Demografia do Paraná

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Densidade Populacional do Paraná.

██ 0-25 hab/km²

██ 25-50 hab/km²

██ 50-100 hab/km²

██ 100-150 hab/km²

██ 150-200 hab/km²

██ 200-300 hab/km²

██ 300-400 hab/km²

██ 400-500 hab/km²

██ > 500 hab/km²

A Demografia do Paraná é um domínio de estudos e conhecimentos sobre as características demográficas do território paranaense.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2000), o estado do Paraná tem uma população de 9.564.643 habitantes. Em relação ao ano de 1991, quando a população era de 8.415.659, esses números mostram uma taxa de crescimento anual de 1,4%, inferior a do Brasil como um todo (1,6% para o ano de 2000). Ainda segundo o censo de 2000, o Paraná é o sexto estado mais populoso do Brasil e concentra 5,63% da população brasileira. Do total da população do estado, 4.826.038 habitantes são mulheres e 4.737.420 habitantes são homens. Para 2005, a estimativa é de 10.261.856 habitantes.

Esse crescimento é explicado não só pelo aumento natural da população paranaense, mas também pela entrada de colonos vindos principalmente de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais, atraídos, pelos solos férteis de matas ainda virgens.

O censo de 2000 revelou que a população urbana do Paraná é hoje maior que a população rural. Cerca de 58% dos habitantes do estado moram nas cidades. A densidade demográfica estadual é de 47,9 hab./km². Em Curitiba e nos municípios da região chegam a 206,6 hab./km².

Índice

[editar] Cidades mais populosas

[editar] Evolução demográfica

Crescimento populacional do Paraná
Ano Habitantes
1872 129.722
1890 249.491
1900 327.136
1920 685.711
1940 1.236.276
1950 2.115.547
Ano Habitantes
1960 4.268.239
1970 6.929.868
1980 7.629.392
1991 8.415.659
2000 9.564.643
2005 10.261.856
2006 10.384.731

[editar] Etnias

Porcentagem da população do Paraná, segundo a raça (IBGE, 1999).

A população do Paraná é composta basicamente por brancos, negros e indígenas. No Brasil colonial, os colonizadores espanhóis foram os primeiros a iniciar o povoamento no território paranaense. Os portugueses e seus descendentes são a maioria da população do Estado. Existe também uma grande e diversificada população de descendentes de imigrantes, tais como italianos, alemães, poloneses, ucranianos, japoneses e árabes. Há também minorias de imigrantes neerlandeses, coreanos, chineses, búlgaros, russos, franceses, austríacos, chilenos, noruegueses, argentinos e muitos outros.

[editar] Indígenas (autóctones)

A distribuição primitiva do índio no Paraná limitava-se aos do grupo tupi-guarani no litoral, no oeste e noroeste; aos (botocudo e caingangue) com distribuição geográfica mal definida, mas preferencialmente sobre a Floresta de Araucária. Em 1953, foram descobertos os Xetá, que haviam se isolado na Serra dos Dourados (noroeste do estado) vivendo no mais puro estado primitivo, dos quais nada mais resta na região. Aos indígenas, o paranaense deve o nome de seu estado e de muitas de suas cidades, o hábito de tomar chimarrão e a culinária, entre outros costumes.

Os poucos descendentes indígenas existentes são protegidos pela FUNAI, e vivem em postos como São Jerônimo da Serra, Guarapuava, Palmas, Mangueirinha, Apucarana, Laranjeiras do Sul e outros. São compostos pelas etnias Kaingang, Xetá, Guarani-Ñandeva e Guarani-M'byá.

[editar] Portugueses

Os portugueses e seus descendentes constituem a maioria da população, não só por ter sido o elemento colonizador, mas também por ser o único que não sofreu restrições numéricas de entrada no Brasil.

Este grupo étnico formou a primeira base da população paranaense, pois foram os descobridores do território brasileiro e seus primeiros colonizadores. Como viviam em meio a tribos indígenas, era natural a miscigenação, derivando daí os caboclos. Soldados, aventureiros e exilados à força formaram a base da população das primeiras vilas. Até o século XIX, a população paranaense era indígena, portuguesa e africana, devido a presença dos negros trazidos como escravos.

