Debates televisionados brasileiros

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Maria do Rosário e José Fogaça em um debate na TV.
Foto:Antônio Cruz/ABr.

Os debates televisionados brasileiros são, em suma, um choque ideológico, ora duelado intensamente, ora unissonante, ora ofensivamente, ora pacificamente entre agentes debatedores, ou seja, candidatos à presidência, aos Governos do Estado e às Prefeituras, em horário agendado antecipadamente nas emissoras de TV brasileiras (prática iniciada em 1982), ao vivo, vislumbrando as eleições realizadas no Brasil, de 2 em 2 anos, sobre temáticas que teoricamente envolvem interesses em jogo para o telespectador, com o objetivo oficial de auxiliar a escolha de um candidato ou de uma ideologia para representar diretamente o eleitor no cargo eletivo. Em todos os debates existem a figura do mediador, a pessoa que atua como intermediário entre os candidatos.

Os temas discutidos no debate são muitas vezes as questões mais controversas da época, e, possivelmente, as eleições foram quase decididas pela repercussão (por exemplo, o último debate presidencial de 1989 com Lula e Collor). Os debates são direcionados principalmente para os eleitores indecisos, aqueles que tendem a não ser parcial a qualquer ideologia ou partido político.

São realizadas no final do ciclo eleitoral, depois dos partidos políticos terem indicado seus candidatos. Os candidatos ao pleito se encontram em um grande salão, muitas vezes nos estúdios da emissora, diante de uma platéia de cidadãos. Os formatos dos debates têm variado, com perguntas, por vezes, de mediadores, jornalistas e em outros casos populares.

A especialista em Comunicação Social e pesquisadora na Universidade Nova de Lisboa Janaína Leite, mostra na obra "Os presidenciáveis no ringue eletrônico", reproduzindo afirmação de Jeffery Auer no livro The counterfeit debates que ocorre num debate "verdadeiro": “(1) um confronto, (2) em tempo igual e adequado, (3) entre opositores de mesmo nível, (4) com temática pré-definida e declarada, (5) para conquistar a audiência”, o que seria "impossível" na linha de raciocínio de Auer, devido ao conflito dos interesses em jogo de políticos, telespectadores e meios de comunicação.[1]

Leite também afirma nos debates eletrônicos, principalmente entre presidenciáveis à semelhança dos eventos desportivos, "(…)por sua importância e capacidade de mobilização mediática – podem ser considerados combates regulamentados, precedidos de longas deliberações a respeito das 'regras do jogo'(…)". Regras de jogo estas, que condicionalmente atribuem aos combatentes chances iguais de vitória, ponto crucial em qualquer debate televisionado e fruto de litígio. A pergunta-chave, formulada após o debate é: "Quem ganhou o debate?" , cujo o juiz e o executor da resposta é a audiência(com influências externas), que também torce para seu(sua) candidato/ideologia ser a aclamada.[2]

Pode-se pressupor que a história destes dos debates transmitidos via televisão (inclusive no Brasil) está intimamente ligada à dois pontos centrais: a tecnologia (através das inovações e invenções proporcionadas pela propagação da televisão) e a evolução, adicionado ao amadurecimento do contexto político(implantação de regime político que estabeleça a participação e a democracia, através do voto popular).[3]

Comparecer ou não ao debate?[editar | editar código-fonte]

Na História do Brasil, não são poucos que acreditam que se nos teledebates, aquele que comparecer aos debates televisionados tendo muitas intenções de voto nas pesquisas, corre grande risco de ser prejudicado no pleito ao cargo majoritário, devido à sua exposição.

Leite cita a declaração do marqueteiro responsável pela imagem do candidato Lula em 2002, Duda Mendonça, no livro "Casos e coisas",[4] para dar ênfase nesta questão no ponto de vista da propaganda eleitoral, onde diz que a "decisão[de frequentar debates] pode variar de lugar para lugar, de candidato para candidato, de campanha para campanha e, sobretudo, em função da posição que o sujeito ocupa nas pesquisas eleitorais."

Podemos citar vários casos de não-participações de debates eletrônicos: o dos presidenciáveis Fernando Collor(apenas no primeiro turno) - no pleito de 1989, Fernando Henrique Cardoso - no pleito de 1994 e 1998, e Luiz Inácio Lula da Silva (apenas no primeiro turno)[5] - no pleito de 2006.

O formato[editar | editar código-fonte]

Abertura do debate[editar | editar código-fonte]

De forma geral, nos primeiros segundos depois do teledebate entrar no ar o mediador faz a saudação ao público, anuncia a realização do debate televisivo e apresenta a presença dos candidatos.

Um exemplo de como um mediador faz a abertura do debate, logo após a vinheta e apresentação panorâmica do estúdio é este:[6]

Cquote1.svg 22 horas e 20 minutos. Boa noite, senhoras e senhores. A RBS TV realiza a partir de agora, o último e decisivo debate entre os candidatos à prefeitura da capital. Estão aqui nos estúdios os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições de 2008: Maria do Rosário, do PT e José Fogaça, do PMDB. De imediato, vamos às regras do programa. Cquote2.svg
Reprodução da abertura de debate televisionado feita pelo mediador Lasier Martins no dia 24 de outubro de 2008.[7]

Nas eleições gerais de 2010, nos dois teledebates presidenciais hospedados na Bandeirantes, houve duas apresentações da Orquestra Filarmônica Bachiana do Sesi.[8]

"Regras do jogo"[editar | editar código-fonte]

As "regras do jogo" nos debates televisionados brasileiros, de forma genérica, são sempre didaticamente explicadas via mediador, investindo bastante tempo fazendo a locução da mecânica do debates eletrônicos aos candidatos, ao público presente e aos telespectadores(os que possuem interesses) a cada bloco do teledebate, dada a sua complexidade das regras e o os tipos de estratégia adotadas pelos candidatos.[9] [10]

Perguntas, respostas, réplicas, tréplicas e direitos de resposta[editar | editar código-fonte]

Geralmente seguem estas linhas mestras.

  1. Em alguns debates, há declarações de abertura e de fechamento(considerações finais), ou apenas a última.
  2. Um sorteio determina quem deve fazer às perguntas(em regime de revezamento), em período de tempo determinado, no início de cada bloco, sendo que o sorteado escolherá quem irá responder, com temática às vezes também decidida em sorteio. Existem dependendo dos debates, uma limitação ao número de perguntas que um candidato possa receber.
  3. O opositor adquire certo tempo para responder a pergunta. Depois deste período, o candidato que fez a pergunta agora faz a réplica, para refutar a argumentação. E o candidato que interrogou terá um tempo para tréplica, a contestação para a refutação.
  4. Dependendo do formato feito através de acordo entre os partidos políticos, os jornalistas, o mediador ou populares também fazem perguntas, para que os candidatos ao pleito respondam, deem sua réplica.
  5. Pode também ser concedido "direito de resposta" ao candidato que sofreu ofensa de natureza moral ou ideológica.
  6. Em alguns debates com candidatos a presidente, governador ou prefeito utiliza-se um cronômetro à vista do telespectador, portando um medidor de tempo de cada pergunta, resposta, réplica, tréplica ou direito de resposta. No passado utilizava-se um sinal sonoro para determinar oficialmente o esgotamento do tempo, motivo de polêmica na época nos debates presidenciais de 1989.

