Dejan Petković

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Dejan Petković
Дејан Петковић
Dejan PetkovićДејан Петковић
Informações pessoais
Nome completo Dejan Petković
Data de nasc. 10 de setembro de 1972 (42 anos)
Local de nasc. Majdanpek, Iugoslávia
Nacionalidade Sérvia Sérvia
Altura 1,77 m
Destro
Apelido Pet, Rambo
Informações profissionais
Clube atual Atlético Paranaense
Posição Treinador, ex-meia
Clubes de juventude
1987 Jugoslávia Majdanpek
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos)
1988–1991
1991–1995
1995–1999
1996
1996–1997
1997–1999
1999–2000
2000–2002
2002–2003
2003–2004
2004
2004–2005
2005–2006
2007
2007
2008
2009–2011
Jugoslávia Radnički Niš
Jugoslávia Flag of FR Yugoslavia.svg Estrela Vermelha
Espanha Real Madrid
Espanha Sevilla (emp.)
Espanha Racing Santander (emp.)
Brasil Vitória (emp.)
Itália Venezia
Brasil Flamengo
Brasil Vasco da Gama
República Popular da China Shanghaï Shenhua
Brasil Vasco da Gama
Arábia Saudita Al-Ittihad
Brasil Fluminense
Brasil Goiás
Brasil Santos
Brasil Atlético Mineiro
Brasil Flamengo
0053 000(34)
0132 000(38)
0008 0000(1)
0005 0000(0)
0008 0000(1)
0090 000(59)
0013 0000(1)
0121 000(43)
0030 000(10)
0022 0000(7)
0036 000(18)
0000 0000(0)
0061 000(18)
0008 0000(0)
0021 0000(1)
0032 0000(5)
0077 000(14)
Seleção nacional3
0000–1991
1995–1998[1]
Flag of SFR Yugoslavia.svg Iugoslávia sub-20
Flag of FR Yugoslavia.svg Iugoslávia

0006 0000(1)[1]
Times que treinou3
2014– Brasil Atlético Paranaense (sub-23)

Dejan Petković (em sérvio: Дејан Петковић) (Majdanpek, 10 de setembro de 1972) é um ex-futebolista sérvio que atuava como meia e, em 2014, será treinador do Atlético Paranaense (sub-23).

No Brasil, primeiramente destacou-se defendendo o Vitória, depois em três clubes do Rio: Flamengo, Vasco da Gama e Fluminense. Pelo Flamengo, disputou seu último jogo oficial de futebol num empate em 1 a 1 com o Corinthians em 5 de junho de 2011.

Especialista em cobranças de faltas, escanteios, lançamentos, passes e chutes precisos, foi reconhecido como um dos jogadores mais técnicos atuando no Brasil nos últimos anos e um dos melhores jogadores estrangeiros que já jogaram no país. Um raro exemplo de jogador europeu a vir jogar no Brasil, virou ídolo no Vitória e destacou-se também em três rivais cariocas: Flamengo, Vasco da Gama e Fluminense.

Porém, esse sucesso não seria reconhecido pelas diversas comissões técnicas que foram se passando pelas Seleções Iugoslava, Servo-Montenegrina e Sérvia - sucesso este que, todavia, acabaria reconhecido pelo próprio governo da Sérvia em junho de 2010, quando o Ministro das Relações Exteriores de sua terra natal, Vuk Jeremić, anunciou Petković como cônsul honorário da Sérvia no Brasil.[2] [3] [4] [5] [6]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início, na Iugoslávia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Majdanpek, cedo mudou-se para Niš para jogar nas categorias de base do clube da cidade, o Radnički Niš; seguia os passos do irmão mais velho, Boban, e do pai, Dobrivoje, que também foram jogadores.[7] Admirava Pelé, Zico, Careca e Diego Maradona.[8] Tornou-se o mais jovem jogador da história do futebol iugoslavo a atuar numa partida oficial, estreando em 25 de setembro de 1988 (quando tinha 16 anos e 15 dias de idade) em vitória por 4 x 0 sobre a equipe bósnia do Željezničar Sarajevo.[9]

No Radnički, ganhou o apelido pelo qual é conhecido em sua terra natal, Rambo, em referência ao personagem de Sylvester Stallone, por seu físico robusto à época. Até hoje, faz contribuições ao seu primeiro clube, como arranjar material esportivo e dinheiro.[7]

Deu seu grande salto ao transferir-se em 1991 para o poderoso Estrela Vermelha de Belgrado, da capital da então Iugoslávia e recém-campeão da Copa dos Campeões da UEFA, atuando por lá até 1995. Em sua primeira temporada, a de 1991/92, o clube foi campeão iugoslavo e faturou também o Mundial Interclubes, mas Petković não chegou a ter participação relevante nos dois títulos; ainda não conseguira espaço no elenco, repleto de jogadores de renome inclusive internacional, como Dejan Savićević, Darko Pančev, Siniša Mihajlović, Vladimir Jugović e Miodrag Belodedici.[10]

Aquela edição, a última do campeonato iugoslavo a ter contado com equipes macedônias e bósnias, marcou também a saída destes astros que, com o agravamento da Guerra Civil Iugoslava, foram jogar no exterior. A equipe do Estrela precisou então ser reformulada e o Rambo finalmente obteve chances. Por dois anos, foi o arquirrival Partizan quem faturou o campeonato. Até que, na temporada 1994/95, Petković foi o grande nome no meio-campo do grupo que reconquistou a liga iugoslava, o único campeão a jogar as 36 rodadas, sobressaindo-se em relação a colegas que posteriormente teriam mais prestígio na Europa que ele, como Goran Đorović, Darko Kovačević e Dejan Stanković.[11]

Após a conquista, foi contratado pelo Real Madrid por já ser considerado uma das grandes promessas europeias.[12] O Estrela Vermelha demoraria cinco anos sem ele para ser novamente campeão nacional.[13]

Fracasso na Espanha[editar | editar código-fonte]

Seu esperado triunfo no Real,[14] entretanto, não ocorreu. Em entrevista à Revista Oficial do Flamengo, o jogador detalhou os contratempos que teriam lhe atrapalhado no clube merengue: contratado em agosto, foi segurado por mais cinco meses pelo Estrela, que se classificara para a fase preliminar da Liga dos Campeões da UEFA de 1995-96, no que seria a volta de um time iugoslavo às competições europeias após o fim das sanções da FIFA (impostas ao futebol iugoslavo devido às guerras civis). O clube acabou eliminado precocemente, mas Petković só chegou ao Real em dezembro.[12]

Apesar de sua ótima estreia, em que marcou um dos gols na vitória por 3 x 2 no clássico contra o Atlético de Madrid em partida realizada no Natal daquele ano,[12] não conseguia chances com o técnico Jorge Valdano, no que seria uma retaliação deste ao desafeto Lorenzo Sanz, presidente à época do clube e responsável pela contratação do sérvio.[12] A direção dos blancos, então, arranjou um empréstimo de Rambo ao Sevilla para que pudessem contratar o croata Davor Šuker, estrela deste clube.[12] O empréstimo duraria quatro meses e só foi assegurado depois que Valdano conseguiu manter-se no cargo após a equipe arrancar um empate no final de uma partida contra o Real Zaragoza, a despeito de a torcida madridista demonstrar que preferiria o iugoslavo ao técnico.[12]

No Sevilla, Petković era titular, mas costumeiramente substituído nas partidas, uma vez que só ficaria até o meio de 1996 e o clube necessitava desenvolver um esquema sem ele.[12] Os acasos continuaram a lhe trazer lamentações: na mesma rodada em que estreou na nova equipe, o Real perdeu e Valdano fora demitido.[12] Para piorar, fraturaria o pé pouco depois. Quando o empréstimo terminou e ele voltou ao Real, desentendeu-se com o novo treinador, o italiano Fabio Capello,[12] e foi novamente emprestado, desta vez para o Racing Santander.

