Degenerescência burocrática

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Degenerescência burocrática é a denominação que o pensador marxista, militante e dirigente da Revolução de Outubro, Leon Trotsky deu ao processo ocorrido na ex-URSS durante a década de 1920, capitaneado por Josef Stálin.

Segundo ele, o Estado Operário e o Partido Bolchevique haviam sido "tomados" pela burocracia stalinista, que era um setor que tinha origem no proletariado mas que, por seus privilégios, tinha interesses próprios e hostis ao conjunto da classe trabalhadora, autonomizando-se em relação à mesma. Para alguns setores do marxismo (entre eles o revolucionário russo León Trótski) este setor social gerou uma "casta" uma vez que sem ser uma nova classe social por não ter um papel qualitativamente distinto do proletariado no processo de produção, usurpou-lhe o poder político. Outros defendem que este grupo gerou uma nova classe social dentro da URSS, chamada de nomenklatura.

Trótski desenvolveu, de forma acabada, esta teoria na sua obra "A Revolução Traída", escrita após a ascensão do nazismo na Alemanha em 1933, quando o Partido Comunista Alemão, dirigido por Thaelman, fiel a Stálin, por causa de seus interesses burocráticos se negou a compor uma Frente Única antifascista com o partido social-democrata, fato que descreveu como uma "derrota histórica" do proletariado, estando, desde então, mortos para a revolução tanto a Internacional Comunista como os Partidos "Comunistas", fato que o levou a impulsionar a construção da IV Internacional.

Um dos principais aspectos da degeneração burocrática do Estado Operário foi a transferência do poder político dos soviets para a burocracia estatal. Segundo o trotskismo, isso significou o fim da democracia operária na ex-URSS.

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