Descolamento de retina

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Descolamento de retina
Esquema do olho humano, mostrando a retina(H) e a camada de suporte (F)
Classificação e recursos externos
CID-10 H33
CID-9 361
DiseasesDB 29369
MeSH D012166
Star of life caution.svg Aviso médico

Descolamento de retina é uma enfermidade do olho caracterizada pela separação das camadas foto-sensível (camada H na figura) e de suporte e nutrição da retina (camada F). Usualmente causada por trauma, ou por uma existência prévia de uma pequena ruptura em H por onde o fluido intra-ocular (parte A da figura) entra e força a separação das camadas F e H, ou pela sucção exercida pelo fluido A na parte foto-sensível da retina, o que é mais comum em pessoas idosas.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Acompanhada de vários sintomas como flashes de luzes, manchas escuras se movendo, e perda parcial de visão. As manchas escuras são conhecidas como moscas volantes. Sua percepção não determina o Descolamento de retina, o que realmente o determina é seu aumento desenfreado seguido do surgimento de pequenas manchas, em tom roxo, nas regiões periféricas da visão.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Se não tratada imediatamente geralmente leva a perda total de visão.

Um oftalmologista deve ser consultado o mais rápido possível. O tratamento pode incluir a utilização de laser, e várias técnicas cirúrgicas específicas

Laser: Nos casos muito iniciais podemos realizar apenas o bloqueio periférico pelo Laser. O Laser funciona como uma solda orgânica. Ele provoca queimaduras na retina e nos tecidos adjacentes que quando cicatrizam se aderem uns aos outros.

Pneumo-retinopexia:

Os descolamentos em fase inicial podem ser tratados injetando-se uma bolha de gás que expulsa o líquido sub-retiniano e reaplica a retina. O tratamento é complementado com aplicações de Laser ou tratamento com o crio cautério.

Retinopexia (Cirurgia Convencional)

A técnica mais comum de operar o descolamento da retina é chamada de retinopexia com introflexão escleral. Fixa-se ao redor do olho, sob os músculos, uma estrutura de apoio (chamada cientificamente de órtese), feita de silicone sólido (se assemelha a um pneu) para calçar a retina e criamos uma forte adesão usando o crio cautério.

Vitrectomia

As cirurgias de vitrectomia estão reservadas para os casos mais difíceis Fazemos três pequenas incisões no olho para trabalhar dentro do olho com micro-instrumentos.

Quando realiza-se a vitrectomia , pode-se precisar da ajuda de um líquido pesado para expulsar o líquido sub-retiniano, o perfluoroctano. Às vezes é necessário preencher o olho com óleo de silicone ou gases de longa permanência (SF6 ou C3F8) para manter a retina colada. O gás intra-ocular - e também o óleo de silicone - tendem a flutuar dentro do olho. Se usa essa característica física dos elementos para empurrar a retina para o seu lugar. Após a cirurgia o médico indicará qual a melhor posição de cabeça para obtermos o maior contato das bolhas de gás, ou óleo, com os defeitos da retina. Os gases são absorvidos naturalmente. O óleo de silicone poderá exigir a sua remoção cirúrgica.


Prognóstico

Com as modernas técnicas de cirurgia conseguimos reaplicar a retina em quase 90% dos casos. Às vezes são necessárias várias cirurgias. Os primeiros 40 dias são cruciais. Siga rigorosamente a orientação do seu médico. O repouso e manutenção das posições de cabeça indicada fazem parte do tratamento. Mesmo com o pronto tratamento e retorno da retina a sua posição, costuma haver perda, ao menos parcial, da visão do olho afetado. Em alguns casos, infelizmente, o paciente evolui com cegueira ou visão subnormal. É importante lembrar que o pronto atendimento favorece a melhor recuperação.


Anestesia

A Anestesia é local. o paciente é levemente sedado, para que fique tranquilo e colabore durante o procedimento.

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