Novamente pouco escalado no clube merengue, após voltar de passagem também infrutífera no Racing, aceitou convite da equipe brasileira do Vitória, que o descobriu após participar de torneio amistoso em que o sérvio se destacou pela equipe B do Real.[7]

Chegada ao Brasil: Vitória[editar | editar código-fonte]

O rubro-negro baiano, em parceria com o Banco Excel,[15] contratara também as estrelas Túlio e Bebeto.[16] O "gringo" viera justamente para substituir Bebeto, que fora para o Botafogo,[17] e ofuscaria Túlio, que seria negociado também naquele ano. Inicialmente, seu grande objetivo ao aceitar a proposta de empréstimo ao[18] Vitória, para o qual não queria vir, era jogar bem para atrair nova atenção europeia.[19]

Desconhecido no Brasil, poucas eram as expectativas em cima do iugoslavo, que, logo na sua estreia, contra o União São João, marcou um gol de falta e deu passe para Túlio também marcar no empate por 2 a 2 contra o time paulista. Em oito partidas em 1997, marcou duas vezes.[20] Em 1998, começou o ano em ritmo devagar, marcando poucos gols, mas ainda assim se destacando, principalmente na goleada do Leão por 5 a 2 sobre o Santa Cruz, em jogo válida pela Copa do Nordeste, em que marcou seu primeiro hat-trick.[21] Acabou sendo vicecampeão do Campeonato Baiano e do torneio regional, contabilizando 11 gols nas duas competições.[22]

No Brasileirão de 1998, veio a consagração. Com quatorze gols em 21 partidas, destacou-se nacionalmente, encantando a torcida com um estilo clássico e certeiras cobranças de falta,[18] fazendo com que o São Paulo chegasse a oferecer suas promessas França e Dodô por ele, na época.[17] Ele poderia inclusive ter sido premiado com a Bola de Ouro da Revista Placar: em dezembro, tinha a nota mais alta (6,79), como um dos melhores atacantes.[23] Porém, o Vitória não conseguiu avançar às fases finais, quando cada atleta dos times classificados recebiam um acréscimo de 0,2 pontos por partida.[24] Na premiação máxima, ainda inédita para um europeu, Petković ficou em quarto, atrás de três jogadores finalistas: o premiado Edílson, Fábio Júnior (que, pelo benefício, lhe tiraram inclusive a Bola de Prata de melhor atacante, concedida a estes dois) e Carlos Gamarra.[25] Ainda assim, o desempenho do sérvio foi bastante reconhecida pela mídia: Paulo Roberto Falcão chegou a declarar que "É um jogador de rara habilidade, veloz e de muita visão de gol. Não hesita em tentar a jogada individual quando percebe que tem chance de concluir com êxito. Também participa da organização das jogadas de ataque e ajuda a combater. É um craque.".[26] Um "Disque-Pet" chegou inclusive a ser criado, com o objetivo de arrecadar o dinheiro necessário para a compra definitiva do passe do jogador.[27]

Seus gols e assistências, em partidas memoráveis, ficaram marcados na memória da torcida leonina, com a boa fase seguindo no ano seguinte, justamente o do centenário do Vitória. No Estadual, apesar de conviver com os bombardeios à Iugoslávia na Guerra do Kosovo,[8] ele foi o artilheiro com dezenove gols em 16 jogos, liderando o conjunto das jovens promessas Fábio Costa, Allan Dellon e Matuzalém. A final do Campeonato Baiano de 1999, porém, acabaria manchada: o Bahia, alegando falta de segurança do Barradão, entrara com uma liminar pedindo que a decisão fosse transferida para a Fonte Nova. Alegando não ter sido comunicado oficialmente da decisão, o rubro-negro dirigiu-se a seu próprio estádio, enquanto os tricolores comemoravam o título, por W.O., no seu. O terceiro colocado na competição, o Poções, chegou inclusive a também entrar na justiça: como para a partida encerrada em W.O. o Bahia escalara dois jogadores suspensos por doping, pediu judicialmente os pontos deste.[28] Posteriormente, decidiu-se que a dupla Ba-Vi dividiria o título estadual;[29] O próprio Bahia utilizaria o Barradão uma semana depois, pela Copa do Nordeste, por sinal outra conquista rubronegra naquele ano.[17] Em 1999, Petković também terminou artilheiro da Copa do Brasil, ao lado de Romário,[30] mesmo com o Vitória sendo eliminado ainda nas oitavas-de-final frente ao Palmeiras.[31]

Com isso, Petković conseguiu seu retorno ao futebol europeu, sendo contratado pelo Venezia, da Itália, transferindo-se no meio do ano para jogar a temporada 1999-2000. Até hoje é lembrado como um dos grandes jogadores que passaram pelo rubro-negro baiano nos últimos tempos. Em agosto de 1999, com sua saída ainda recente, o iugoslavo fora eleito, em eleição promovida pela Revista Placar, por 44% do júri popular o maior jogador do Vitória no século XX. Esteve perto de ser eleito também pelo voto dos críticos na mesma eleição: recebeu três votos entre dez jurados ligados ao clube, apenas um a menos que o eleito por estes, Mário Sérgio.[32] O carinho é recíproco: o sérvio, por sua vez, já declarou, após ter passado por outros clubes brasileiros, que o único time que efetivamente torce no Brasil é o rubro-negro baiano.[33]

Cquote1.svg Não recebia por meses, mas jogava feliz[19] Cquote2.svg
Petković sobre sua passagem pelo Vitória

Primeira passagem pelo Flamengo[editar | editar código-fonte]

Na Europa, "Pet" ficou novamente sem espaço, decidindo aceitar um retorno ao Brasil no semestre seguinte, no início de 2000, em outro rubronegro, desta vez o Flamengo. O clube carioca aproveitava o bom dinheiro recebido com prêmio da Copa Mercosul de 1999, recém-conquistada. Seu reforço foi anunciado inclusive em meio à carreata nas comemorações deste título, pelo então presidente flamenguista Edmundo dos Santos Silva, chegando por 7 milhões de dólares.[34] O dirigente, com a injeção financeira fruto da parceria com a ISL, também fez promessas que iam desde a modernização administrativa do clube até a construção de um shopping center e um estádio para 40 mil pessoas.[35] Embora reconhecido pela torcida como um bom jogador, sua vinda, de início, não empolgou tanto, pois na época esperou-se que o clube também pudesse contratar astros como Freddy Rincón, Clarence Seedorf, Ronaldo e Gabriel Batistuta;[34] Mas, além do iugoslavo, vieram apenas Mozart, Catê e Lúcio.[35]

O Estadual foi vencido pela segunda vez seguida sobre o Vasco da Gama, com os rubro-negros conseguindo recuperar-se de goleada de 1 x 5 imposta pelos arquirrivais, que haviam contratado a estrela Romário após o Baixinho ter sido dispensado pelo Flamengo por indisciplina em meio ao título na Mercosul. O Flamengo venceu os 2 jogos da final, goleando por 3x0 e ganhando por 2x1, mas sem grande contribuição do europeu: ele não entendia cobrança e assédio que julgava excessivos para cima dos jogadores.[9] O grande protagonista do Flamengo naquela ocasião era Athirson,[36] e o iugoslavo, ainda mal-adaptado e contestado, veria a conquista do banco de reservas.[37]

Posteriormente, através da ISL, os flamenguistas reuniram um esquadrão, contratando também Gamarra, Alex, Edílson e Denílson.[38] Porém, apenas Petković e Edílson vingariam, não o suficiente para classificar a equipe entre os oito finalistas da Copa João Havelange, como foi chamada a edição do ano de 2000 do Campeonato Brasileiro. Ironicamente, o sérvio e o baiano desentenderiam-se no elenco.[39] A fase do time contrastava com a do iugoslavo: naquele segundo semestre, ele conseguiu se destacar individualmente, sendo considerado na estatística da Bola de Prata em dezembro, antes do mata-mata, um dos melhores meias da competição, ao lado de Roger.[40] Novamente, perderia a premiação para jogadores beneficiados pelo acréscimo concedido aos de times classificados: os vascaínos e campeões Juninho Paulista e Juninho Pernambucano. O Flamengo, por sua vez, não deixou de se classificar à toa: os rubro-negros chegaram a sofrer uma série de cinco derrotas seguidas, o que não ocorria havia mais de cinquenta anos.[38] Uma das boas atuações de "Pet" vieram justamente contra o arquirrival, derrotado em outubro por 0x4 com dois gols dele.[41]

