Dirofilaria immitis

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Como ler uma caixa taxonómicaDirofilaria immitis
Microfilaria.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Secernentea
Ordem: Spirurida
Família: Onchocercidae
Género: Dirofilaria
Espécie: D. immitis
Nome binomial
Dirofilaria immitis
(Leidy, 1856)

Dirofilaria immitis é uma espécie de nematódeo da família Onchocercidae. São parasitas de carnívoros em geral, mas podem infectar seres humanos ocasionalmente.[1]

Dirofilaria immitis (Leidy, 1856) é um nemátodo parasita pertencente à superfamília Filarioidea e à família Onchocercidae (UniProt, 2009). Este agente é há muito tempo reconhecido como o causador de dirofilariose canina (DCan). Em Itália, Birago (1626, citado por Genchi, Rinaldi, Cascone, Mortarino, & Cringoli, 2005a) publicou um tratado de caça onde referia a observação do parasita no coração direito de um cão. No Brasil, Travassos (1921, citado por Labarthe, Ferreira, Guerrero, Newcomb, & Paes-de-Almeida, 1997) relatou o primeiro caso de dirofilariose felina num gato doméstico (Felis catus).

Os adultos de D. immitis são filiformes e encontram-se sobretudo no ventrículo direito e nas artérias pulmonares dos seus hospedeiros. Eles alimentam-se de plasma e podem viver vários anos. Apresentam uma abertura oral terminal sem lábios e rodeada por duas papilas laterais e seis papilas mediais pequenas. Nos cães, a fêmea adulta mede entre 250 e 310 mm de comprimento e 1 a 1,3 mm de largura e o macho mede entre 120 e 200 mm de comprimento e 0,7 a 0,9 mm de largura (Manfredi, Cerbo, & Genchi, 2007). Nos gatos, apresentam tamanhos menores, as fêmeas adultas medem em média 220 mm e os machos 150 mm de comprimento (Hayasaki, Okajima, Song, & Shiramuzi, 2003). Os adultos possuem cordões laterais largos, um intestino pouco volumoso e uma cutícula lisa, espessa e com múltiplas camadas (Bowman, Lynn, Eberhard, & Alcaraz, 2003). O macho apresenta a extremidade caudal em espiral com duas asas laterais curtas. A face ventral apresenta as papilas pré-anais, per-anais e pós-anais. As espículas são alargadas na extremidade proximal e afiladas na extremidade distal, sendo ligeiramente assimétricas. Não possuem gubernáculo. Apresentam uma cutícula lisa, sendo que as pregas e as estriações estão apenas presentes na face ventral da última espiral da cauda do macho (Uni & Takada, 1986, Lichtenfels et al., 1987, citados por Manfredi et al., 2007). As fêmeas apresentam a terminação caudal obtusa, o ânus é subterminal e a abertura vulvar localiza-se posterior à junção do esófago com o intestino. Elas apresentam um par de úteros. As fêmeas são ovovivíparas libertando as larvas (microfilárias) já descapsuladas na corrente sanguínea (Manfredi et al., 2007). As microfilárias medem, em média, 315 μm de comprimento e 6 a 7 μm de largura (Dillon, 2007). A extremidade cefálica é afunilada e a cauda é recta e ponteaguda. As microfilárias chegam a viver dezoito meses na corrente sanguínea dos canídeos (Manfredi et al., 2007). [2]

Referências

  1. Min Kyung Kim, Chul Hwan Kim, Beom Woo Yeom, Seong Hwan Park, Sang Yong Choi, Jong Sang Choi. ({{{mês}}} 2002). "The First Human Case of Hepatic Dirofilariasis". J Korean Med Sci 17: 686-690.
  2. Gonçalves-Rosa, Nataniel. ({{{mês}}} 2009). "Survey of cats from the Metropolitan Area of Lisbon for dirofilariosis and leishmaniosis (MSc thesis)".
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