Dialeto florianopolitano

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O dialeto florianopolitano, popularmente conhecido como "manezinho da ilha" ou mesmo "manezês", é a forma da língua portuguesa usada pelo nativo de Florianópolis, capital de Santa Catarina, Brasil.

O dialeto florianopolitano também é ouvido nos municípios vizinhos à capital, embora com algumas particularidades. Este falar é fruto da união do português dos açorianos e, em menor número, madeirenses que chegaram nos meados do Século XVIII com o português já meio "indigenizado" dos vicentistas e santistas, paulistas que já habitavam a Ilha de Santa Catarina, onde se situa a capital.

Características[editar | editar código-fonte]

Indígenas e africanos possivelmente contribuíram para a sua formação. Visto que Florianópolis (antiga Nossa Senhora do Desterro) era uma cidade portuária algumas expressões de outras regiões do país provavelmente foram adotadas com o tempo também. O manezês não é um falar uniforme e possui variações de acordo com a comunidade e a geração do falante. As principais características desse falar são:

  • Rapidez ao pronunciar as palavras, tornando difícil a compreensão pelos "não-manezinhos", ou mesmo pelos nativos mais "urbanizados";
  • Uso freqüente do diminutivo: "Ô vô ali ligerinho falá com ele bem rapidinho" = "Eu vou logo ali falar com ele rapidamente.";
  • Em uma resposta (ou numa listagem) quando se usa apenas uma palavra a sílaba tônica desta é bem alongada e leva um tom descendente-ascendente (como o 3º tom do mandarim(ˇ)). Ex.: - Tinha muita gente na festa? - Tinha! [‘tĩ:3ĩ̯ i̯ɐ].
  • Numa seqüência somente o primeiro elemento (adjetivo, artigo e pronomes (demonstrativo, indefinido e possessivo)) é pluralizado: grandes problema, os home, certas coisa. Após um número também não é utilizado o plural: três casa, dôs velho companhêro meu;
  • Pronúncia do "s" e do "z" como [ʃ](palato-alveolar como o "x" em xarope) antes de consoantes surdas ou em final de palavra (muitas vezes omitido, nesse caso). "As festas" seria pronunciado [ɐʃ'fɛʃtɐʃ] ou [ɐʃ'fɛʃtɐ]. O "s" e o "z" antes de consoantes sonoras são pronunciados [ʒ] (palato-alveolar como o "j" em janela), desse modo "mesma" seria pronunciado ['meʒmɐ] (no falar paulista: ['mezmɐ]). Como acontece em outras partes do país antes de vogais (e de h mais vogal) o "s" e o "z" soam como o "z" em zero: mais alunos [mai̯za’lunuʃ], dez alunos [dεza’lunuʃ]. Há quem ainda labialize o [ʃ] (>[ʃw]) e o [ʒ] (>[ʒw]). Atualmente percebe-se que entre os mais jovens a pronúncia [ʃ/ʒ] divide espaço com a [s/z] devido a influência da mídia e dos novos moradores. A pronúncia [s/z] é considerada mais refinada por alguns;
  • O "s" e o "z" finais das palavras oxítonas freqüentemente soam (ou pelo menos soavam) "je": trêje (três); mêje (mês); trage (traz); fage (faz) (para o "z" na mesma situação, por questões etimológicas (que ainda merecem ser debatidas), seria melhor usar "ge");
  • O "d" e o "t" não são africadas como no sotaque padrão do Sudeste, são alveolares (ou alveolares levemente palatizados. Essa pronúncia está ficando mais comum). Dia é dito [diɐ] (ou [djiɐ]) e não "djia" [dʒiɐ] e tia não é pronunciado "tchia" [tʃiɐ] e sim [tiɐ] (ou [tjiɐ]). Em contrapartida alguns pronunciam "oitcho" e "direitcho" em vez de oito e de direito.
