Deesis

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Ícone do Deesis (Monastério Santa Catarina, Sinai, século XII)

Na arte bizantina, e depois na arte cristã ortodoxa geralmente, o Deësis ou Deisis (em grego: δέησις; oração ou súplica) é uma representação tradicional icônica de Cristo em Majestade ou Cristo Pantocrator: entronizado, carregando um livro, e flanqueado pela Virgem Maria e São João Batista, e às vezes, outros santos e anjos. Maria e João, e algumas outras figuras, são mostrados voltados para Cristo com as mãos levantadas em súplica em nome da humanidade.

Foi originalmente colocado dos feixes dos templos nas igrejas ortodoxas tão bem como sobre portas, embora também tenha aparecido em ícones e marfins devocionais.

Após o desenvolvimento de telas cheias de iconóstase havia espaço para maioras “Linhas Deesis” ou “Deesis Grandes” com figuras de corpo inteiro, assim como para a expansão do número de figuras, em ambos Bizâncio e Rússia. Geralmente esta linha está acima do nível das portas, e abaixo da linha representando as Doze Grandes Festas, contudo, às vezes, o Deesis está acima das Festas. O Cristo central está, portanto, acima da porta principal na tela. Logo sete figuras, geralmente de um em um no painel, eram padrão, em ordem de proximidade com Cristo no centro: à esquerda (a direita de Cristo) Maria, o arcanjo Miguel e São Pedro, e a direita João Batista, o Arcanjo Gabriel e São Paulo. Especialmente nos exemplos russos, um número de santos de significado local são frequentemente incluídos atrás desses, como o espaço permite. A linha de Andrei Rublev na Catedral da Dormição em Vladimir foi de 3.14 metros (mais de 10 pés) de altura.[1] Na tradição grega os Apóstolos são mais propensos a ocupar painéis extras.

Mosaico do Deesis, século XII, Hagia Sophia

A presença de Maria e João, e outras figuras, é uma das diferenças do Cristo em Majestade Ocidental, onde os Quatro Evangelistas e/ou seus símbolos são mais comumente incluídos em torno de Cristo. A composição do Deesis é também comumente encontrada no Ocidente, especialmente as partes da Itália sobre influência bizantina, mas também no resto da Europa. O uso da imagem declinou vagarosamente ao longo da Idade Média, e nunca é tão comum quanto às formas ocidentais de Cristo em Majestade.

Referências

  1. Maria Cheremeteff in Leong. The Millennium: Christianity and Russia, A.D. 988-1988. [S.l.: s.n.], 1990. p. 110-118. ISBN 0881410802.