Desfibrilação

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Ilustração de uma desfibrilação, com o operador próximo à cabeça, mas livre de contato do paciente.

A desfibrilação é a aplicação de uma corrente elétrica em um paciente, através de um desfibrilador, um equipamento eletrônico cuja função é reverter um quadro de fibrilação auricular ou ventricular. A reversão ou cardioversão se dá mediante a aplicação de descargas elétricas no paciente, graduadas de acordo com a necessidade. Os choques elétricos em geral são aplicados diretamente ou por meio de eletrodos (Placas metálicas, ou apliques condutivos que variam de tamanho e área conforme a necessidade) colocados na parede torácica.

Em 1959 Bernard Lown iniciou as pesquisas em um desfibrilador com um banco de capacitores que descarregava através de um indutor gerando uma onda senoidal na descarga do circuito RLC chamada onda de Lown. O trabalho iniciado por Lown foi colocado em prática pelo engenheiro Barouh Berkovits[carece de fontes?].

Além dos desfibriladores tradicionais, onde um especialista (de preferência) averigua a situação presente e ajusta o aparelho conforme a necessidade, há também os aparelhos DEA (Desfibrilador Automático Externo), estes com a capacidade de fazer uma avaliação das condições cardíacas do paciente e informar o utilizador se um choque deve ser dado ou não, bem como também (eventualmente) dando os procedimentos para reanimação na parada cardiorrespiratória.

Desfibrilador[editar | editar código-fonte]

Equipamento utilizado na parada cardiorrespiratória com objetivo de restabelecer ou reorganizar o ritmo cardíaco . O primeiro equipamento foi elaborado através de Claude Beck em 1947 utilizado em intra-operatório ( desfibrilação interna ). Em 1956 o médico Paul Zoll elabora a teoria e equipamento da desfibrilação externa. O Desfibrilador Automático Externo (DEA), utilizado em parada cardiorrespiratória, tem como função identificar o ritmo cardíaco "FV" ou fibrilação ventricular, presente em 90% das paradas cardíacas. Efetua a leitura automática do ritmo cardíaco através de pás adesivas no tórax. Tem o propósito de ser utilizado por público leigo, com recomendação que o operador faça curso de Suporte Básico em parada cardíaca. Descarga: 200 J ( bifásico ) e 360 J ( monofásico ) em adultos. Crianças, acima de 8 anos - 100 J (redutor). Não há consenso na utilização de crianças com menos de 30 kg.

Hoje, são utilizados equipamentos em Unidade Emergencia e UTI, com cargas monofásicas que variam de 0 a 360 Joules ou Bifásicas de 0 a 200J.

O DEA, Desfibrilador Automático Externo, é equipamento capaz de efetuar desfibrilação com leitura automática, independente do conhecimento prévio do operador.

Em muitos paises a aquisição e utilização dos aparelhos DEA é livre e incentivada, pelas seguintes razões: -Em caso de paragem cardio-respiratória tem de ser aplicado de imediato, não havendo tempo para chamar o 112/emergência; -Os DEA actuam sozinhos/inteligentemente, aplicando o choque apenas se for estritamente necessário.

História[editar | editar código-fonte]

  • 1850 - Carl Ludiwig ( 1816 - 1895 ), relata a fibrilação ventricular após indução elétrica.
  • 1874 - A. VUlpian, descreve a irregular contração miocárdica gerando alterações anormais de impulsos propagados como causa da FV.
  • 1947 - Claude Beck, inventa desfibrilador e efetua a primeira desfibrilação com sucesso em humano.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em 2013, Portugal tem 446 desfibrilhadores automáticos externos (DAE) licenciados pelo INEM em locais públicos, sendo possível encontrar estes equipamentos em aeroportos, bancos, casinos, centros comerciais, hipermercados e unidades hoteleiras.

A legislação que estabelece as regras para a utilização dos desfibrilhadores foi alterada em agosto de 2012 e veio tornar obrigatória, até setembro de 2014, a instalação de equipamentos de DAE em estabelecimentos comerciais de dimensão relevante, como são o caso de aeroportos e portos comerciais, estações ferroviárias, de metro e de camionagem, recintos desportivos e de lazer com lotação superior a 5.000 pessoas, e estabelecimentos comerciais de grande dimensão[1] .

Em 2013 os desfibrilhadores automáticos externos disponíveis em ambulâncias foram utilizados 4.558 vezes, contribuindo para que fossem salvas 447 vidas. Das 4.558 utilizações em 532 casos o aparelho recomendou a administração de choque elétrico, sendo que 447 vítimas foram transportadas para uma unidade hospitalar com sinais de circulação espontânea.[2]


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências