Diocese de Frederico Westphalen

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa


Diocese de Frederico Westphalen
Diœcesis Vestphalenianus'
Localização
País Brasil
Arquidiocese Metropolitana Arquidiocese de Passo Fundo
Estatísticas
Área 11 473 km²
Informação
Rito Romano
Criação da Diocese 22 de maio de 1961
Padroeiro Beatos Manuel González e Adílio Daronch [[1]]
Governo da Diocese
Bispo Antônio Carlos Rossi Keller
Jurisdição Diocese
Contactos
Endereço Rua do Comércio, 672
Página Oficial www.diocesefw.com.br
E-mail mitrafw@diocesefw.com.br

A Diocese de Frederico Westphalen é uma divisão territorial da Igreja Católica no estado do Rio Grande do Sul.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A Diocese de Frederico Westphalen foi criada aos 21 de maio de 1961, pelo Papa João XXIII, pela Bula Haud parva, sendo desmembrada das dioceses de Santa Maria e Passo Fundo.

Inicialmente, o território da atual Diocese de Frederico Westphalen pertencia quase em sua totalidade à Diocese de Santa Maria.

Na primeira metade do século XX, na região do Alto Uruguai, muitos núcleos da zona colonial foram se desenvolvendo, sendo que foram criadas, então várias paróquias para atender ao povo católico.

De fato, há muito se falava da necessidade de ereção de mais Dioceses no Rio Grande do Sul, já que as existentes eram muito extensas. Assim, pensou-se na criação da Diocese de Santo Ângelo, tendo sua circunscrição também sobre o norte da Diocese de Santa Maria, onde hoje está essa diocese. Contudo, Dom Luis Vitor Sartori, Bispo de Santa Maria, como relata Mons. Arlindo Rubert, “querendo evitar a divisão imediata de sua diocese, concebeu o plano de propor, em futuro mais remoto, a criação de uma nova circunscrição eclesiástica com sede em Frederico Westphalen, a ser integrada pela parte norte da mesma diocese. Esta foi a verdadeira causa próxima de sua criação. A Santa Sé houve por bem observar que a diocese proposta fosse criada de imediato, tomando de surpresa o bispo santa-mariense, que não a pode evitar, visto ter sido proposta por ele mesmo, embora sua intenção fosse de obtê-la uns oito anos mais tarde” (A Diocese de Frederico Westphalen, p. 89).

Em 21 de maio de 1961, Sua Santidade, o Papa João XXIII, pela Bula “Haud Parva”, criava a Diocese de Frederico Westphalen, com sede na Catedral de Frederico Westphalen, município de mesmo nome. Foram desmembradas 20 paróquias da Diocese de Santa Maria (Palmeira das Missões, Frederico Westphalen, Iraí, Seberi, Três Passos, Crissiumal, Santo Augusto, Tenente Portela, Rodeio Bonito, Braga, Tiradentes do Sul, Humaitá, São Martinho, Caiçara, Planalto, Alpestre, Palmitinho, Taquaruçu do Sul, Jaboticaba e Campo Novo) e 3 paróquias da Diocese de Passo Fundo (Nonoai, Constantina e Liberato Salzano).

À nova diocese ficaram pertencendo 11 municípios: Frederico Westphalen, Campo Novo, Crissiumal, Humaitá, Iraí, Palmeira das Missões, Santo Augusto, Seberi, Tenente Portela, Constantina e Nonoai.

A área da nova diocese seria de 11.457 km2, com cerca de 320.000 habitantes. Mais de 85% da população, seria de religião católica. Está, em primeiro lugar, a população de origem italiana, seguindo-se a de origem alemã, os luso-brasileiros, os de origem polonesa e outras minorias, entre eles, cerca de 3.000 índios caigangues e alguns guaranis. A nova diocese está situada na parte norte do Estado, abrangendo a região delineada pelos rios Passo Fundo, Uruguai e Inhancorá, ocupando a faixa do antigo sertão do Médio Alto Uruguai e os Campos de Palmeira.

