Dez Mandamentos do Dízimo

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Dízimo - Novo Aprendizado, Renovação da Fé “Mas, o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal”. Hebreus 5: 14. “Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao Senhor; santos são ao Senhor” Levítico 27: 30. Não há dúvidas de que o legítimo proprietário do dízimo é o SENHOR. Mas como Deus não recebe diretamente os dízimos, Ele nomeou sacerdotes para que fossem os legítimos receptores do dinheiro sagrado. O dízimo está vinculado ao sacerdócio e não ao templo como alguns imaginam. Antes mesmo de existir um templo, Abraão pagou o dízimo “dos despojos” (Hebreus 7: 4) ao sacerdote Melquisedeque, que era também rei de Salém (Gênesis 14: 18, 20). Após a libertação do povo de Israel do domínio egípcio Deus instituiu a ordem sacerdotal “araônica”. Os descendentes de Arão pertencentes à tribo de Levi não receberam herança na nova terra, pois sua herança seria o Senhor. Os sacerdotes da tribo de Levi deveriam sobreviver com o mantimento proveniente dos dízimos e das ofertas do povo. “Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação” Números 18: 21. Note que o dízimo era dado pelo serviço que prestavam. Cristo, através de sua morte, pôs fim ao sistema sacerdotal levítico ou araônico (Hebreus 6: 20; 7: 11). Uma nova ordem foi estabelecida: o sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque. Cristo é o sumo sacerdote desta ordem, mas quem são os sacerdotes? Seriam os pastores administradores? Seriam os pastores locais os verdadeiros sacerdotes? Seriam os pastores administradores mais os locais mais os anciãos ou presbíteros? “Vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo… Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. I Pedro 2: 5 e 9. Graças à ignorância do povo, os conceitos sobre o dízimo no meio cristão se desvirtuaram de tal modo que quando se pergunta quem são os sacerdotes modernos, todos respondem: “São os pastores, padres ou reverendos” e quando se pergunta quem é o legítimo proprietário do dízimo, todos respondem: “É a administração pastoral”. Hoje todos nós somos sacerdotes (I Pedro 2: 5 e 9; Apocalipse 1: 6; 5: 9, 10), somos representantes de Cristo num mundo escuro. A lei do dízimo mudou, pois o sacerdócio mudou. “Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”. Hebreus 7: 12. Note como Paulo descreve o método antigo com relação aos direitos sobre a propriedade do dízimo: “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos”. Hebreus 7: 5. Paulo, em Hebreus 7, discorrendo sobre a mudança de ordem sacerdotal não poderia deixar o assunto “dízimo” de fora. Note o que ele diz sobre a lei do dízimo: “Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” Hebreus 7: 12. O que mudou na lei do dízimo? Será que o dízimo foi abolido? Para entendermos a questão da “obrigatoriedade” do dízimo devemos entender muito bem o ensino bíblico sobre os dois modelos sacerdotais: o sistema levítico e o sistema de Melquisedeque. O sistema sacerdotal levítico e suas leis duraram enquanto os levitas exerciam o sacerdócio no santuário terrestre. Quando Cristo veio a esta terra, morreu por nós e subiu aos céus, um novo modelo de sacerdócio foi inaugurado – um sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque. O livro de Hebreus explica como Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote de Deus, representava a obra de Jesus Cristo como nosso Sumo Sacerdote. A Palavra de Deus nos mostra que o dízimo é uma prática válida em ambos os sistemas. Os levitas recebiam os dízimos e Melquisedeque também recebeu os dízimos de Abraão. Embora a prática de dizimar seja válida nos dois modelos sacerdotais, o dízimo só é (ou só foi) obrigatório durante a vigência do modelo levítico. Fora do modelo levítico não há lei que obrigue a devolução do dízimo. Veja o exemplo de Jacó que se deu antes da vigência do modelo levítico (Gênesis 28: 20-22). Ele fez um voto sob uma condição para dar ao Senhor o dízimo. Se o dízimo fosse algo obrigatório certamente Jacó o daria incondicionalmente, não caberia um voto diante de algo que já é lei. A experiência de Jacó nos mostra que o dízimo não era obrigatório em sua época, mas era algo que poderia ser oferecido voluntariamente. Falando sobre a lei do dízimo, Hebreus 7: 12 afirma que havendo mudança de sacerdócio houve mudança de lei. E a lei no contexto de Hebreus 7: 5-12 é a lei do dízimo. Isso significa que quando o sacerdócio levítico foi extinto, a lei que obrigava a devolução dos dízimos também foi extinta. Entendemos que o modelo sacerdotal vigente é o de Melquisedeque e, portanto todos estamos sujeitos apenas às leis relacionadas a este modelo sacerdotal. Entendemos que o modelo levítico e as leis relacionadas ao sacerdócio levítico não estão mais em vigor. É por esta razão que não adotamos o sistema de dízimo na Igreja de Deus. Cabe ao doador decidir se vai doar 1%, 10%, 20% ou qualquer outro percentual do seu salário para a obra de Deus (Atos 2: 45; 4: 32, 34-37; 5: 1-10). “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2ª Coríntios 9: 7).Os Dez Mandamentos do Dízimo ou Meus Dez Mandamentos do Dízimo é o nome dado ao conjunto de leis oficiosas elaboradas por agentes de pastoral da Igreja Católica no Brasil, estabelecidas de acordo com sua interpretação da Bíblia, para a contribuição do dízimo.

