Dinossauros no Brasil

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Trilha de um Carnossauro no Vale dos Dinossauros.

Os primeiros fósseis de dinossauros encontrados no Brasil datam de 1897.[carece de fontes?] Trata-se de pegadas fossilizadas descobertas na localidade de Passagem das Pedras, próximo ao município de Sousa (PB), pelo agricultor Anísio Fausto da Silva,[carece de fontes?] que acreditava tratarem-se de rastros de boi e ema.

Entretanto, apenas em 1920, geólogos tomaram conhecimento dos tais "rastros", que após estudados foram identificados como provenientes de dois dinossauros diferentes.[carece de fontes?]

Apesar da importância da descoberta, o material ficou esquecido por décadas, ora submerso por inundações, ora coberto por camadas de areia e cascalho.

Em 1901 iniciavam-se formalmente as pesquisas paleontológicas na paleorrota em Santa Maria (Rio Grande do Sul). Nas décadas seguintes a Paleorrota seria visitada por importantes paleontólogos do mundo, tornado-se uma das mais importantes áreas para a paleontologia mundial.

A partir da década de 40, o paleontólogo Llewellyn Ivor Price, natural de Santa Maria (Rio Grande do Sul), realizou estudos na localidade de Peirópolis, Município de Uberaba, Minas Gerais e em pontos isolados do oeste do Estado de São Paulo.[carece de fontes?]

Depois de Price, houve um longo período de quase total inatividade na paleontologia brasileira, só interrompido na década de 70. Foi quando o padre italiano Giuseppe Leonardi estudou o sítio de Souza e publicou um estudo afirmando que parte dos rastros ali encontrados provavelmente pertenciam a um iguanodonte medindo 3 metros de altura e pesado 4 toneladas, que viveu há 110 milhões de anos.[carece de fontes?]

Graças a esse estudo, a região passou a ser conhecida como Vale dos Dinossauros e é hoje um dos sítios paleontológicos mais importantes do mundo.[carece de fontes?]

Para o mundo da paleontologia, evento de enorme importância foi a apresentação pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 28 de agosto de 2006, da réplica do maior dinossauro brasileiro denominado cientificamente de Maxakalisaurus topai.[carece de fontes?]

Para se ter uma ideia da importância científica do maior dinossauro encontrado no Brasil, veja o importante e detalhado boletim oficial do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre a descoberta e as pesquisas lideradas pelo Professor e Paleontólogo Alexander Kellner:[1]

Atualmente, o maior dinossauro brasileiro é o Uberabatitan ribeiroi.[2]

Ossos, dentes, ovos, pegadas e fezes (coprólitos) de dinossauros são encontrados em bacias sedimentares espalhadas por toda a área que hoje é o Brasil. Os principais sítios paleontológicos estão nas seguintes regiões: Chapada do Araripe (CE); Sousa (PB); Recife (PE); Alcântara e São Luís (MA); Tesouro e Morro do Cambambe (MT); Prata e Peirópolis (MG); Araraquara, Marília, Monte Alto, Presidente Prudente e Álvares Machado (SP); Candelária e Santa Maria (RS).

Em 2009 foram descobertos na região de Marília,SP, os primeiros fósseis de um dos mais completos titanossauros já achados no País. Escavações realizadas em 2011 e neste ano por paleontólogos do Museu de Paleontologia de Marília, Universidade de Brasília, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Fundação Educacional de Fernandópolis (SP) revelaram boa parte da coluna vertebral articulada, principalmente vértebras das costas e do pescoço, ossos da bacia, quase todas as costelas, diversas vértebras caudais, os dois fêmures, um úmero, além de dentes de crocodilianos e dinossauros terópodes. Estima-se que mediria entre 13 e 15 m de comprimento.

Geoparque Paleorrota[editar | editar código-fonte]

O Estauricossauro é o primeiro dinossauro encontrado no Brasil e também um dos mais antigos já encontrados no planeta. Foi recuperado no Sítio Paleontológico Jazigo Cinco da Formação Santa Maria [3] , na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Brasil. Quando o Estauricossauro foi descrito em 1970, era raro encontrar dinossauros no hemisfério sul. O nome específico homenageia o paleontólogo brasileiro Llewellyn Ivor Price, que o descobriu no ano de 1936. Foi descrito por Edwin Harris Colbert, trabalhando no Museu Americano de História Natural. A raridade de Estauricossauro ainda pode ser um resultado por ser incomum, ele viveu em um ambiente como uma floresta [3] .