Um exemplo de como um mediador explica as regras, logo após a abertura do debate é este:

Cquote1.svg O debate terá 4 blocos. No primeiro e no terceiro os temas serão livres. Os candidatos trocam perguntas sobre os assuntos que quiserem. No segundo e quarto blocos os temas serão definidos por sorteio. Os candidatos se alternam nos questionamentos. Um sorteio prévio definiu que José Fogaça abra o debate. Maria do Rosário começa o segundo e o terceiro blocos. E o último bloco é começado por José Fogaça. Os candidatos terão 30 segundos para a pergunta, 1 minuto e meio para a resposta, 1 minuto e meio para a réplica e 1 minuto para a tréplica. No quarto bloco os candidatos terão ainda 2 minutos para as considerações finais. As regras não permitem ofensas pessoais e acusações que atinjam a honra e a dignidade dos adversários. Se um candidato citar de uma forma ofensivo o adversário ou o partido ou o governo aos quais ele esteja ligado, o candidato que se sentir ofendido poderá solicitar direito de resposta. O pedido será avaliado pela coordenação do debate. As regras também não permitem que um candidato fale fora de hora. Nosso objetivo aqui é mais uma vez oferecer uma discussão sobre propostas e idéias que ajudem na escolha do eleitor. Cquote2.svg
Locução feita pelo mediador Lasier Martins parcialmente em off e também ao vivo das regras em debate televisionado.[11]

Alguns alegam que esta explicação das regras do jogo é uma maneira de transmitir uma "suposta" neutralidade da emissora quanto a escolha do candidato "vencedor" do teledebate e o que de fato incentiva o eleitor a assistir o debate eleitoral é o desejo de vigiar os candidatos presentes, verificar o cumprimento das regras e se a emissora/hospedadora do debate está favorecendo alguém.

Mobilidade[editar | editar código-fonte]

É permitido aos candidatos ficarem em pé atrás das suas "bancadas", nas laterais do estúdio com o mediador ao centro. Nos debates televisionados hospedados pela Rede Globo entre candidatos à presidente(iniciado em 2002 - apenas no segundo turno) rompeu-se esta regra, dando-lhes autonomia para movimentar-se pela arena.

Impedimentos no transcorrer do debate[editar | editar código-fonte]

Precisamente em 1997, ficou proibida, via Lei Eleitoral, da apresentação de montagens ou recursos visuais durante entrevistas(como nos telejornais) ou debates em que o candidato ao pleito participa, por causa de suspeitas de favorecimento.[12]

Já em 2007, a Lei Eleitoral vetou aos candidatos o uso dos papéis e pastas(dossiês), supostamente para chantagear candidatos adversários. Esse tipo de caso não era raro, porque o candidato Fernando Collor carregava uma pasta rosa com informações que desestabilizariam o concorrente Luiz Inácio Lula da Silva num debate durante o segundo turno das eleições presidenciais de 1989. Num debate dos prefeitáveis na cidade do Rio de Janeiro em 2004, o candidato Cesar Maia carregava uma ata da reunião de uma creche em que supostamente faltava pão, causando irritação de outro candidato, Luiz Paulo Conde.[12]

Duração e Mediação[editar | editar código-fonte]

Atualmente, debates televisionados entre candidatos aos cargos majoritários de forma praticamente generalizada possuem duração próxima das duas horas, com espaço para anúncios publicitários, para seguir a legislação eleitoral brasileira vigente.

Nos debates televisionados brasileiros, as emissoras que hospedam o debate televisionado escalam de forma geral os principais âncoras de seus telejornais para mediarem.

Impacto dos debates televisionados no eleitor, segundo pesquisas[editar | editar código-fonte]

Em pesquisa realizada pelo Datafolha nos meses de julho e agosto de 2000, em São Paulo com a pergunta "Você diria que são muito importantes, um pouco importantes ou nada importantes para você decidir o seu voto[...]", com a temática da importância da informação, o item "debate entre os candidatos na TV e rádio", dentre vários itens foi citado como "muito importante" por 51% dos entrevistados em julho de 2000 e 49% em agosto de 2000.[13]

Também, segundo pesquisas de opinião (publicadas pelo Datafolha), na cidade de São Paulo, os debates televisionados possuem impacto menor sobre as preferências. 42% dos entrevistados diriam que a chance de mudar o voto é grande (18%) ou média (24%). Entretanto, 45 em cada 100 entrevistados diriam que a chance de mudar o voto devido a um debate é nenhuma (45%). A pesquisa foi realizada durante as eleições de 2000 (setembro).[14]

Histórias dos debates televisionados e polêmicas[editar | editar código-fonte]

O ponto de referencial para este tipo de evento[editar | editar código-fonte]

Geralmente estes clássicos acontecimentos na América do Norte e na Comunidade Européia são lembrados como as alavancas para este tipo de evento televisivo:

  • Na etapa final da corrida eleitoral de 1960, uma série de três debates televisionados nas eleições presidenciais nos Estados Unidos da América entre o candidato do Partido Democrata John Fitzgerald Kennedy(lembrado por seu acrónimo JFK) e Richard Nixon, o candidato do Partido Republicano. Em 26 de setembro, 70 milhões de telespectadores viram o primeiro debate presidencial televisionado da história dos Estados Unidos. Antes do primeiro debate, Nixon tinha passado duas semanas no hospital devido a uma lesão na perna, usava uma barba e não queria maquiagem. Ele parecia tenso e desconfortável, enquanto Kennedy apareceu relaxado. No final do debate a maior parte do público julgou que JFK como o vencedor. Entretanto quem escutou no rádio alegou que Nixon como vencedor ou disseram que o resultado foi um empate.[15] Em 7 de outubro o segundo debate foi realizado e o terceiro e último debate foi realizado no dia 13 de outubro. Atualmente, os debates televisionados são considerados fundamentais na política americana, mas foi o debate Kennedy-Nixon de 1960, no tempo em que a televisão teria um papel dominante na política. Após o debate, a campanha de Kennedy ganhou impulso, conseguiu superar Nixon em alguns pontos na maioria das pesquisas. Na terça-feira, 8 de novembro de 1960, JFK derrotou Richard Nixon(que numa posterior eleição seria eleito presidente), em uma das eleições presidenciais mais apertadas do século XX. No voto popular nacional, Kennedy venceu com 49,7% dos votos contra 49,5% do concorrente, enquanto no Colégio Eleitoral ganhou com 303 votos contra 219 (269 eram necessários para vencer)..[16] [17] Outro momento lembrado nos debates televisionados nos Estados Unidos é um momento num debate entre candidatos à vice-presidente: o republicano Dan Quayle(vice de George H. W. Bush e o democrata Lloyd Bentsen, da chapa de Michael Dukakis: “Senador, eu trabalhei com Jack Kennedy. Eu conhecia Jack Kennedy. Jack Kennedy era meu amigo. Senador, você não é nenhum Jack Kennedy”, disse Bentsen, que foi refutado alegando ser desnecessário. Mas Bentsen insistiu que foi Quayle quem fez a comparação.
  • A intelectualidade francesa alimenta constantemente clássicos debates televisionados em corridas eleitorais - tradicionalmente ocorrem entre os dois turnos das eleições presidenciais, e são transmitidos em território francês. Até as eleições de 1965, o contato direto telespectador-político era feito através dos pronunciamentos, assim como cobertura das viagens presidenciais e as conferências de imprensa. Com o estabelecimento da eleição do Presidente da República Francesa em sufrágio universal, foi aprovado a regra de que os candidatos rivais iriam dispor da mesma quantidade de tempo para falar[18] . O que seria o primeiro debate televisionado francês(em 1974) ocorreu entre Valéry Giscard d'Estaing(tendência conservadora)-François Mitterrand(progressista) na emissora ORTF, vinda com usos de frases de efeito, ditas pelos pretendentes e lembradas pela audiência nas manchetes políticas após os debates. A frase “Você não tem o monopólio do coração dos franceses; você é um homem do passado”, se transformou em lema.[19] [20] O debate durou 1 hora e 30 minutos e tinha no seu cenário dois grandes cronômetros que marcavam o tempo de cada candidato nas respostas, com a pretensão de transmitir credibilidade ao novo modelo de argumentação política em um país recém-chegado à alternância de poder. No teledebate, alega-se que Mitterand, apesar de sua experiência foi surpreendido pela postura de Giscard.[21] Marcou época também o teledebate de 1988 François Mitterand-Jacques Chirac(primeiro ministro à época, tendência conservadora): “Esta noite, eu não sou o primeiro-ministro. E o senhor não é o presidente da República. Somos dois candidatos. Iguais e que se submetem ao julgamento dos franceses. É isso que importa”, disse Chirac. Mas Mitterand foi na direção oposta: “De qualquer forma, tem toda a razão, senhor primeiro-ministro”.[22] . A França republicana permite que o presidente da República e o premiê "cohabitem", sem poder de demissão.
  • Nos países de mentalidade ibérica em que houve regimes democráticos são jovens, como Brasil, Portugal e Espanha, os debates televisionados são recentes. Na Espanha, a experiência se iniciou em 24 de maio de 1993, com Felipe González e José María Aznar com roteiro histórico com pinceladas similares ao debate JFK-Nixon.[23] No primeiro debate, as fontes alegam que Aznar venceu, por estar mais disposto. Mas González se recuperou no debate seguinte e o Partido Socialista Obrero Español fez novamente seu primeiro ministro, diferentemente do que aconteceu no fim dos teledebates americanos.[24] . Em Portugal o debate televisionado, começou no ciclo pós-eleitoral, sem intenção de angariar votos entre os líderes do partido em 1976.
  • Na sistema monárquico do Reino Unido, debates televisionados têm um outro contexto: os Estados Unidos, possuem regime presidencialista numa República e os britânicos em um regime parlamentarista, com um premiê sendo considerado a figura máxima do partido político, além disso os discursos dos assuntos políticos são feitos na Câmara dos Comuns, reduzindo a possibilidade de debates. Mas na disputa de 2010 iniciaram uma temporada de debates com o formato eletrônico entre os pretendentes Gordon Brown(trabalhista), David Cameron(conservador) e Nick Clegg(liberal democrata). Os debates duraram 90 minutos e foram transmitidos semanalmente pela ITV, BSkyB e a BBC com cerca de três quintas-feiras sucessivas a partir de 15 de abril. A primeira metade de cada debate centrou-se em um tema particular (temas domésticos, assuntos internacionais e econômicos), antes de questões gerais que foram discutidas. As perguntas não foram divulgadas aos líderes antes do debate.

