Desastre aéreo com o Alianza Lima em 1987

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes (desde março de 2013). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

O Desastre aéreo com o Alianza Lima ocorreu em 8 de dezembro de 1987, quando um avião Fokker F27 (prefixo AE-560) caiu no mar, entre o distrito de Ventanilla e a cidade de Callao, no Peru. 43 pessoas morreram no acidente - entre elas, os jogadores e a comissão técnica do Alianza Lima. Apenas o piloto sobreviveu.

O acidente[editar | editar código-fonte]

Fokker F27-400M, avião envolvido no acidente que matou 43 passageiros em 1987.

Em 1987, o Alianza Lima liderava a classificação do Campeonato Peruano antes do acidente. Em 7 de dezembro, o time viajou para Pucallpa, onde enfrentaria o Deportivo, e sairia vitorioso por 1 a 0.

A volta daria-se no dia seguinte, em um avião Fokker F27 de propriedade da Marinha peruana, mas a aeronave caiu no mar, a poucos quilômetros do Aeroporto Internacional Jorge Chávez, no distrito de Ventanilla. Todos os jogadores e comissão técnica do Alianza morreram na hora, além de oito líderes de torcida, do árbitro Miguel Piña e de dois oficiais da Marinha. Apenas o piloto, Edilberto Villar Molina, sobreviveu ao sinistro.

Completamente esfacelado, o Alianza recorreu a jogadores da base, tirou da aposentadoria os ídolos Teófilo Cubillas (contratado como jogador e treinador) e César Cueto, que haviam parado de jogar, além de atletas emprestados pelo Colo-Colo no encerramento do Campeonato, perdendo o título para o Universitario. O acidente repercutiu fora do Peru: Bobby Charlton, ex-jogador do Manchester United e sobrevivente ao Desastre Aéreo de Munique, em 1958, lamentou a tragédia; já o Peñarol jogou a Copa Intercontinental com tarjas pretas em sinal de solidariedade ao time peruano.

A cerimônia de despedida[editar | editar código-fonte]

Na cerimônia de despedida das vítimas do acidente, a bola usada no jogo contra o Deportivo Pucallpa, que fora resgatada dos destroços do avião, foi exposta para os cidadãos presentes no velório. Pouco depois, o Alianza disputaria um amistoso contra o Independiente (Argentina), que venceria o jogo por 2 a 1. José Velásquez marcou o gol dos peruanos, causando um momento de emoção no Estádio Alejandro Villanueva.

Em meio ao luto no qual o Peru estava mergulhado, Torcedores e jogadores do Alianza e familiares das vítimas dirigiam-se às praias para que o mar devolvesse os corpos. Vários meios de comunicação davam a notícia, e milhares de pessoas prestavam homenagem aos mortos. O então presidente peruano, Alan García, e o cardeal Juan Landázuri Ricketts manifestavam seu apoio ao Alianza, declarando-se torcedores da equipe.

Juan Reynoso, à época com 17 anos e iniciante no futebol, foi um dos atletas que participaram da partida contra o Deportivo Pucallpa, tendo se lesionado durante o jogo. Ele acabaria não sendo liberado para viajar com os companheiros de time.

As vítimas do acidente[editar | editar código-fonte]

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Comissão técnica[editar | editar código-fonte]

  • Marcos Calderón (treinador)
  • Andrés Chunga (auxiliar-técnico)
  • Washington Gómez (funcionário)
  • Santiago Miranda (chefe da delegação)
  • Rolando Galvez Niño (preparador físico)

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Quatro membros da comissão técnica e outros diretores
  • Oito líderes de torcida
  • Miguel Piña (árbitro)
  • Dois oficiais da Marinha peruana

Sobrevivente[editar | editar código-fonte]