Diego Casagrande

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Diego Casagrande (Porto Alegre, 1972) é um jornalista brasileiro diplomado (PUC-RS, 1993) e com experiência em rádio, televisão, jornal e internet. Mora e atua em Porto Alegre (Rio Grande do Sul - Brasil). É um profissional de opinião e tem sido um crítico da corrupção, do peso e ineficiência da máquina pública estatal, das administrações petistas e do avanço do Estado sobre as liberdades individuais e o livre mercado. Casagrande alinha-se aos princípios econômicos do liberalismo.

Trabalhou na Zero Hora, RBS TV, TVCOM e Rádio Gaúcha, todas do grupo RBS, a afiliada da Rede Globo no estado. Foi o primeiro apresentador do tradicional programa de debates da TVCOM, Conversas Cruzadas, que esteve sob seu comando entre 1995 e 1997. Também atuou na Rede Pampa de Comunicação. Está desde 2005 no Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Tem recebido diversos prêmios, menções honrosas e reconhecimentos ao longo da carreira. Em 2014, foi escolhido "Comunicador da Qualidade", láurea concedida pelo PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade), e "Personalidade Comunicação", premiação da FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS). Além disso, já foi premiado com o Direitos Humanos e Brigada Militar, além de receber 5 vezes o Prêmio Press, promovido pela editora Press & Advertising, por seu trabalho no jornalismo.

Em 1997 passou um ano em Nova Iorque aprimorando seus estudos em jornalismo. Após praticamente 10 anos de vínculo profissional, em abril de 2000 desligou-se do grupo RBS.

Apresenta desde 2005 o programa de rádio Band News Porto Alegre 1ª Edição, na Band News FM 99,3 no Rio Grande do Sul (segunda a sexta, às 9h). Também na Rede Bandeirantes apresenta todas as tardes o programa Ciranda da Cidade na Band AM 640 (segunda a sexta, das 14h às 16h30). Dirige e é também apresentador desde 2000 do programa diário independente Opinião Livre (http://www.opiniaolivretv.com.br), no canal 20 da NET, em Porto Alegre. Às terças-feiras, assina a coluna Olhar Crítico no jornal METRO de Porto Alegre (http://www.readmetro.com/en/brazil/portoalegre/)

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É autor de três livros:

  • Porto Alegre – 48 horas sob terror (com José Rafael Coiro – Ed. Foco Editorial, 1997)
  • Vanguarda do Atraso – Ameaças à liberdade de imprensa e expressão no governo Olívio Dutra (Nova Prova Editora, 2006)
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    O Triunfo das Nulidades e outras crônicas para refletir o Brasil (Ed. Buqui, 2014) (https://www.facebook.com/otriunfodasnulidades)

Ele mantém um blog de informação e opinião (www.diegoreporter.blogspot.com) e um site pessoal que leva o seu nome (http://www.diegocasagrande.com.br).

Sua página no Facebook (www.facebook.com/diegojornalista) é uma das mais prestigiadas dentre os jornalistas brasileiros. Em dezembro de 2014 já contava com mais de 130 mil seguidores.

Em 2006, escreveu um dos artigos de maior repercussão e que hoje soa como atual: "A revolução silenciosa" (leia abaixo).

A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

Diego Casagrande (jornalista)

Não espere tanques, fuzis e estado de sítio. Não espere campos de concentração e emissoras de rádio, tevês e as redações ocupadas pelos agentes da supressão das liberdades. Não espere tanques nas ruas. Não espere os oficiais do regime com uniformes verdes e estrelinha vermelha circulando nas cidades. Não espere nada diferente do que estamos vendo há pelo menos duas décadas. Não espere porque você não vai encontrar, ao menos por enquanto.

A revolução comunista no Brasil já começou e não tem a face historicamente conhecida. Ela é bem diferente. É hoje silenciosa e sorrateira. Sua meta é o subdesenvolvimento. Sua meta é que não possamos decolar. Age na degradação dos princípios e do pensar das pessoas. Corrói a valorização do trabalho honesto, da pesquisa e da ordem. Para seus líderes, sociedade onde é preciso ser ordeiro não é democrática. Para seus pregadores, país onde há mais deveres do que direitos, não serve. Tem que ser o contrário para que mais parasitas se nutram do Estado e de suas indenizações.