No primeiro semestre de 2001, após um fraco Torneio Rio-São Paulo do Flamengo, Petković viveu uma das melhores fases de sua carreira. Conquistou dois títulos estaduais e um nacional. Destacou-se especialmente por suas ótimas cobranças de faltas, sendo que duas foram decisivas em finais daquele ano contra o Vasco da Gama (Campeonato Carioca) e São Paulo (Copa dos Campeões). A cobrança de falta que deu ao Flamengo o título do Campeonato Carioca de 2001 contra o Vasco é lembrada até hoje, e o jogo é tido como um dos mais emocionantes na história do clássico; o rival cruzmaltino, vice-campeão nos dois Estaduais anteriores para o Flamengo embora em ambas as decisões tivesse ido às finais com a vantagem de dois resultados similares,[37] finalmente levava o título estadual mesmo com a parcial derrota por 1 x 2, até Petković - que já havia feito cruzamento preciso justamente para o desafeto Edílson marcar de cabeça o segundo gol - acertar a cobrança aos 43 minutos do segundo tempo. O título flamenguista era dado como improvável: até aquele dia, o time havia vencido o arquirrival por dois gols de diferença em apenas 15 dos 95 clássicos disputados pelos vinte anos anteriores.[42] Petković já havia marcado na primeira partida da decisão, vencida de virada pelo Vasco com dois gols nos últimos treze minutos de jogo,[43] o que havia feito o próprio sérvio deixar o gramado aos prantos, na ocasião.[42]

Na final contra o São Paulo na Copa dos Campeões, seu gol de falta acabou sendo determinante, alterando o placar em 2x1 para o Flamengo. Embora os são-paulinos depois virassem para 2 x 3, o resultado deu o título aos rubronegros (que na partida anterior haviam vencido por 5 x 3), que finalmente voltavam à Taça Libertadores depois de dez anos. O próprio goleiro adversário, Rogério Ceni, também célebre cobrador de faltas, já em 2000 considerava o "gringo", que no ano anterior marcara sete vezes de falta, um dos melhores nesta especialidade.[44] No coração da massa rubro-negra, Petković virou "Pet". Com tantos momentos marcantes, incluindo ainda um em que a torcida cantou-lhe parabéns em partida realizada no dia de seu aniversário, o sérvio finalmente passou a considerar o Brasil sua segunda casa.[19]

Seu grande momento naquele primeiro semestre abriu portas para outros jogadores de origem iugoslava no Brasil. Željko Tadić, ex-colega de Radnički agenciado por ele[9] e com quem futuramente jogaria no Vasco da Gama, veio para o XV de Piracicaba, tendo posteriormente passado também por Londrina, Bragantino e Uberaba antes de tornar-se cruzmaltino; Miodrag Anđelković, que ficou conhecido como "Andjel", veio para o Fluminense e, no ano seguinte, iria para o Coritiba, assim como Nikola Damjanac (conhecido no Brasil pelo primeiro nome), que não chegou a atuar no Coxa. Ainda em 2001, Dejan Osmanović "sucedeu" Pet no Vitória e, no Botafogo, jogou Vladimir Petković.[9] Este, com o temor de ser confundido com o xará mais famoso, pediu para ser chamado de "Vlad".[45] Em misto de curiosidade e ironia, em 2001 também chegou a ser veiculada pelo Botafogo não a contratação de Vlad, mas sim a do mesmo Dušan Petković[46] chamado para a Copa de 2006. O único de fato indicado pelo flamenguista, todavia, teria sido o amigo Tadić.[9]

O segundo semestre vinha promissor. O Flamengo recebera o reforço de Vampeta para o meio-de-campo e o time era considerado, no papel, o melhor do país e o favorito para o título do Campeonato Brasileiro.[47] Mas a expectativa formada não se confirmou,[48] com o time realizando um péssimo Brasileirão, brigando contra o rebaixamento (os rubro-negros ficaram apenas uma posição acima dos quatro rebaixados). Petković, que marcara 14 tentos em 23 partidas da Copa João Havelange, fez apenas 4 gols em 21 jogos no campeonato de 2001. Afetado por três meses de salários atrasados, chegou a ajuizar ação contra o clube para obter seu passe na véspera do segundo jogo da semifinal da Copa Mercosul de 2001, fora de casa, contra o Grêmio, dias antes também da partida decisiva contra o Palmeiras que poderia livrar a instituição do rebaixamento.[49] A Mercosul, paralelamente, era justamente um torneio em que o time vinha bem, e a premiação era vista de grande ajuda para as receitas do clube.[50] A crise desfez-se momentaneamente após aquela semana, com o risco do rebaixamento afastado e classificação para a final, o que daria chance para que o Flamengo encerrasse o ano como o maior campeão do país, somando a conquista internacional às estadual e nacional do primeiro semestre.[49]

Porém, no início de 2002, ambiente voltou a ficar ruim na Gávea, com a perda da Copa Mercosul nos pênaltis para o San Lorenzo (a decisão seria em dezembro de 2001, mas a partida na Argentina teve de ser adiada para janeiro em razão dos tumultos populares gerados pela crise econômica que assolava o país); e, posteriormente, com a decepcionante campanha na Libertadores, onde o Flamengo foi eliminado na primeira fase, ficando em último em seu grupo. O time também ficou longe das fases finais do Torneio Rio-São Paulo e do Campeonato Carioca de 2002.

Ídolo também em outros times cariocas[editar | editar código-fonte]

Vasco da Gama[editar | editar código-fonte]

Chegou ao Vasco da Gama no meio de 2002, em surpreendente transferência do rival. Após um mau Campeonato Brasileiro de 2002, recuperou-se e fez parte da campanha da conquista da Taça Guanabara, não chegando a ser campeão carioca pelo clube cruzmaltino, pois se transferira pouco antes para o futebol chinês. Tornou-se, ao lado dos reforços Marcelinho Carioca e Marques (ambos também ex-jogadores do Flamengo), um dos líderes da equipe, que ainda continha as promessas Fábio, Léo Lima e Souza e o veterano Valdir "Bigode".[51] Começava a cair nas graças da torcida quando foi anunciada sua saída em virtude de um contrato de mais de R$ 10 milhões oferecido pela equipe chinesa do Shanghai Shenhua,[52] poucos dias após ter participado do empate em 1-1 contra o Flamengo que deu o título da Taça Guanabara ao Vasco.

Após um ano na China (onde faturou o campeonato local), chegou a ser sondado pelo Botafogo, justamente o único grande time carioca que não defenderia.[53] Petković voltou ao Rio de Janeiro para vestir alvinegro, mas o regresso foi no próprio Vasco, durante o Campeonato Brasileiro de 2004. Logo retornou à boa fase que viveu na equipe no Estadual do ano anterior, salvando-se individualmente em meio ao combalido time vascaíno (que não venceu os dez jogos em que atuou sem o sérvio, tendo pífia média de 10% de aproveitamento nessas partidas),[54] que teve de lutar pelo segundo ano seguido contra o rebaixamento - terminou a competição a três posições do primeiro rebaixado, com aproveitamento de 45,7% com "Pet" em campo.[54] Tendo liderado a equipe na campanha que garantiu a permanência, marcando 18 gols e distribuindo 11 assistências (sendo artilheiro e maior "garçom" do elenco),[54] Petković recebeu finalmente sua primeira Bola de Prata da Revista Placar, tornando-se o primeiro (e, até o holandês Clarence Seedorf ganhar a sua, em 2013, o único) europeu a ganhar a premiação.

