Delta do Nilo

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Delta do Nilo visto do espaço, imagem da NASA.

O delta do Nilo é a região onde o rio Nilo se divide em vários braços para desaguar no mar Mediterrâneo, no norte do Egito. É uma planície com um forma triangular (de onde provém o termo "delta"), com 160 km de comprimento e 250 km de largura.

No Delta, o Nilo bifurca-se em dois canais principais: a oeste, o canal de Roseta; e, a leste, o de Damieta.

Na Antiguidade era onde se localizava o chamado Baixo Egito, que consequentemente foi a região que mais sofreu a influência do período helenístico.

História[editar | editar código-fonte]

O mais antigo período histórico desta região está profundamente enterrado sob sedimentos e é pouco conhecido, mas ninguém duvida da antiguidade de suas cidades ou de sua importância econômica desde os primeiros tempos.[1]

O Delta oriental era um ponto sensível onde o Antigo Egito se comunicava com a Ásia. No final do Império Médio, essa região foi invadida pelos hicsos, povos asiáticos, e mais tarde se tornou a base do Egito para suas campanhas bélicas na Ásia.[1]

Na XIX dinastia, a capital do Egito foi transferida pelo faraó Ramsés II para o Baixo Egito, nas cidade de Pi-Ramsés (ou Per-Ramsés). Assim o Delta encabeçou a liderança do Egito. Mais tarde, no período ptolomaico e romano, a sua proximidade com os centros políticos e econômicos do mundo antigo favoreceu o seu desenvolvimento.[1] pesuisadores O primeiro faraó do Egito foi Menés, que deu origem a teocracia, política que considerava o faraó um deus vivo.

"O barco do Faraó navegava para o norte. Tendo partido de:

Mênfis, seguira o curso principal do Nilo antes de se enfiar por um dos

seus canais que penetrava profundamente no coração do Delta.

Ramsés estava deslumbrado.

De onde observava, não havia deserto; a água era poderosa nesta

paisagem que pertencia a Hórus, enquanto Seth* reinava sobre o vale

em que o rio abria uma passagem entre duas margens, lutando contra a

aridez do solo. A parte selvagem do Delta assemelhava-se a um imenso

pântano povoado de milhares de aves, florestas de papiros e peixes.

Nem uma cidade, nem mesmo aldeias. Apenas algumas cabanas de

pescadores no topo de colinas emersas. A luz não era imóvel, como no

vale; um vento vindo do mar fazia dançar os juncos."

...... trecho do livro Ramsés - O filho da luz, escrito por  Christian Jacq 

Cidades antigas e modernas na região do Delta[editar | editar código-fonte]

Delta do rio Nilo à noite.

Notas e referências

  1. a b c Grandes Impérios e Civilizações: O Mundo Egípcio (Volume II) - Tradução de Maria Emília Vidigal, pg. 166, Edições Del Prado, ano de 1996, Brasil e Portugal. ISBN 84-7838-737-4
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