Essa revolução impede as pessoas de sonharem com uma vida econômica melhor, porque quem cresce na vida, quem começa a ter mais, deixa de ser "humano" e passa a ser um capitalista safado e explorador dos outros.

Ter é incompatível com o ser. Esse é o princípio que estamos presenciando.

Todos têm de acreditar nesses valores deturpados que só impedem a evolução das pessoas e, por conseqüência, o despertar de um país e de um povo que deveriam estar lá na frente. Vai ser triste ver o uso político-ideológico que as escolas brasileiras farão das disciplinas de filosofia e sociologia, tornadas obrigatórias no ensino médio a partir do ano que vem. A decisão é do ministério da Educação, onde não são poucos os adoradores do regime cubano mantidos com dinheiro público. Quando a norma entrar em vigor, será uma farra para aqueles que sonham com uma sociedade cada vez menos livre, mais estatizada e onde o moderno é circular com a camiseta de um idiota totalitário como Che Guevara.

A constatação que faço é simples.

Hoje, mesmo sem essa malfadada determinação governamental - que é óbvio faz parte da revolução silenciosa - as crianças brasileiras já sofrem um bombardeio ideológico diário. Elas vêm sendo submetidas ao lixo pedagógico do socialismo, do mofo, do atraso, que vê no coletivismo econômico a saída para todos os males. E pouco importa que este modelo não tenha produzido uma única nação onde suas práticas melhoraram a vida da maioria da população. Ao contrário, ele sempre descamba para o genocídio ou a pobreza absoluta para quase todos. No Brasil, são as escolas os principais agentes do serviço sujo. São elas as donas da lavagem cerebral da revolução silenciosa. Há exceções, é claro, que se perdem na bruma dos simpatizantes vermelhos.

Perdi a conta de quantas vezes já denunciei nos espaços que ocupo no rádio, tevê e internet, escolas caras de Porto Alegre recebendo freis betos e mantendo professores que ensinam às cabecinhas em formação que o bandido não é o que invade e destroi a produção, e sim o invadido, um facínora que "tem" e é "dono" de algo, enquanto outros nada têm. Como se houvesse relação de causa e efeito.

Recebi de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, o livro "Geografia", obrigatório na 5ª série do primeiro grau no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora. Os autores são Antonio Aparecido e Hugo Montenegro. O Auxiliadora é uma escola tradicional na região, que fica em frente à praça central da cidade e onde muita gente boa se esforça para manter os filhos buscando uma educação de qualidade. Através desse livro, as crianças aprendem que propriedades grandes são de "alguns" e que assentamentos e pequenas propriedades familiares "são de todos". Aprendem que "trabalhar livre, sem patrão" é "benefício de toda a comunidade". Aprendem que assentamentos são "uma forma de organização mais solidária... do que nas grandes propriedades rurais". E também aprendem a ler um enorme texto de... adivinhe quem? João Pedro Stédile, o líder do criminoso MST que há pouco tempo sugeriu o assassinato dos produtores rurais brasileiros. O mesmo líder que incentiva a invasão, destruição e o roubo do que aos outros pertence. Ele relata como funciona o movimento e se embriaga em palavras ao descrever que "meninos e meninas, a nova geração de assentados... formam filas na frente da escola, cantam o hino do Movimento dos Sem Terra e assistem ao hasteamento da bandeira do MST".

Essa é A revolução silenciosa a que me refiro, que faz um texto lixo dentro de um livro lixo parar na mesa de crianças, cujas consciências em formação deveriam ser respeitadas.

Nada mais totalitário. Nada mais antidemocrático. Serviria direitinho em uma escola de inspiração nazifascista.

Tristes são as consequências. Um grupo de pais está indignado com a escola, mas não consegue se organizar minimamente para protestar e tirar essa porcaria travestida de livro didático do currículo do colégio. Alguns até reclamam, mas muitos que se tocaram da podridão travestida de ensino têm vergonha de serem vistos como diferentes. Eles não são minoria, eles não estão errados, mas sentem-se assim.

A revolução silenciosa avança e o guarda de quarteirão é o medo do que possam pensar deles.

O antídoto para A revolução silenciosa? Botar a boca no trombone, alertar, denunciar, fazer pensar, incomodar os agentes da "Stazi" silenciosa. Não há silêncio que resista ao barulho!


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