Declaração de Genebra da Associação Médica Mundial

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A Declaração de Genebra foi aprovada pela Assembleia Geral da Associação Médica Mundial em Genebra, 1948, sofrendo alterações em 1968, 1984, 1994, 2005 e 2006. A declaração foi concebida como uma revisão modernizadora dos preceitos morais do Juramento de Hipócrates e tem sido utilizada em vários países na solenidade de recepção aos novos médicos inscritos na respectiva Ordem ou Conselho de Medicina [1] .

Texto da Declaração de Genebra[editar | editar código-fonte]

Versão Clássica em Português [1] [editar | editar código-fonte]

"Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade.

Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão.

Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade.

A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação.

Respeitarei os segredos a mim confiados.

Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica.

Meus colegas serão meus irmãos.

Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.

Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.

Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."

Tradução Livre da Versão Atual [2] [editar | editar código-fonte]

DECLARAÇÃO DE GENEBRA

Aprovada pela 2ª Assembleia Geral da Associação Médica Mundial, Genebra, Suíça, setembro de 1948

e alterada pela 22ª Assembleia Médica Mundial, em Sydney, Austrália, agosto de 1968

e pela 35ª Assembleia Médica Mundial, Veneza, Itália, outubro de 1983

e pela 46ª Assembleia Geral da Associação Médica Mundial, Estocolmo, Suécia, setembro de 1994

e revisada na 170ª Sessão do Conselho, Divonne-les-Bains, França, Maio de 2005 e

na 173ª Sessão do Conselho, Divonne-les-Bains, França, Maio de 2006

"NO MOMENTO DE SER admitido como membro da profissão médica:

EU JURO SOLENEMENTE consagrar a minha vida a serviço da humanidade;

EU DAREI aos meus professores o respeito e a gratidão que lhes são devidos;

EU PRATICAREI a minha profissão com consciência e dignidade;

A SAÚDE DE MEU PACIENTE será minha primeira consideração;

EU RESPEITAREI os segredos confiados a mim, mesmo depois que o paciente tenha morrido;

EU MANTEREI por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica;

MEUS COLEGAS serão minhas irmãs e irmãos;

EU NÃO PERMITIREI que concepções de idade, doença ou deficiência, religião, origem étnica, sexo, nacionalidade, filiação política, raça, orientação sexual, condição social ou qualquer outro fator intervenham entre o meu dever e meus pacientes;

EU MANTEREI o máximo respeito pela vida humana;

EU NÃO USAREI meu conhecimento médico para violar direitos humanos e liberdades civis, mesmo sob ameaça;

EU FAÇO ESTAS PROMESSAS solenemente, livremente e pela minha honra."

Referências

  1. a b Reproduzido da Revista Paraense de Medicina, vol. 17(1):38-47, abril-junho de 2003. Juramento de Hipócrates. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.
  2. Associação Médica Mundial. WMA International Code of Medical Ethics. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.