O surgimento do embrião para os debates[editar | editar código-fonte]

O primeiro indício do que seria uma tentativa de se hospedar um debate político estava marcada para 15 de setembro de 1960, dentro do programa Pinga-Fogo, na TV Tupi. Adhemar de Barros e Teixeira Lott aceitaram, entretanto Jânio Quadros recusou o convite para o debate, optando por participar de um comício em Recife.[25]

Com a implantação do regime militar brasileiro, ficou automaticamente mais alto o grau de dificuldade de um debate televisionado acontecer em rede. Apesar disso, segundo registros existentes, o primeiro debate televisionado ocorreu no Rio Grande do Sul, em 9 de setembro de 1974, entre candidatos ao Senado: Nestor Jost pela ARENA e Paulo Brossard, pelo MDB. O teledebate foi transmitido pela TV Gaúcha, atual RBS TV.[26]

A Lei Falcão[editar | editar código-fonte]

Para impedir novas derrotas eleitorais do partido governista - já registradas nas eleições estaduais de 1974, o Aliança Renovadora Nacional(ARENA), o então ministro de Justiça, Armando Falcão, em 1º de julho de 1976, elabora um decreto que restringia a propaganda eleitoral na TV, permitindo apenas que fosse mencionado a legenda do candidato, seu curriculum vitae, número de registro na Justiça Eleitoral, fotografia do candidato, mais o horário e local dos comícios do mesmo, o que segundo alguns críticos, criava um cenário onde candidatos mais abonados ou de partidos políticos mais ricos seriam apresentados ao público votante de forma exatamente igual a candidatos mais pobres ou de partidos com menor capacidade econômica. Apesar da Lei Falcão(Lei nº 6339/76), foram registrados alguns debates em 1982. As restrições da Lei Falcão só seriam revogadas em 1984, a partir da liberação da propaganda eleitoral na televisão. Em 1985, foi regulamentada uma legislação própria para propaganda gratuita no rádio e na televisão. A Lei nº 9.504/97, art. 107, revogou totalmente o art. 250 do Código Eleitoral e atualmente é quem regulamenta a propaganda eleitoral no país, assim como os debates.[27] [28] [29]

1982-1985: Primeira temporada de debates[editar | editar código-fonte]

Em 1982, ainda embrionários, os teledebates voltam nas eleições de 1982. A TVS (22 de março de 1982, mediado por Ferreira Netto) e a Rede Bandeirantes(em 13 de setembro, mediado por Joelmir Beting), televisionaram, na esteira dos debates políticos e televisionados vistos na Europa e Estados Unidos(iniciados com o debate televisionado Kennedy-Nixon). No primeiro debate, participaram Reynaldo de Barros (PDS) e Franco Montoro (PMDB). Mas ainda em 1982, o TSE reviu a restrição de debates. Apesar de polêmicas, um segundo debate ocorreu e participaram Reynaldo de Barros (PDS), Franco Montoro (PMDB), Jânio Quadros (PTB), Lula (PT) e Rogê Ferreira (PDT).[30] [26] Houve também dois debates televisionados pela Rede Globo de Televisão no Rio de Janeiro (14 de agosto e 12 de setembro), reunindo os cinco candidatos ao Governo do Estado: Moreira Franco do PDS, Leonel Brizola, do PDT, Sandra Cavalcanti, do PTB, Miro Teixeira, do PMDB, e Lysâneas Maciel, do PT.

Apesar de jovem, o debate televisionado brasileiro acumulava fatos incomuns e controvérsias. Em debate eletrônico promovido durante as eleições municipais no Brasil em 1985 pela Rede Globo, o candidato Eduardo Suplicy(PT), levou consigo uma tartaruga e um coelho de pelúcia, símbolos de sua campanha.[31] Em outro fato, com grau de polêmica maior do que o anterior, o jornalista Boris Casoy interrogou ao então candidato à prefeitura de São Paulo, Fernando Henrique Cardoso(PMDB), se "acreditava em Deus". O candidato respondeu que o jornalista "havia prometido não fazer essa pergunta". A resposta de Cardoso teve repercussão na grande mídia e é considerada um dos fatores que causaram a sua derrota no pleito para Jânio Quadros. Quadros não havia comparecido ao teledebate.[32] [33]

1989: Popularização dos debates exibidos ao vivo pela televisão[editar | editar código-fonte]

Fernando Collor no Palácio do Planalto.jpg President Lula in Paulínia.JPG
Fernando Collor de Mello Luiz Inácio Lula da Silva
Os debates na eleição presidencial brasileira de 1989 foram os primeiros entre candidatos à presidência

A temporada de debates televisionados ganhou popularidade na classe média e baixa nas eleições presidenciais de 1989, não somente pelas frases de efeito que provocam reações(como claques) nos telespectadores e nos cidadãos presentes nas imediações do estúdio onde hospedava-se o debate, pelos duelos travados sobre divergências ideológicas e biográficas, como os de Leonel Brizola(PDT) e Paulo Maluf(PDS), televisionada na série de seis debates na TV exibidos durante o primeiro turno, com o primeiro deles acontecendo no dia 17 de julho de 1989, iniciando às 21h30min até as 23h30min, portanto com duas horas de duração.[nota 1] O primeiro debate entre presidenciáveis foi bem aceito e outros se sucederam não só na Rede Bandeirantes, mas como na TV Manchete e patrocinado pelo Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Mulher e nos estúdios do SBT.[34] [nota 2] Portanto neste balanço, três das quatro maiores emissoras de televisão do país do final da década de 1980 aderiram aos debates eletrônicos. A TV Globo optou por um programa de TV chamado Palanque Eletrônico onde jornalistas, especialistas em Ciências Humanas e líderes de movimentos sociais sabatinaram 10 presidenciáveis.[35] [36]

Os dois debates televisionados no segundo turno das eleições de 1989 entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor foi marcado por serem transmissões de um debate televisionado feitas num pool de imprensa, feita por quatro emissoras: Rede Globo, Sistema Brasileiro de Televisão(SBT), Rede Manchete e Rede Bandeirantes, com quatro mediadores se revezando a cada bloco, e quatro jornalistas, um de cada emissora participando de cada bloco interrogando os candidatos sobre cada um dos quatro temas propostos - Luiz Fernando Emediato (SBT), Fernando Mitre (Bandeirantes), Carlos Chagas (Manchete RJ), Villas-Bôas Corrêa (Manchete SP) e Joelmir Beting (Globo).

