Dirt

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Dirt
Álbum de estúdio de Alice in Chains
Lançamento 29 de setembro de 1992
Gravação 29 de abril[1] – maio de 1992 no One on One e Eldorado em Los Angeles, Califórnia
Gênero(s) Grunge, metal alternativo, heavy metal
Duração 57 min 35 s
Formato(s) CD, Vinil, Cassete
Gravadora(s) Columbia Records
Produção Dave Jerden
Alice in Chains
Cronologia de Alice in Chains
Último
Último
Sap
(1991)
Jar of Flies
(1994)
Próximo
Próximo
Singles de Dirt
  1. "Would?"
    Lançamento: 1992
  2. "Them Bones"
    Lançamento: 1992
  3. "Angry Chair"
    Lançamento: 1992
  4. "Rooster"
    Lançamento: 1993
  5. "Down in a Hole"
    Lançamento: 1993

Dirt é o segundo álbum de estúdio da banda americana de grunge Alice in Chains, originária de Seattle, lançado em 29 de setembro de 1992 pela Columbia Records.[2]

Álbum que trouxe fama à banda, Dirt é lembrado por muitos como o magnum opus do Alice in Chains, e clássico da era de ouro do grunge. Gravado enquanto o vocalista Layne Staley estava sofrendo devido ao vício em heroína,[3] a música sombria e torturada ajudou-o a se tornar um sucesso, alcançando a sexta posição na parada Top 200 da Billboard e ganhando disco de platina pela Recording Industry Association of America em menos de 2 meses de seu lançamento[4] , e através dos anos subindo até quádruplo disco de platina[5] .

Dirt é habitualmente colocado em listas profissionais de melhores álbuns rock de todos os tempos.[6] Bem recebido tanto por público como crítica, chegou a ser indicado para um Grammy Awards em 1992, como melhor performance vocal de hard rock.[7]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Após ganharem disco de ouro pelo seu álbum de estréia, Facelift, e pela popularidade do grunge estar cada vez maior devido a explosão do Nirvana, lançando Nevermind em 1991, criou-se antecipação pelo próximo lançamento do AIC e passou-se a promover o grupo como alternativo, em oposição às audiências de heavy metal como nas primeiras turnês.[8] Assim, em 1992, a banda lançou um EP de composições semi-acústicas intitulado Sap,[9] que contava com as participações de Ann Wilson do Heart, Chris Cornell do Soundgarden e Mark Arm do Mudhoney.[10]

No mesmo ano, a banda estreou na sétima arte no filme Vida de Solteiro, do diretor Cameron Crowe, como uma banda de bar durante uma das cenas do filme tocando "It Ain't Like That" e a canção inédita "Would?", que foi lançada como single para a trilha sonora do filme.[11] De acordo com Jerry Cantrell em entrevista a uma rede de TV canadense, essa aparição aconteceu devido a Seattle não ser uma cidade grande e o Alice in Chains conhecer a banda Heart, a qual guitarrista Nancy Wilson é esposa do diretor Cameron Crowe. A banda então enviou a Crowe, em 1991, uma demo com 10 músicas[12] (algumas que apareceriam mais tarde no álbum Dirt e outras que formaram o EP Sap) e "Would?" foi escolhida e regravada para integrar a trilha sonora.[1]

"Would?" foi bem recebido, inclusive ganhando um MTV Video Music Awards em 1993 como Best Video from a Film[7] e tido como um dos hinos do grunge e da Geração X,[4] gerando antecipação pelo próximo LP do grupo.[11] No final de 1991 foram apresentadas ao público as canções "Sickman" e "Junkhead".[13]

Seguindo o lançamento do single, o Alice in Chains começou a gravar o sucessor de Facelift,[14] sem qualquer pressão ou interferência da gravadora.[15]

Produção[editar | editar código-fonte]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Os membros da banda começaram a ensaiar o álbum em Los Angeles, Califórnia e em 29 de abril de 1992,[1] entraram nos estúdios One on One e Eldorado com o produtor Dave Jerden,[16] continuando a parceria dos dois álbuns anteriores da banda.[17]

