permitiu um GAE misto, composto por aviões brasileiros e argentinos. Em certa ocasião, três Super Étendards operaram de forma efetiva (com aterrissagens e catapultagens) no porta-aviões brasileiro.

Participam ativamente nos exercícios (chamadas Etapas do Mar), com os aviões e helicópteros do Comamdo de Aviação Naval (COAN), junto aos navios da Frota do Mar (COFN), da Divisão de Patrulha Marítima (DVPM) e os submarinos do Comando da Força de Submarinos (COFS).

Iraque[editar | editar código-fonte]

Cinco Super Étendards foram emprestados ao Iraque em 1983, enquanto estava aguardando a chegada dos Dassault Mirage F1s que foram solicitados. Estes aviões utilizaram os mísseis Exocet com grande êxito contra os petroleiros iranianos no Golfo Pérsico antes de serem devolvidos à França em 1985.

França[editar | editar código-fonte]

Desde 1991, os Étendard IVMs originais foram retirados de serviço na marinha francesa, e os Super Étendards experimentaram uma contínua modernização nos anos 90 para poder utilizá-los com armas de última geração guiadas por laser. Estas mudanças incrementaram o avião e passaram a ser denominados de Super Étendard Modernisé (SEM), no qual participou nas operações da OTAN sobre Kosovo em 1999, fazendo parte de 400 missões de combate. O SEM também participou em operações de combate na Operação Liberdade Duradoura.

É esperado que todos os Super Étendards sejam retirados do serviço em 2010, os quais estão sendo substituídos desde 2006 pelos Dassault Rafale M.

Operadores[editar | editar código-fonte]

Aviões relacionados[editar | editar código-fonte]

Aviões similares[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

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