Dinho Ouro Preto

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Dinho Ouro Preto
Dinho Ouro Preto em concerto com sua banda Capital Inicial, no Via Funchal em São Paulo capital.
Informação geral
Nome completo Fernando de Ouro Preto
Também conhecido(a) como Dinho
Nascimento 27 de abril de 1964 (50 anos)
Local de nascimento Curitiba, Paraná
 Brasil
Gênero(s) Rock alternativo, Rock brasileiro, new wave, pós-punk
Ocupação(ões) Cantor, compositor
Instrumento(s) Vocal, violão, guitarra, baixo
Período em atividade 1984 – presente
Página oficial Site oficial

Dinho Ouro Preto, nome artístico de Fernando de Ouro Preto (Curitiba, 27 de abril de 1964), é um músico brasileiro. É líder e vocalista da banda brasileira Capital Inicial, além de irmão do músico brasileiro Ico Ouro Preto e meio irmão do também músico Dado Villa-Lobos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fernando de Ouro Preto nasceu em Curitiba, Paraná, em 27 de abril de 1964, filho do embaixador Afonso Celso de Ouro Preto - bisneto do Visconde de Ouro Preto - e da historiadora Marília. Era o terceiro filho, depois de Ico e Ana. A carreira do pai fez a família se mudar para os Estados Unidos, Áustria e Suíça, antes de se fixar em Brasília. Em meio às viagens, conheceu em 1974, outro filho de diplomatas, Dado Villa-Lobos, que mais tarde se tornaria seu meio-irmão.[1] Aos 11 anos, teve seus primeiros contatos com o rock através de Herbert Vianna e Bi Ribeiro, que mais tarde fundariam Os Paralamas do Sucesso.[2]

Sai do Brasil e volta aos 16 anos, na época da ditadura, quando a tribo punk começava a invadir as ruas de Brasília. Começou a participar das reuniões da chamada turma da colina, um lugar estratégico, de onde era possível ver toda cidade. Em 1981, Afonso se casou com a mãe de Dado, Lucy, e ambos vão trabalhar em Guiné-Bissau, enquanto Marília se muda para a França. O pai de Dado também sai do país, então Dinho, Dado, seu irmão Luiz Otávio "Tavo" Villa-Lobos, e o irmão de Bi, Pedro Ribeiro, passam a morar juntos no mesmo apartamento em Brasília.[1]

Dinho começou a namorar com uma garota chamada Helena que era irmã de Felipe "Fê" e Flávio Lemos, os quais eram integrantes da banda Aborto Elétrico. Lá Dinho virou amigo de Renato Russo, vocalista da banda dos irmãos Lemos, Aborto Elétrico. Dinho tornou-se fã incondicional da banda, frequentando ensaios e shows e conhecendo todas as músicas.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Quando o Aborto Elétrico se separou em maio de 1983, os irmãos Lemos, junto ao guitarrista Loro Jones, pretendiam criar um novo grupo. Dinho compareceu a uma audição na casa de Fê, e após uma performance da canção "Psicopata", foi aceito como vocalista do Capital Inicial aos 19 anos. Três meses depois faziam seu primeiro show na Universidade de Brasília, no mesmo dia em que Dinho fez o vestibular.[1] Um mês depois faziam um show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, e outro no SESC Pompeia em São Paulo. Eventualmente o grupo decidiu se mudar de Brasília para São Paulo, onde todos residem até hoje.[3] Os pais de Dinho estavam fora do país e nada sabiam de sua carreira artística, só souberam que ele tinha se tornado músico quando ele e a banda já estava fazendo sucesso.