Há uma incerteza em relação ao novo nome a ser dado a eles, e até mesmo se eles ainda estão em vigor, pois com a promulgação em 2005 pelo Papa Bento XVI dos cinco mandamentos da Igreja (não confundir com os Dez Mandamentos da Lei de Deus) na sua forma atual, foi suprimido o termo "dízimos" do quinto mandamento (“pagar dízimos conforme o costume”), com a criação de uma nova redação (“Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades”).

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Os Dez Mandamentos do Dízimo são (ou eram) os seguintes:

1 - Sou dizimista porque amo a Deus e amo o meu próximo. (2Co 9,7);

2- Sou dizimista porque reconheço que tudo recebo de Deus. (Sl 23; 1Co 4,7);

3- Sou dizimista porque minha gratidão a Deus me leva a devolver um pouco do muito que recebo. (Lc 17, 11-19);

4- Sou dizimista porque aceito como palavra de Deus o que leio na Bíblia. (Ml 3,10; Lc 21,14);

5- Sou dizimista porque creio, e confio, em Deus Pai. (Mt 6,25-31);

6- Sou dizimista porque o ato de partilha irá matando o meu egoísmo. (Lc 12,16-21; Pd 4,8);

7- Sou dizimista porque creio na vida cristã em comunidade. (Mt 18,20);

8- Sou dizimista porque Deus, o único pai rico, não quer ninguém passando necessidade. (Mt 25,40);

9- Sou dizimista porque gosto de viver em liberdade e alegria. (Jo 14,1-5; Mt 25,34);

10- Sou dizimista porque quero ver minha comunidade crescer e minha Igreja testemunhar o Evangelho de Jesus no mundo inteiro. (Mt 28,19-20; Mc 16,15).[1] [2] [3] [4] [5]

A Igreja Católica também possui uma “Oração dos Dizimistas”, que é a seguinte:

"Recebe Senhor, meu dízimo! Não é esmola, porque não és mendigo.

Não é uma contribuição, porque não precisais. Não é o resto que me sobra que vos ofereço. Esta importância representa, Senhor, meu reconhecimento, meu amor.

Pois se tenho, é porque me destes. Amém."[6] [7]

Há ainda a realização de “Missa do Dizimista”.[8]

Referências

  1. Paróquia Nossa Senhora das Dores (07 de Novembro de 2009). Dez Mandamentos do Dízimo (em português). Página visitada em 05 de Novembro de 2009.
  2. Paróquia do Imaculado Coração de Maria (16 de Outubro de 2005). Dez Mandamentos do Dízimo (em português). Página visitada em 05 de Novembro de 2009.
  3. Paróquia Santa Joaquina de Vedruna. Dez Mandamentos do Dízimo (em português). Página visitada em 05 de Novembro de 2009.
  4. Solucon. Dez Mandamentos do Dízimo (em português). Página visitada em 05 de Novembro de 2009.
  5. O Recado Editora. Meus Dez Mandamentos do Dízimo (em português). Página visitada em 05 de Novembro de 2009.
  6. Paróquia Nossa Senhora de Loreto. Oração dos Dizimistas (em português). Página visitada em 05 de Novembro de 2009.
  7. Paróquia São João Batista e Nossa Senhora de Lourdes. Oração dos Dizimistas (em português). Página visitada em 05 de Novembro de 2009.
  8. Paróquia de Santo Afonso (01 de Agosto de 2009). Missa do Dizimista (em português). Página visitada em 05 de Novembro de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]