Tom Araya, vocalista do Slayer, foi chamado para participar de uma brincadeira de Jerry Cantrell com um riff constantemente tocado pelo guitarrista para irritar os outros membros de banda e a canção "Iron Man" (do Black Sabbath), cantando a vinheta intitulada "Iron Gland". Tom, a princípio, achou a idéia idiota, mas foi persuadido quando Cantrell afirmou que era exatamente por esse motivo que ele tinha que cantar isso. A vinheta somente apareceu no álbum após Cantrell prometer nunca mais tocar o riff novamente.[18]

Durante as gravações, animosidades entre Staley e o produtor Dave Jerden surgiram devido ao produtor repetidamente ter pedido para o vocalista ficar limpo e sóbrio naquele tempo, o que teria criado tensões. Jerden mais tarde comentou "E qual o meu trabalho como um produtor? Produzir um disco. Eu não estou sendo pago para ser amigo do Layne".[19]

As sessões acabaram em maio do mesmo ano. O álbum foi mixado por Jerden no Eldorado e a masterização foi feita por Eddy Scheryer e Steve Hall no Future Disc, em Hollywood.[16] Na pós-produção, treze canções foram consideradas para inclusão no álbum, das quais somente 12 acabaram na versão final[20] , com a adição em último momento de "Would?".

Música[editar | editar código-fonte]

Diferente de Facelift, Dirt marca o abandono completo da veia glam rock que a banda possuia em começo de carreira e que permeava algumas canções do álbum antecessor. O som se encontra mais pesado,[21] tendendo mais ao heavy metal mas caracterizado suficiente para ser rotulado grunge, uma evolução natural ao som da banda, ainda que o último lançamento tenha sido o acústico Sap. Um diferencial é a presença de uma típica balada na faixa "Down in a Hole". O guitarrista Jerry Cantrell, principal compositor da banda, escreveu grande parte do material, mas contou com uma participação maior dos outros membros do grupo, notadamente o vocalista Layne Staley, que compôs "Hate to Feel" e "Angry Chair", além de assinar as letras de quase todas as canções presentes no álbum. A colaboração conjunta de todo o grupo foi a canção "Rain When I Die",[22] visivelmente diferente do resto do álbum. Steve Huey, da All Music Guide, afirmou que o tom das canções do álbum "lembram muito a paisagem quebrada e assombrada de sua arte de capa".[3]

O conteúdo lírico de Dirt inclui examinações sobre o amor em "Down In A Hole" e "Rain When I Die", ainda que o tema principal seja o vicio em drogas. As canções "Sickman", "Junkhead", "Dirt", "God Smack", "Hate to Feel" e "Angry Chair" são baseadas nas experiências de Staley com heroína e formam o semi-conceito do álbum.[15]

Cquote1.svg Estas canções são colocadas em sequência no segundo lado, estas cinco de "Junkhead" a "Angry Chair" por uma razão: Porque elas contam uma história. Começa com essa atitude realmente ingênua e jovem em "Junkhead", como drogas são demais, sexo é demais, rock 'n' roll, yeah! Então, enquanto progride, há um pouco de amadurecimento e um pouco de realização do que se trata, e não é daquilo o que se trata.[15] Cquote2.svg
Jerry Cantrell, em entrevista a RIP Magazine - 1993

Outros temas são abordados neste álbum. A mortalidade é o tema de "Them Bones", exorcizando os demônios de Jerry Cantrell,[15] e "Would?", baseado na morte do vocalista do Mother Love Bone, Andrew Wood.[18] "Dam That River" é sobre uma briga entre Cantrell e Kinney,[15] e "Rooster" é baseada nas experiências do pai de Cantrell, que lutou na Guerra do Vietnã.[3]

Metade do material para Dirt foi composto durante a turnê Clash Of The Titans, de um ano e meio a dois antes da gravação do álbum ("Dirt" e "Rooster" são ainda mais velhas, tendo sido apresentadas ao público durante a turnê de 1990 com Iggy Pop), enquanto a outra metade foi escrita e composta um mês antes da gravação.[15]

Promoção e lançamento[editar | editar código-fonte]

O grupo partiu para a filmagem do vídeo para o primeiro single do álbum, "Them Bones", filmado por Rocky Schenck[23] em Los Angeles.[24] O vídeo mostra a banda tocando em um vale, enquanto imagens diversas em relação ao tema da música são mostradas.[25]

