Detrito marinho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
CrumpleEarth.jpg

Detritos marinhos ou lixo marinho são resíduos de origem humana que deliberada ou involuntariamente acabam nos mares, e atualmente constituem uma grande fonte de poluição marinha. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente inclui nesta definição os detritos de águas interiores, como os rios e lagos.

Existem formas de detritos marinhos que são produzidas naturalmente, como os amontoados de plantas arrastados pelas enchentes, por exemplo, embora a maior parte do problema atual seja de origem humana. Recentemente, com a crescente utilização dos plásticos não biodegradáveis, tomou proporções alarmantes. Os detritos são uma séria ameaça aos ecossistemas marinhos, levam animais e plantas à morte por asfixia, intoxicação ou ferimentos, interferem fisicamente no ambiente por acumulação, são confundidos com comida por várias espécies e a sua ingestão provoca graves danos nos seus organismos, frequentemente levando à morte. Afetando os ecossistemas e espécies, muitas delas de valor econômico, naturalmente o homem acaba prejudicado também, como a ciência já comprovou.

O problema ainda não foi mapeado em detalhe, mas muitos estudos já foram feitos indicando que ele tem vasto impacto ambiental, econômico e social. O detrito marinho é um desafio de grandes proporções que cresce a cada dia, é uma das mais onipresentes formas de poluição e tem dado enormes prejuízos, e por isso tem chamado a atenção internacional, mas as medidas adotadas até agora têm sido insuficientes para a reversão de um quadro que é muito preocupante e cuja repercussão é de longo prazo.

Os detritos[editar | editar código-fonte]

As águas cheias de detritos da Baía de Minamata, Japão.
Detritos marinhos arremessados pela maré em uma praia do Havaí.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) considera detrito marinho "qualquer material sólido, persistente, manufaturado ou processado, que é descartado ou abandonado no ambiente marinho e costeiro. Os detritos marinhos são objetos que foram feitos ou usados por pessoas e deliberadamente descartados nos mares, rios ou praias; foram levados ao mar indiretamente pelos rios, inundações, esgotos e águas servidas, ou vendavais; foram perdidos acidentalmente, incluindo materiais perdidos no mar durante tempestades (materiais de pesca, cargas); ou foram deliberadamente deixados pelas pessoas nas praias e costas".[1]

Não existe ainda um diagnóstico acurado ou completo do problema, mas seus efeitos têm sido auto-evidentes, indicando sua amplitude e gravidade. A cada ano, os mares recebem uma quantidade enorme, mas indeterminada, de lixo e detritos diversos - alguns estudos sugerem que possam ser até 7 bilhões de toneladas anuais, embora seja uma estimativa extrema.[2] A maior parte, talvez 70%, vai para o fundo,[3] mas o restante flutua sobre as águas, e atualmente boia uma média de 13 mil objetos ou fragmentos plásticos por quilômetro quadrado de superfície, mas com ampla variação regional.[4] Em certas áreas, chamadas zonas de convergência ou "giros", sob a influência das correntes marinhas, se formam campos de detritos flutuantes compactamente reunidos e com centenas de quilômetros de extensão, como grandes lixeiras a céu aberto.[4] Nos locais mais poluídos, como o Giro do Pacífico Norte, pode chegar a haver um milhão de fragmentos e objetos flutuantes por km² de oceano.[5]

No fundo a situação é também dramática: em algumas regiões, como a Indonésia, há mais de 690 mil detritos por quilômetro quadrado de leito marinho. Muito desse lixo todo jogado no oceano acaba voltando à terra, e polui as praias de todo o mundo, afetando os ecossistemas costeiros e animais terrestres. Nos locais mais intensamente poluídos, como as costas da Sicília, já foram registrados 231 itens a cada metro quadrado de praia.[5] Cerca de 70% dos detritos que permanecem próximos de regiões costeiras urbanizadas têm origem em terra, o restante foi despejado diretamente no mar. Em áreas distantes da civilização, a maior proporção de detritos deriva de atividades pesqueiras e navais.[6] [3]