Segundo as pesquisas, os debates na TV (na eleição presidencial brasileira de 1989) já gozavam de certa influência em pelo menos 1 em cada 5 eleitores brasileiros:[37]

Itens que determinam a escolha do presidenciável[nota 3] em %
Conversas entre amigo e familiares 42%
Propaganda política no rádio e na televisão 35%
Debates na televisão entre candidatos 25%
Notícias na TV 23%
Notícias em jornais 15%
Notícias no rádio 12%
Resultado de pesquisas 7%

Cronologia dos dois debates finais na televisão em 1989[editar | editar código-fonte]

Data do debate televisivo em cadeia(1989) Mediadores Temas que nortearam o debate Hóspede do debate Localização do estúdios Horário Público estimado[38]
3 de dezembro Pela ordem de aparição, Marília Gabriela(Bandeirantes), Boris Casoy(SBT), Alexandre Garcia(Globo) e Eliakim Araújo(Manchete) Economia, Questões sociais, Justiça, Democracia, Privatização das estatais TV Manchete Município do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, RJ Rua do Russel, 804, Glória 21h30 às 00h00 ± 95 e 100 milhões de pessoas[38]
14 de dezembro Pela ordem de aparição, Boris Casoy(SBT), Marília Gabriela(Bandeirantes), Eliakim Araújo(Manchete) e Alexandre Garcia(Globo) Questões sociais(Sacrifícios), Direito de greve(citando a Constituição de 1988), Expectativas sobre a oposição TV Bandeirantes Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Rua dos Radiantes, 13, Morumbi
21h30 às 00h00 ± 95 e 100 milhões de pessoas[38]

Polêmica acerca de suposto favorecimento a um dos candidatos[editar | editar código-fonte]

Ficou ilustre a acusação de manipulação de imagens por parte do jornalismo da Rede Globo, no noticioso Jornal Nacional, um dia depois do debate do dia 14 de dezembro de 1989. A repercussão noticiosa do debate televisionado é considerada fundamental para a vitória no segundo turno de Collor de Mello na corrida à Presidência, uma vez que antes do emblemático acontecimento, Lula e Collor estavam em situação de empate técnico.[39] [40]

O Partido dos Trabalhadores(PT) moveu um processo contra a emissora no Tribunal Superior Eleitoral, pedindo direito de resposta, de maneira que novos trechos do debate televisionado fossem apresentados no Jornal Nacional(o que foi negado). Em protesto realizado na sede da TV Globo, noticiado no Jornal do Brasil no dia 17 de dezembro de 1989, com presença de artistas, intelectuais e atores da própria emissora gritando slogans durante quase três horas, a partir de boato de que a Globo não divulgaria a última pesquisa de intenção de voto do Ibope.[41] [41]

Em sua defesa, no Projeto Memória Globo, seção Polêmicas,, diz que os responsáveis pelo noticiário usaram o mesmo critério de edição de uma partida de futebol, na qual são selecionados os melhores momentos de cada time.[nota 4] Alega também que o epísódio "provocou um inequívoco dano à imagem da TV Globo. Por isso, hoje, a emissora adota como norma não editar debates políticos". Hoje, apenas são apresentados momentos de bastidores e raramente, as considerações finais dos candidatos.

Imprevistos[editar | editar código-fonte]

Podemos citar nas eleições municipais de 1996, na cidade de São Paulo, um acontecimento totalmente atípico ocorrido no segundo turno, entre Luiza Erundina(PT) e Celso Pitta(PPB). A Rede Bandeirantes e a Rede Globo decidiram agendar debates no mesmo dia, causando conflito de datas na programação dos candidatos. O episódio resultou nas entrevistas concedidas de Erundina à Rede Bandeirantes e Pitta, à Rede Globo .[42]

2002: O início dos debates televisionados do século XXI[editar | editar código-fonte]

Depois de duas eleições presidenciais sem debates, em 2002 os mesmos retornam impulsionados pela conjuntura econômica e política da época, marcada por polêmicas, principalmente no âmbito da economia.

Segundo a pesquisadora Janaína Leite, a partir desta série de três debates eleitorais com os principais candidatos, com participação condicionada aos candidatos cujo partido tem representação na Câmara dos Deputados do Brasil: Luiz Inácio Lula da Silva(PT), José Serra(PSDB), Anthony Garotinho(PSB) e Ciro Gomes(PPS), ganhou-se uma nova roupagem, alcançando o status de "evento mediático"(media event → “momentos históricos – quase sempre cerimônias de Estado – que são televisionadas em direto[ao vivo] e que fazem parar uma nação ou o mundo”, concebido por Daniel Dayan e Elihu Katz - A história em directo: os acontecimentos mediáticos na televisão - e citado pela pesquisadora Janaína Leite), exibido em horário nobre, ganhando publicidade e presença maciça dos órgãos de imprensa nas emissoras que a sediaram(Bandeirantes, Record e Globo, nos dois turnos).

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Anthony Garotinho
PSB
Ciro Gomes
PPS
José Serra
PSDB
Luiz Inácio Lula da Silva
PT
Os debates na eleição presidencial brasileira de 2002 foram os primeiros em cerca de 13 anos

Também houve pela primeira vez um debate entre candidatos a vice-presidente na Rede Bandeirantes no mesmo ano. Muitos que possuem esta linha de raciocínio acreditam que estes eventos mediáticos, tornam uma "obrigação social" do candidato participar do debate televisionado, com possibilidades de ofender o eleitorado se não o fizer. Entretanto, candidato à Presidência em duas oportunidades, Fernando Henrique Cardoso, recusou-se a participar de debates eletrônicos em 1994 e 1998 e derrotou seus oponentes nos pleitos. O candidato Lula, por sua vez, optou por ausentar-se aos debates no primeiro turno, mas compareceu aos quatro debates do segundo turno e foi proclamado presidente reeleito em 2006.[43] [44]

Introdução de modelo americano inspirado no town-hall meeting[editar | editar código-fonte]

A Rede Globo, condicionada ao Padrão Globo de Qualidade, na eleição presidencial de 2002, 2006 e 2010, faz uma ruptura parcial(leia-se no segundo turno) com o modelo genérico de debate, inspirando-se na figura da audiência pública americana, chamado de town hall meeting(em português: encontro de comunidade, ou seja, encontros públicos informais), o que permitiu mobilidade dos candidatos Lula e Serra(em 2002), depois Lula e Alckmin(em 2006), depois Serra e Rousseff(em 2010) pelo cenário que possuía uma perspectiva de uma arena, onde populares indecisos interrogavam os candidatos, sendo possibilitado comentar a resposta do oponente.[45]

Ocorre a existência de críticas ao modelo, que estreou exatamente em 25 de outubro de 2002, sob alegação de neste modelo o debate ser maçante e o mediador ter acumulado exposição excessiva, em detrimento das idéias e do olhar crítico.[45] [46]

2004: Polêmicas[editar | editar código-fonte]

