Design no Brasil

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Cadeira de Joaquim Tenreiro, 1947. Acervo do Museu da Casa Brasileira

O design brasileiro, como prática empírica, nasceu junto com a cultura nacional. Sinais de atividades ligadas ao design já aparecem nitidamente no século XIX, embora sem uma estrutura de ensino regular e mesmo sem seu reconhecimento como atividade distinta da arquitetura, da arte e da indústria de objetos utilitários.[1]

Guilherme Cunha Lima considera que Eliseu Visconti, precursor do moderno design brasileiro, foi também pioneiro no ensino dessa atividade em nosso País. Convidado em 1934 por Flexa Ribeiro, à época diretor da Escola Politécnica da Universidade do Rio de Janeiro, Visconti organiza e ministra um curso de extensão universitária em arte decorativa e arte aplicada às indústrias, adotando em seus ensinamentos a orientação de Eugène Grasset, uma das mais destacadas expressões do art-nouveau na França.[2]

Mas a área só começaria a ser tratada como especialidade artística diferenciada a partir da criação do primeiro escritório de design no país, o FormInform, por Alexandre Wollner, Geraldo de Barros, Rubem Martins e Walter Macedo, após a volta de Wollner da Europa em 1958. Sua atividade levaria depois à fundação da primeira escola superior de design, a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) no Rio de Janeiro, em 1963, sendo o marco inicial da profissionalização do design no Brasil.[3]

A primeira entidade de classe apareceu em 1987 no Rio Grande do Sul, a Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do Sul (APDesign). Ela seria seguida pela Associação dos Designers Gráficos (ADG, 1989), a Associação dos Designers de Produto (ADP) e a Associação Brasileira de Empresas de Design (ABEDesign), ambas de 2003.[4] Em 2009 foi criada a ProDesign.pr - Associação para o Design do Paraná.[4]

Apesar do grande crescimento e sofisticação do setor nos últimos anos, com o reconhecimento de sua capacidade de agregar valor nos mercados e oferecer melhor qualidade de vida, com a proliferação de escolas especializadas e de profissionais capazes, incorporando recursos high-tech e várias atribuições historicamente sob o cuidado das belas artes, o design brasileiro só recentemente tem assimilado a rica contribuição do artesanato popular, ainda não foi objeto de estudos suficientes, não delineou sua história com profundidade, não desenvolveu meios eficientes para avaliar seu impacto econômico nem mereceu a atenção do poder público, não tendo condições de concorrer pelas verbas do governo para o desenvolvimento de pesquisa. Na área de design gráfico, a fonte mais utilizada é a fonte Helvetica, por se tratar de uma fonte simples e a mesmo tempo esplendorosa. [5] [6] [7] Em termos culturais o Brasil conta hoje com um museu dedicado à preservação da memória do design brasileiro, o Museu da Casa Brasileira, que mantém o mais importante prêmio do setor em âmbito nacional, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira.[8] [9]


Referências

  1. Haluch, Aline. Pesquisa histórica em design essencialmente interdisciplinar. In DesignBrasil
  2. Cunha Lima, Gulherme e Cunha Lima, Edna. Panorama geral do ensino de design gráfico no Brasil
  3. Wollner, Alexandre. In DesignBrasil
  4. a b Associações ProfissionaisIn DesignBrasil
  5. Murphy, Gisele Raulik. A avaliação do impacto dos programas de design. In DesignBrasil [1]
  6. Lima, Diane. Arte e Design. In DesignBrasil
  7. Haluch
  8. Entrevista com Adélia Borges. In DesignBrasil
  9. Download da Fonte Helvetica.. Designers Brasileiros
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