David Stirling

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Sir David Stirling (Lecropt, Perthshire, 15 de novembro de 19154 de novembro de 1990) foi um militar britânico, fundador do Special Air Service (SAS), o grupo de forças especiais do exército britânico.

Vida[editar | editar código-fonte]

Seu nome completo era Archibald David Stirling, nasceu na casa de família dos Stirling, em Kier House, aos arredores de Doune, uma vila do condado de Perthshire. Seu pai era o general de brigada Archibald Stirling of Kier, o seu avô materno Simon Fraser, 13º lord Lovat. Estudou no Ampleforth College e no Trinity College de Cambridge.

Era uma figura alta e atlética, estava se preparando para escalar o Monte Everest quando estourou a Segunda Guerra Mundial. Alistou-se nos Guardas escoceses em 1939 e em 1940 entrou como voluntário no oitavo Comandos britânicos, sob as ordens do tenente-coronel Robert Laycock, que formava parte da Força Z (mais tarde mudaria o nome para Layforce). Depois da decepção desta empreitada bélica, Stirling percebeu que, devido à mecanização da guerra, um grupo reduzido de soldados bem treinados poderiam infligir ao inimigo maior dano que um batalhão inteiro. Com essa idéia ele acabaria criando a primeira Força Especial Moderna.

Logo depois de sofrer um acidente de pára-quedas, ficou temporariamente recuperando-se, foi ai que aproveitou para visitar no Cairo o comandante-em-chefe general Claude Auchinleck. Com o apoio do também general Neil Ritchie, Stirling insistiu com Auchinleck, e o persuadiu. Logo conseguiu o que queria, recebeu sua unidade com comando independente, com o evasivo nome de "L Detachment, Special Air Service Brigade", a idéia era dar a falsa impressão de que existia uma brigada de commandos pára-quedistas operando no norte da África.

O General Auchinleck desde o começo não tinha fé nas idéias de Stirling, por várias vezes mandou pessoas para observar o que ele e os soldados faziam. De fato muitas coisas esquisitas aconteceram, em um estranho episódio Stirling obrigou, por falta de equipamento, os soldados a pular com equipamento completo de um jipe em movimento para treinar pára-quedismo. Essas informações só faziam convencer o General Auchinleck de que Stirling estava perdendo o tempo.

O primeiro assalto realizado pela SAS com pára-quedistas sobre Gazala e Tmimi em 16 e em 17 de novembro de 1941, foram um completo desastre, dos 66 soldados só 30 voltaram. Em conseqüência disso o "Destacamento L" foi posto debaixo das ordens do 8 Commando. Mesmo com tudo isso (impressionantemente) a SAS gozava de moral alto, principalmente com a chegada das boinas (inicialmente brancas depois beges) com o símbolo e o lema da unidade (uma espada com asas, com uma faixa em baixo, escrito: “quem ousa vence"). Apesar da reprovação de sua incursão inicial, Stirling seguia decidido, e com o apoio de brigadas de transporte, empreendeu a estratégia de pequenas incursões noturnas, mais seguras e mais efetivas, com que passou a ter ótima produtividade nos desertos do norte africano. Após uma melhor aprendizagem, em Dezembro de 1941, 12 elementos realizaram a segunda operação destruindo 24 aviões, numa operação noturna usando quatro jipes equipados com metralhadoras. Em quinze meses a SAS, de novo como comando independente e ao mando do tenente David Stirling, inutilizaram 250 aviões da Força Aérea Alemã, dúzias de caminhões de abastecimento, de estradas, de trens e centenas de veículos.

Stirling foi preso pelo exército alemão em janeiro de 1943, no sul de Tunísia. Tentou escapar quatro vezes antes que o enviassem ao castelo Colditz, onde permaneceu o resto da guerra até a rendição alemã. Em 1945 fundou unha associação de ex-combatentes das SAS, da qual foi o primeiro presidente. Em 1990 foi condecorado cavaleiro pela Rainha e morreu no mesmo ano.