David Malet Armstrong

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David Malet Armstrong

David Malet Armstrong (8 de Julho 1926) é um filósofo australiano conhecido pelos seus trabalhos no campo da filosofia da mente e metafísica.

Filosofia e obra filosófica[editar | editar código-fonte]

Aluno de John Anderson na Universidade de Sydney, nos finais da década de 1940, seguiu o seu naturalismo, defendendo que a realidade era constituída pelo sistema espácio-temporal único, sem que a humanidade tivesse qualquer lugar privilegiado nesse sistema. Seguidor de Anderson também na sua teoria sobre a sociedade, nomeadamente na crítica ao totalitarismo, e em particular o comunismo. 1

Em 1961, com “Perception anda the Physical World”, o seu primeiro trabalho sobre a teoria da percepção. A percepção não era mais do que a aquisição de crenças e informação abaixo da linguagem sobre o ambiente e o estado corpóreo de quem percepciona.

Em 1968, com “A Materialist Theory of the Mind”, argumentou que o mental devia ser definido em termos puramente causais, mas depois identificados como processos puramente físicos no cérebro e em estados do cérebro. Embora tendo sido influenciado posteriormente por Ramsey, as crenças são identificadas como mapas mentais através dos quais nos orientamos.

Em 1978, com “Universals and Scientific Realism”, aceita a existência objectiva de qualidades e relações independentes da mente. Caberia aos cientistas e não aos filósofos estabelecer que propriedades e relações o mundo contém exactamente. Assim, defende a existência de universais, uma posição relativamente invulgar para um empirista.

Em 1983, com “What is a Law of Nature?”, critica a ideia de as leis da natureza serem meras regularidades no comportamento das coisas. Em vez disso, seriam conexões universais que explicam as regularidades.

Em 1989, surgiu “Universals”, um trabalho sobre a teoria das possibilidades. As possibilidades eram recombinações ficcionais de entidades efectivamente existentes.

Em 1997, tenta esboçar uma metafísica ou ontologia em “A World of States of Affairs”. Aqui, argumenta o mundo como um estado de coisas, que correspondiam aos factos de Russell e Wittgenstein.

Em 2004, com “Thruth and Thruthmakers” procurou desenvolver um processo de aplicar a teoria do veridador de uma forma mais sistemática à sua própria ontologia.

Referências

  1. Dicionário de Filosofia coordenado por Thomas Mautner. Edições 70, 2010

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