As eleições cariocas de 2004 e os debates televisionados, principalmente ao que tange o ocorrido no último debate dos prefeitáveis do dia 30 de setembro, patrocinado pela Rede Globo, foram palco de frases de repercussão - como a do candidato Conde: "Trabalhou com a esperteza da política, mas não em benefício da cidade", sobre a gestão Cesar Maia(1993-1996 e 2001-2004) na cidade - chamando a atenção de críticos especializados em eleições. A candidata no pleito municipal Jandira Feghali(PCdoB), por exemplo, acusou frontalmente o candidato Maia(PFL, atual DEM) de ter "comprado" pesquisas eleitorais: “Estou com seu livro aqui de 1998 e nele o senhor diz explicitamente que comprou o Vox Populi nas eleições de 1996. O senhor diz que chamou o Vox Populi e perguntou: ‘Quanto custa?”. Maia alegou que sua declaração referia-se à necessidade que sua candidatura tinha de obter o resultado da pesquisa. As manchetes dos jornais do dia seguinte sobre os debates eletrônicos como: "Debate vira bate-boca" (O Dia) ou "Cesar e Conde trocam ofensas" (O Globo) receberam menções negativas de alguns críticos: alegava-se que o evento mediático em si perdeu peso para as discussões paralelas, e que porventura o debate teve altos e baixos e foi considerado positivo pelos próprios participantes. Assim como afirmava-se que houve a oportunidade de haver o confronto de ideias sobre vários temas discutidos, como a saúde, assim como de se decidir o candidato a ser votado pelo eleitor.[47]

Em mais uma polêmica, durante as eleições paulistanas de 2004, durante debate eleitoral na Rede Record, o então candidato ao cargo de prefeito de São Paulo, José Serra, que seria eleito mais tarde, foi um dos interrogados em pergunta formulada pelo mediador Boris Casoy à continuidade do mandato de prefeito.

"O senhor ou a senhora aceita assumir nesse momento o compromisso de cumprir integralmente o seu mandato na Prefeitura e recomendar ao eleitor que se isso ocorrer(o não cumprimento) não votar no senhor ou na senhora?(…) Pelo sorteio, o primeiro a responder em um minuto é o candidato Ciro Moura."[48]

Logo após Moura assumir o compromisso, Serra respondeu:

"Eu assumo esse compromisso, como já assumi, embora alguns candidatos adversários gostam de dizer que eu vou sair para me candidatar a presidente da república ou como governador. O meu propósito, minha determinação e o meu compromisso é governar São Paulo por 4 anos, planejar a cidade com seriedade, administrar com competência, ampliar os serviços públicos, atender as pessoas que necessitam. Esse é o meu compromisso como prefeito, essa é a minha determinação e isso farei caso seja eleito por quatro anos."[48]

Casoy fez nova pergunta à Serra:

"Se não o fizer, o senhor recomendará esse certo eleitor que não vote no senhor?"[48]

E Serra respondeu:

"Está assumido o compromisso nos termos que você disse."[48]

Após a críticada renúncia de Serra, em março de 2006, já eleito prefeito da cidade de São Paulo, os opositores acusaram Serra de suposto "estelionato eleitoral".[49]

Cristovam Buarque.jpg Alckmingeraldo2006.jpg Heloisa helena 110023.jpeg
Cristovam Buarque
PDT
Geraldo Alckmin
PSDB
Heloísa Helena
PSOL
Eymael.jpg Lucianobivar.jpeg Luiz Inácio Lula da Silva.jpg
José Maria Eymael
PSDC
Luciano Bivar
PSL
Luiz Inácio Lula da Silva
PT
Os seis presidenciáveis em 2006 que participaram de debates televisionados, mas não de forma simultânea

2006: Pautado na corrupção[editar | editar código-fonte]

A eleição presidencial de 2006 de forma generalizada, foi interpretada por alguns analistas da conjuntura política brasileira como um plebiscito para que através do voto pautando a corrupção, avaliar se o candidato Lula(que se absteve a debater no primeiro turno com os candidatos Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque) possuiu participação, na eclosão de casos de corrupção como o mensalão. A pergunta Quem venceu o debate?, no primeiro e segundo turno, após os quatro debates(entre os candidatos Alckmin e Lula), mostrou controvérsia, devido as críticas negativas no que tange a forma da grande imprensa cobrir eventos cruciais como o escândalo dos aloprados.

Para muitos a ausência do político Luiz Inácio Lula da Silva(PT) nos debates televisionados, alegando em nota enviada e publicada pela Rede Globo que "eles poderiam ter aproveitado a oportunidade de falar o que eles pretendiam fazer com o Brasil" não foi vista com bons olhos pelo eleitor, o que causou a disputa do segundo turno. O presidenciável informou a sua ausência neste debate televisionado três horas antes do evento. A emissora deixou uma cadeira vazia e permitiu que os concorrentes fizessem perguntas que seriam dirigidas ao presidenciável ausente. Na época o candidato Lula disse não se arrepender de ter se ausentado.[50]

Cronologia dos debates televisionados nas eleições presidenciais no Brasil de 2006 - Primeiro turno
Data do debate televisivo Mediadores Temas que nortearam o debate Hóspede do debate Localização do estúdios Horário
14 de agosto de 2006 Ricardo Boechat Emprego, Saúde pública, Educação, Ausência do Presidente Lula e Segurança pública, TV Bandeirantes, BandNews, BandNews FM e Rádio Bandeirantes Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Rua dos Radiantes, 13, Morumbi
21h00
14 de setembro de 2006 Maria Lydia Flandoli Educação, Administração pública, Agricultura, Habitação, Violação de sigilo bancário e saneamento básico TV Gazeta Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Av. Paulista, 900 - Cerqueira César
Durante a madrugada
30 de setembro de 2006 William Bonner Corrupção, Educação, Ausência do Presidente Lula, Energia e Educação Rede Globo Município do Rio de JaneiroRio de Janeiro, RJ
Central Globo de Produção
Estrada dos Bandeirantes, 6700, Jacarepaguá

22h30
Cronologia dos debates televisionados nas eleição presidenciais no Brasil de 2006 - Segundo turno
8 de outubro de 2006 Ricardo Boechat Privatização de estatais, segurança pública, aborto, corrupção TV Bandeirantes, BandNews, BandNews FM e Rádio Bandeirantes Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Rua dos Radiantes, 13, Morumbi
20h30
19 de outubro de 2006 Ana Paula Padrão Escândalo do dossiê, Privatizações, Saúde pública, Infraestrutura e Corrupção SBT Bandeira Osasco.gif Osasco, SP
CDT da Anhanguera
Av. das Comunicações, 4, Anhanguera Industrial
21h00
23 de outubro de 2006 Celso Freitas Escândalo do dossiê, DIstribuição de renda, Privatização, Segurança pública e Política externa Rede Record Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo - SP
Rua da Várzea, 240, Barra Funda
23h00
27 de outubro de 2006 William Bonner O debate televisionado esteve norteado em modelo arquitetado nos Estados Unidos, baseado em 12 perguntas feitas por eleitores que se dizem estar na condição de indecisão.[45] Rede Globo/Portal G1 Município do Rio de JaneiroRio de Janeiro, RJ
Central Globo de Produção
Estrada dos Bandeirantes, 6700, Jacarepaguá

22h30

2008: Os debates eleitorais em xeque[editar | editar código-fonte]

Nas eleições municipais de 2008, os debate eletrônicos e seus roteiros regrados, entraram em posição de xeque, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro por uma série de fatores: um dos candidatos a Prefeitura, Paulo Ramos (PDT) se recusou a concordar com as regras estabelecidas previamente, entrando em incompatibilidade com as emissoras que pretendiam promover debates, declarando: "Me acusam, por aí, de estar atrapalhando o processo democrático, de dificultar as campanhas, mas a verdade é que quem atrapalha o processo democrático são os grandes grupos de mídia, aliados aos institutos de pesquisa. São eles que já escolheram pelo eleitor os seus candidatos. A realização de um debate com as regras que estavam lá não passaria de uma grande encenação para beneficiar esses candidatos que já têm sua vitória assegurada pelos institutos de pesquisa. Como é que eu poderia concordar com isso?"[51]

Nenhum debate televisionado ou via rádio foi realizado durante o primeiro turno das eleições cariocas. O candidato Vinícius Cordeiro, via PTdoB, entrou com uma ação com intuito de participar do debate, uma vez que não havia sido convidado para um debate pelo jornal Jornal do Brasil - JB Online, com decisão de suspensão do debate online entre candidatos pelo TRE. Em sua resposta, o Jornal do Brasil admitiu não haver convidado o candidato Cordeiro e afirmou que as normas relativas à televisão e rádio não se aplicariam na internet. Logo após a ação, o convite foi estendido aos candidatos Vinícius Cordeiro e Filipe Pereira (PSC), partidos com representação na Câmara dos Deputados - o Jornal do Brasil - JB Online hospedou o debate.[52] Segundo alguns, atos desta envergadura prejudicariam ou dificultariam o acesso à publicidade das campanhas. Cabe lembrar, que apesar da proibição dos debates televisionados, vários debates foram realizados por várias instituições e também transmitido pela internet.[53] [54]

Kassab, com Marta Suplicy nos estúdios da TV Globo, em São Paulo.