As pesquisas começaram em Santa Maria com o geógrafo e Professor Antero de Almeida, em 1901, quando encontrou os primeiros fósseis no Sítio Paleontológico Sanga da Alemoa. Atualmente, mais de 60 espécies de animais foram encontrados no geoparque, sendo que 7 dos 25 dinossauros encontrados no Brasil, foram encontrados neste geoparque. Com uma fauna e flora muito rica, e que data do período Permiano e Triássico, variando de 290 à 200 milhões de anos. Esta região tem dado grandes contribuições para explicar o surgimento dos dinossauros, como também o surgimento dos mamíferos.

Espécies conhecidas[editar | editar código-fonte]

Listadas abaixo, 25 espécies:[4]

Dinosauriformes (‘pré-dinossauros’)[editar | editar código-fonte]

  1. Sacisaurus agudoensis

Dinossauros primitivos[editar | editar código-fonte]

  1. Staurikosaurus pricei
  2. Saturnalia tupiniquim
  3. Pampadromaeus barberenai
  4. Unaysaurus tolentinoi

Dinossauros saurópodes (herbívoros)[editar | editar código-fonte]

  1. Amazonsaurus maranhensis
  2. Adamantisaurus mezzalirai
  3. Baurutitan britoi
  4. Uberabatitan ribeiroi
  5. Tapuiasaurus macedoi
  6. Gondwanatitan faustoi
  7. Trigonosaurus pricei
  8. Aeolosaurus maximus
  9. Maxakalisaurus topai
  10. Brasilotitan nemophagus

Dinossauros terópodes (carnívoros)[editar | editar código-fonte]

  1. Pycnonemosaurus nevesi
  2. Irritator challengeri
  3. Angaturama limai
  4. Oxalaia quilombensis
  5. Santanaraptor placidus
  6. Guaibasaurus candelariensis
  7. Mirischia asymmetrica

Dinossauro indeterminado[editar | editar código-fonte]

  1. Teyuwasu barberenai

Espécies questionáveis (não-válidas)[editar | editar código-fonte]

  1. Spondylosoma absconditum
  2. Antarctosaurus brasiliensis

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Outros achados[editar | editar código-fonte]

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  • Restos não identificados encontrados nos estados da Bahia e Rio Grande de Sul
  • Uma vértebra caudal de uma nova espécie de Hadrossauro no Maranhão
  • Restos de não identificados do grupo Saurischia em Rio Grande do Sul
  • Restos de espécies distantas do grupo Terópoda encontradas em Maranhão, Chapada do Araripe, Mato Grosso, São Paulo, Triângulo Mineiro e Amazonas
  • Restos de Abelissauros em Minas e São Paulo.
  • Restos de um novo espinossaurídeo na Chapada do Araripe
  • Restos de Carcharodontossauros no Maranhão, São Paulo e Minas
  • Restos de Maniraptora nos estados de São Paulo, Minas, Mato Grosso e Ceará.
  • Dentes e vértebra de um Saurópode no Maranhão e Osteodermas em São Paulo
  • Restos de espécies distantas do gênero Titanossauro encontradas em Maranhão, Mato Grosso, São Paulo e Triângulo Mineiro
  • Uma vértebra de uma nova espécie da mesma família do Andessauro no Maranhão
  • Uma vértebra de um novo integrante da família dos Aeolossauros no Maranhão
  • Restos de uma nova espécie da mesma família do Nemegtossauro em São Paulo
  • Vértebras isoladas de um novo integrante do grupo Diplodocidae no Maranhão

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bandeira do Geoparque Paleorrota.JPG Geoparque Paleorrota

Referências

  1. BOLETIM DO MUSEU NACIONAL
  2. Gigante nacional
  3. a b "Staurikosaurus." In: Dodson, Peter & Britt, Brooks & Carpenter, Kenneth & Forster, Catherine A. & Gillette, David D. & Norell, Mark A. & Olshevsky, George & Parrish, J. Michael & Weishampel, David B. The Age of Dinosaurs. Publications International, LTD. p. 45. ISBN 0-7853-0443-6.
  4. Feras brasileiras. uol.com.br. Página visitada em 19/jan/2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]