Nesta segunda passagem em São Januário, chegou a atuar juntamente com Željko Tadić, goleiro montenegrino que havia indicado,[55] ex-colega de Radnički[7] que agenciava[9] e que hoje é seu empresário,[56] além de ser seu padrinho de casamento.[7]

Fluminense[editar | editar código-fonte]

No início de 2005, "Pet" foi contratado pelo clube saudita do Al-Ittihad, voltando ao Rio de Janeiro em agosto, agora para jogar no Fluminense. Sua estreia, no dia 24, foi contra o São Paulo, em empate em 1 x 1 no Morumbi. No jogo seguinte, marcou seu primeiro gol, em vitória por 5 x 2 sobre o Paysandu, e deu passe para outro. A terceira partida, no feriado de 7 de setembro, finalmente o fez superar de vez qualquer desconfiança da torcida: fez o milésimo gol da história do Flu em Campeonatos Brasileiros (o que lhe renderia uma placa do clube), na partida contra o Cruzeiro, em linda jogada onde driblou em pouco espaço três adversários e tocou para o gol ao perceber a saída do goleiro. Comandou o Tricolor Carioca em goleada de 6 x 2 no Mineirão, tendo marcado ainda outro lindo gol, em forte chute de fora da área com a perna esquerda.[57]

Na conhecida superexigência da Placar, conseguiu uma nota 9,[58] muito raramente concedida pela revista.[59] O sérvio manteve as boas atuações, roubaria a camisa 10 de Felipe (que, contratado para ser o grande astro da equipe, voltava ao time após suspensão de quatro meses)[60] e receberia sua segunda Bola de Prata seguida, agora pelo Fluminense, que por pouco não chegou à Libertadores (ficou dois pontos atrás do Palmeiras, último classificado, após derrota em confronto direto na última rodada; em julho, antes de "Pet" chegar, já havia perdido a Copa do Brasil em casa para o supreendente Paulista de Jundiaí).

O ano de 2006 acabou sendo amargo nas Laranjeiras. Apesar dos altos investimentos da patrocinadora Unimed (que trouxe Tuta, Pedrinho, Rogério e Cláudio Pitbull), o clube não passou da primeira fase nos dois turnos do Campeonato Carioca. Vinha fazendo um bom Campeonato Brasileiro, com "Pet" acumulando respeito o suficiente no clube para palpitar nas contratações: novamente indicou um ex-jogador do Radnički, seu compatriota Vladimir Đorđević, e "vetou" a vinda do desafeto Edílson, seu ex-colega de Flamengo.[55] Entretanto, a eliminação para o rival Vasco da Gama na semifinal da Copa do Brasil acabou fazendo o Fluminense, que vinha bem no Brasileirão, cair de rendimento a ponto de ter de passar a lutar contra o rebaixamento, até a penúltima rodada. A equipe também caiu na Copa Sul-Americana, nas oitavas-de-final, para os argentinos do Gimnasia y Esgrima La Plata. "Pet" não passou imune à má fase do grupo.

Em outros clubes do Brasil[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2007, transferiu-se para o Goiás. Após o término do Campeonato Goiano (em que que o título foi perdido para o Atlético Goianiense), Petković rescindiu seu contrato no início do Brasileirão, insatisfeito com cobranças que julgava excessivas.[61]

O jogador acertou então com o Santos, do técnico Vanderlei Luxemburgo, com a missão de substituir Zé Roberto,[56] se tornando o 52º jogador dentre todos os jogadores estrangeiros do alvinegro. Porém, teve uma sequência irregular de boas partidas e foi dispensado ao final do ano.

Em março de 2008, foi para o Atlético Mineiro como a grande contratação nas comemorações do centenário do clube, tendo sua contratação inclusive anunciada exatamente no dia do aniversário de 100 anos do Galo, 25.[62] Foi um dos poucos que tiveram atuações razoáveis no decepcionante ano dos alvinegros,[63] sendo um dos líderes em assistências no Brasileirão,[64] com oito de seus nove passes resultando em gol. Ao final do ano, entretanto, perdeu espaço por causa de problemas físicos.[63] Sua saída foi anunciada pelo técnico Emerson Leão assim que este assumiu o cargo, em 17 de dezembro.[65] O mesmo treinador já o havia dispensado quando assumira o Santos, no final do ano anterior.[66]

Segunda passagem pelo Flamengo[editar | editar código-fonte]

Sete anos depois, tendo sido ídolo também nos rivais Vasco da Gama e Fluminense, Petković retornou ao Flamengo em um acordo para diminuir o valor que o clube lhe deve.[67] Adotou o supersticioso número 43 para lhe dar sorte: aos 43 minutos do segundo tempo foi o momento em que ele marcara seu mais célebre gol, o de falta contra o Vasco da Gama, que rendera o Carioca de 2001; outra referência a esta conquista era o fato de ela marcar o quarto tricampeonato (4x3) seguido do Fla no Estadual. Além disso, 43 também fora a quantidade total de gols que marcara em sua primeira passagem no clube.[68]

Como a contratação deu-se assumidamente em função da dívida e não de uma boa fase vivida pelo jogador, havia grande dose de desconfiança em relação ao sérvio, o que foi mudando quando ele voltou a demonstrar futebol vistoso, tornando-se o grande articulador do Flamengo no campeonato. O Flamengo, comandado pelo efetivado interino Andrade, teve nele, em "Pet" e em Adriano os principais nomes de uma surpreendente reação que levaria o clube da 14ª posição, próxima à zona de rebaixamento, à conquista do título. O sérvio teve seu ápice até então na vitória sobre o líder do Campeonato Brasileiro de 2009, o Palmeiras: em pleno Parque Antártica, marcou um gol olímpico e outro gol em jogada individual na defesa adversária.[69]

Nova vitória no jogo seguinte, um clássico contra o Botafogo, deixou os rubro-negros a três pontos da liderança, no que foi a décima primeira partida invicta do Flamengo. Na mesma partida, entretanto, Petković lesionou a coxa. Sua ausência foi apontada como o grande motivo da derrota para o Barueri, na partida posterior, que fez o clube estacionar sua reação no torneio, caindo para a quinta colocação, demonstrando também grande dependência que o elenco possuiria em relação a ele.[70] [71]

Dois jogos depois, o "gringo" voltou a fazer mágica: Marcou o primeiro gol do jogo batendo escanteio (o seu segundo gol de escanteio no campeonato; um funk carioca composto em sua homenagem acabaria por apelidá-lo de "rei do gol olímpico") contra o Atlético Mineiro no Mineirão, então terceiro colocado no campeonato que, com a derrota para o Flamengo pelo placar de 3 X 1, perderia a posição para este, passando a ocupar o quarto lugar. Contando com os tropeços dos líderes, o clube conseguiu alcançar a liderança pela primeira vez no campeonato na penúltima rodada. O quinto título brasileiro, o primeiro em dezessete anos do Flamengo, foi assegurado com vitória de virada por 2 x 1 sobre o Grêmio, no Maracanã, com "Pet" utilizando outra vez sua nova especialidade, os escanteios: em assistência de córner dele saiu o gol do título (que até então, com o empate parcial, estava ficando com o Internacional), de Ronaldo Angelim. O primeiro gol (de David) também surgiu em um escanteio cobrado por ele.[72]

Cquote1.svg Não aprendi português o suficiente para achar palavras para descrever a torcida do Flamengo. Cquote2.svg
Dejan Petković

[73]

Em 20 de novembro de 2009, já havia deixado sua marca na história do Maracanã, sendo o quinto estrangeiro a ser eternizado na Calçada da Fama do estádio (depois de Elías Figueroa, Romerito, Franz Beckenbauer e Eusébio), demonstrando muita emoção com a homenagem recebida.[74] No mês anterior, já recebia alta homenagem de uma das torcidas organizadas do Flamengo, que inseriu a efígie de "Pet" em uma bandeira da Sérvia.[75] Dias depois, a bandeira foi utilizada também em chuteira personalizada que a Adidas lançou para o jogador.[76] Seu grande desempenho pelo campeonato lhe renderia também sua terceira Bola de Prata como um dos melhores meias, tendo ganho as duas anteriores com os rivais Vasco e Fluminense. "Pet" também esteve perto de faturar a Bola de Ouro, ficando um décimo apenas atrás do premiado Adriano.