O problema está crescendo, e não diminuindo, a despeito dos esforços que vêm sendo feitos para minimizar os impactos, que repercutem no equilíbrio ecológico, na saúde humana, no abastecimento alimentar, na economia, no turismo e no desfrute estético e social dos ambientes naturais.[1] [4] [2]

Uma grande variedade de fontes produz os detritos marinhos: as cidades com seu lixo urbano, que acaba parando em esgotos e rios e vai para o mar; as indústrias com seus resíduos; o lixo de plataformas petrolíferas, o deixado por turistas em praias; detritos oriundos de desastres e acidentes, de atividades militares, da produção agrícola, da mineração, da pesca, do comércio e do transporte de cargas e pessoas via naval. Todo esse lixo, além de poluir fisicamente os ambientes, os polui quimicamente, liberando substâncias tóxicas.[2] [1]

Plástico[editar | editar código-fonte]

Restos de um albatroz revelando um estômago cheio de objetos plásticos.

O principal detrito do mares são os objetos de plástico, afetando todas as regiões oceânicas com bilhões de toneladas de objetos diversificados a boiar pela superfície ou se depositando no fundo marinho. O plástico é um material onipresente na civilização contemporânea, e o encontramos sob as mais variadas formas. Por conseguinte, é também um dos mais descartados no ambiente como lixo, muito do qual não recebe destinação correta e acaba indo parar nos mares, carregados por rios, enchentes, negligência humana, e outras maneiras. O plástico é um material que se degrada lentamente; conforme o tipo, pode permanecer mais de 600 anos visivelmente no ambiente antes de se decompor em fragmentos microscópicos, misturando-se ao plâncton e finalmente infiltrando toda a cadeia alimentar oceânica.[7] [1] [6] [5]

O plástico interfere nos ciclos naturais do oceano soterrando criaturas que vivem no fundo, bloqueando parte da superfície quando boia em grandes maciços, liberando substâncias tóxicas, sendo confundido com alimento por várias espécies de animais, mas, sendo indigerível, causa obstruções no seu tubo digestivo, matando-os ou ferindo-os. Cerca de 100 mil tartarugas, aves, focas e outros grandes animais marinhos são mortos anualmente por plástico, mas esses números são muito maiores somando-se outras criaturas. Um dos objetos plásticos mais daninhos são as sacolas de compras, usadas aos bilhões em todo o mundo.[7] [1] [5] Um levantamento realizado em praias da Espanha, França e Itália revelou em média a existência de 1.935 objetos diversos por quilômetro quadrado da faixa costeira. 77% deles eram de plástico, e destes, 93% eram sacolas.[8] Outra pesquisa analisou em 1998 os objetos flutuantes no Pacífico Norte e constatou que 89% deles eram de plástico.[1] A maioria dos outros estudos indica uma incidência majoritária do plástico.[4] [8] [5]

Materiais de pesca[editar | editar código-fonte]

Uma tartaruga verde encurralada numa rede de pesca abandonada.

A atividade pesqueira é responsável por grande descarga no mar de artefatos de pesca, tais como redes, linhas, boias, tonéis ou anzóis. Nos últimos 50 anos a descarga acentuou-se, devido ao aperfeiçoamento de técnicas e equipamentos, à expansão da frota e à introdução das linhas e redes de plástico, e se tornou tão relevante a ponto de ser frequentemente tratada em separado.[3] Em 2002 foram coletadas 107 toneladas de linhas e outros objetos pesqueiros somente no atol Pearl e Hermes, no Havaí. No ano seguinte, foram retiradas mais 90 toneladas.[1] Algumas observações informais indicam que até 30 km de redes são descartadas em cada viagem de navio pesqueiro no Atlântico Norte, mas isso se deve repetir similarmente em todos os mares.[5]