O Capital Inicial lançou seu álbum homônimo de estreia em 1986, com canções escritas ao longo de 3 anos de carreira. A banda então começou a ter um sucesso estrondoso, vivendo uma vida de excessos - sexo, drogas, festas - e discos compostos às pressas. Em 1993, após um show frustrante no Circo Voador, Dinho anunciou sua saída do Capital.[3] Dinho parou de trabalhar, passando noites em claro em raves, consumindo muita bebida alcóolica e drogas. Quando o dia amanhecia voltava para casa e dormia o dia inteiro. Nessa época Dinho tornou-se irreconhecível, tinha dreadlockss no cabelo, era clubber e diariamente estava bêbado; seu apartamento sempre estava cheio de pessoas desconhecidas. Em alguma dessas festas que aconteciam em seu apartamento, alguém acabou levando certa quantia considerável de seu dinheiro cerca de 20.000 de dólares, deixando-o quebrado. Durante o hiato, Dinho decidiu estudar música, aprendendo a tocar instrumentos e buscando ser artista indpendente. Lançou dois álbuns em carreira solo, Vertigo, em 1994, e Dinho Ouro Preto, em 1995, sem sucesso.[2] Para ganhar dinheiro, procurava serviços em tradução e publicidade.[3]

Em março de 1998, Dinho e os ex-companheiros decidiram se encontrar para marcar uma série de shows em comemoração aos 15 anos de nascimento do Capital Inicial. Após a bem-sucedida turnê, dois meses depois receberam proposta para um novo álbum, e em novembro daquele ano lançaram o CD Atrás dos Olhos. O sucesso do disco levou a um show na série Acústico MTV, com o álbum resultante em 2000 passando de um milhão de cópias vendidas e consagrando o retorno do Capital Inicial. [2]

Em 2012 lançou seu terceiro álbum em carreira solo intitulado Black Heart, todas as canções são em inglês, o álbum conta apenas com regravações de bandas de rock.[4]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

O primeiro casamento de Dinho foi com a modelo e produtora de moda Mary Stockler, que segundo o cantor "desandou por abuso de drogas.Então, traía e ela ficava sabendo , E eu também descobria [traições] dela."[1] Também namorou com mais uma produtora, Flávia Lafe.[5]

Em 1994, Dinho conheceu a arquiteta Maria Cattaneo em um evento da MTV Brasil. Passaram dez dias juntos, até ela ir para Gênova, onde estava de casamento marcado. Os dois continuaram em contato, e seis meses depois Cattaneo decidiu romper o noivado e se mudou para o Brasil. Dinho e Maria se casaram em 1995,[5] e o casal tem três filhos: Giulia (n. 1997), Isabel (n. 1999) e Affonso (n. 2006).[6]

Em 31 de outubro de 2009 o vocalista sofreu um acidente durante um show realizado em Patos de Minas, Minas Gerais. Dinho caiu de uma passarela com cerca de 3 metros de altura, sofrendo traumatismo craniano leve, mais a quebra de três costelas e a fratura de seis vértebras. O cantor foi socorrido e levado a um hospital na cidade mineira, de lá ele foi transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. Dinho foi internado na manhã de 1 de novembro na unidade de terapia intensiva do hospital.[7] Ficou 20 dias internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo e impossibilitado de cantar por seis meses, mas se recuperou.[6]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Carreira solo[editar | editar código-fonte]

Com o Capital Inicial[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
Álbuns ao vivo
Compilações

Televisão[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Lopes, Marco Antônio. (Janeiro de 2001). "Entrevista: Dinho". Playboy Brasil (306): 41-55. Editora Abril. ISSN 0104-1746.
  2. a b c Basso, Murilo. (Abril de 2012). "Sem Se Endireitar". Rolling Stone Brasil (67): 68-69. Spring. ISSN 1980-1130.
  3. a b c Ortega, Rodrigo. (Fevereiro de 2011). "As três vidas do Capital". Billboard Brasil (16): 48-54. BPP. ISSN 977-217605400-2.
  4. Dinho Ouro Preto faz releitura de Prince. Pernambuco.com. Página visitada em 9 de março de 2012.
  5. a b Noronha, Heloísa. (Dezembro de 2000). "Ouro de Alto Quilate". Nova (327). Editora Abril.
  6. a b Ele nasceu de novo
  7. g1.globo.com

Ligações externas[editar | editar código-fonte]