Alice in Chains começou sua turnê para Dirt poucos dias antes de seu lançamento, incluindo uma performance na festa de lançamento do filme Vida de Solteiro, tocando "Junkhead" e "Would?".[26] Dirt foi lançado mundialmente em 29 de setembro de 1992. As primeiras prensagens do álbum, incluindo os lançamentos canadense e europeu, apresentam "Down in a Hole" como a penúltima faixa ao invés da quarta, o que constitui um erro, já que dessa forma acabava cortando a linha de história do semi-conceito sobre vício, da tentativa de se desvincular do vício enquanto o álbum progride.[27] Nesta versão, o número de faixa de "Iron Gland" não está presente em nenhum lugar do álbum, levando a crer que há somente 12 canções no disco. O erro nunca foi reparado nas versões australiana (exceto a versão em cassete) e britânica do álbum, até mesmo em impressões posteriores, apesar de agora incluirem "Iron Gland" no disco, ainda que não na relação de faixas.

O vídeo para "Angry Chair" foi filmado em dezembro de 1992, por Matt Mahurin[23] [24] , continuando o caminho já pavimentado de "Them Bones" e aumentando ainda mais a popularidade da banda. A banda seguiu produzindo vídeos: "Rooster", por Mark Pellington[23] e, em agosto de 1993, para "Down in a Hole", filmado por Nigel Dick[23] em Palm Springs e dedicado a Chuck, falecido cachorro de Mike Inez.[24]

Turnês de suporte[editar | editar código-fonte]

Layne Staley e Jerry Cantrell em concerto da turnê em suporte de Dirt.

Após alguns concertos pequenos, o Alice in Chains embarcou em uma turnê de 3 meses com Ozzy Osbourne pelos Estados Unidos, na qual Layne Staley quebrou seu pé e ainda assim seguiu se apresentando com a banda de cadeira de rodas e muletas, não perdendo nenhuma data. Camisas dessa turnê mostravam o raio-X do pé quebrado de Staley.[24]

Após, seguiu-se uma turnê pela costa oeste dos EUA, com as bandas de abertura Screaming Trees e Gruntruck.[24] [28]

Antes de embarcar para a Europa, o grupo teve uma rápida, mas marcante passagem pelo Brasil, se apresentando no festival Hollywood Rock, no Rio de Janeiro e São Paulo. Estas datas foram as últimas com o baixista Mike Starr que abandonou a banda devido ao cansaço das extensas turnês. A banda prontamente convocou o baixista da banda de Ozzy Osbourne, Mike Inez, para substituí-lo.[29] Com esta formação, o Alice in Chains percorreu o velho continente durante os meses seguintes, o que incluiu uma apresentação no programa televisivo Later with Jools Holland tocando "Them Bones" e "Would?".[30]

Após esta, no verão de 1993, a banda participou das datas do festival alternativo Lollapalooza, ao lado de bandas como Primus, Tool, Rage Against the Machine e Babes in Toyland,[31] confirmando Inez como novo baixista.[29] A banda foi bem recebida durante o festival, porém, seria a última vez que o Alice in Chains embarcaria em uma grande turnê.

A banda ainda fez uma turnê relâmpago chamada Down In Your Hole que passou pelos EUA, Europa, Japão e Austrália em 6 semanas[24] [32] e contou com as bandas de abertura My Sister's Machine, Sweetwater, Tad, The Poor Boys e Suicidal Tendencies, acabando suporte para o álbum em outubro de 1993.[33]

Durante suas turnês de divulgação, mesmo com Dirt fazendo sucesso, o grupo tocou seus concertos como atração principal apenas em lugares pequenos, devido a receios por parte de empresários e dos agentes de reserva de concertos.[34] Às suas apresentações, a banda incorporou uma grande parte de canções do novo álbum, mantendo os sucessos do álbum anterior, Facelift, e suprimindo completamente canções antigas das demos da banda que apareciam esporadicamente (como "Queen of the Rodeo" e "Social Parasite") e canções como "I Know Somethin' ('Bout You)" e "I Can't Remember".[35] "Iron Gland" passou a ser geralmente usada como uma introdução para os concertos da banda a partir desta época.

