Demografia do Paraná

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Demografia do Paraná
Densidade Populacional do Paraná.
  0-25 hab/km²
  25-50 hab/km²
  50-100 hab/km²
  100-150 hab/km²
  150-200 hab/km²
  200-300 hab/km²
  300-400 hab/km²
  400-500 hab/km²
  > 500 hab/km²
Ficha técnica
Área 199.314,850 km².[1]
População 10.439.601 hab. (2010).[2]
Densidade 52,37 hab/km² (2010).
Crescimento demográfico 1,4% ao ano (1991-2000).
População urbana 81,4% (2000).
Domicílios 2.664.276 (2000).
Carência habitacional 260.648 (est. 2000).
Acesso à água 90,05%;
Acesso à rede de esgoto 62% (2005).
IDH 0,820 (2005).
Número de Municípios 399.[1]

A demografia do Paraná é um domínio de estudos e conhecimentos sobre as características demográficas do território paranaense.

Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE, em 2010, o estado do Paraná possuía 10 439 601 habitantes, sendo o sexto estado mais populoso do Brasil, representando 5,47% da população brasileira.[3] [4] Segundo o mesmo censo, 5 128 503 habitantes eram homens e 5 311 098 habitantes eram mulheres.[3] Ainda segundo o mesmo censo, 8 906 442 habitantes viviam na zona urbana e 1 533 159 na zona rural.[3] Em dez anos, o estado registrou uma taxa de crescimento populacional de 9,27%.[5]

Em relação ao ano de 1991, quando a população era de 8 415 659,[6] esses números mostram uma taxa de crescimento anual de 1,4%, inferior a do Brasil como um todo (1,6% para o ano de 2000).[7] Segundo o censo de 2000, o Paraná é o sexto estado mais populoso do Brasil e concentrava 5,63% da população brasileira.[7] Do total da população do estado, 4 826 038 habitantes são mulheres e 4 737 420 habitantes são homens.[8] Para 2000, a estimativa é de 10 261 856 habitantes.[9] Cerca de 85,3% dos habitantes do estado moram nas cidades.[10]

Esse crescimento é explicado não só pelo aumento natural da população paranaense, mas também pela entrada de colonos vindos principalmente de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais, atraídos, pelos solos férteis de matas ainda virgens.[11]

A densidade demográfica no estado, que é uma divisão entre sua população e sua área, é de 52,37 habitantes por quilômetro quadrado, sendo a décima segunda maior do Brasil e com uma densidade comparada à do país africano Burkina Faso.[12] A maior parte da população do estado se concentra na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, que corresponde à região leste paranaense, com mais de 30% da população paranaense.[13]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do estado, considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é de 0,820, sendo o sexto maior do Brasil e o menor da Região Sul.[14] Considerando apenas a educação, o índice é 0,913 (o brasileiro é 0,849); o índice de longevidade é 0,809 (o brasileiro é 0,638) e o índice de renda é 0,739.[14] A renda per capita é de 16 928 reais.[15] Entre 1991 e 2000, o estado registrou uma forte evolução tanto no seu IDH geral quanto na educação, longevidade e renda, critérios utilizados para calcular o índice.[16] A educação foi o critério que mais evoluiu em nove anos, de 0,778 em 1991 para 0,879 em 2000, e em 2005 o valor passou a ser 0,913.[16] Depois da educação, vem a longevidade, que em 1991 tinha um valor de 0,678, passando para 0,747 em 2000 e 0,809 em 2005.[14] [16] E, por último, vem a renda, o critério que menos evoluiu entre 1991 (0,678) e 2000 (0,736),[16] subindo para 0,739 em 2005.[14] Quanto ao IDH-M, que é uma média aritmética dos três subíndices, a evolução também foi significativa, passando de 0,711 em 1991 para 0,787 em 2000, e em 2005 o valor passou para 0,820, saindo da categoria de médio IDH e atingindo o patamar de Índice de Desenvolvimento Humano elevado.[16] [14] O município com o maior IDH é Curitiba, capital do estado, com um valor de 0,856, enquanto Ortigueira, situado na Mesorregião do Centro Oriental Paranaense, tem o menor valor (0,620).[17]

O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,47, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[18] A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 39,07%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 35,86%, o superior é 42,27% e a subjetiva é 25 47%.[18]

Rede demográfica[editar | editar código-fonte]

Distribuição da População no Estado do Paraná.