As expectativas do Flamengo para 2010 eram altas, mas o ano terminou decepcionante. No Estadual, perdeu-se para o Botafogo a chance de um inédito tetracampeonato rubronegro; na Taça Libertadores da América, a equipe caiu nas quartas-de-final, contra o Universidad de Chile; e no Brasileirão, os flamenguistas realizaram sua pior campanha como detentores do título:[77] apesar de ter conseguido um lugar na Copa Sul-Americana de 2011, o Flamengo brigou contra o rebaixamento até a penúltima rodada, terminando em 14º. Alguns jogadores do elenco também enfrentaram controvérsias particulares, desde Adriano até o caso policial do goleiro Bruno. No caso do Petković, um desentendimento com um dos diretores do clube. No Brasileirão, apesar da campanha apática - da equipe e do sérvio -, ele foi o artilheiro do time, ainda que com apenas cinco gols.[77] Mas seu desempenho abaixo do esperado fez com que a diretoria rubronegra não lhe incluísse nos planos para 2011.[78]

Depois de cinco meses sem disputar uma partida, Petković finalmente foi reintegrado ao grupo para uma despedida. Entrou em campo pela última vez para um jogo oficial em 5 de junho de 2011, enfrentando o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Jogou o primeiro tempo do empate em 1 a 1. No intervalo, recebeu uma placa comemorativa da presidente do clube, Patrícia Amorim, e deu a volta olímpica na pista do Engenhão, sendo ovacionado pela torcida rubro-negra.[79]

Seleção nacional[editar | editar código-fonte]

Poucas vezes pela Iugoslávia[editar | editar código-fonte]

Petković, após defender seleções de base da Iugoslávia,[12] fez partidas esporádicas pela então Seleção Iugoslava principal entre 1995 e 1999. Sua transferência do poderoso Real Madrid para o Vitória e, antes disso, discussões com o então técnico Slobodan Santrač ainda em 1995 acabaram prejudicando-o,[7] [80] não sendo chamado para a Copa do Mundo de 1998. Antes de tudo isso, o banimento imposto à seleção pela FIFA entre 1991 e 1994 devido à Guerra Civil Iugoslava foi outro fator que não lhe deixou ter mais partidas, justamente na época em que despontava no Estrela Vermelha e era considerado um dos mais promissores talentos europeus.[12] [80]

O desentendimento com Santrač já teria surgido em dezembro de 1994, quando a FIFA acabou com as sanções para amistosos - os iugoslavos ainda teriam de esperar até as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1998 para voltarem a concorrer a uma vaga em torneios oficias, ficando de fora das disputas por um lugar na Eurocopa 1996 (certamente outro fator que atrapalhou Petković), que já estavam em andamento.[81] O país, reduzido a Sérvia e a Montenegro, veio à América do Sul fazer sua reestreia. Petković ficou de fora do primeiro jogo - curiosamente, contra o Brasil. O segundo foi contra a Argentina. Ele havia se destacado entre os titulares nos treinamentos, mas foi posto na reserva.[7] Ainda assim, ficou esperançoso em entrar na partida quando o técnico ordenou-lhe, aos 30 minutos do primeiro tempo, que fosse se aquecer.[80] Rambo participou ainda da roda de bobinho no intervalo da partida e continuou a se aquecer até os 35 minutos do segundo tempo, quando ficou apenas alongando-se por mais cinco minutos. Aí, acreditando que não entraria mais, sentou-se no banco. Santrač só foi lhe chamar aos 43 minutos mas, vendo-lhe sentado, optou por outro jogador.[80]

Em 1995, a Iugoslávia jogou sete vezes, com Petković finalmente atuando: participou seguidamente das últimas cinco partidas, três como titular e vencendo quatro;[1] Seu debute, no seu conhecido Marakana, o estádio do Estrela Vermelha (curiosamente, apelidado com o nome popular do Estádio Mário Filho, onde ele também brilharia, anos mais tarde) foi contra outra seleção sul-americana, em um 1 x 0 contra o Uruguai, em 31 de março.[1] As partidas seguintes foram contra Rússia, Grécia, El Salvador e México, respectivamente terminadas em 1 x 2, 2 x 0, 4 x 1 e novamente 4 x 1.[1] As três últimas vitórias foram todas fora de casa.[1] Curiosamente, foi justamente na única derrota, no Marakana, que ele marcou o que seria seu único gol pela seleção: foi no jogo contra os russos, ainda assim empatando momentaneamente a partida apenas um minuto depois do primeiro gol adversário.[1]

Foi justamente na última partida do ano, contra os mexicanos,[1] que a relação de Petković com o técnico Santrač, que parecia acalmada, deteriorou-se de vez, mesmo após uma ótima partida do meia, em que ele, entrando no decorrer do jogo no lugar do astro Dejan Savićević, distribuiu três assistências e teve um gol mal anulado[80] - para Santrač, duas bolas que ele teria perdido no meio-campo afetaram seu rendimento.[80] Temperamental, o jogador questionou a capacidade do técnico,[80] que, não o utilizou mais e,[1] com isso, o deixou de fora da Copa do Mundo de 1998, para a qual conseguiu classificar-se sem nenhuma participação dele nas eliminatórias. Petković só voltou à Seleção após o torneio, em novo amistoso do país contra o Brasil, em setembro, no Maranhão, quando Milan Živadinović já era o técnico[1] [80] - a mesma partida marcou também a estreia de Vanderlei Luxemburgo como técnico da Seleção Brasileira. "Pet" embarcou para São Luís no mesmo voo que levou os jogadores brasileiros.[82]

Foi titular no 1 x 1 contra os brasileiros,[1] mas, como ainda estava no Vitória, e por aquele retorno ter sido também sua última partida pela Iugoslávia,[1] ele declarou anos mais tarde que acredita que só foi chamado na ocasião pois seria um bom tradutor para a delegação,[80] apesar de Živadinović tê-lo treinado no Estrela entre 1992 e 1994. Decidido a jogar no futebol brasileiro (algo incomum para um jogador europeu), Petković perdeu visibilidade para com os treinadores que se seguiam no comando da Iugoslávia, não sendo chamado por Vujadin Boškov para a Eurocopa 2000. Chegou certa vez a desabafar à Placar que, se tivesse permanecido no Venezia, clube segundo ele mesmo "dez vezes mais fraco que o Flamengo (sua equipe à época)", continuaria a ser chamado.[9] Um suposto mau relacionamento com antigos dirigentes da Federação Iugoslava, que exigiriam dinheiro dos jogadores em troca de apoio nas convocações, teria sido outra causa de seu afastamento,[7] não-compreendido na época pelo próprio público iugoslavo; Petković chegou a ser matéria de capa em revista local que indagava as razões de sua ausência, em reportagem que teve grande repercussão no meio esportivo do país naquele momento.[9]

Sem oportunidades na Sérvia e Montenegro e, posteriormente, Sérvia[editar | editar código-fonte]

Com o fim da Iugoslávia e o surgimento da Sérvia e Montenegro, chegou a acalentar esperanças de poder jogar pela Seleção Brasileira, visto que a seleção que já defendera não existia mais, o que o tornaria livre para jogar por outra.[83] As notícias de seu grande sucesso já no Fluminense chegaram ao seu país,[7] onde houve pedidos para que o então treinador, Ilija Petković (com quem não tem parentesco), o convocasse. Mesma opinião favorável declarou um dos líderes do selecionado, o veterano atacante Savo Milošević,[14] que jogara ao lado dele em todas as partidas de "Pet" na seleção[1] e o conhecia também dos dérbis entre Partizan (antigo clube de Milošević) e Estrela Vermelha.[14]

