De âlde Friezen

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De âlde Friezen (Os antigos Frísios) é o hino da Província da Frísia, nos Países Baixos e da Frísia Ocidental no seu todo (área que inclui a Província de Groninga e algumas partes da Holanda do Norte).

O texto é da autoria do escritor Frísio Dr Eeltsje Halbertsma (1797-1858) da aldeia de Grouw. A versão cantada actualmente é uma versão abreviada, que data de 1876, por Jacobus van Loon. Ainda que a letra não tenha tido partitura até à morte de Halbertsma (o hino foi cantado pela primeira vez em 1875 numa cerimónia comemorativa do seu trabalho), o autor pode ter ouvido muitas vezes a música que acompanharia o seu poema no futuro, já quando era estudante na Universidade de Heidelberga Ruprecht Karl, já que pertencia a uma canção estudantil (Vom hoh'n Olymp) de Heinrich Christian Schnoor que se tornou, desde então, suporte musical para diversos textos em língua alemã a partir da década de 1790.

A canção foi adoptada como hino frísio pela Selskip foar Frysk taal en Skriftekennisse (Sociedade para a Língua e Literatura Frísia) através dos esforços do político, escritor e poeta Pieter Jelles Troelstra (1860-1930), servindo de hino não oficial da Frísia a partir desse momento.

Letra[editar | editar código-fonte]

Frysk bloed tsjoch op! Wol no ris brûze en siede,
en bûnzje troch ús ieren om!
Flean op! Wy sjonge it bêste lân fan d'ierde,
it Fryske lân fol eare en rom.
Refrão (bis)
Klink dan en daverje fier yn it rûn,
Dyn âlde eare, o Fryske grûn!
Hoe ek fan oermacht, need en see betrutsen,
oerâlde, leave Fryske grûn,
Nea waard dy fêste, taaie bân ferbrutsen,
dy't Friezen oan har lân ferbûn.
Refrão (bis)
Fan bûgjen frjemd, bleau by 't âld folk yn eare,
syn namme en taal, syn frije sin;
Syn wurd wie wet; rjocht, sljocht en trou syn leare,
en twang, fan wa ek, stie it tsjin.
Refrão (bis)
Trochloftich folk fan dizze âlde namme,
wês jimmer op dy âlders grut!
Bliuw ivich fan dy grize, hege stamme,
in grien, in krêftich bloeiend leat!
Refrão (bis)

Possível tradução[editar | editar código-fonte]

Sangue Frísio, erguei-vos! Espuma, ferve,
e lateja pelas nossas veias!
Vem! Cantemos a melhor terra do mundo,
A terra Frísia, plena de honra e orgulho.
Refrão (bis)
Soai então e ribombai até longe, por todo o lado,
A vossa antiga honra, ó Frísio chão!
Apesar de ameaçada por poderes superiores, desastres ou pelo mar,
Antigo, amado chão frísio,
Nunca esses fortes laços foram rompidos:
Os que prendem os Frísios à sua terra
Refrão (bis)
Indomável, o povo Frísio manteve, pela sua honra,
O seu nome, a sua língua e o seu sentido de liberdade.
A sua palavra foi lei, o seu magistério modesto e verdadeiro,
Opondo-se à coerção, venha de onde vier.
Refrão (bis)
Povo honrado deste nome antigo,
Tende sempre orgulho dos vossos ascendentes!
Mantei sempre no topo daquela alta haste cinzenta
Um ramo verde e profusamente florido!
Refrão (bis)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]