O último debate dos prefeitáveis em Sâo Paulo no primeiro turno da corrida eleitoral, pela TV Globo, foi cancelado por conflito. Oficialmente a emissora disse ter tentado fechar um acordo com os candidatos Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN), para que não participassem do debate televisionado. Seria oferecido uma cobertura muito maior do que "aquela a que fariam jus inicialmente se apenas critérios jornalísticos fossem levados em conta". Ivan Valente, candidato pelo PSOL, um dos candidatos que não concordaram com o acordo disse que "é no debate eleitoral - muito mais do que no próprio horário gratuito - que o real confronto de ideias, essencial para a escolha do eleitoral, se faz presente".[55] Assim as duas capitais mais populosas do país, não tiveram o debate televisionado hospedado na TV Globo.

Notícias davam conta que os focos de impasses ameaçando a realização de debates também se estenderam por Porto Alegre e Belo Horizonte.[56]

Gafes[editar | editar código-fonte]

Em debate vislumbrando o pleito em Curitiba, na Rede Bandeirantes o candidato Lauro Rodrigues (PTdoB) protagonizou uma situação vexatória: visívelmente nervoso, não conseguia articular frases: "Fugiu, desculpe, corta. Estou muito nervoso. É a primeira vez que me candidato. Peço desculpas aos telespectadores". Mesmo com as restrições legais ao uso de propaganda, durante o processo eleitoral, sua aparição tornou-se um fenômeno ao ser reproduzida na Internet, com centenas de milhares de acessos ao vídeo, com duração de 5 minutos. Em novo debate promovido pela Bandeirantes, Rodrigues declarou estar mais "feliz", pois havia conseguido apresentar seu principal proposta de campanha. Rodrigues admitiu ter se submetido a aulas de dicção e pediu conselhos a seu pai, ex-deputado e ex-presidente da Câmara Municipal de Curitiba para perder o medo diante das câmeras.[57] [58]

2010[editar | editar código-fonte]

A temporada de debates nas eleições presidenciais brasileiras de 2010 foi realizado de 5 de agosto até o dia 29 de outubro.[59] Para a eleição de 2010, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou dez debates televisivos, além de um debate sem precedentes na Internet.[59]

De acordo com Ibope, o primeiro debate - que foi ao ar simultaneamente a uma partida de futebol entre São Paulo Futebol Clube e Sport Club Internacional, que disputavam entre si uma vaga na final da Copa Libertadores - foi assistido por 5% dos telespectadores, enquanto a partida de futebol foi visto por 37% ambos medidos na Grande São Paulo.[59]

Dilma rindo.jpg Serra02032007-2.jpg Marinasilva13122006.jpg Plínio Sampaio 2008.jpg
Dilma Rousseff
PT
José Serra
PSDB
Marina Silva
PV
Plínio de Arruda Sampaio
PSOL
Os quatro presidenciáveis em 2010 que participaram de debates televisionados, a maioria simultaneamente

Segundo a imprensa local, a coincidência temporal entre a partida de futebol e o primeiro debate deixou claro qual é a preferência dos brasileiros, apenas dois meses antes da eleição.[59] A imprensa também disse que o debate foi "chato", "previsível", "morna" e "agradável".[59]

No segundo debate, hospedado na Rede Gazeta/Estado de São Paulo, a presidenciável Dilma Rousseff não estava presente por questão de agenda, o que monopolizou o debate através de críticas. A emissora deixou uma cadeira vazia.[60] [61]

O terceiro debate, hospedado na RedeTV! em parceria com a Folha de São Paulo foi ao ar domingo 12 de setembro. A imprensa em geral deu destaque a intensa troca de acusações entre os principais candidatos .[62]

O quarto debate, hospedado no SBT Nordeste causou entusiasmo na Região Nordeste por ser o primeiro debate televisionado regional registrado entre presidenciáveis. Teve duas horas de duração, em quatro blocos. A base do teledebate foi feita baseado nos moldes de teledebates americanos, isto é, com mobilidade livre dos candidatos, sem bancadas fixas e com tema central - a Região Nordeste.[63] [64]

Houve mais dois debates na televisão, nos dias 26 e 30 de setembro, na Rede Record e na Rede Globo, respectivamente, sem mudanças profundas nas considerações da imprensa.

Cronologia dos debates televisionados nas eleições presidenciais no Brasil de 2010 - Primeiro turno
Data do debate televisivo Mediadores Temas que nortearam o debate Hóspede do debate Localização do estúdios Horário Público estimado
5 de agosto de 2010 Ricardo Boechat Reforma agrária, saúde, segurança pública, educação e infra-estrutura TV Bandeirantes, BandNews, BandNews FM, Rádio Bandeirantes e eBand Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Rua dos Radiantes, 13, Morumbi
21h00 ± 5% dos telespectadores da Grande São Paulo (241 mil pessoas)[65]
8 de setembro de 2010 Maria Lydia Flandoli Meio Ambiente, segurança de dados públicos, educação e saneamento básico TV Gazeta/Estado de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Av. Paulista, 900 - Cerqueira César
23h00 ± 1% dos telespectadores da Grande São Paulo (76 mil pessoas)[65]
12 de setembro de 2010 Kennedy Alencar Acertos e Erros do Governo Lula, meio ambiente, segurança de dados públicos, educação, saúde RedeTV!/Folha de São Paulo
Bandeira Osasco.gif Osasco, SP
Av. Presidente Kennedy, 2869
Vila São José - Osasco - SP
21h00 ± 3% dos telespectadores da Grande São Paulo (304 mil pessoas)[65]
20 de setembro de 2010 Carlos Nascimento Região Nordeste SBT
Band recife.gif Recife, PE
Rua Capitão Lima, 250
Santo Amaro - Recife - PE
21h30 ± 142 mil pessoas (nas duas praças medidas: Recife e Salvador)[65]
26 de setembro de 2010 Celso Freitas Política externa(Irã), corrupção, exclusão social, educação, Governo FHC, habitação, administração pública, Meio Ambiente, liberdade de imprensa, impostos, política antidrogas, desemprego, analfabetismo e Petrobras. Rede Record/Record News/Portal R7 Município do Rio de JaneiroRio de Janeiro, RJ
RecNov
Estrada dos Bandeirantes, 23.505, Vargem Grande
21h00 ± 10% dos telespectadores da Grande Rio de Janeiro.
± 9% dos telespectadores da Grande São Paulo(570 mil domicílios)[66]
± 1,5 milhão de internautas.[67]
30 de setembro de 2010 William Bonner Legislação trabalhista, Administração pública, Tributos, Previdência social, Transporte público, Habitação, Saneamento básico, Saúde pública, Propriedade privada Rede Globo/Portal G1
Município do Rio de JaneiroRio de Janeiro, RJ
Central Globo de Produção
Estrada dos Bandeirantes, 6700, Jacarepaguá

