Diogo Flores de Valdés
Diogo Flores de Valdés foi um general espanhol dos séculos XVI e XVII. Servindo à armada castelhana em terras brasileiras durante parte do período em que os reinos de Portugal e Espanha estavam sob o domínio da Dinastia Filipina, Diogo Flores foi responsável pela construção de várias fortificações e pelo apoio à conquista de novos territórios no Brasil.
Em setembro de 1551 sai de Cadiz com uma armada composta de vinte e três navios e cinco mil homens para defender o Estreito de Magalhães do ataque efetuados por navios corsários. Logo após a sua partida, acabou perdendo algumas naus em uma tormenta, o que o obrigou a retornar ao porto de partida para recuperação dos navios da armada. Partindo novamente, acabou chegando ao Rio de Janeiro, onde se deteve durante seis meses em virtude do tempo que não lhe permitia navegar para o estreito. Quando então decidiu partir, enfrentou mais um forte temporal na região do Rio da Prata que lhe obrigou votar para as costas do estado de Santa Catarina, onde deixou algumas naus. De volta ao mar com destino ao estreito, uma nova tempestade o trouxe de volta a São Vicente, de onde desistiu de sua missão e decidiu finalmente regressar à Europa com as sete naus que ainda lhe restavam em condições de fazer a travessia do Atlântico. Todavia, uma nova tempestade o levou à Bahia, onde reparou os navios e recebeu um convite do governador Manoel Teles de Barros para comandar uma nova expedição à capitania da Paraíba, assolada pelos ataques dos índios potiguaras. Imediatamente, o General Diogo Flores aceitou o convite do governador para chefiar essa expedição.
Em março de 1584 a armada partiu para da Bahia composta de nove navios, sendo sete castelhanos e dois portugueses, um deles levava o Ouvidor Geral Martim Leitão, a quem o governador confiara a organização da expedição e de todas as providencias para a fundação da Paraíba.
[editar] Curiosidades
- Nos idos de 1582 sua tripulação foi assolada por uma peste (provavelmente escorbuto) e ele decidiu atracar emergencialmente no Rio de Janeiro. Seus marujos receberam os cuidados do Padre José de Anchieta, que levantou um tosco barracão coberto de palha, primórdios do que hoje em dia é a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Com ervas e frutos silvestres, Anchieta conseguiu salvar a maioria da tripulação.
- Por suas ordens foram erguidas várias fortalezas no Brasil, como a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, no município do Guarujá, erguida em 1584 com traça atribuída ao arquitecto militar italiano Giovanni Battista Antonelli, e o Forte de São Filipe, o primeiro povoamento europeu em terras paraibanas, confiado à administração de Francisco de Castrejón.[1]