Um anúncio oficial de que Ilija iria a convocá-lo para amistosos que a Sérvia e Montenegro faria em março, preparativos para a Copa, chegou a ser feito,[84] [85] mas sua convocação não se concretizou.[86] O técnico justificava-se afirmando que o grupo na seleção já estaria definido e que não seria justo retirar alguém que se esforçara para classificar a Seleção Servo-Montenegrina à Copa do Mundo de 2006 para dar espaço à "Pet".[14] Apesar disso, convocou um novato, Ivan Ergić, para os 23 selecionados para o mundial, deixando Petković de fora.[87] Com o corte de um dos outros convocados, o montenegrino Mirko Vučinić, o treinador chamou um Petković, mas tratava-se de seu filho, Dušan,[88] outro que não jogava pela seleção. Atacado pela mídia nacional, o próprio decidiu renunciar à vaga, que desta forma não poderia ser novamente preenchida, pelas regras da FIFA.[89]

Aos 33 anos quando o país se separou, às vésperas do mundial, Petković tampouco foi chamado para defender a nova Seleção Sérvia. Em 2009, o então técnico da Sérvia, Radomir Antić, declarou-se feliz com o sucesso de "Pet" no Brasil - o jogador passava por grande fase no Flamengo mesmo com a idade avançada de 37 anos -, mas os elogios vieram com a confirmação de que ele dificilmente seria novamente chamado para defender a seleção.[90] Petković reconheceu que, justamente também pela sua idade, não se via na Copa do Mundo de 2010 (em que a Sérvia classificou-se liderando o grupo que continha a França), afirmando estar "muito velho para isso. Gostaria de ter dez anos a menos para disputar uma Copa do Mundo". Ainda assim, expressou seu desejo de jogar ao menos um amistoso por seu país.[91] A improvável convocação para o mundial, de fato, não veio.

Jogos[editar | editar código-fonte]

A tabela abaixo resume as aparições de Dejan Petković por seu país, todas pela Iugoslávia.[1]

# Data Competição Local Adversário Placar Gols(s)
1 31 de março de 1995 Amistoso Marakana (Belgrado) Uruguai Uruguai Symbol support vote.svg 1-0 0
2 31 de maio de 1995 Amistoso Marakana (Belgrado) Rússia Rússia Symbol oppose vote.svg 1-2 1
3 20 de setembro de 1995 Amistoso PAOK (Tessalônica) Grécia Grécia Symbol support vote.svg 2-0 0
4 12 de novembro de 1995 Amistoso Nacional de la Flor Blanca (San Salvador) El Salvador El Salvador Symbol support vote.svg 4-1 0
5 16 de novembro de 1995 Amistoso Tecnológico (Monterrey) México México Symbol support vote.svg 4-1 0
6 23 de setembro de 1998 Amistoso Castelão (São Luís) Brasil Brasil Symbol neutral vote.svg 1-1 0
Total 1

Como dirigente e treinador[editar | editar código-fonte]

Em 26 de dezembro de 2013, foi anunciado como gerente das categorias de base do Atlético Paranaense, além de comandar a equipe sub-23 do Furacão, que substitui a equipe principal, durante o Campeonato Paranaense de 2014.[92] [93]

Além dos gramados[editar | editar código-fonte]

Petković é formado em enfermagem, tendo realizado o curso de formação paralelamente ao início de sua carreira, no Radnički Niš. A continuidade dos estudos fora uma exigência dos pais, Dobrivoje e Milena, para permitir a carreira futebolística.[7] No curso, conheceu e passou a namorar a mulher que se tornou sua esposa, Violeta.[83] Sua adaptação e a de sua esposa e filhas ao Brasil (onde investe em imóveis, além de ser sócio de uma pizzaria) foi tão boa que se divulgou que todos chegaram a começar um processo para naturalizarem-se.[94] Ele, a esposa e as filhas, Ana e Inês, falam português fluentemente. O aprendizado do casal tornou-se de certa forma mais fácil por já saberem falar espanhol,[57] após os dois anos passados na Espanha.[9]

Entretanto, a notícia da naturalização seria posteriormente desmentida pelo próprio "Pet": "Não estou me naturalizando, nem minha família. A burocracia aqui é absurda. Sou um cara que mora aqui há 12 anos e não tenho nem visto de permanência, só de trabalho".[19] A Constituição Brasileira de 1988 confere cidadania aos estrangeiros de países não-lusófonos que a requeiram desde que, conforme previsto no Art. 12, II, "b", residam no Brasil por mais de quinze anos ininterruptos (o que não é o caso do jogador e seus familiares) e sem condenação penal. Apesar dos entraves legais, em entrevista ao programa Arena Sportv do dia 19 de outubro de 2009, Petković declarou que pretende continuar morando no Brasil após sua aposentadoria.

Mesmo sem ter ainda a cidadania brasileira, ele já recebeu, em novembro de 2009, os títulos de benemérito e de cidadão do Estado do Rio de Janeiro, na Assembleia Legislativa Fluminense.[95] Em 2010, seria condecorado com a Ordem do Rio Branco. Também já foi "homenageado" pelos humoristas do Casseta & Planeta, que criaram ainda em 2001 uma paródia sua chamada "Perebović", derivada da gíria "pereba", usada para jogador ruim. Perebović apareceu em determinado episódio como a nova contratação do Tabajara Futebol Clube. O jogador não possuía uma das pernas, perdida na Guerra da Bósnia. Para aumentar o humor, sua habilidade estava concentrada justamente na perna amputada, que fazia sucesso jogando sozinha na Europa.

Petković aprecia Ed Motta e Lulu Santos, além de artistas de música gospel, pela semelhança entre a Igreja Cristã Evangélica do Brasil com a Igreja Ortodoxa Sérvia, a qual segue,[9] tendo utilizado a música e a leitura de jornais brasileiros para se familiarizar com a língua portuguesa.[8] Ele chegou inclusive a participar na edição de 2001 do VMB, a badalada premiação da MTV Brasil, em agosto daquele ano, quando a repercussão dos títulos flamenguistas naquele ano ainda era bastante recente. Ali, juntamente da apresentadora Fernanda Lima, entregou a O Rappa o prêmio de melhor videoclipe do ano.[96]

Quando estava no Vitória, seu sobrenome era comumente narrado como "Petch-kóvik". "Petch-kovítch" veio em 1998 e é até hoje a forma mais usada. O jogador, entretanto, já alertou que a pronúncia do t não possuiria "chiado", sendo "Pet-kóvitch" a pronúncia correta de seu sobrenome. O j de seu primeiro nome, de acordo com o idioma servo-croata, pronuncia-se como i. Em meio à sua passagem pelo rubro-negro baiano, sofreu com a Guerra do Kosovo, em 1999, quando seu país foi bombardeado pela OTAN. Seus pais moravam na capital Belgrado. "Eu me emociono todos os dias quando vejo as imagens dos ataques (...) É muito difícil estar longe neste momento", declarou. Chegou a participar, na Espanha, de um fórum de atletas e intelectuais iugoslavos, em protesto contra a ofensiva militar estrangeira, no que considerou um massacre contra seu povo.[8] Indagado sobre a justificativa de que os sérvios é que estariam massacrando os kosovares albaneses, respondeu:

Cquote1.svg Estamos apenas lutando pelo que é nosso. A soberania da Iugoslávia está em jogo. Nós sempre acolhemos muito bem as pessoas de outros países, mas não podemos aceitar que a Iugoslávia seja prejudicada. É a mesma coisa de o Brasil acolher seus vizinhos, como, por exemplo, uruguaios ou paraguaios e, depois, os dois países reivindicarem parte do território brasileiro. O que não dá para aceitar é o ataque da OTAN, a mando dos Estados Unidos[8] Cquote2.svg

O Gringo[editar | editar código-fonte]

Em 2011, Boban Petković, irmão do jogador, produziu o filme O Gringo ao lado dos cineastas Leonardo Edde e Darko Bajić. O documentário, com entrevistas e imagens de gols de Petković por vários clubes, foi exibido no Brasil e na Sérvia naquele mesmo ano[97] [98] .