Trabalho de arte[editar | editar código-fonte]

A arte de Dirt foi feita por Mary Maurer (direção e efeitos), Doug Erb (design) e David Coleman (logotipo), enquanto a fotografia ficou a cargo de Rocky Schenck.[16] A capa do álbum mostra uma mulher enterrada num terreno com erosão no meio do deserto, ao fundo tendo montanhas distantes e céu laranja. Ao contrário do que é popularmente dito, a modelo que posou para as fotos de capa não é a antiga namorada de Layne Staley, Demri Parrott.[36] Uma versão alternativa da capa, sem a mulher, ainda que suas roupas e cabelo permaneçam, é apresentada no disco dois da coletânea Music Bank.[37] Na parte de trás do CD de Dirt há a listagem das músicas do álbum (não incluindo "Iron Gland") sobre uma foto de Mike Starr, Layne Staley e Sean Kinney sem camisa, com Jerry Cantrell ao fundo estendendo seus braços.[38] O encarte inclui fotos da banda, as letras das músicas e o desenho icônico do sol feito por Staley, em um fundo vermelho.[39] Somente os singles de "Would?", "Them Bones" e "Angry Chair" utilizaram imagens da sessão de fotos de Dirt.[40]

O álbum foi assim intitulado a partir da canção de mesmo nome, que exprime o ambiente desesperançoso que permeia o álbum, melhor descrito através da passagem:

Cquote1.svg You have the talent to make me feel like dirt
And you, you use your talent to dig me under
And cover me with dirt
Cquote2.svg

Recepção e repercussões[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
All Music Guide 4.5 stars.svg link
Dying Days 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg link
Ultimate Guitar 9.6 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg link
Robert Christgau (B) link
Rolling Stone 4.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg link
Alternative Press (favorável) Março de 1993 (p. 40)
Q 4.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg Fevereiro de 2002 (p. 120)
Vox 8 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg Dezembro de 1992 (p. 63)
Zona-Zero 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg link
MusicHound 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg (1998-99)
Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Spin 7 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg Spin's Book of Alternative Albums (1995)
Virgin Books 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg Virgin Encyclopedia of Popular Music (2002)
José Ramón Pardo 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg (1997)
Piero Scaruffi 7 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg link

A recepção do público foi calorosa e Dirt entrou na parada Top 200 da Billboard na 6ª posição. O álbum permaneceu na parada por 102 semanas.[41] Após menos de dois meses, o álbum já era disco de platina,[4] e através dos anos chegou a quádruplo disco de platina.[5] Layne Staley comentou sua surpresa a receptividade por não considerar o material "tão acessível e aceitável", imaginando que o álbum ficaria nas últimas posições das paradas e subiria gradativamente, tal como acontecera com Facelift.[42] Críticos responderam bem ao álbum, ainda que muitos o tenham criticado como "ostensivamente pró-heroína". Staley comentou dizendo que o álbum é "ostensivamente contra", ainda que "algumas pessoas percebam sobre o que se trata, mas entendam uma mensagem completamente errada".[34] Eventualmente, surgiram rumores de que Staley era um viciado na droga,[8] o que o levou a evitar entrevistas.[15] A relação entre o vocalista e a imprensa somente pioraria com o passar dos anos e confirmaria os rumores.[43]

Dirt ganhou vários títulos, incluindo Álbum do Ano pela Spin Magazine[44] e Kerrang.[34] A Virgin Books em seu Virgin Encyclopedia of Popular Music deu a pontuação máxima para o álbum, enquanto também recebeu ótimas críticas da All Music Guide,[3] Rolling Stone,[45] Ultimate Guitar[46] e Q.[47] Em 2000, Dirt foi considerado um dos 100 Álbuns Mais Importantes da Década de 90 pela revista alemã Visions[48] e até hoje é considerado o álbum que levou o Alice in Chains ao chamado mainstream, além de ser o melhor recebido por crítica e público,[49] muitos o considerando como o magnum opus da banda.[50] [51] Raw Magazine comentou que o disco é "possivelmente um dos mais significantes álbuns a emergir nos tempos recentes, porque é um disco imensamente pessoal cheio de demônios igualmente pessoais e uma perfeita síntese musical de 20 anos de rock 'n' roll".[52]