A distribuição dos grandes municípios do Paraná é de certa forma bem homogênea.[3] No leste a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) engloba diversos municípios,[19] contando com cerca de 3 milhões de habitantes.[3] No norte Londrina e Maringá polarizam outra região fortemente povoada.[3] No oeste o município de Cascavel com quase 300 mil habitantes e Toledo com aproximadamente 120 mil habitantes criam outra zona fortemente povoada,[3] além de Foz do Iguaçu, que juntamente com Ciudad del Este no Paraguai e Puerto Iguazú na Argentina formam uma aglomeração de quase 700 mil habitantes.[3] A região central do Paraná a despeito da baixa densidade populacional ainda sim conta com Guarapuava com cerca de 160 mil habitantes[3] e Ponta Grossa, um pouco mais ao leste, com mais de 300 mil habitantes.[3]

Evolução demográfica[editar | editar código-fonte]

Evolução demográfica do estado do Paraná.

Etnias[editar | editar código-fonte]

Etnia Porcentagem
Brancos 77,24%
Pretos 2,84%
Pardos 18,25%
Amarelos 0,92%
Indígenas 0,33%

Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).

A população do Paraná é composta basicamente por brancos, negros e indígenas. No Brasil colonial, os colonizadores espanhóis foram os primeiros a iniciar o povoamento no território paranaense. Os portugueses e seus descendentes são a maioria da população do Estado. Existe também uma grande e diversificada população de descendentes de imigrantes, tais como italianos, alemães, poloneses, ucranianos, japoneses e árabes. Há também minorias de imigrantes neerlandeses, coreanos, chineses, búlgaros, russos, franceses, austríacos, chilenos, noruegueses, argentinos e muitos outros.

Branco europeu[editar | editar código-fonte]

Dos europeus, entraram no Paraná, povos dos grupos atlanto-mediterrâneos, germânicos, eslavos e outros grupos menores.[20] Dos atlanto-mediterrâneos, conhecidos como povos latinos, sobressaem os portugueses, os espanhóis e os italianos.[20]

Os portugueses e seus descendentes constituem a maioria da população, não só por ter sido o elemento colonizador, mas também por ser o único que não sofreu restrições numéricas de entrada no Brasil.[21] .

Os espanhóis entraram no Brasil notadamente na época do Brasil Colônia, especialmente no curto período no qual Portugal pertenceu à Espanha.[22] Localizaram-se junto às grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.[23] No estado do Paraná, além de se concentrarem na região de Curitiba e de Jacarezinho,[24] descendentes de espanhóis (argentinos e paraguaios) são encontrados na fronteira com o Paraguai e a Argentina, principalmente na região de Foz do Iguaçu.[21]

Os italianos começaram a chegar em maior número ao Brasil a partir de 1875.[25] Dirigiram-se principalmente ao estado de São Paulo, onde se dedicam à cultura cafeeira e às atividades industriais.[26] Também são numerosos no Rio Grande do Sul, onde se dedicam ao cultivo e à fabricação do vinho.[27] No Estado do Paraná, os imigrantes italianos se estabeleceram a princípio no litoral (Alexandra e Morretes), porém, por causa das condições adversas do lugar, seus núcleos não progrediram.[28] A maior parte transferiu para os arredores de Curitiba, Colombo e Santa Felicidade, onde cultivam a uva e fabricam o vinho.[29] A influência italiana nos usos e costumes da população paranaense pode ser constatada através de sua comida típica e do artesanato em peças de vime, encontrados em Santa Felicidade.[30]

Dos povos de origem germânica destacam-se, no Estado do Paraná, os alemães e os holandeses.[20]

Museu histórico de Witmarsum.