Dirigido por Darko Bajić e Renato Martins, o filme reconstitui episódios da vida de Pet e mostra também depoimentos de Zico, Adriano e Zagallo[99] .

Gols olímpicos[editar | editar código-fonte]

Os gols olímpicos feitos na carreira:[100]

Competição Clube Placar Adversário Data Estádio
1 Copa do Brasil 1999 Vitória Bahia 2 – 2 São Paulo Palmeiras 9 de abril de 1999 Fonte Nova
2 Carioca 2000 Flamengo Rio de Janeiro 3 – 3 Rio de Janeiro Vasco da Gama 28 de maio de 2000 Maracanã
3 Carioca 2001 Flamengo Rio de Janeiro 4 – 1 Rio de Janeiro Madureira 22 de março de 2001 Maracanã
4 Carioca 2001 Flamengo Rio de Janeiro 4 – 2 Rio de Janeiro Olaria 14 de abril de 2001 Giulite Coutinho
5 Sul-americana 2005 Fluminense Brasil 2 – 1 Chile Universidad Católica 18 de outubro de 2005 Maracanã
6 Brasileiro 2006 Fluminense Rio de Janeiro 4 – 4 Rio Grande do Sul Grêmio 16 de julho de 2006 Olímpico
7 Brasileiro 2006 Fluminense Rio de Janeiro 2 – 2 São Paulo São Caetano 22 de julho de 2006 Maracanã
8 Brasileiro 2009 Flamengo Rio de Janeiro 2 – 0 São Paulo Palmeiras 18 de outubro de 2009 Palestra Itália
9 Brasileiro 2009 Flamengo Rio de Janeiro 3 – 1 Minas Gerais Atlético Mineiro 8 de novembro de 2009 Mineirão

Títulos[editar | editar código-fonte]

Em 20 de abril de 2010, após receber a Ordem de Rio Branco, com a primeira-dama Marisa Silva (à esquerda), a ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra (à extrema esquerda), o presidente Lula, o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e o vice-presidente José Alencar (à direita). Foto:Marcello Casal Jr/ABr.
Estrela Vermelha
Real Madrid
Vitória
Flamengo
Vasco da Gama
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Dejan Petkovic
Shanghai Shenhua
Al Ittihad