  • O "r" no início, depois de "n" ou "l" e no final de sílaba bem como os "rr" são pronunciados [h]/[x] ou [R](uvular), sendo "perto" pronunciado ['pɛh/x/Rtu]. Os mais idosos ainda pronunciam o "r" como em português lusitano, uma vibrante alveolar [r]. No fim das palavras (assim como o "l" em "nível" ['nivi])ele freqüentemente não é pronunciado: tomá (tomar). Caso a palavra seguinte comece com uma vogal o "r" final é pronunciado como alveolar: cantar o hino [kɐ~tɐ´rwinu] (é importante ressaltar que pronunciar o "r" nesse caso é um tanto artificial).
  • O "d" dos gerúndios (-ando, -endo e -indo) não é pronunciado: "ela tá comeno" em vez de "ela está comendo". Essa pronúncia já não é mais comum;
  • Algumas palavras recebem fonemas epentéticos: isgreja (igreja)(em catalão igreja é "església"); (a)despôs (em espanhol depois = "después") (depois). Como em outras partes do país acrescenta-se um [i] nos grupos bc, bd, bf, bj, bn, bp, bs, bv, cc/cç, cm, cn, ct, cz, dj, dm, dn, ds, dv, fn, ft, gd, gm, gn, mn, pn, pt, tm e tn: pineu (pneu), adivogado (advogado) etc.
  • Algumas palavras perdem fonemas: aspro (áspero) (síncope); pêsco (pêssego) (síncope); urça (úlcera) (apócope); figo (fígado) (apócope);
  • Palavras oxítonas terminadas em "l" e "r" recebem (ou recebiam) um "e" (soando [i]) ao final (epítese): capitale (capital); dotore (doutor) (a pronúncia mais comum atualmente é "dotô");
  • Os ditongos [ai], [ei], [oi], [õĩ](+s) e [ow] do português padrão se transformam em [a], [e], [o], [õ] e [o] em manezês: caxa ['kaʃɐ] (caixa); cadêra [ka'derɐ] (cadeira); pôs [poʃ] (pois); cançons [kɐ̃'sõʃ] (canções); ôro ['oru] (ouro). Em "põe" o "e" se mantém;
  • O "i" dos grupos finais "–ais", "-éis", "-óis", "-uis" não é pronunciado: animás [ani'maʃ] (animais); anés [a'nɛʃ] (anéis); anzós [ɐ̃'zɔʃ] (anzóis); azus[a'zuʃ] (azuis);
  • Os ditongos finais átonos "ia", "ie" e "io" normalmente se reduzem a "a", a "e" e a "o": colôna (colônia); espéce (espécie); Antonho (Antônio);
  • Os ditongos "au" e "eu" (átonos e não finais) transformam-se (já não é tão freqüente) em "o": otorizê (autorizei); otomóve (automóvel); Oropa (Europa). "Eu" tônico transforma-se em ô em ô (eu) (isolado e depois de preposições usa-se "eu"), (meu) e (teu) (somente antes de substantivos). Deus é "Deus" ou "Deuje";
  • Desnalisazação da terminação -em,-ens: marge (margem), vage/vaja/baja (vagem). A terminação –gem (antecedida por vogal) pode ser reduzida a um –z [ʃ]: ferruz (ferrugem);
  • Embora não seja mais tão comum a terminção –ão pode reduzir-se para –ã: enlençã (eleição), televisã (televisão);
  • Troca do –a e do -o finais átonos para -e [i]: saliva por salive, bergamota por vergamóte (com fricatização do b), aperitivo por aperitive, remédio por reméde (ao lado da forma remédo), rádio por raide (ao lado da forma raido). Por vacilação o oposto também pode ocorrer: amante por amanto, querosene por querosena. Essas trocas não ocorrem de maneira tão generalizada hoje em dia (provavelmente ninguém fala "sorveto" de "morangue" no lugar de sorvete de morango);