Os alemães formam um dos mais importantes grupos da imigração brasileira.[31] Sua influência é muito notada no Sul do Brasil onde marcaram a paisagem com suas habitações típicas.[32] Dirigiram-se, a partir de 1824, para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.[31] Ao Paraná, os primeiros imigrantes chegaram em 1829, estabelecendo-se em Rio Negro.[33] A partir de 1878, alemães do Volga (alemães-russos), estabeleceram-se nos Campos Gerais, próximos à Ponta Grossa[34] e Lapa.[35] Em 1951, alemães que se transferiram-se de Santa Catarina para o Paraná, fundaram a colônia Witmarsum, no município de Palmeira.[36] Este núcleo centraliza várias aldeias numa cooperativa, onde seus habitantes industrializam o leite.[36] Alemães "suábios do Danúbio" fundaram, no município de Guarapuava, a colônia Entre Rios, onde se dedicam à agricultura.[37] No norte, os alemães se concentram em Cambé,[38] em Rolândia,[39] e a oeste, em Marechal Cândido Rondon[40] que realiza, todo ano, a mais famosa Oktoberfest do Paraná.[41] Também são bastante numerosos em Curitiba.[42]

Arquitetura holandesa em Carambeí.

Os holandeses (ou mais corretamente, "neerlandeses"), apesar de serem pouco numerosos, trouxeram grandes benefícios ao Paraná.[43] Dirigiram-se, em 1911, para os Campos de Castro onde introduziram com êxito a pecuária leiteira e sua industrialização, dando origem à Cooperativa Agro-Pecuária Batavo.[44] Seus principais núcleos estão em Carambeí,[45] Castrolanda[46] e Arapoti.[47]

Ainda de origem germânica, estabeleceram-se, em proporções menores em terras paranaenses: austríacos,[43] suíços,[43] ingleses[43] e estadunidenses.[48]

Os eslavos são povos originários da parte centro-oriental da Europa.[20] A maioria dos eslavos vindos ao Brasil, localizou-se no Estado do Paraná, onde deixaram suas marcas principalmente na paisagem agrícola.[49] Dos povos eslavos radicados no Estado merecem destaque os poloneses e os ucranianos.[20]

Casa do Colono Polonês (Bosque do Papa).

Os poloneses formam o grupo mais numeroso de imigrantes do Paraná.[50] Começaram a chegar em 1871, distribuindo-se pelos arredores de Curitiba (Pilarzinho, Abranches, Santa Cândida), Araucária (Tomás Coelho,Guajuvira, Colônia Cristina), São José dos Pinhais, Contenda e Campo Largo.[24] Também se expandiram pelo centro-sul, formando colônias em Castro, Mallet, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Irati, Palmeira, União da Vitória, Prudentópolis e vários outros locais.[24] Em Londrina, existe a colônia de Warta, fundada por migrantes vindos de Santa Catarina.[51]

Os ucranianos distinguem-se dos poloneses pela língua, pelos costumes e pela sua origem histórica.[43] Povo agrícola, vindo da Ucrânia, trouxe o estilo bizantino de suas igrejas, seus trajes bordados e suas danças típicas.[43] O início da imigração ucraniana no Brasil deu-se em 1891.[52] Atualmente formam núcleos importantes em Mallet, Prudentópolis, Ponta Grossa, União da Vitória, Cruz Machado, Vera Guarani, Rio Azul, Ivaí, Apucarana, Campo Mourão e Curitiba.[53] Um dos sobrenomes mais populares de origem ucraniana é Kowalski,[54] uma empresa de alimentos localizada em Apucarana.[55]

Branco asiático[editar | editar código-fonte]

O maior grupo de brancos asiáticos encontrados no Brasil pertence aos povos semitas da Ásia Menor, incluindo turcos, judeus, árabes, sírios e libaneses que, migraram principalmente para as grandes cidades, dedicando-se tradicionalmente ao comércio.[56]

Amarelos[editar | editar código-fonte]

Dos povos de origem amarela, existentes atualmente na formação da população brasileira, temos os asiáticos e os indígenas.[53] Os asiáticos compreendem os povos do Extremo Oriente, com destaque para o grupo de povos mongólicos, formado pelos japoneses, coreanos e chineses.[56]

Os japoneses são os asiáticos que mais vieram para o Brasil. O início de sua entrada no País data de 1908, acentuando-se a partir de 1920 e depois da Segunda Guerra Mundial.[57] Dirigiram-se em sua maioria para São Paulo, Amazônia e norte do Paraná.[58] No Paraná, as primeiras colônias japonesas foram fundadas no litoral (Paranaguá, Antonina, Morretes, Cacatu) e no Planalto de Curitiba.[57] Mas o grande reduto de japoneses é o norte, principalmente em Londrina, Assaí, Maringá e Cambará.[57] Dedicaram-se à horticultura e à outras atividades agrícolas.[57]