Essas redes abandonadas no mar causam a morte inútil de milhões de peixes e outros animais todos os anos, pois mesmo abandonadas continuam como antes a ser enormes e eficazes armadilhas, que continuarão a capturar vítimas sem parar durante séculos até que seu material se decomponha, mas sem que ninguém aproveite o produto dessa "pesca fantasma", como é chamada. Linhas, cordas e redes se enredam em hélices de navios, danificando-as, obstruem tubulações e sistemas de bombeamento de água, e complicam a própria atividade pesqueira e a navegação em geral, tornando-se um problema de todos. Já existem áreas no oceano que são evitadas pelos navios de pesca devido à grande quantidade de redes abandonadas e outros detritos.[4] [3] [5] Em alguns lugares as redes compõem mais de 80% do total de detritos.[3]

Outras origens[editar | editar código-fonte]

Grande parte dos resíduos da destruição provocada pelo Furacão Katrina tiveram como destino o mar.
  • Plataformas petrolíferas: Por estarem rodeadas por ambientes marinhos, qualquer objecto perdido torna-se automaticamente um detrito marinho. São grandes causadoras da quantidade de itens como plásticos derivados dos tubos de perfuração, capacetes de protecção, luvas e barris de armazenamento.[9]
  • Navios de carga e outras embarcações: Durante as suas viagens, podem por inúmeras razões perder a totalidade ou parte da sua carga. Para além de contentores de carga com o seu conteúdo, derrames de óleo e combustível, assim como os os resíduos resultantes da sua limpeza, acabam invariavelmente nas águas marítimas.[9] [10]

Impactos[editar | editar código-fonte]

Colônia de albatrozes em uma praia contaminada.
Praia do Mar Vermelho intensamente poluída.
Restos de linhas de pesca enroscados em um motor de barco.

Os efeitos dos detritos marinhos são variados regionalmente, refletindo a influência de contextos específicos, mas a contaminação é global, já que os oceanos são todos interligados e a carga de detritos flutua livre ao longo das correntes marinhas. A partir da contaminação do ambiente, o homem passa a ser também afetado.[3] Entre os principais impactos, o PNUMA listou:[4]

  • Ecológicos, que podem ser de três tipos:[4] [2]
    • Efeitos físicos, podendo chegar a destruir ecossistemas pela simples acumulação excessiva,
    • Efeitos químicos, derivados da liberação de substâncias tóxicas na água, e
    • Efeitos sobre indivíduos e populações, produzindo morte ou sofrimentos por ingestão de lixo indigerível ou tóxico, sufocação, e por enredamento em cordas e linhas, que podem matar por asfixia, afogamento ou imobilização, podem ferir cortando, amputando membros, ou causar deformações e malformações de crescimento. Os detritos também provocam mudanças de hábitos, dificuldades de locomoção, fixação, alimentação e nidificação, e tendem a fazer declinar espécies e populações.

Muitas espécies ameaçadas são particularmente vulneráveis aos problemas gerados pelo detrito marinho, como as tartarugas, que frequentemente confundem sacolas plásticas com as medusas de que se alimentam. Em certas espécies, como o albatroz-de-Laysan, até 90% da população estudada tem plástico em seu trato gastrointestinal.[5] Os corais, as ervas marinhas e outras espécies que vivem nos fundos, como caranguejos e moluscos, são os grupos de criaturas mais vulneráveis, mas os impactos mais óbvios são sobre os grandes animais, como as aves, tartarugas, golfinhos, baleias e focas.[4] [2] Pelo menos 267 espécies já foram documentadamente prejudicadas por lixo marinho.[5] Os detritos flutuantes também podem servir de veículo para espécies exóticas, que podem se tornar invasoras em regiões diferentes da sua origem.[3] Vários casos de invasão através deste meio já foram documentados, incluindo invasões de mexilhões e marés de algas.[5]