À nova Diocese ficaram pertencendo os seguintes presbíteros: Mons. Vitor Battistela, Pe. José Borget, Pe. Albino Busatto, Pe. Alfredo Vier, Pe. Vitório Serraglio, Pe. Arlindo Rubert, Pe. Gervásio Busatto, Pe. José Marchesan, Pe. Miguel De Cock, Pe. Lázaro Rubbo, Pe. João Manfio e Pe. Alceu Ferrari. Havia também padres das seguintes Ordens e Congregações Religiosas: Franciscanos, Padres do Sagrado Coração de Jesus, Sacerdotes do Verbo Divino, Oblatos de São Francisco de Sales, Palotinos e Padres Carlistas. As religiosas estavam presentes nas seguintes Congregações: Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Irmãs de Nossa Senhora (Notre Dame), Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Servas do Espírito Santo, Filhas do Amor Divino, Filhas do Sagrado Coração de Jesus, Irmãs Franciscanas de Bolanden, Irmãs de Nossa Senhora do Calvário, Irmãs Franciscanas da Sagrada Família, Irmãs de Nossa Senhora Menina e Irmãs de Jesus Maria José.

Atualmente a Diocese conta com 39 paróquias (além das acima nominadas, foram criadas: Nova Candelária, Pinheirinho do Vale, Derrubadas, Trindade do Sul, Vicente Dutra, Coronel Bicaco, Redentora, Ametista do Sul, Erval Seco, Novo Barreiro, Cerro Grande, Três Palmeiras, Miraguaí, Vista Alegre e Sede Nova) em 56 municípios. Possui também 53 padres diocesanos e 15 padres regulares. [2]

Bispos[editar | editar código-fonte]

Nome Período Notas
Bispos
Dom Antônio Carlos Rossi Keller 2008-presente
Dom Zeno Hastenteufel 2001-2007
Dom Bruno Maldaner 1971-2001 (in memoriam)
Dom João Aloysio Hoffmann 1962-1971 (in memoriam)


Histórico dos Bispos e Administrador(es) Diocesanos[editar | editar código-fonte]

Dom João Aloysio Hoffmann: o primeiro Bispo[editar | editar código-fonte]

A 26 de março de 1962, o Papa João XXIII nomeava o primeiro Bispo para a Diocese de Frederico Westphale, na pessoa do Mons. João Hoffmann, até então Vigário Geral da Diocese de Passo Fundo. Sua Ordenação Episcopal foi pelas mãos de Dom Armando Lombardi, Núncio Apostólico no Brasil, na Catedral de Passo Fundo, a 10 de junho de 1962.

A instalação da Diocese e a posse solene e festiva do primeiro Bispo foram marcadas para o dia 24 de junho de 1962. Na presença de grande multidão de fiéis, de numeroso clero, e a presença do Arcebispo de Porto Alegre Dom Vicente Scherer, e dos bispos Dom Luiz Vitor Sartori (Santa Maria), Dom Cláudio Colling (Passo Fundo), Dom José Gomes (Bagé) e de Dom Aloísio Lorscheider (Santo Ângelo), do Cel. Aldo Cortes Campomar (Representante do Governador do Estado) e outras autoridades, o novo Bispo celebrava o solene Pontifical, durante o qual Dom Vicente Scherer, representando o Núncio Apostólico, dava posse ao novo Bispo, Dom João Hoffmann.

Após organizar o governo diocesano, erigir o Seminário Diocesano, criar novas paróquias, dar impulso à pastoral diocesana entre muitos outros serviços, em 02 de junho de 1971, Dom João Hoffmann foi nomeado primeiro Bispo da nova Diocese de Erexim.


Dom Bruno Maldaner: o segundo Bispo[editar | editar código-fonte]

Dom Bruno Maldaner, titular de Águas da Mauritânia e Auxiliar de São Paulo, por Bula de Sua Santidade, Papa Paulo VI, datada de 27 de maio de 1971, foi nomeado o segundo Bispo de Frederico Westphalen.

Em 31 de julho seguinte, após grande caravana desde Seberi e achando-se presente D. Cláudio Colling (Porto Alegre), Dom Augusto Petró (Uruguaiana), Dom João Hoffmann, Dom Érico Ferrari (Santa Maria), Dom José Thurler (auxiliar de São Paulo), Mons. Frederico Didonet (Bispo eleito de Rio Grande), o Deputado Otávio Germano] (Representante do Sr. Governador do Estado) e outras autoridades eclesiásticas e civis, além de grande número de clero e de fiéis leigos, tomou posse da Sé Episcopal de Frederico Westphalen.

