Dinis de Portugal, Senhor de Cifuentes

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Realeza Portuguesa
Casa de Borgonha
Descendência
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O Infante D. Dinis (1354 — depois de 1398) foi filho de D. Pedro e de Inês de Castro.

Nas Cortes de Elvas de 1361 doou-lhe seu pai a Vila de Prado (Braga) e as terras e julgados de Murça, Jales, Zurara, São João de Rei, Geraz de Riba Lima, Perelhal e da Maia — bens que rendiam por ano 10 000 libras de dinheiros portugueses.

Afastado da corte por se ter recusado a beijar a mão da cunhada, entrou ao serviço de Castela, quando, em finais de 1372, Henrique II de Castela invadiu Portugal e estanciou na comarca de Viseu.

D. Dinis, depois de assinada a paz, partiu com Henrique II para Castela, onde passou a viver. Candidato ao trono por morte de D. Fernando, é atacado por João das Regras nas cortes de Coimbra como simpatizante do partido castelhano.

Em finais de 1387, chegou o infante ao Porto onde se encontrava o rei português. D. João I, a quem a presença do infante não era agradável, encarregou-o de uma missão em Inglaterra para o afastar da corte. Preso pelas autoridades inglesas foi solto por Ricardo II de Inglaterra em 1388 que nunca o recebeu. E conservou-se no Sul de Inglaterra sempre vigiado pois entretanto tinham chegado cartas, vindas do monarca português à corte inglesa contra ele.

Procurou fugir, mas ao entrar no estuário do Escalda, procurando atingir Midelburgo onde havia portugueses, foi atacado por pescadores. Feito prisioneiro pelos pescadores, pediu ao seu irmão que pagasse o resgate de elevado valor. D. João I, Rei de Portugal, seu irmão, recusou-se a pagar tal exorbitância. Assim sendo, pede a conde da Flandres auxílio. Este comprou o infante por um valor mais baixo do que o que foi exigido pelos pescadores. D. Dinis foi levado para Bruges. Lá, o conde da Flandres acordou com ele que se, no prazo de um ano, não lhe retribuisse o valor do resgate seria subjugado à mercê do conde. Passado um ano não conseguiu o dinheiro. Luis II de Male, vendo que o príncipe português não tinha valor monetário de resgate devolveu-o aos pescadores, para que fizessem dele o que quisessem. Os pescadores apercebendo-se de que o conde tinha razão quando disse que ele não valia um tostão, libertaram-no.

D. Dinis, partiu de barco até chegar a Navarra, onde foi muito bem recebido e lhe ofereceram bens e um cavalo. Partiu de cavalo para Castela. Foi igualmente bem recebido e acomodado no reino, sendo-lhe dada a mão de Joana Henriques, filha bastarda de Henrique II, com quem teve dois filhos: Pedro e Beatriz.

Sete anos após a morte de João I de Castela, é aclamado «rei de Portugal» por nobres portugueses exilados, com o beneplácito da rainha consorte viúva, Dona Beatriz, que renuncia nele aos seus hipotéticos direitos sobre a coroa portuguesa. Em 1398, Dom Dinis invade Beira) numa campanha que foi um insucesso e depois retornou a Castela.

Enterrado no mosteiro de Santo Estêvão de Salamanca, no século XV encontrava-se já o seu corpo no Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Romero Portilla, Paz. Poder y sociedad en la baja edad media hispánica: Estudios en homenaje al profesor Luis Vicente Díaz Martín (VV.AA.) (em espanhol). Valladolid: Universidad de Valladolid, 2002. Capítulo Exiliados en Castilla en la segunda mitad del siglo XIV. Origen del partido portugués. ISBN 84-8448-172-7.