22h30 ± 41% dos telespectadores na Grande Rio de Janeiro (1.560.000 domicílios)
± 39% dos telespectadores na Grande São Paulo (1.368.000 domicílios)
Cronologia dos debates televisionados nas eleições presidenciais no Brasil de 2010 - Segundo turno
10 de outubro de 2010 Ricardo Boechat Privatização de estatais, segurança pública, aborto, corrupção TV Bandeirantes, BandNews, BandNews FM, Rádio Bandeirantes e eBand Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Rua dos Radiantes, 13, Morumbi
22h00 ± 6% dos telespectadores na Grande São Paulo (240 mil domicílios).[68]
17 de outubro de 2010 Kennedy Alencar Escolas técnicas, Privatizações, Segurança pública, Infraestrutura, Corrupção, Saúde pública, Educação, Emprego e Deficientes físicos RedeTV!/Folha de São Paulo
Bandeira Osasco.gif Osasco, SP
Av. Presidente Kennedy, 2869
Vila São José - Osasco - SP
21h10 ± 7% dos telespectadores na Grande São Paulo (420 mil domicílios no pico)
25 de outubro de 2010
Celso Freitas Projetos para a Região Nordeste, Corrupção, Privatização, Segurança pública, Meio Ambiente e Movimentos sociais Rede Record/Record News/Portal R7 Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo - SP
Rua da Várzea, 240, Barra Funda
23h00[69] ± 17% dos telespectadores na Grande São Paulo (539 mil domicílios)[70]
29 de outubro de 2010 William Bonner O debate televisionado esteve norteado em modelo arquitetado nos Estados Unidos, baseado em 12 perguntas feitas por eleitores que se dizem estar na condição de indecisão.[45] Rede Globo/Portal G1 Município do Rio de JaneiroRio de Janeiro, RJ
Central Globo de Produção
Estrada dos Bandeirantes, 6700, Jacarepaguá

22h30 ± 25% dos telespectadores na Grande São Paulo (1 milhão e 375 mil domicílios)[71]

Posição da Lei Eleitoral[editar | editar código-fonte]

Devido à várias controvérsias políticas provenientes de acusações como a suposta manipulação da edição dos "melhores momentos" do debate televisionado do segundo turno em 1989 entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Collor (PRN), pela TV Globo e favorecimento de candidatos em campanhas eleitorais, foi redigido uma legislação para aumentar a segurança da sociedade no processo eleitoral brasileiro, inclusive tratando de assuntos no que tange debates, como o artigo de número 46 da Lei 9.504/97, que trata destes itens:

  • Transmissão facultativa de debates por emissoras de rádio ou televisão, mas é assegurada a participação de candidatos com partidos com representação na Câmara dos Deputados, na época das convenções para escolha de candidatos,[72] sendo impossível exigir representação do partido esteja vinculada no início da legislatura.[73]
  • Debates em conjunto ou em grupos, com todos os candidatos ao cargo, em eleições majoritárias. Nas proporcionais, organizados de forma que candidatos(em número equivalente) de todos os partidos e coligações estejam presentes, podendo durar mais de um dia.
  • Fazer parte de programação previamente estabelecida e com divulgação feita pela emissora, com escolha do dia e da ordem das falas dos candidatos por sorteio ou por acordo entre partidos e coligações.
  • Os debates poderão ser feitos mesmo com a falta de um candidato de um partido, desde que comprovado a convite ao mesmo com 3 dias de antecedência mínima.
  • Nas eleições gerais de 2002, a regra do item acima é aplicada também mesmo se houver apenas dois candidatos, desde que comprovado que o debate não foi marcado unilateralmente ou com intenção de favorecer um deles.
  • Proibido a presença de candidatos a eleições proporcionais em mais de um debate de uma mesma emissora.

Há de fato a discussão pela qual um debate com muitos candidatos diminuiria a qualidade ou até impossibilitaria a existência dele. Mas a Lei n. 9.504/97 (Lei das Eleições) assegurou que candidatos cujo partido possui representação na Câmara dos Deputados participem do debate eletrônico, assim como a igualdade no tempo de exposição de candidatos.

Mais recentemente, a Lei n. 12.034/2009 reformou a lei, permitindo que 2/3 dos candidatos que forem registrados podem celebrar acordo entre a pessoa jurídica interessada no evento(a emissora de televisão), permitindo debates com restrições, com a participação de alguns, mediante regras específicas.[74]

A lei também permite a realização de debates com candidatos proporcionais no rádio, internet também, mas há de ser assegurado a participação de todos os partidos ou coligações que tenham candidatos registrados.[74]

Já mediaram debates televisionados brasileiros entre presidenciáveis[editar | editar código-fonte]

Esta lista inclui jornalistas que mediaram debates televisionados entre candidatos à Presidência.