Foram mais de 30 anos de episcopado em nossa Diocese. Ter a pretensão de escrever todas as realizações deste notável Pastor seria tarefa por demais árdua e muito deixaria de constar. Contanto, lembramos algumas coisas: o empenho pelas vocações sacerdotais, pelos seminários (ele dizia que o Seminário Diocesano era o “Coração da Diocese”) e o carinho por seus padres; a reestruturação das Áreas Pastorais e revitalização da Pastoral; vários Planos Diocesanos de Pastoral; destaque para a formação de lideranças; o empenho junto à catequese; a construção do Centro de Formação e Treinamento Pastoral anexo ao Seminário Diocesano, a atual Cúria Diocesana; a residência dos nossos estudantes de Teologia em Passo Fundo; o apoio e o seu trabalho nas emissoras AM e FM da Rádio Luz e Alegria sendo a emissora FM criada durante seu episcopado; preocupação com o apostolado leigo (trouxe movimentos como o Cursilhos de Cristandade, Vicentinos, Movimento Apostólico de Schoenstatt, ECC, EMAÚS, CLJ, Serra Clube...), entre muitas outras coisas. Mesmo após tornar-se Bispo Emérito, Dom Bruno continuou como o serviço junto à comunidade, entre o que destacamos: ele assumiu a Provedoria do Hospital Divina Providência, de Frederico Westphalen.

A 12 de dezembro de 2001, o Santo Padre, Papa João Paulo II aceitou sua renúncia, nomeando-o Administrador Apostólico até a posse do novo Bispo. Dom Bruno contava então com 76 anos, ficando posteriormente como Bispo Emérito de Frederico Westphalen. Residiu em Frederico Westphalen até sua morte, em 16 de novembro de 2008.


Dom Zeno Hastenteufel: o terceiro Bispo[editar | editar código-fonte]

Em 12 de dezembro de 2001, quando aceitava a renúncia de Dom Bruno, o Santo Padre o Papa João Paulo II nomeava o Pe. Zeno Hastenteufel, do clero da Arquidiocese de Porto Alegre, o terceiro Bispo de Frederico Westphalen. Ele foi ordenado na Catedral Metropolitana a 08 de março de 2002 e a 17 de março do mesmo ano tomou posse na Catedral de Frederico Westphalen. Estavam presente os membros do clero diocesano e regular, grande número de povo, autoridades civis e os seguintes Bispos: Dom Dadeus Grings (Porto Alegre), Dom Pedro Ercílio Simon (Passo Fundo), Dom Urbano Allgayer (Emérito de Passo Fundo), Dom Osvino José Both (Novo Hamburgo), Dom Ângelo Domingos Salvador (Uruguaiana), Dom Sinésio Bohn (Santa Cruz do Sul) e Dom Bruno Maldaner.

Dom Zeno ficou apenas cinco anos na Diocese. Entretanto, teve atuação decisiva na organização contábil da Diocese, na aquisição de todas as cotas e na reestruturação da Rádio Luz e Alegria AM e FM criando a Fundação Monsenhor Vitor Battistella dentre outras questões de ordem financeira e patrimonial. Não se pode esquecer seu trabalho pastoral, de modo particular junto aos movimentos jovens, e sua presença junto à sociedade. Destacamos o grande empenho na divulgação da causa dos Mártires Padre Manuel Gómez González e do Coroinha Adílio Daronch e, nos primeiros passos para a organização da Beatificação.

Em 28 de março de 2007 chega à notícia de sua transferência para a Diocese de Novo Hamburgo, até então vacante. Permaneceria como Administrador Diocesano da Diocese de Frederico Westphalen até sua posse, em 29 de abril do mesmo ano, em sua nova Diocese.


Monsenhor Luiz Dalla Costa: Administrador Diocesano[editar | editar código-fonte]

Em 30 de abril de 2007, o Colégio de Consultores, reunidos na Cúria Diocesana, elegeu o então Pe. Luiz Dalla Costa como Administrador Diocesano (eleição confirmada pela Congregação para os Bispos a 02 de junho de 2007).