Depois, com a vinda dos imigrantes europeus, os portugueses também se encontravam entre eles, atuando no campo e nas cidades. Ainda hoje é comum encontrar cidadãos portugueses, filhos ou netos de portugueses que emigraram de seu país em várias décadas dos séculos XIX e XX, e que estão atuando em várias profissões, da agricultura à política, inclusive no Judiciário estadual, o que pode ser conferido pelos nomes tradicionais.

Herdeiros das Capitanias Hereditárias, muitos portugueses foram proprietários de extensas regiões no Paraná, especialmente no Litoral, Planalto de Curitiba e Campos Gerais. A história política paranaense está repleta de nomes portugueses, pois geralmente eram homens mais cultos, ricos e por isso influentes politicamente. Embora atualmente se dê destaque aos imigrantes alemães, italianos, holandeses, japoneses, poloneses e ucranianos, não se pode esquecer a cultura herdada dos portugueses pelo povo paranaense, especialmente no Litoral e primeiro e segundo planalto. Os açorianos transmitiram seus costumes, especialmente o fandango e seus pratos típicos, ao povo paranaense, naturalmente com adaptações regionais.

[editar] Africanos

O único grupo negro existente no Paraná é o banto. No Sul do Brasil, por causa das condições históricas de seu desenvolvimento sócio-econômico, que fora deixado em segundo plano pela Coroa Portuguesa, o negro, que constituiu a maior parte da mão-de-obra do Brasil tropical, aparece em menor número. No Paraná, concentraram-se primeiramente na Lapa, Ponta Grossa, Antonina, Paranaguá e Curitiba.

[editar] Mestiços

No estado do Paraná, os mestiços são numerosos, sendo que o mais característico é o caboclo do Litoral. Sua influência aparece nos costumes locais como o fandango (dança folclórica) e no barreado (comida regional).

[editar] Espanhóis

Os espanhóis entraram no Brasil notadamente na época do Brasil Colônia, especialmente no curto período no qual Portugal pertenceu à Espanha. Localizaram-se junto às grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. No estado do Paraná, além de se concentrarem na região de Curitiba e de Jacarezinho, descendentes de espanhóis (argentinos e paraguaios) são encontrados na fronteira com o Paraguai e a Argentina, principalmente na região de Foz do Iguaçu.

[editar] Italianos

Os italianos começaram a chegar em maior número ao Brasil a partir de 1875. Dirigiram-se principalmente ao estado de São Paulo, onde se dedicam à cultura cafeeira e às atividades industriais. Também são numerosos no Rio Grande do Sul, onde se dedicam ao cultivo e à fabricação do vinho. No Paraná, imigrantes italianos se estabeleceram a princípio no litoral (Alexandra e Morretes), porém, por causa das condições adversas do lugar, seus núcleos não progrediram. A maior parte transferiu para os arredores de Curitiba, Colombo e Santa Felicidade, onde cultivam a uva e fabricam o vinho. Também são muito expressivos nas regiões norte e oeste, devido à migração interna. A influência italiana nos usos e costumes da população paranaense pode ser constatada através de sua comida típica e do artesanato em peças de vime, encontrados em Santa Felicidade.

[editar] Alemães

Mapa mostrando a disperssão das colônias alemãs no Sul do Brasil em 1905.

Os alemães formam um dos mais importantes grupos da imigração brasileira. Sua influência é muito notada no Sul do Brasil onde marcaram a paisagem com suas habitações típicas. Dirigiram-se, a partir de 1824, para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Ao Paraná, os primeiros imigrantes chegaram em 1829, estabelecendo-se em Rio Negro. A partir de 1878, alemães do Volga (alemães-russos), estabeleceram-se nos Campos Gerais, próximos à Ponta Grossa e Lapa. Em 1951, alemães que se transferiram-se de Santa Catarina para o Paraná, fundaram a colônia Witmarsum, no município de Palmeira. Este núcleo centraliza várias aldeias numa cooperativa, onde seus habitantes industrializam o leite. Alemães "suábios do Danúbio" fundaram, no município de Guarapuava, a colônia Entre Rios, onde se dedicam à agricultura. No norte, os alemães se concentram em Cambé, em Rolândia, e a Oeste, em Marechal Cândido Rondon que realiza, todo ano, a mais famosa Oktoberfest do Paraná. Também são bastante numerosos em Curitiba.

