Diómedes da Trácia

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Diomedes (português brasileiro) ou Diómedes (português europeu) (em grego: Διομήδης, significando "hábil como um deus") era um gigante, filho do deus Ares e de Cirene, uma ninfa da Tessália. Era rei de um povo de guerreiros que habitava a Trácia, às margens do Mar Negro.[1]

As éguas de Diómedes[editar | editar código-fonte]

Diómedes é especialmente conhecido, na mitologia grega, pelas suas quatro éguas violentas e indomáveis - Podargo, a "de pés brilhantes", Lâmpon, o "resplendor", Janto, a "amarela", e Deino, a "terrível" - que aterrorizavam toda a região, alimentando-se de carne humana. No oitavo de seus famosos trabalhos, atendendo a uma demanda de Euristeu, Héracles partiu com um grupo de voluntários para capturar as éguas. Tendo dominado os animais, foi atacado à beira da praia por Diómedes e seus guerreiros trácios. Para combatê-los, Héracles deixou as éguas aos cuidados de seu eromenos, Abdero, filho do deus Hermes. Héracles venceu a luta e prendeu Diómedes, mas Abdero foi atacado e comido pelas éguas. Em homenagem ao companheiro, Héracles fundou na costa a cidade de Abdera. Diómedes foi morto por Héracles, ou segundo algumas tradições, abandonado para ser devorado pelas própria éguas.[2]

Héracles levou as éguas a Micenas e as entregou a Euristeu. Por um descuido dos servos de Euristeu, as éguas conseguiram fugir e se dirigiram para o norte da Tessália. Finalmente, subiram o monte Olimpo, onde acabaram devoradas pelos animais selvagens.[3]

Referências

  1. Lucrécio, Sobre a Natureza das Coisas, (em inglês)
  2. Grimal, Pierre, Dicionário da Mitologia Grega e Romana, Rio de Janeiro: Ed. Bertrand Brasil, p.120
  3. Spalding, Tassilo Orpheu, Dicionário da Mitologia Greco-Latina, Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, p.257