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Pleitos Número de debates com presidenciáveis Número de debates com candidatos à vice-presidente
Eleição presidencial de 1989 Uma série de 7 debates televisionados no primeiro turno(hospedados 5 deles na Rede Bandeirantes, 1 no SBT e 1 na Rede Manchete), com vários candidatos: Leonel Brizola (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Paulo Maluf (PDS), Roberto Freire (PCB), Guilherme Afif Domingos (PL), Mário Covas (PSDB), Aureliano Chaves (PFL), Ronaldo Caiado (PSD), Ulysses Guimarães (PMDB) e Affonso Camargo Neto (PTB). O candidato Fernando Collor (PRN) optou por não debater no primeiro turno. Dois debates no segundo turno exibidos em pool de imprensa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Collor (PRN). Não houve debates
Eleição presidencial de 1994 e 1998 O candidato Fernando Henrique Cardoso (PSDB) optou por não debater (Não houve debates). Não houve debates
Eleição presidencial de 2002 Uma série de três debates televisionados no primeiro turno(hospedados na Rede Bandeirantes, Rede Record e Rede Globo) entre os presidenciáveis Anthony Garotinho (PSB), Ciro Gomes (PPS), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Serra (PSDB). Um debate televisionado no segundo turno entre o candidato Lula e o candidato Serra hospedado na Rede Globo. No segundo turno, o candidato Lula optou por não debater em duas oportunidades. Patrocinado um debate entre candidatos à vice-presidência, hospedado na Rede Bandeirantes.
Candidatos: José Antônio de Almeida(na época no PSB), Paulo Pereira da Silva(PDT), José Alencar (antigo PL) e Rita Camata (na época no PMDB).
Eleição presidencial de 2006 Uma série de três debates televisionados no primeiro turno(hospedados na Rede Bandeirantes, Rede Gazeta e Rede Globo), entre os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), Cristovam Buarque (PDT), Heloísa Helena (PSOL), Luciano Bivar (PSL) - apenas no primeiro e José Maria Eymael (PSDC) - apenas no primeiro debate. O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por não debater, no primeiro turno. No segundo turno, mais quatro debates televisionados(hospedados na Rede Bandeirantes, SBT, Rede Record e Rede Globo) entre os dois candidatos mais votados do primeiro turno, Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato Lula da Silva alegou "problemas de agenda" um dos debates na Rede Gazeta no segundo turno foi cancelado.[75] Não houve debates
Eleição presidencial de 2010 Foram patrocinados seis debates na Rede Bandeirantes, Rede Gazeta, RedeTV!, SBT Nordeste(debate eleitoral regional), Rede Record e Rede Globo no primeiro turno entre Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Mais quatro debates patrocinados entre os dois candidatos mais votados do primeiro turno: Dilma Rousseff(PT) e José Serra (PSDB). Três debates patrocinados na TV Canção Nova, TV Gazeta/Estadão e SBT Nordeste tiveram a ausência da candidata Rousseff.[76] [77] Os três candidatos de frentes comunistas (Rui Pimenta, Ivan e Zé Maria) não foram a debates na TV devido à bancada zerada dos partidos, fazendo apenas um debate pela internet. Foram patrocinados dois debates entre candidatos a vice-presidente, um parte do talk-show Canal Livre na Rede Bandeirantes e na Record News.
Candidatos: Michel Temer (PMDB), vice de Dilma Rousseff (PT); o deputado federal Indio da Costa (DEM), vice de José Serra (PSDB); Guilherme Leal (PV), vice de Marina Silva (PV); e Hamilton Assis (PSOL), vice de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. LEITE, Janaína(2003). Os presidenciáveis no ringue eletrônico - Apontamentos sobre a história dos debates presidenciais televisivos. Trabalho, parte de dissertação feita na Universidade Nova de Lisboa no Mestrado em Ciências da Comunicação – Estudo dos Media e do Jornalismo. Localizado na página 6
  2. LEITE, Janaína(2003). Os presidenciáveis no ringue eletrônico - Apontamentos sobre a história dos debates presidenciais televisivos. Páginas 2-3.
  3. LEITE, Janaína. Os presidenciáveis no Ringue Eletrônico. Página 3
  4. Trecho extraído do livro Casos e Coisas, de autoria de Mendonça São Paulo: Globo, 2001. pg.123-124, encontrado no "Os presidenciáveis no ringue eletrônico
  5. "LULA NÃO VAI AO DEBATE DA TV GAZETA NA TERÇA, DIZ GARCIA"
  6. Reprodução da abertura do debate feito em 24-10-2008 na RBS TV
  7. Notícia do debate(com a data referida)
  8. ARAÚJO, Washington. Os melhores momentos. 6 de setembro de 2010.
  9. Quando o debate deixa de ter importância, por Aristeu Portela Júnior
  10. LEITE, Janaína. Os presidenciáveis no Ringue Eletrônico. Página 7
  11. Reprodução das regras no debate feito antes das eleições municipais de 2008 em Porto Alegre em 24-10-2008 na RBS TV
  12. a b ZERBATO, Diego. "Debates na TV e o objetivo de alcançar todo o território brasileiro" 05/08/2010-15h11
  13. Opinião Pública/Universidade de Campinas (publicação de pesquisas) pp.107-132
  14. - Opinião Pública/Universidade de Campinas (publicação de pesquisas) Página 14
  15. Museum.tv
  16. Kennedy, John F. (15 de julho de 1960). Address of Senator John F. Kennedy Accepting the Democratic Party Nomination for the Presidency of the United States. John F. Kennedy Library. Página visitada em 29 de maio de 2012.
  17. http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/08/18/debates-influenciam-eleicoes-do-mundo-todo-ha-50-anos.jhtm
  18. Documentary on presidential debates, INA (francês)
  19. Debate de 1974 on the INA archives (video)]
  20. LEITE,Janaína(2003) p.10
  21. [http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2003/www/pdf/2003_NP10_leite.pdf LEITE, Janaína(2003) p.11
  22. Context of the 1988 debate (francês)
  23. LEITE, Janaína(2003) p.11
  24. LEITE, Janaína(2003) p.12
  25. LEITE, Janaína. Os presidenciáveis no ringue eletrônico. Página 13
  26. a b GONÇALVES, Carmen Regina. Importância e Repercussão da Mídia dos debates televisivos nas eleições brasileiras de 2006. Porto Alegre, 2008. p.47
  27. LEITE, Janaína. Os presidenciáveis no Ringue Eletrônico. Página 13
  28. Lei Falcão faz 30 anos - Sobre a Lei Falcão
  29. Lei Eleitoral 9.504/1997
  30. Portal Tele História, localizado dia 1 de fevereiro de 2009
  31. Revista Fórum - Reportagem de 19 de Setembro de 2008, acessada em 9 de fevereiro de 2009
  32. LEITE, Janaína. Os Presidenciáveis no Ringue Eletrônico. Página 13
  33. Artigo publicado pela Folha de S. Paulo (em 24 de outubro de 2004)
  34. Acervo Folha. Collor, Ulysses e Caiado recusam convite para debate na Manchete. 18 de julho de 1989.
  35. www.fflch.usp.br/ds/pos-graduacao/.../m_11_Clayton_Godoy.pdf‎">‎‎‎
  36. http://memoriaglobo.globo.com/erros/debate-collor-x-lula.htm
  37. Jornal do Brasil, coluna Informe JB com o título "Determinantes", 16 de outubro de 1989
  38. a b c Jornal do Brasil - 14 dez. 1989
  39. Especificações sobre as Eleições 89 e as Eleições 2002
  40. LEITE, Janaína. Os presidenciáveis no Ringue Eletrônico. Página 14
  41. a b Jornal do Brasil, Primeiro Caderno, domingo 17 de dezembro de 1989. Artistas fazem protesto em frente à TV Globo
  42. Portal Tele História - Artigo intitulado "Tradição em debates", acessado dia 3 de fevereiro de 2009.
  43. LEITE, Janaína. Os Presidenciáveis no Ringue Eletrônico. Página 14
  44. Artigo intitulado "Mais do que disputa de audiência"
  45. a b c d DEBATE DE HOJE NA GLOBO SERÁ NO MODELO AMERICANO - Jusbrasil
  46. LEITE, Janaína. Os Presidenciáveis no Ringue Eletrônico. Página 15
  47. Análise política
  48. a b c d Trecho extraído de reprodução de vídeo em website de compartilhamento de vídeos contendo o debate das eleições paulistanas de 2004
  49. , complemento encontrado nos artigo sobre o político José Serra
  50. Lula ataca adversários e diz que não se arrepende de ausência em debate
  51. Entrevista do candidato Paulo Ramos (PDT)
  52. Notícia sobre o debate no Jornal do Brasil
  53. Notícia de um debate não-televisionado
  54. Notícia publicada na Folha Online sobre primeiro debate entre candidatos
  55. Notícia da Folha Online sobre o cancelamento do debate
  56. O problema na realização dos debates
  57. Em novo debate, Lauro Rodrigues se redime de vexame em Curitiba
  58. Vexame em debate faz candidato ter aulas de dicção em Curitiba
  59. a b c d e (em português) EFE. "Final da Libertadores teve audiência maior que debate dos presidenciáveis". European Pressphoto Agency. 6 de agosto de 2010.
  60. [1]
  61. O Estado de S. Paulo, 10 de Setembro de 2010
  62. Carlos Bencke e Maurício Savarese. Dilma e Serra trocam acusações e ganham direito de resposta um sobre o outro em debate
  63. Seção Notícias - SBT Nordeste promove primeiro debate regional com candidatos à Presidência da República, com informações do Jornalismo do SBT, TV Cidade Verde e TV Jornal
  64. Seção Presidenciáveis SBT Nordeste e TV Jornal transmitem debate inédito Publicado em 19.09.2010, às 16h04 - JC Online
  65. a b c d Carolina Freitas e Rafael Lemos( 26/09/2010 - 10:02)Presidenciáveis fazem ensaio geral para debate decisivo
  66. [2]
  67. Debate é visto por 1,5 milhão de internautas - No Twitter, quatro dos dez assuntos mais comentados nesta manhã se referiam ao evento de domingo
  68. O GLOBO - Debate entre Dilma e Serra na Band tem média de quatro pontos de audiência - 11/10/2010
  69. || [3]
  70. O GLOBO - Debate entre Dilma e Serra na Record teve nove pontos de audiência no Ibope
  71. ESTADÃO - No último debate antes do segundo turno, Dilma e Serra evitam confronto
  72. Res.-TSE nº 22.340/2006
  73. TSE nº 22.318/2006
  74. a b Lei número 12.034/2009
  75. TV Gazeta cancela debate entre candidatos à presidência da República
  76. SBT cancela debate presidencial previsto para amanhã - Jusbrasil
  77. Disputa presidencial teve 13 debates; Dilma não foi a três encontros

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. No primeiro debate, denonimado Encontro dos Presidenciáveis, se ausentaram Ulysses Guimarães(PMDB) e Fernando Collor(PRN)
  2. No total foram 7 debates televisionados, cinco foram na Rede Bandeirantes(denominado "Encontro dos Presidenciáveis"), 1 no SBT(denominado "A Hora da Decisão") e 1 na Rede Manchete(denonimado "Os Presidenciáveis - Debate")
  3. Dados do IBOPE, sobre os três itens mais importantes na escolha do candidato à Presidência
  4. Segundo o portal, o objetivo era que ficasse claro que Collor tinha sido o vencedor do debate, pois Lula realmente havia se saído mal

Ver também[editar | editar código-fonte]