Desemprego

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Um cartoon político de 1837 acerca do desemprego nos Estados Unidos da América.

Desemprego corresponde ao termo usado para indicar a parcela da força de trabalho que se encontra sem emprego.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a condição de desemprego inclui:

  • pessoas que não estão trabalhando;
  • pessoas que estão disponíveis para trabalhar;
  • pessoas que tomam alguma providência para conseguir trabalho.[1]

Desemprego natural[editar | editar código-fonte]

Segundo os preceitos da economia neoclássica, o desemprego natural é a taxa para a qual uma economia tende no longo prazo, sendo compatível com o estado de equilíbrio de pleno emprego e com a ausência de inflação. Nessa situação, há um número de trabalhadores sem emprego, mas a oferta e a demanda por emprego estão em equilíbrio. Para Milton Friedman, nessa taxa só se incluiriam os desempregos friccional e voluntário, sendo, nesse caso, inexistente, ou não relevante, os desempregos conhecidos como estrutural e conjuntural.

Desemprego estrutural[editar | editar código-fonte]

O desemprego estrutural é uma forma de desemprego natural. Neste caso existe um desequilíbrio permanente entre a oferta e a procura (de trabalhadores), que não é eliminado pela variação dos salários.

Resulta das mudanças da estrutura da economia. Estas provocam desajustamentos no emprego da mão-de-obra, assim como alterações na composição da economia associada ao desenvolvimento. A teoria econômica apresenta duas causas para este tipo de desemprego: insuficiência da procura de bens e de serviços e insuficiência de investimento em torno da combinação de factores produtivos desfavoráveis.

Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho.

O desemprego causado pelas novas tecnologias - como a robótica e a informática - recebe o nome de desemprego tecnológico. Ele não é resultado de uma crise econômica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção. Tanto os países ricos quanto os pobres são afetados pelo desemprego estrutural, que é um dos mais graves problemas de nossos dias.

O crescimento econômico, ou melhor, a ausência dele, tem sido apontado como o principal fator para os altos níveis de desemprego no Brasil. Naturalmente, se conseguíssemos manter altas taxas de crescimento econômico, o país sanearia o problema do desemprego conjuntural. Contudo, o desemprego estrutural, aquele em que a vaga do trabalhador foi substituída por máquinas ou processos produtivos mais modernos, não se resolve apenas pelo crescimento econômico. Aquele trabalho executado por dezenas de trabalhadores até o início dos anos 80 agora só necessita de um operador, ou, em outras palavras, dezenas de empregos transformaram-se em apenas um. É claro que se a economia estiver aquecida será mais fácil para estes trabalhadores encontrarem outros postos de trabalho.

É comum associar o desemprego estrutural ao setor industrial. Este setor deixa mais evidente a perda de postos de trabalho para máquinas ou novos processos de produção, porém isto ocorre também na agricultura e no setor de prestação de serviços. Em muitos lugares, inclusive no Brasil, culpa-se a tecnologia, que estaria roubando empregos e condenando os trabalhadores à indigência. Não há dúvida de que a tecnologia participa do processo, mas é um equívoco condená-la como a vilã do desemprego estrutural. A invenção do tear mecânico, da máquina a vapor ou do arado de ferro foram marcos que resultaram em um aumento significativo da produtividade e conseqüente redução de custos, permitindo a entrada de um enorme contingente de excluídos no mercado consumidor. Da mesma forma que sentimos hoje, o emprego sofreu impacto destes inventos há 150 anos.

Desemprego conjuntural[editar | editar código-fonte]

O desemprego cíclico é transitório, ocorre durante alguns períodos. Pode ser calculado da seguinte forma:

Desemprego cíclico = Taxa de desemprego observada - taxa de desemprego natural

O desemprego cíclico está associado as flutuações da atividade econômica, ou seja, do PIB. Esse relacionamento é inversamente proporcional, como demonstrado na Lei de Okun, que demonstra a relação inversa entre a taxa de desemprego e os ciclos económicos (output gap). A taxa de desemprego diminui em períodos de expansão e aumenta em períodos de recessão.

A lei de Okun pode ser formulada da seguinte forma:

Taxa de desemprego observada - taxa de desemprego natural = - g(PIB efectivo/PIB potencial) Onde g é uma função positiva qualquer

Desta forma, podemos prever a taxa de inflação futura pela observação do ciclo económico presente.

Dado esta relação podemos considerar que as causas e os problemas do desemprego cíclico são as causas e os problemas dos ciclos económicos.

Desemprego friccional[editar | editar código-fonte]

O desemprego friccional resulta da mobilidade da mão-de-obra e pode ser componente do desemprego natural. Ocorre durante o período de tempo em que um ou mais indivíduos se desempregam de um trabalho para procurar outro. Também poderá ocorrer quando se atravessa um período de transição, de um trabalho para outro, dentro da mesma área, como acontece na construção civil.

Portugal[editar | editar código-fonte]

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A taxa de desemprego, em 2006, ficou acima das previsões do Governo de José Sócrates. O ano terminou com uma taxa de desemprego de 7,7%, mais 0,1 ponto percentual que os 7,6% previstos no Orçamento de Estado e no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) para 2006 e que a taxa registada em 2005, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com dados publicados pelo INE, os resultados obtidos no Inquérito ao Emprego referentes ao primeiro trimestre de 2007 mostram que a população activa em Portugal aumentou 0,9% (abrangendo 49,0 mil indivíduos), relativamente ao trimestre homólogo de 2006, registando um acréscimo pouco expressivo face ao trimestre anterior.

O INE demonstra que a população desempregada em Portugal, estimada em 469,9 mil indivíduos no período em análise, registou um acréscimo homólogo de 9,4% (40,2 mil indivíduos) e trimestral de 2,5% (11,3 mil). A taxa de desemprego foi estimada em 8,4%, no primeiro trimestre de 2007, superior em 0,7 p.p. à do trimestre homólogo de 2006 e em 0,2 p.p. à do trimestre anterior.

Brasil[editar | editar código-fonte]

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No Brasil, o desemprego possui um outro agravante, que é a migração de pessoas de uma região a outra em busca de oportunidades de trabalho. Isso se observa nas regiões Nordeste para a Sudeste e do interior para as capitais nas regiões Centro-Oeste e Norte. A migração do interior menos rico para as capitais mais ricas também ocorre no Nordeste. O interior desta região envia migrantes tanto para as capitais quanto para outras regiões (enquanto o Maranhão por exemplo se foca na Amazônia Oriental em sua migração, os migrantes da Bahia se focam em São Paulo; ou seja, a região é heterogênea também nos fluxos migratórios. O avanço da soja no Sul gerou uma latifundiarização que substituiu os minifúndios policultores baseados na colonia rural de povoamento europeu tipica da Europa Central e regiões do mundo que desta recebeu povoadores, e isso gerou um fluxo migratório do Sul para o interior da América do Sul. Inversamente à migração dos nordestinos, estes migrantes com nível mais alto de escolaridade e maior organização (as famílias no Sul do país tendem a ser mais estruturadas e estáveis) são rapidamente absorvidos como mão-de-obra, contribuindo para o aumento da produção ao invés de ampliarem o desemprego. Diz-se que, em contrapartida, no Nordeste os pais abandonam as famílias e migram, deixando gerações de filhos perdidos em todos os aspectos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Administradores - O Portal da Administração. O que é o Desemprego?. 22 de novembro de 2009
  • ALMEIDA, Álvaro. Economia Aplicada para gestores, Cadernos IESF.
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