Defenestrações de Praga

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A Defenestração de Praga (23 de maio de 1618).

Dois incidentes da história da Boêmia são conhecidos como as Defenestrações de Praga. O primeiro ocorreu em 1419 e o segundo em 1618 (o termo 'Defenestração de Praga' é mais frequentemente utilizado para se referir ao segundo incidente). Ambos foram estopins a prolongados conflitos na Boêmia e além. O termo defenestração significa o ato de jogar alguém ou alguma coisa pela janela, oriundo de um radical comum da palavra janela, que em francês se diz fenêtre, em italiano finestra e em alemão Fenster.

Primeira defenestração de Praga[editar | editar código-fonte]

A primeira Defenestração de Praga ocorreu no início das guerras hussitas. O reformador da igreja Jan Hus, declarado herético pelo Concílio de Constança, morreu na fogueira em 6 de julho de 1415, mas ele ainda tinha partidários, liderados por Jan Zelivsky[1] .

A origem da defenestração, ocorrida em 30 de julho de 1419, envolveu a recusa dos membros do conselho da cidade em libertar prisioneiros hussitas, e uma pedra que teria sido lançada da prefeitura de Praga contra uma procissão liderada por Jan Zelivsky. Rapidamente, seus partidários tomam o prédio e lançam pela janela sete membros do conselho da cidade, que caem sobre as lanças dos hussitas, e o povo termina por matá-los. A multidão ataca em seguida as igrejas e monastérios leais à Igreja Católica, esta série de incidente causou um grande alvoroço[1] .

A manifestação resultou da crescente revolta pela desigualdade entre os camponeses por um lado e o clero e a nobreza por outro. Este descontentamento foi alimentado pelo aumento do nacionalismo e pela influencia de pregadores “radicais” como Jan Zelivsky, que via a igreja católica como uma deturpadora da fé cristã. Estes pregadores incitaram suas congregações à ação, inclusive pela tomada de armas, para combater os corruptos.

A primeira Defenestração marcou a transição da conversa para a ação, que conduziu às prolongadas guerras hussitas.

Em 16 de agosto de 1419, o rei Venceslau de Boêmia morre, deixando o trono a seu irmão Sigismundo de Luxemburgo, rei da Hungria-Croácia desde 1387, e Imperador da Alemanha desde 1411, que se dedica a acabar com a rebelião.

As guerras hussitas duraram até 1436.

Segunda defenestração de Praga[editar | editar código-fonte]

A segunda defenestração de Praga

Ocorrido em 1618, o episódio da segunda defenestração de Praga foi o estopim da Guerra dos Trinta Anos. Em um contexto no qual política e religião estavam extremamente atrelados, os adeptos do protestantismo vinham sofrendo uma série proibições em relação à manifestação da sua fé. Em determinado momento, se revoltaram e, em 23 de maio de 1618, alguns integrantes da nobreza da Boêmia, protestantes, jogaram pelas janelas do palácio real de Praga os representantes do sacro imperador romano-germânico Fernando II, estes que representavam o catolicismo promovido pelo Sacro Império Romano Germânico.

Referências

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