[editar] Holandeses

Arquitetura holandesa em Carambeí (PR).

Os holandeses (ou mais corretamente, "neerlandeses"), apesar de serem pouco numerosos, trouxeram grandes benefícios ao Paraná. Dirigiram-se, em 1911, para os Campos de Castro onde introduziram com êxito a pecuária leiteira e sua industrialização, dando origem à Cooperativa Agro-Pecuária Batavo. Seus principais núcleos estão em Carambeí, Castrolanda e Arapoti.

Ainda de origem germânica, estabeleceram-se, em proporções menores em terras paranaenses: austríacos, suíços, ingleses e estadunidenses.

[editar] Poloneses

Casa do Colono Polonês (Bosque do Papa).

Os poloneses formam o grupo mais numeroso de imigrantes do Paraná. Começaram a chegar em 1871, distribuindo-se pelos arredores de Curitiba (Pilarzinho, Abranches, Santa Cândida), Araucária (Tomás Coelho,Guajuvira, Colônia Cristina), São José dos Pinhais, Contenda e Campo Largo. Também se expandiram pelo centro-sul, formando colônias em Castro, Mallet, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Irati, Palmeira, União da Vitória, Prudentópolis e vários outros locais. Em Londrina, existe a colônia de Warta, fundada por migrantes vindos de Santa Catarina.

A forte presença polaca pode ser vista até os dias de hoje, com festas, comidas típicas, bailes com música polonesa e danças folclóricas. Em Araucária há a tradicional Festa do Pierog (pastel polonês) e a Piwofest (festa da cerveja, piwa em polonês). Nessas festas mostra-se vivo o alegre e festeiro espírito polonês. Outra característica dos polacos são os casamentos festejados por três dias, regados com muita alegria e tradição católica, organizados pelo Druzba e pela Druzbine, o casal responsável pela festa.

A colônia Thomas Coelho e também a colônia de São Miguel eram as mais próperas da região de Araucária, na divisa com Curitiba, mas deixaram de existir devido à inundação de suas terras ela represa do Passaúna. Com isso, 175 propriedades de terras férteis deixaram de existir.

[editar] Ucranianos

Os ucranianos distinguem-se dos poloneses pela língua, pelos costumes e pela sua origem histórica. Povo agrícola, vindo da Ucrânia, trouxe o estilo bizantino de suas igrejas, seus trajes bordados e suas danças típicas. Formam núcleos importantes em Mallet, Prudentópolis, Ponta Grossa, União da Vitória, Cruz Machado, Vera Guarani, Rio Azul, Ivaí, Apucarana, Campo Mourão e Curitiba. O início da imigração ucraniana deu-se em 1891.

[editar] Árabes e judeus

O maior grupo de brancos asiáticos encontrados no Brasil pertence aos povos semitas da Ásia Menor. São os judeus, os árabes, os sírios e os libaneses que, espalhados pelas grandes cidades, dedicam-se tradicionalmente ao comércio.

[editar] Japoneses

Os japoneses são os asiáticos que mais vieram para o Brasil. O início de sua entrada no País data de 1908, acentuando-se a partir de 1920 e depois da Segunda Guerra Mundial. Dirigiram-se em sua maioria para São Paulo, Amazônia e norte do Paraná.

No Paraná, as primeiras colônias japonesas foram fundadas no litoral (Paranaguá, Antonina, Morretes, Cacatu) e no Planalto de Curitiba. Mas o grande reduto de japoneses é o norte, principalmente em Londrina, Assaí, Maringá e Cambará. Dedicaram-se à horticultura e à outras atividades agrícolas.

[editar] Coreanos

Os coreanos chegaram a partir de 1967 e foram instalados em Santa Maria, núcleo localizado no quilômetro 144 da Rodovia do Café, em plena região dos Campos Gerais.

[editar] Chineses

Os chineses, em menor número, concentraram-se mais nas cidades e têm vindo principalmente de Formosa.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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