Diatomito

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Diatomito ou diatomite é uma rocha muito porosa e absorvente, formada pela precipitação dos restos microscópicos das carapaças das diatomáceas.1 Diatomito, terra de diatomáceas ou Kieselguhr apresenta-se puro, maciço e estratificado, pulverulento, muito leve e volumoso.

A composição das frústulas é, essencialmente, de sílica hidratada ou opalina (SiO2.H2O). Originado no transcorrer das épocas geológicas, pela deposição destas microalgas, no fundo de mares, lagoas e terrenos pantanosos, formando camadas pouco ou muito contaminadas de impurezas, tais como: matéria orgânica, argilas, areia, óxido de ferro, carbonato de cálcio e magnésio, cinzas vulcânicas, espículas de espongiárias e outros materiais em menores quantidades. Quando as espículas de esponjas predominam mais e as diatomáceas constituem pouca, ele passa a ser chamar espongilito.

As diatomáceas mais encontradas no diatomito são dos gêneros: Eunotia, Frustulia, Pinnularia, Navicula, Nitzschia, Anomoeneis, Melosira, Epithemia, Cymbella e Fragilaria.

Ele tem uma cor branca, creme, cinza, marromesverdeada, não possui uma forte dureza devido a sua porosidade, mas microscopicamente as partículas são mais duras. Ponto de fusão alto de 1400 °C a 1650 °C, de brilho opaco ou terroso, quebradiço, insolúvel em ácidos, exceto o ácido fluorídrico, mas solúvel em bases fortes, absorve 4 vezes seu peso em água, inodoro e insípido.

Diatomito no Brasil e no mundo[editar | editar código-fonte]

O diatomito é um produto muito espalhado no mundo, quer nas regiões glaciais, nas temperadas ou na zona tórrida. Os maiores depósitos estão nas Américas do Norte e Central e na Europa. O primeiro depósito de diatomito descoberto se encontrava no norte da África e então, chamado de “Trípoli”.

Os Estados Unidos são os maiores produtores e consumidores mundiais de diatomito, uma das maiores jazidas do mundo fica nesse país e se localiza em Lompoc, Califórnia. Encontrando-se outra também próxima de Clearmont, Flórida. Seguido pela Rússia, Alemanha, Dinamarca, França, Itália, Inglaterra, Espanha e Argélia.

No Brasil, segundo Souza e Fróes Abreu, já em crônicas do Brasil colônia já se falava da ocorrência de diatomitos no estado do Ceará. Segundo Oliveira, o primeiro diatomito brasileiro identificado foi no ano de 1925, pelo professor Otaon Henry Leonardos, em amostras de Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro.

Por ser um mineral cosmopolita, encontra-se referência de diatomito em todos os estados brasileiros. Entretanto as reservas mais importantes são as do Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amazonas, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraná.

Os diatomitos encontrados no Nordeste brasileiro foram formados em lagos pleistocênicos onde se deu intensa deposição de carapaças silicosas de diatomáceas, geralmente associadas a espículas de esponjas de água doce, também silicosas.

O principal problema da indústria diatomitica brasileira é a pesquisa de novos depósitos, desenvolvimento de novos métodos para a exploração e equipamentos para melhorar a eficiência e o produto final.

Com o consumo aumentando cada vez mais, é muito importante que novos depósitos sejam descobertos no Brasil e no mundo.

Utilização do diatomito[editar | editar código-fonte]

A presença de diatomito em regiões lacustres entre outras é um fator comum, embora sua simples ocorrência não constitua um fator de importância econômica. É necessário que os depósitos apresentem condições que permitam seu aproveitamento, exemplos: a presença de matéria orgânica influi e muito na qualidade do diatomito e a distância dos centros consumidores, já que o frete é pago de acordo com o volume.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SOUSA, José Ferreira de. Perfil analítico da diatomita. Boletim n° 11. Rio de Janeiro, DNPM, 1973.
  • LEÇA, Professor Responsável: Enide Eskinazi. Apostila: Importância Econômica das Bacillariophyceae. 1982.
  • ATUI, Márcia B., LAZZARI, Flávio A. E LAZZARI, Sônia M.N. Avaliação de metodologia para detecção de resíduos de terra diatomácea em grãos de trigo e farinha. Revista Instituto Adolfo Lutz. SP.
  • BARROS, Carlos E PAULINO, Wilson Roberto. Os seres vivos. 64° ed., totalmente reformulada. São Paulo, Editora Ática, p 77, 2000.