Os coreanos chegaram a partir de 1967 e foram instalados em Santa Maria, núcleo localizado no quilômetro 144 da Rodovia do Café, em plena região dos Campos Gerais.[57]

A migração de chineses, em menor número, é mais recente, e estes concentraram-se mais nas cidades.[57] A maior parte é originário da "China Nacionalista", ou Formosa.[57]

Indígenas[editar | editar código-fonte]

A distribuição primitiva dos indígenas no Paraná limitava-se aos do grupo tupi-guarani no litoral, no oeste e noroeste; aos (botocudo e caingangue) com distribuição geográfica mal definida, embora ocupassem extensivamente os campos de Guarapuava e o segundo planalto paranaense até o final do século XIX, preferencialmente sobre a Floresta de Araucária.[59]

Em 1953, foram descobertos os Xetá, que haviam se isolado na Serra dos Dourados (noroeste do estado) vivendo no mais puro estado primitivo, dos quais nada mais resta na região.[60] Aos indígenas, o paranaense deve o nome de seu estado e de muitas de suas cidades, o hábito de tomar chimarrão[61] e a culinária, entre outros costumes.[62]

Os indígenas atualmente não miscigenados são protegidos pela FUNAI, e vivem em postos como São Jerônimo da Serra, Guarapuava, Palmas, Mangueirinha, Apucarana, Laranjeiras do Sul e outros.[60] São compostos pelas etnias Kaingang, Xetá, Guarani-Ñandeva e Guarani-M'byá.[59]

Negros[editar | editar código-fonte]

O único grupo negro que migrou para o Paraná no período colonial foi o banto. No Sul do Brasil, devido à grande imigração de brancos europeus entre meados do século XIX e início do século XX, o negro, que constituiu a maior parte da mão-de-obra do Brasil colonial, aparece em menor porcentagem do que em outras regiões do país.[63] No Paraná, concentraram-se primeiramente na Lapa, Ponta Grossa, Antonina, Paranaguá e Curitiba.[64]

Mestiços[editar | editar código-fonte]

No estado do Paraná, os mestiços são numerosos, sendo que o mais característico é o caboclo do Litoral.[64] Sua influência aparece nos costumes locais como o fandango (dança folclórica) e no barreado (comida regional).[64]

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

Estudos genéticos[editar | editar código-fonte]

São numerosos os estudos genéticos realizados no Paraná, avaliando a ancestralidade da população negra e branca do estado e o grau de misturas étnicas. Para a população classificada como "eurodescendente", o grau de ancestralidade europeia varia bastante de estudo para estudo, indo desde um máximo de 94% de ancestralidade europeia a um mínimo de 75%. Para a população classificada como "afrodescendente", o grau de ancestralidade africana varia de um máximo de 72% a um mínimo de 39%.[66]

Para a população branca paranaense, diferentes estudos genéticos chegaram aos seguintes graus de ancestralidade:[66]

  • 79% europeia, 14% africana e 7% indígena.[66]
  • 94% europeia, 3% africana e 3% indígena.[66]
  • 85% europeia, 10% africana e 5% indígena.[66]
  • 75% europeia, 17% africana e 8% indígena.[66]

Para a população afrodescendente paranaense, os seguintes resultados:

  • 51% africana, 49% europeia e 0% indígena.[66]
  • 42% africana, 49% europeia e 9% indígena.[66]
  • 46% africana, 51% europeia e 3% indígena.[66]
  • 61% africana, 29% europeia e 10% indígena.[66]
  • 39% africana, 50% europeia e 21% indígena.[66]

Fazendo uma diferenciação baseada na cor de pele entre o grupo "afrodescendente":[66]

  • 42% africana, 44% europeia e 14% indígena (para mulatos claros e médios)[66]
  • 72% africana, 15% europeia e 6% indígena (para mulatos escuros e negros)[66]

Todos os estudos mostram um predomínio de ancestralidade europeia entre a população do Paraná, inclusive com altos índices europeus para a população classificada como "afrodescendente".[66] Todos os estudos também concluíram que tanto brancos como negros têm ancestralidade europeia e africana, sendo a ancestralidade indígena bem menos significante do que as outras duas.[66]

Sobrenomes[editar | editar código-fonte]