  • Econômicos e sociais

Muitos países já registraram declínio na pesca por causa do lixo, e o problema afeta o turismo ao depreciar esteticamente as paisagens costeiras, tornando-as desagradáveis para o desfrute e o convívio social, um lixo que em grande porção é deixado pelos próprios frequentadores dos litorais. Os impactos econômicos ainda não foram estimados com precisão, e só se dispõe de estudos pontuais, mas a partir deles é fácil projetar a dimensão global dos prejuízos. Por exemplo, a Polônia gastou em 2006 cerca de 570 mil euros para limpar suas praias, e a cidade de Ventanillas, no Peru, só ela usou 400 mil dólares para o mesmo fim naquele ano.[4] A Inglaterra e o País de Gales gastam 30 milhões de dólares anuais na limpeza de suas praias. Em 1998 os detritos marinhos jogados às praias produziram até 3,6 bilhões de dólares em prejuízos sobre o turismo e outros rendimentos no estado de Nova Jérsei, nos Estados Unidos.[3] Nas Ilhas Shetland, danificando equipamentos ou prejudicado os peixes, os detritos marinhos dão prejuízos para a pesca que chegam a mais de 3 milhões de euros anuais. No Reino Unido, em 1998 foram registrados 200 incidentes envolvendo motores de barcos danificados por detritos, e alguns portos britânicos gastam até 33 mil euros anuais por problemas relacionados.[4] O Japão gasta mais de 4 bilhões de ienes anuais para reparar navios danificados por detritos.[3]

Estão incluídos nos prejuízos os problemas ligados à saúde pública e à segurança humana. Detritos em praias, como cacos de vidro e objetos metálicos cortantes, têm sido frequente causa de ferimentos em pessoas e animais domésticos; lixo hospitalar pode estar contaminado com doenças, lixo flutuante é uma ameaça a nadadores, mergulhadores e esportistas, e causam dano a propriedades e barcos. Há também transtornos jurídicos, já que o assunto envolve violações de leis sobre o descarte e processamento de lixo, e tem ligações com a pesca predatória e clandestina.[4] [2]

Deve ser considerado que grande parte da população do mundo vive em regiões litorâneas, recebendo impactos diretos da poluição por detritos marinhos.[6] [2] A maioria dos detritos provém das regiões industrializadas, mas como o problema é transnacional, os países pobres sofrem consequências igualmente severas, e de maior impacto proporcional.[5] Também é preciso assinalar que a poluição marinha afeta um ambiente que é fundamental para a sociedade de várias maneiras, sendo importantíssima fonte de alimentos e outros benefícios.[6] [2]

Os impactos dos detritos a longo prazo, combinados a outras formas de agressão, como a crescente poluição química por fertilizantes e esgotos, o aquecimento das águas derivado do aquecimento global, o declínio geral da biodiversidade marinha, e outros fatores, sem dúvida terão repercussões em escala global, afetando o homem profundamente. Considerando ainda que no conceito de detrito marinho são incluídos os de águas interiores, o problema se torna mais grave, afetando também o abastecimento de água potável, as atividades agrícolas como a irrigação, o represamento de rios para geração energética, e prejudica a vida silvestre dos ecossistemas lacustres e ribeirinhos de maneira similar ao que faz nos oceanos. Além dos efeitos diretos, esses fatores geram efeitos indiretos ainda mais amplos.[6] [2] [4] [5]

Manejo[editar | editar código-fonte]

Remoção de detritos do lago Calcasieu.

O problema dos detritos marinhos está ligado ao problema maior do manejo do lixo, reconhecido como um desafio ambiental e sócio-econômico-cultural dos mais relevantes atualmente e considerado prioritário pelo PNUMA. Várias conferências internacionais e acordos já foram estabelecidos para diagnosticar e lidar com o assunto, que, no entanto, está longe de ter uma solução, em vez agravando-se a cada dia, uma vez que os materiais são em geral persistentes, permanecendo longos períodos no ambiente, os mecanismos humanos de coleta e limpeza são precários e a descarga está aumentando.[1] [4]