O grande marco deste período foi a Beatificação dos Mártires Pe. Manuel Gómez González e do Coroinha Adílio Daronch, em 21 de outubro do mesmo ano, no Parque de Exposições Mons. Vitor Battistela. A Santa Missa foi presidida pelo Eminentíssimo Cardeal Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Dom José Saraiva Martins, legado pontifício para a ocasião, concelebrada por Dom Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico no Brasil e Dom Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre. Destacamos a presença de Dom Dimas Lara Barbosa Secretário Geral da CNBB, Frei Paolo Lombardo, Postulador da Causa, Administrador Diocesano Pe. Luiz Dalla Costa além da presença numerosa de Bispos, padres, religiosas, autoridades civis e militares e de um público superior a 40 mil fiéis. De fato, o serviço do Pe. Luiz Dalla Costa na Administração Diocesana foi muito significativo para este acontecimento. No mais, ele conduziu com dignidade e responsabilidade a Diocese até a chegada de seu novo Pastor.


Dom Antônio Carlos Rossi Keller: o quarto Bispo[editar | editar código-fonte]

A 11 de junho de 2008, o Santo Padre, Papa Bento XVI, nomeou o Pe. Antonio Carlos Rossi Keller, da Arquidiocese de São Paulo, o 4º Bispo da Diocese de Frederico Westphalen. Sua Ordenação Episcopal foi a 02 de agosto do mesmo ano, pelas mãos do Eminentíssimo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, Dom Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre e Dom Joaquim Justino Carreira, Titular de Cabarsussi e Auxiliar de São Paulo, na Catedral Nossa Senhora da Assunção em São Paulo. Sua posse aconteceu no dia 31 seguinte na Catedral Santo Antônio de Frederico Westphalen, ante milhares de fiéis, estando também presentes os padres da Diocese, diocesanos e regulares, autoridades civis e os Bispos: Dom Dadeus Grings (Porto Alegre), Dom Urbano Allgayer (Emérito de Passo Fundo), Dom Pedro Ercílio Simon (Passo Fundo), Dom Zeno Hastenteufel (Novo Hamburgo), Dom Sinésio Bohn (Santa Cruz do Sul), Dom Joaquim Justino Carreira (Auxiliar de São Paulo), Dom Altamiro Rossatto (Emérito de Porto Alegre), Dom Aloísio Roque Oppermann (Uberaba/MG), Dom José Mario Stroher (Rio Grande), Dom Bruno Maldaner (Emérito de Frederico Westphalen), Dom José Clemente Weber (Santo Ângelo), Dom Aloísio Dilli (Uruguaiana), Dom Manuel João Francisco (Chapecó/SC) e Dom Girônimo Zanandréa (Erechim).

Dom Antonio Carlos chegou a nossa Diocese demonstrando um carinho todo especial pelos padres e seminaristas e com uma grande disposição para o trabalho pastoral. Já são perceptíveis os frutos de seu trabalho desde então.

Em pouco tempo na Diocese, Dom Antonio Carlos demonstrou-se incansável. Assumiu a reforma do Seminário Menor e do Propedêutico, já projetando a reforma do Centro de Pastoral. Incentiva, com muito entusiasmo as vocações, especialmente sacerdotais, e criou novamente a Obra das Vocações Sacerdotais da Diocese, mobilizando todas as paróquias. Visita com frequência os seminários da Diocese, estando sempre muito próximo aos seminaristas. Notabiliza-se pelo modo como procura se relacionar com seus padres, estando ao seu lado. Preocupou-se, com particular atenção, à liturgia, especialmente as Celebrações Eucarísticas, sempre de acordo com o que pede a Igreja; e isto tem provocado uma reorganização tal que muitos padres tem dado atenção também a esta questão. Criou o Cabido de Cônegos da Catedral, nomeando cônegos catedráticos e honorários. Acompanha de perto o processo de canonização dos mártires diocesanos. Convocou e presidiu o 1º Sínodo Diocesano e organizou as comemorações do Jubileu de Ouro da Diocese. Incentivou a elaboração de um folheto de Missa da Diocese. Reestruturou toda a questão pastoral da Diocese, organizando as comissões pastorais. Tem sido muito presente junto aos movimentos existentes na Diocese. Deu novo impulso às romarias diocesanas. Elaborou os estatutos do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores. Reorganizou a chancelaria e estabeleceu a organização do arquivo dos seminaristas. É um dos bispos do Brasil mais presentes no meio virtual. [3]