  • O –nho final átono é reduzido (em função da rapidez do falar) para uma simples nasalização (podendo ser representado por –m): remedinho por remedim;
  • O lh é pronunciado como um i semivogal [j]: faiá em vez de falhar. Essa pronúncia está se tornando cada vez mais rara embora comum em outros falares brasileiros. A transformação do l palatal [ʎ] para [j] também ocorre em certos lugares no espanhol (yeísmo) e já ocorreu por completo no francês e no húngaro;
  • Palatização do "l" da palavra "lá" depois de ditongos decrescentes com –i: foi lhá, fui lhá, vai lhá.
  • Existe um assobio (semelhante a um "f") que ocorre no lugar do –s final (labialização de [ʃ]?). Realmente não é fácil saber se o falante o produz espontaneamente.
  • Adição de "a" no início de alguns verbos: alimpá (limpar), avoá (voar), ajuntá (juntar). As formas alimpar e ajuntar são aceitas como paralelas no Brasil.
  • Perda do "r" antes de consoante em: mucho (murcho) e mucilha (morcilha);
  • Troca do l/u= [w] antes de consoante por r: arco (álcool), farta (falta). Não é mais tão freqüente.
  • Troca do r antes de consoante por u=[w]: euvilha/euvíia (ervilha); cauvão (carvão); disfauçá (disfarçar (por influência de "falso"?), gaufo (garfo). Já não é tão frequente.
  • Nasalização do "e" e do "i" iniciais: enlençã(o) (eleição), enrado (errado), ensame (s=[z]) (exame), ensato (s=[z]) (exato), ing(ui)norante (ignorante).
  • O "ou" dos verbos do tipo roubar ou estourar torna-se "o" (aberto) nas formas rizotônicas: eu roubo= ô róbo; ele estoura os balões= ele estóra os balão.
  • Diz-se truxe [‘trusi] em vez de "trouxe" (1ª pessoa do singular). As formas verbais que começam por trouxe- o "ou" átono é pronunciado [o] ou [u]: ô truxe. E tu? Troxesse [tro/u'sεsi]?
  • Uso da fórmula verbo+bem+o mesmo verbo no particípio(às vezes no diminutivo) para enfatizar que uma ação deve ser bem realizada: explica bem explicado/explicadinho!, faz bem feito/feitinho! Certos verbos, por não se tratar de ações que exigem muito trabalho, não são usados nessa fórmula de modo que não se diz algo como "querê bem quiridinho" ou "alcançá bem alcançadinho".
  • Mudança do advébio meio para "meia" antes de adjetivo feminino: meia triste, meia nervosa. Também percebe-se flexão em "pão-duro" e em "puxa-saco": Ela é muito puxa-saca dele!, Pão-dura como é, ela vai ficá é rica!
  • Uso, como na maior parte do Brasil, da preposição "em" com o verbo ir em vez da preposição "a": Vô no dentista = vou ao dentista.
  • Como em outras partes do Brasil (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Norte e Nordeste) normalmente usa-se "tu" em vez de "você". "Você" é usado quando não há intimidade entre as pessoas ou para demonstrar respeito (especialmente se a pessoa a quem se dirige aparenta ser mais velha). É verdade que alguns usam "tu" em qualquer situação;
  • Uso concomitante do pronome pessoal oblíquo átono "te" e do tônico "ti": ô te di (=dei) pra ti; ô já te falê pra ti.
  • Repetição dos pronomes e dos adjetivos interrogativos ao fim de uma pergunta para acusar ênfase, surpresa ou indignação:

Quando é que ele fez isso quando?

Onde é que ela tá agora onde?

Cadê/quedê a faca de limpá pêxe cadê/quedê?

Como é que eles fizéro isso sem me dizê como?

Por que que ela falô aquilo por quê?

O que qu´é/que é isso o que é?

Quem (foi) que quebrô a janela quem?

  • Repetição do sujeito ao fim de uma oração para acusar ênfase:

O meu pai trabalha com madêra, meu pai.

A minha mãe tem asma, minha mãe.

Sobre a pronúncia dos símbolos fonéticos leia o artigo IPA.

  • Quanto ao uso dos verbos:

- Uso do pretérito imperfeito em vez do futuro do pretérito: eu faria= eu fazia; tu comerias= tu cumia(s);

- Uso do verbo ir (presente do indicativo) + infinitivo ou simplesmente do presente do indicativo ao invés do futuro do presente: eu farei= ô vô fazê ou ô faço;

- Uso do presente do indicativo em vez do presente do subjuntivo (o verbo ser tem a forma "sêje" para a 1ª, 2ª e 3ª pes.sin. e para a 3ª pes. plu. e "sejêmo" (ou "sêje") para a 1ª pes. plu. do subjuntivo): ele quer que eu coma= ele qué q’ô como; ele quer que eu seja mais educado= ele qué q’ô sêje más enducado;

- O futuro do presente e do pretérito e o presente do subjuntivo são raramente usados;

- O pretérito mais-que-perfeito não é usado;

- Uso, hoje já raro, da construção "ficá + a + infinitivo" (ficá a falá) em vez da "ficá + gerúndio" (ficá falan(d)o).

  • Quanto às terminações verbais:

- -amos da 1ª pessoa do plural do presente/pretérito perfeito do indicativo torna-se -emo: nós falamos assim= nós falemo ansim; -emos, -imos da 1ª pessoa do plural do presente/pretérito perfeito do indicativo tornam-se -emo, –imo: nós lemos= nós lêmo;

- -ste da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito torna-se -sse: viste?= visse? (bem característico);

- -ou da 3ª pes. sin., pretérito perfeito torna-se –ô: ela contou= ela contô;

- -am da 3ª pessoa do plural torna-se -o: eles falam= eles falo; os políticos disseram= os político disséro; -em da 3ª pessoa do plural torna-se –e ou não é pronunciado: elas se vestem= elas se veste; eles dizem= eles dize/diz;

- -s da 2ª pessoa do singular não é pronunciado: tu cantas= tu canta; tu cantavas= tu cantava (isso acontece também no falar gaúcho). Como no Rio Grande do Sul é usado a forma verbal da 3ª pessoa do singular em vez da 2ª após tu: tu não falaste com ela?= tu não falô com ela? (paralelo a "tu não falasse com ela?");

- -eres da 2ª pessoa do singular do futuro do subjuntivo torna-se -é(s): se tu fizeres mais rápido acabarás mais cedo= se tu fizé(s) más rapidinho vás acabá más cedo. Analogamente também com "queres": queres ver?= qués vê(s) (o –s de "vês" deve-se ao uso repetido do infinitivo pessoal: "queres veres?". Já -ares e -ires tornam-se= -á, -i: se tu cantares mais alto as pessoas reclamarão= se tu cantá más alto as pessoa vã/vão reclamá;

- -ares, -eres e -ires 2ª pessoa do singular do infinitivo pessoal tornam-se –á, –ê e -i: para tu fazeres= pra tu/ti fazê;

- Uso, já raro, do –i em vez do –ei nos verbos da 1ª conjugação na 1ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo (como se fosse da 2ª e da 3ª conjugação). É ainda observado em "di" (dei) (em espanhol diz-se "yo di"). Atualmente é comum (no passado era ainda mais) ouvir –ê no lugar de -ei: eu cantei= ô cantê.

Escrevendo o manezês[editar | editar código-fonte]

Muito comum é ver uma expressão manezinha escrita de várias maneiras. O manezês pode perfeitamente seguir a ortografia do português brasileiro já que se trata de um falar e não de uma língua ou de um dialeto. Alguns pontos no entanto poderiam ser considerados:

  • O "s" pronunciado pós-alveolar antes de consoantes e no final das palavras pode ser representado por "s" em vez de "x";
  • O [i] que é acrescentado ao fim das palavras (epítese) oxítonas terminadas em "l" e "r" pode ser representado por "e": capitale (capital); dotore (doutor) (a pronúncia mais comum atualmente é "dotô");
  • O "e" e o "o" finais não precisam ser trocados por "i" e por "u". A maioria dos brasileiros espontaneamente pronuncia o "e" e o "o" finais como [i] e [u].Em outras posições o "i" e o "u" poderiam ser usados no lugar de "e" e de "o" para alcançar uma transcrição precisa: puliça (polícia);
  • Os acentos agudo(´) e circunflexo(^) poderiam ser utilizados para permitir a exatidão da pronúncia: adepôje (depois); (a)dijaôje/dejaôje (?) =ainda há pouco; Terno de Rêzes (Terno de Reis); de cróca (de cócoras). Para um uso mais racional dos acentos poderia ser determinado que só um timbre (o aberto ou o fechado) seria marcado com diacrítico em palavras paroxítonas cuja pronúncia possa gerar dúvidas: ‘’adepôje" levaria acento e "croca" não (ou vice-versa). O –ei- e em –ou- paroxítonos do português padrão poderiam se converter em "ê" e "ô" em manezês: ‘’manêra’’, ‘’cadêra’’, ‘’ôro’’, ‘’côro’’. Os acentos agudo e cincunflexo poderiam ser mantidos sobre o "e" e o "o" em palavras provenientes de paroxítonas terminadas em ditongo crescente: ‘’reméde’’ (>remédio), ‘’glóra’’ (>glória).
  • Cemitério em manezês seria "Sumitéro" ou então "Çumitéro". O uso do "ç" inicial é visto por muitos com estranheza já que nenhuma palavra do português moderno começa com "ç". O "ç" inicial, no entanto, é encontradiço na ortografia arcaica: çapato;
  • A preposição "com" poderia ser elidida para "c’": abre c’a mão mesmo rapaz/ge! = abre com a mão mesmo rapaz! A conjunção e pronome "que" poderia ser reduzida para "qu’" ou "q’": foi o João qu’inventô essa bobaz = foi o João que inventou essa bobagem; qués q’ô te digo a verdade pra ti? = queres que eu diga a verdade para ti?
  • Sugestão para uma correlação de consoantes manezês-português:

ç (ou s quando inicial)<ch (um tanto exótico e raro) (ç/surrasco/churrasco);

ch<ç(conichons/condições);

g<z(dege/dez);

j<s(treje/três);

s<j(hoise/hoje);

z<g(rezistro/registro);

z([ʃ])<g(friaz/friagem);

s([z])<x(ensato/exato).

Léxico[editar | editar código-fonte]

Uma das principais marcas distintivas deste dialeto é seu léxico particular, em boa parte de origem açoriana. Márcia Encarnação fornece alguns exemplos[1] :

  • Arenga, que no português significava "fala, discurso", na fala manezinha ganhou tom pejorativo: "discurso fastidioso, repetitivo", dando origem também a arengar (discursar, arrazoar, ou então implicar, criar confusão) e arengada (conversa longa, lenga-lenga).
  • Corricar, que do seu significado luso original (correr a passo miúdo, andar apressadamente) passou a "andar de um lado para o outro, perambular, vagabundear".

No geral, existem diversas fontes na internet com vocabulário manezinho[2] [3] .


Referências

  1. Encarnação, Maria Regina Teixeira da. ({{{mês}}} 2009). "A Herança Sócio-linguística-cultural dos Açorianos Presente no Léxico Conservador de Santo Antônio de Lisboa, Litoral de Santa Catarina - Brasil". Intr@ciência 1.
  2. Manezario Manezinho da Ilha. Visitado em 2014-01-08.
  3. Dicionário do Manezinho Posto Galo. Visitado em 2014-01-08.

Referências gerais[editar | editar código-fonte]

  • (1) Corrêa, Isaque de Borba. Dicionário Catarinense – Tratado de Dialetologia, Falares, Subfalares Expressões Idiomáticas no Estado Barriga-verde. Florianópolis: Insular, 2000. 200p.
  • Coutinho, Ismael de Lima. Gramática Histórica, 7ª edição (reimpressão de 1986). Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1976. 357p.
  • Crystal, David. Dicionário de Lingüística e Fonética. Rio de janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988. 275p.
  • Houaiss, Antônio e Villar, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2ª reimpressão – 2007) . Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss/Objetiva, 2001. 2922p.
  • (2) Rodrigues Filho, Ilson Wilmar. Dicionário de Regionalismos da Ilha de Santa Catarina (e arredores), Florianópolis: Lunardelli, Fundação Franklin Cascaes,1996. 144p.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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