Assim como com o lixo em geral, as causas da contaminação marinha são múltiplas e de abordagem difícil. Fundam-se em geral em hábitos e tradições arraigadas, mas mal orientadas, de disposição de dejetos, em carências de infraestrutura e tecnologia, no mau manejo dos recursos marinhos, em práticas predatórias, na falta de entendimento do público em geral a respeito dos resultados de suas ações, na falta de um amparo jurídico e policial efetivo para normatização e fiscalização, na escassez de recursos financeiros para implementar projetos e leis, e na própria vastidão do problema, que nasce em todos os níveis da sociedade e afeta todas as culturas e ecossistemas.[4]

A própria ciência ainda está mal preparada para abordar o desafio, pois os estudos já feitos são poucos diante da sua vastidão, e em geral são limitados a aspectos locais. A grande maioria enfocou o lixo arremessado a praias, alguns analisaram a situação dos detritos em mar aberto, e uma pequena minoria se aprofundou no estudo do lixo no leito oceânico; muita pesquisa ainda precisa ser feita.[4]

O PNUMA recomenda, entre outras, as seguintes medidas para minimizar o impacto negativo do detrito marinho, enfatizando sempre que ele transcende fronteiras políticas e que a prevenção é mais efetiva e mais barata do que o combate a um problema já instalado:[4]

  • Reforço internacional à legislação vigente sobre o lixo e aos sistemas administrativos e fiscalizadores.
  • Estabelecimento de programas de monitoramento.
  • Educação do público em larga escala, fazendo-o entender a importância do problema, seu papel nas causas, e ensinando formas de prevení-lo e mitigá-lo, dirigindo-se especialmente ao público que vive no litoral e os turistas.
  • Reestruturação do setor pesqueiro, introduzindo métodos e materiais de pesca menos danosos ao ambiente.
  • Incrementar a eficiência e segurança dos sistemas de manejo de lixo dos navios de transporte de carga e passageiros.
  • Incentivar a pesquisa e o intercâmbio de informações, a cooperação global, preparando mais pessoal técnico.
  • Dedicar mais incentivos e recursos a infraestruturas sanitárias e a programas de redução do lixo e de manejo correto dos resíduos.


Referências

  1. a b c d e f g h United Nations Environment Programme. Marine Litter: An analytical overview, 2005
  2. a b c d e f g h i United Nations Environment Programme & Intergovernmental Oceanographic Commission [Cheshire, A.C. et al.] UNEP/IOC Guidelines on Survey and Monitoring of Marine Litter. UNEP Regional Seas Reports and Studies, No. 186; IOC Technical Series No. 83, 2009
  3. a b c d e f g h i Macfadyen, Graeme; Huntington, Tim & Cappell, Rod. Abandoned, lost or otherwise discarded fishing gear. UNEP / FAO, 2009
  4. a b c d e f g h i j k l m n o p United Nations Environment Programme. [Jeftic, Ljubomir; Sheavly, Seba & Adler, Ellik]. Marine Litter: A Global Challenge, 2009.
  5. a b c d e f g h i j k l Allsopp, Michelle et al. Plastic Debris in the World’s Oceans. Greenpeace.
  6. a b c d e Sheavly Consultants for The Marine Debris Program. Boater's Guidebook to Marine Debris and Conservation. National Oceanic and Atmospheric Administrations
  7. a b Pincetich, Chris
; Shore, 
Teri &
 Steiner, Todd. A 
Ban 
on
 Plastic 
Bags
 Will Save the Lives of California’s Endangered 




Leatherback
 Sea 
Turtles. Sea 
Turtle 
Restoration
 Project
  8. a b "Marine Debris". In: Madan, Sangeeta & Madan, Pankaj. Global Encyclopaedia of Environmental Science, Technology and Management. Global Vision Publishing House, 2009, p. 504
  9. a b c d NOAA. Sources of Marine Debris, acesso 06/03/2009
  10. NOAA. What Is Marine Debris?, acesso 06/03/2009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Detrito marinho