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n MILADINOVICH, Misha (21 de setembro de 2004). Yugoslavia National Team List of Results 1990-1999 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25 de dezembro de 2010.
  2. Gratidão pelo apoio do Brasil (em sérvio) PTC (20/06/2010). Página visitada em 25/12/2010.
  3. Serbie-Brésil: Un joueur de foot nommé consul (em francês) Euroep1 (20/06/2010). Página visitada em 25/12/2010.
  4. Petković se tornou cônsul honorário no Brasil (em sérvio) Srbija.net (20/06/2010). Página visitada em 25/12/2010.
  5. Rambo Petković cônsul honorário da Sérvia no Brasil (em sérvio) Blic Online (20/06/2010). Página visitada em 25/12/2010.
  6. Petković cônsul honorário no Brasil (em sérvio) B92 Sport (20/06/2010). Página visitada em 25/12/2010.
  7. a b c d e f g h i j MARANHÃO, Rafael (dezembro de 2005). Petkovício. Placar n. 1289. Editora Abril, pp. 62-67
  8. a b c d e O Leão da Sérvia (maio de 1999). Placar n. 1151. Editora Abril, pp. 76-77
  9. a b c d e f g h i j RIZEK, André; ROMANO, Léo (agosto de 2001). A boa vida dos gringos. Placar n. 1193. Editora Abril, pp. 16-20
  10. Šampioni države 1992 (em sérvio) FC Crvena Zvezda. Página visitada em 25/12/2010.
  11. Šampioni države 1995 (em sérvio) FC Crvena Zvezda. Página visitada em 25/12/2010.
  12. a b c d e f g h i j k O irresistível Petković (dezembro de 2009). Revista Oficial do Flamengo n. 2. Sisal Editora, pp. 26-36
  13. KRAMARSIC, Igor (20/04/2009). Yugoslavia - List of Final Tables (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  14. a b c d GloboEsporte.com (23/04/2006). Petković teria lugar na seleção. Página visitada em 25/12/2010.
  15. 500 Times do Brasil (outubro de 2003). Placar n. 1263-A. Editora Abril, p. 20
  16. Torcidas Bahia (novembro de 2002). Placar n. 1250. Editora Abril, p. 33
  17. a b c MONTEIRO, Fábio (04/06/2009). Ramon e Petković: Quem foi o melhor? Casa Rubro-Negra. Página visitada em 25/12/2010.
  18. a b Quem fez muitos gols (dezembro de 1998). Placar n. 1146. Editora Abril, pp. 90-91
  19. a b c d RIBEIRO, Flávia (setembro de 2009). Pet retornável. Placar n. 1334. Editora Abril, p. 94
  20. Petković - todos os números Futpédia. Página visitada em 25/12/2010.
  21. Vitória, pentacampeão do Nordeste correio24horas.com.br (02/12/2010). Página visitada em 29/04/2011.
  22. Vitória futebol80.com.br. Página visitada em 29/04/2011.
  23. 29ª Bola de Prata (dezembro de 1998). Placar n. 1146. Editora Abril, p. 99
  24. 29ª Bola de Prata (fevereiro de 1999). Placar n. 1148. Editora Abril, p. 17
  25. A corrida do ouro (janeiro de 1999). Placar n. 1147. Editora Abril, pp. 44-51
  26. FALCÃO, Paulo Roberto (setembro de 1998). O truque de Luxemburgo. Placar n. 1143. Editora Abril, p. 12
  27. SOS Petković (novembro de 1998). Placar n. 1145. Editora Abril, p. 20
  28. O Poções é o campeão de 1999? (julho de 1999). Placar n. 1153. Editora Abril, pp. 58-59
  29. DIOGO, Julio Bovi (26/10/2006). Brazil - Bahia State League - List of Champions (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  30. TORRES, Paulo (11/06/2008). Copa do Brasil -- List of Topscorers (em inglês) RSSSF. Página visitada em 13/07/2011.
  31. GONZALEZ, Miguel Alvim; ARRUDA, Marcelo Leme de (27/02/2000). Brazil Cup 1999 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 13/07/2011.
  32. Os craques do século - parte IV (agosto de 1999). Placar n. 1154. Editora Abril, pp. 82-86
  33. MORAES, Patrick (junho de 2004). Gringo, Carioca e Baiano. Placar n. 1271. Editora Abril, p. 63
  34. a b COSTA, Marcelo (março de 2000). Sonho meu.... Placar n. 1161. Editora Abril, pp. 44-46
  35. a b BAÇALLO, Alexandre (fevereiro de 2000). Hora da limpeza. Placar n. 1160. Editora Abril, pp. 42-43
  36. VOLPE, Flávio; ESTEVES, Martha (julho de 2000). Beijinho, beijinho...tchau, tchau!!!. Placar n. 1165. Editora Abril, pp. 50-54
  37. a b ROMANO, Léo (18-24 de maio de 2001). Vou te dar muita pressão!. Placar n. 1180. Editora Abril, pp. 50-54
  38. a b RIBEIRO, Arnaldo; COSTA, Marcelo (novembro de 2000). Esqueceram de nós. Placar n. 1169. Editora Abril, pp. 70-75
  39. O espírito de Valido (2001). Lance! Série Grandes Clubes - "As 10 Maiores Glórias do Mengão". Areté Editorial S/A, p. 32
  40. Gol vale ouro (dezembro de 2000). Placar n. 1170. Editora Abril, p. 40
  41. O Brasil para. É dia de clássico (4-9 de outubro de 2001). Placar n. 1200. Editora Abril, pp. 16-31
  42. a b ROMANO, Léo (25-31 de maio de 2001). Se a canoa não virar.... Placar n. 1181. Editora Abril, pp. 26-29
  43. COELHO, Manuel; CORDEIRO, Eduardo (25-31 de maio de 2001). Tabelão. Placar n. 1181. Editora Abril, pp. 61-65
  44. RIBEIRO, Arnaldo (dezembro de 2000). Ponte que partiu! É o melhor goleiro do Brasil! Placar n. 1170. Editora Abril, pp. 50-55
  45. Diário de Cuiabá: Volante Vlad aumenta o clã iugoslavo no Rio.
  46. Terra Esportes: Botafogo também quer um Petković.
  47. Flavorito (3-9 de agosto de 2001). Placar n. 1181. Editora Abril, pp. 29-31
  48. RIBEIRO, Arnaldo; VOLPE, Flávio (5-12 de setembro de 2001). O melhor meio-campo do Brasil. Placar n. 1196. Editora Abril, pp. 18-25
  49. a b ROMANO, Léo (4-10 de dezembro de 2001). 7 Dias. Placar n. 1208. Editora Abril, pp. 18-25
  50. ROMANO, Léo (11-17 de dezembro de 2001). Na fila do caixa. Placar n. 1209. Editora Abril, pp. 26-29
  51. Fogueira de vaidades? (janeiro de 2003). Placar n. 1255. Editora Abril, p. 30
  52. JB Online: China tira Petković do Vasco.
  53. ALONSO, Márcio (agosto de 2004). O fantasma da segundona. Placar n. 1273. Editora Abril, pp. 50-53
  54. a b c Salvo pelo gringo (janeiro de 2005). Placar n. 1278-A. Editora Abril, p. 53
  55. a b CARMONA, Lédio (março de 2006). Vai dar suco?. Placar n. 1292. Editora Abril, p. 73
  56. a b Gazeta Esportiva.net: Petković acerta contrato de quatro meses com o Santos.
  57. a b XAVIER FILHO, Sérgio (outubro de 2005). Petković - O gringo mais brasileiro. Placar n. 1287. Editora Abril, p. 16
  58. TESCAROLO, Paulo (outubro de 2005). Tabelão. Placar n. 1287. Editora Abril, p. 85
  59. Todos os 10 da Bola de Prata (outubro de 2004). Placar n. 1275. Editora Abril, p. 81
  60. Faltou perna (dezembro de 2005). Placar n. 1289-G. Editora Abril, p. 48
  61. Terra Esportes: Petković critica excesso de cobrança no Goiás.
  62. Terra Esportes: No dia do centenário, Atlético-MG anuncia Petković.
  63. a b Trivela.com: "Gols na bandeja", Dassler Marques.
  64. Trivela.com: "Atlético-MG: Cem anos de solidão", Dassler Marques.
  65. Uol Esporte: Leão revela saída do meia Petković do Atlético-MG no fim do mês.
  66. Estadao.com.br: Santos dispensa Petković, Baiano e Leonardo.
  67. GloboEsporte.com: Petković se apresenta na segunda-feira 'para ir em busca do hexa brasileiro'.
  68. Terra Esportes: Petković confirma a sequência da mística camisa 43.
  69. Trivela.com: "É sorte? É sorte!", Caio Maia.
  70. O Globo: Flamengo sente muita falta de Petković, dizem Andrade, Bruno e leitores.
  71. Abril Esportes: Após derrota, Andrade admite dependência de Petković no Fla.
  72. Terra Esportes: Com drama, Fla vence Grêmio de virada e é hexacampeão.
  73. GloboEsporte.com: Petković: português não é suficiente para descrever a torcida do Flamengo.
  74. Abril.com: Petković se emociona na calçada da fama do Maracanã.
  75. GloboEsporte.com: Petković é homenageado com bandeira no Maracanã.
  76. Portal Hoje: Petković ganha chuteira personalizada do patrocinador.
  77. a b Um desgosto profundo (dezembro de 2010). Placar n. 1349-B. Editora Abril, p. 63
  78. GloboEsporte.com (03/01/2011). Ausentes da pré-temporada, Pet e Kléberson estão fora dos planos. Página visitada em 02/07/2011.
  79. G1 (05/06/2011). No bom adeus de Pet, Flamengo e Corinthians ficam no empate. Página visitada em 02/07/2011.
  80. a b c d e f g h i Dejan Petković - um carioca raro (dezembro de 2009). Revista ESPN n. 2. Editora Spring, pp. 20-21
  81. NASKRENT, Gwidon S. (21/06/2002). European Championship 1996 qualifications (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  82. Folha Online: O injustiçado Petković e a seleção.
  83. a b RIBEIRO, Flávia (setembro de 2004). Pátria amada, Brasil. Placar n. 1274. Editora Abril, pp. 50-53
  84. Petković (fevereiro de 2006). Placar n. 1291. Editora Abril, p. 6
  85. Terra Esportes: Petković é convocado para amistoso da Sérvia.
  86. Terra Esportes: Petković fica de fora da convocação de Sérvia e Montenegro.
  87. Terra Esportes: Petković é esquecido, e novato é atração da Sérvia.
  88. Terra Esportes: Treinador de Sérvia e Montenegro convoca seu filho.
  89. Terra Esportes: Fifa barra troca, e Sérvia joga Copa com um a menos.
  90. Gazeta Online: "Técnico da Sérvia elogia Petković, mas evita euforia: 'Não há como falar de seleção'.
  91. Terra Esportes: "Em alta no Flamengo, Petković comemora classificação da Sérvia".
  92. Petkovic é o novo gerente e técnico das categorias de base do Atlético-PR (em português) GloboEsporte.com (26 de dezembro de 2013). Página visitada em 26 de dezembro de 2013.
  93. Atlético-PR anuncia Petkovic como novo técnico do time sub-23 (em português) Terra. Página visitada em 26 de dezembro de 2013.
  94. RIBEIRO, Flávia (novembro de 2005). Ele é carioca. Placar n. 1288. Editora Abril, p. 43
  95. Terra Esportes: Petković ganha título de cidadão do Rio.
  96. A estreia do DJ Pet (24-30 de agosto de 2001). Placar n. 1194. Editora Abril, p. 4
  97. O gringo mais querido do Brasil. R7 Entretenimento
  98. O Gringo. Cinema 10
  99. Filme O Gringo mostra lado desconhecido de Petković. Futebol Terra, 26 de maio de 2011
  100. Site oficial de Petković. Números - Gols (em português). Página visitada em 17 de fevereiro de 2010.
  101. CARNICERO, José Vicente Tejedor (28/09/2000). Spain, Final Tables 1989-1999 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  102. CARNICERO, José Vicente Tejedor (24/09/2010). Spain - List of Super Cup Finals (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  103. a b GONZALEZ, Miguel Alvim (24/11/2000). Rio de Janeiro 2000 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  104. a b GONZALEZ, Miguel Alvim (15/08/2002). Rio de Janeiro 2001 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  105. GONZALEZ, Miguel Alvim (18/03/2002). Brazil - Copa dos Campeões 2001 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  106. RSSSF Brazil (11/12/2009). Brazil 2009 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  107. a b GONZALEZ, Miguel Alvim; CACELLA, Eduardo; RODRIGUES, Gérson (10/12/2003). Rio de Janeiro 2003 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  108. LEWIS, Tom (18/04/2004). China 2003 (em inglês) RSSSF. Página visitada em 25/12/2010.
  109. TORRES, Paulo (6 de dezembro de 2010). Bola de Prata (Placar Magazine) (em inglês) RSSSF Brasil. Página visitada em 25 de dezembro de 2010.
  110. ARRUDA, Marcelo Leme de (6 de dezembro de 2010). Prêmio Craque Brasileirão (em inglês) RSSSF Brasil. Página visitada em 25 de dezembro de 2010.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]