Declaração das Nações Unidas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cartaz das Nações Unidas da época da guerra, criado em 1943 pelo Escritório de Informação de Guerra dos Estados Unidos.

A Declaração das Nações Unidas foi um documento Segunda Guerra Mundial assinado em 1 de janeiro de 1942 durante a Conferência Arcadia por 26 governos: os "Quatro Grandes" Aliados (os Estados Unidos, o Reino Unido, a URSS e a China), nove aliados dos norte-americanos na América Central e no Caribe, os quatro domínios britânicos, a Índia Britânica e oito governos Aliados exilados, totalizando 26 nações.

Em dezembro de 1941, Franklin Delano Roosevelt criou o nome "Nações Unidas" para os Aliados da Segunda Guerra Mundial e a Declaração das Nações Unidas, em 1 de janeiro de 1942, foi a base da atual Organização das Nações Unidas (ONU).[1] O termo "Nações Unidas" tornou-se sinônimo dos Aliados durante a guerra e foi considerado o nome formal sob o qual estavam lutando.[2] O texto da declaração afirmava a perspectiva dos signatários de "que completa vitória sobre seus inimigos é essencial para defender a vida, a liberdade, a independência e a liberdade religiosa, e para preservar os direitos humanos e a justiça em suas próprias terras, bem como em outras terras, e que eles já estão envolvidos em uma luta comum contra as forças selvagens e brutais que procuram subjugar o mundo." O princípio da "vitória completa" estabeleceu um precedente cedo para a política aliada de obtenção da "rendição incondicional" das Potências do Eixo. A derrota do "hitlerismo" constituiu o principal objetivo e representou uma perspectiva comum dos Aliados de que os regimes totalitários militaristas que governavam Alemanha, Itália e Japão eram indistinguíveis.[3] A declaração, além disso, "manteve os princípios wilsonianos de autodeterminação", que ligam os objetivos de guerra dos Estados Unidos em ambas as guerras mundiais.[4]

Até o final da guerra, uma série de outros países tinham aderido à declaração, incluindo as Filipinas, a França, todos os Estados da América Latina (exceto a Argentina)[5] e os vários países independentes do Oriente Médio e da África. Embora a maioria dos membros menores das Potências do Eixo term mudado de lado e se juntado à Organização das Nações Unidas como co-beligerantes contra a Alemanha no final da guerra, eles não foram autorizados a aderir à declaração.

Signitários originais
Quatro Grandes Estados Unidos • Reino Unido • União Soviética • República da China 
Commonwealth Britânica Austrália • Canadá • Índia • Nova Zelândia • África do Sul
Outros países Costa Rica • Cuba • República Dominicana • El Salvador • Guatemala • Haiti • Honduras • Nicarágua • Panamá
Em exílio Bélgica • Checoslováquia • Grécia • Luxemburgo • Países Baixos • Noruega • Polônia • Iugoslávia
Signitários posteriores
1942 Filipinas • México • Brasil • Etiópia
1943 Iraque • Bolívia • Colômbia • Irã
1944 Libéria • França
1945 Equador • Peru • Chile • Paraguai • Venezuela • Uruguai • Turquia • Egito • Arábia Saudita • Líbano • Síria

As partes comprometeram-se a defender a Carta do Atlântico, a empregar todos os seus recursos na guerra contra as Potências do Eixo e que nenhuma das nações signatárias tentaria negociar uma paz em separado com a Alemanha nazista ou com o Império do Japão, da mesma maneira que as nações da Tríplice Entente tinham concordado em não negociar uma paz em separado com qualquer uma ou com todas as Potências Centrais na Primeira Guerra Mundial sob o Pacto de Unidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Hoopes, Townsend, and Douglas Brinkley. FDR and the Creation of the U.N. New Haven: Yale University Press, 1997. ISBN 978-0-300-06930-3.
  2. The name "United Nations" for the World War II allies was suggested by President Franklin D. Roosevelt of the United States as an alternative to the name "Associated Powers." British Prime Minister Winston Churchill accepted it, noting that the phase was used by Lord Byron in the poem Childe Harold's Pilgrimage (Stanza 35). Manchester, William; Reid, Paul. In: William. The Last Lion: Defender of the Realm. New York: Little Brown and Company, 2012. p. 461. vol. 3. ISBN 978-0-316-54770-3
  3. Bevans, Charles I. Treaties and Other International Agreements of the United States of America, 1776-1949. Volume 3. Mulitlateral, 1931-1945. Washington, D.C.: Government Printing Office, 1969, p. 697.
  4. Bailey, Thomas A. The Marshall Plan Summer: An Eyewitness Report on Europe and the Russians in 1947. Stanford: Hoover Institution Press, 1977, p. 227.
  5. Act of Chapultepec The Oxford Companion to World War II, I. C. B. Dear and M. R. D. Foot (2001)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]