Segundo a coleção Genealogia Paranaense, em seis volumes, de autoria de Francisco Negrão, os sobrenomes mais populares são os seguintes:[67] Rodrigues Seixas, Rodrigues França, Gabriel de Lara, Moraes Cordeiro Mateus Leme, Teixeira de Azevedo, Xavier Pinto, Teixeira Coelho, Pereira Braga e Oliveira Cardoso, Correa Bittencourt, Cardoso de Lima, Taques, Oliveira Vianna, Góes de Siqueira, Alves, Marques da Cunha, Azevedo da Silveira, Macedo, Laynes, Morocine Borba, Martins Lopes, Brandão de Proença, Simas, Souza Pinto, Rodrigues Vianna, Gonçalves Marques, Silva Pereira, Santos, Nascimento de Farias, Lopes Maravalhas, Pereira, Mendonça, Pereira Branco, Freitas Saldanha, Álvares de Araujo, Soares da Costa, Xavier da Silva, Falcão Bastos, Moreira Rocha, Gonçalves dos Santos, Pletz, Müller, Kalkman e Bley.[67]

Religião[editar | editar código-fonte]

Tal qual a variedade cultural verificável no Paraná, são diversas as manifestações religiosas presentes no estado.[68] Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos paranaenses declara-se católica —, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras.[68]

De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Paraná está composta por: católicos (76,60%), protestantes (16,63%), pessoas sem religião (4,23%), espíritas (0,64%), budistas (0,15%), muçulmanos (0,06%), umbandistas (0,05%) e Judeus (0,02%).[68]

A Igreja Católica divide-se administrativamente em quatro arquidioceses: Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá,[69] e quatorze dioceses:[69] Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Jacarezinho, Palmas-Francisco Beltrão, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Toledo, Umuarama e União da Vitória.[69]

De acordo com as dados oficiais do Vaticano, o menor país do mundo em área, a santa padroeira do estado é Nossa Senhora do Rocio, protetora de Paranaguá.[70]

Criminalidade[editar | editar código-fonte]

Mapa da Violência no Paraná.

De acordo com dados do "Mapa da Violência 2010", publicado pelo Instituto Sangari, em 2007, o Paraná é a nona unidade federativa mais violenta do Brasil e lidera o índice de criminalidade da Região Sul do país.[71] A taxa de homicídios é de 29,6.[71]

De acordo com dados do "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", também publicado pelo Instituto Sangari, o município mais violento do Paraná e da Região Sul do Brasil é Foz do Iguaçu, no extremo oeste do estado;[72] é também o quinto mais violento do Brasil (98,7), registrando, em 2006,[72] taxas médias de homicídio superiores apenas às dos municípios de Guaíra, Tunas do Paraná, Rio Bonito do Iguaçu, Palmas e Campina Grande do Sul. O município com a menor taxa média de homicídios é Laranjal, na Mesorregião do Centro-Sul Paranaense, mais precisamente na Microrregião de Pitanga.[72]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b IBGE Paraná (em português). IBGE.
  2. IBGE-Contagem da População do Paraná em 2007 (em português).
  3. a b c d e f g h i j Paraná. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Censo revela que população de Curitiba cresceu 10%. Prefeitura de Curitiba (17 de dezembro de 2010). Página visitada em 30 de julho de 2011.
  5. IBGE atualiza dados do Censo e diz que Brasil tem 190.755.799 habitantes. G1 (29 de novembro de 2010). Página visitada em 30 de julho de 2011.
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 1991. Rio de Janeiro: IBGE, 1991.
  7. a b TOSCANO, Fernando. Paraná. Portal Brasil. Página visitada em 9 de fevereiro de 2011.
  8. População recenseada por situação do domicílio, sexo, forma de declaração da idade, idade e relação com a pessoa responsável pelo domicílio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2000). Página visitada em 11 de julho de 2010.
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.
  10. Ana Lucia Rodrigues, et al. (2010). O Estado do Paraná no Censo 2010. O Observatório das Metrópoles. Página visitada em 30 de julho de 2011.
  11. "Paraná: População". Enciclopédia Delta Universal (volume 11). (c1982). Rio de Janeiro: Delta. pp.6089. 
  12. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.
  13. O ESTADO DO PARANÁ NA FEDERAÇÃO BRASILEIRA. OCDE. Página visitada em 30 de julho de 2011.
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