Delos

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Pix.gif Delos *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Delos Lions.jpg
Uma leoa de Delos, na principal praça da ilha
País Grécia
Critérios C (ii) (iii) (iv) (vi)
Referência 530
Coordenadas Ilha de Delos, Mar Egeu
Histórico de inscrição
Inscrição 1990  (14ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

A pequena ilha de Delos (grego: Δήλος, Dilos), situa-se aproximadamente no centro do grupo de ilhas do Mar Egeu conhecido como Cíclades, tendo servido como santuário de Apolo na Antiguidade Clássica, e sendo considerada mesmo o berço desse deus, bem como de Ártemis.

Foi também a sede da Liga de Delos, que congregava os aliados de Atenas contra Esparta, e onde primeiramente esteve guardado o tesouro da Liga.

Foi declarada património mundial da Humanidade pela Unesco em 1990.

Entre 900 a.C. e 100 d.C., a ilha de Delos foi o mais importante santuário Pan - Helênico. Durante o século VII a.C., Delos era um centro jônico conhecido por ser um lugar sagrado. A história de Delos está intimamente relacionada a Apolo, o deus do sol. A ilha é pequena, rochosa, desértica e banhada de luz do amanhecer ao anoitecer, pois nenhuma montanha ou vegetação produz sombras.

Mitologia[editar | editar código-fonte]

O nascimento de Apolo e Artemis é uma das descrições mais interessantes da mitologia grega. Hera a primeira esposa de Zeus, nunca gostou muito de Leto. Vendo-a grávida, obteve da Titã Gaia promessa de que esta a impediria de achar lugar na terra onde pudesse dar à luz[1] . Então Posídon, vendo que a infeliz deusa não encontrava abrigo onde quer que fosse, comoveu-se e fez emergir do mar a ilha de Delos. Sendo essa ilha flutuante, não pertencia a Gaia, que assim não pôde nela exercer o seu poder supremo.

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E logo aos imortais disse Febo Apolo:
Seja-me dada minha cítara querida e meu arco recurvo;
anunciarei por oráculo aos homens o desígnio infalível de Zeus.
Assim tendo falado, andou pela terra de largos caminhos
o arqueiro Febo de longos cabelos; então todas
as imortais o admiravam, e Delos inteira de ouro
se cobriu, contemplando o filho de Zeus e Leto,
com alegria porque o deus escolheu tomá-la para morada
e porque às ilhas e ao continente ele a preferiu de coração;
ela floriu, como o cimo de uma montanha na floração de seu bosque.

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Trecho do hino homérico a Apolo (fim do século VII).

A Ilha[editar | editar código-fonte]

Teatro grego em Delos.
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No começo do século X a.C. com a chegada dos jônicos a ilha de transformou em um centro religioso criando condições para o crescimento comercial e aumentando sua influência política

Em meados do século VI a.C., os atenienses tomaram posse de Delos e das ilhas vizinhas. Foram ordenados a remover todos os corpos enterrados na ilha e enterrá-los na ilha vizinha. Desde então não é permitido na ilha as mortes e os nascimentos, por considerar isso uma profanação a um lugar sagrado. Sendo assim as mulheres grávidas perto de dar a luz e os enfermos graves eram levados às ilhas próximas. Nos casos em que não foi possível evitar esses acontecimentos, todos os habitantes eram obrigados a sair por vários anos, de modo a purificá-la e possibilitar o seu retorno.

A redescoberta[editar | editar código-fonte]

Desde o século XVII da nossa era, um número crescente de europeus visitou Delos atraídos pelas ruínas. Em 1873 arqueólogos franceses começaram as escavações que desenterraram um amplo setor onde um dia existiu uma cidade completa, elegante, rica e influente. As ruínas revelaram, esparramadas por toda ilha, pequenos templos dóricos e jônicos, portos, mercados, ginásios, um teatro, praças e imponentes residências. As casas exibiam salas circuladas por colunas de mármore e o assoalho adornado com mosaicos que resistiram em ruínas o passado glorioso.

As ruínas de Delos[editar | editar código-fonte]

Delos compreende a "Academia do Lago", a "Ágora dos Competaliastas", a "Ágora dos Italianos", a "Casa das Máscaras", a "Casa de Cleópatra", a "Casa de Diadumenos", a "Casa de Dionísio", a "Casa de Hermes", a "Casa de Naxos", a "Casa do Lago", a "Casa dos Golfinhos", a "Cisterna do Teatro", a "Fonte Minoana", o "Santuário de Apolo", o "Teatro", o "Templo de Hera", o "Templo de Ísis", o "Terraço dos Leões" e a "Via Processional", entre outros elementos.

Referências

  1. O Nascimento de Apolo e Artemis. templodeapolo.net. Página visitada em 19 de abril de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]