Suporte para Dirt acabou no final de 1993, um período particularmente pequeno para um álbum tão bem sucedido e em comparação com os 2 anos e meio de turnês para Facelift.[28] [53] Finalizou com quatro singles, já que "Would?" foi lançado como single para a trilha sonora do filme Vida de Solteiro.[11]

Dirt também marcou a ruptura entre o Alice in Chains e o produtor Dave Jerden, tendo a banda, especialmente Layne Staley, escolhido trabalhar em seus álbuns subseqüentes com Toby Wright. Apesar disso, o Alice in Chains voltaria a trabalhar com o produtor brevemente em 1998 na gravação de "Get Born Again" e "Died" para a coletânea Music Bank. Entretanto, após nova desavença, a banda decidiu continuar as gravações com o produtor Toby Wright.[19]

Faixas[editar | editar código-fonte]

Versão oficial[editar | editar código-fonte]

# Faixa Letra Música Duração
1. "Them Bones" Jerry Cantrell Jerry Cantrell 2:30
2. "Dam That River" Jerry Cantrell Jerry Cantrell 3:09
3. "Rain When I Die" Layne Staley Jerry Cantrell / Mike Starr / Sean Kinney 6:03
4. "Down in a Hole" Jerry Cantrell Jerry Cantrell 5:39
5. "Sickman" Layne Staley Jerry Cantrell 5:31
6. "Rooster" Jerry Cantrell Jerry Cantrell 6:16
7. "Junkhead" Layne Staley Jerry Cantrell 5:11
8. "Dirt" Layne Staley Jerry Cantrell 5:18
9. "God Smack" Layne Staley Jerry Cantrell 3:52
10. "Iron Gland" Jerry Cantrell 0:43
11. "Hate to Feel" Layne Staley Layne Staley 5:16
12. "Angry Chair" Layne Staley Layne Staley 4:49
13. "Would?" Jerry Cantrell Jerry Cantrell 3:26

Versão australiana/britânica e primeiras prensagens[editar | editar código-fonte]

  1. "Them Bones" (Cantrell) – 2:30
  2. "Dam That River" (Cantrell) – 3:09
  3. "Rain When I Die" (Cantrell, Staley, Kinney, Starr) – 6:01
  4. "Sickman" (Cantrell, Staley) – 5:29
  5. "Rooster" (Cantrell) – 6:15
  6. "Junkhead" (Cantrell, Staley) – 5:09
  7. "Dirt" (Cantrell, Staley) – 5:16
  8. "God Smack" (Cantrell, Staley) – 3:50
  9. "Iron Gland" (não listada) (Cantrell) – 0:43
  10. "Hate to Feel" (Staley) – 5:16
  11. "Angry Chair" (Staley) – 4:47
  12. "Down in a Hole" (Cantrell) – 5:38
  13. "Would?" (Cantrell) – 3:28

Outtakes[editar | editar código-fonte]

As seguintes canções foram escritas e gravadas para Dirt, mas não entraram na versão final, não foram completadas ou não passaram do estágio de demo.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Informações retiradas da entrada para o álbum no sítio Discogs.[16]

Banda[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Técnicos de produção[editar | editar código-fonte]

  • Produção: Dave Jerden e Alice in Chains
  • Engenharia de Som: Bryan Carlstrom
  • Assistente de Engenharia de Som: Annette Cisneros (Eldorado) e Ulrich Wild (One on One)
  • Mixagem: Dave Jerden (El Dorado)
  • Assistente de Mixagem: Annette Cisneros
  • Masterização: Steve Hall e Eddy Schreyer no Future Disc, em Hollywood, CA
  • Trabalho de Arte: Mary Maurer (direção de arte e efeitos), Doug Erb (design), David Coleman (logotipo da banda) e Layne Staley (logotipo do sol e ícones)
  • Fotografia: Rocky Schenck

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Empresárias: Susan Silver e Kelly Curtis
  • Gerente de Produto: Peter Fletcher
  • Agendamento de concertos: ICM - Troy Blakely
  • Agendamento de concertos para o exterior: ICM/Fair Warning - John Jackson
  • Contabilidade: VWC - Lee Johnson
  • Assuntos Legais: Manatt, Phelps, Phillips & Kantor - Jody Graham
  • A&R: Nick Terzo

Posições nas paradas[editar | editar código-fonte]

Álbum[editar | editar código-fonte]

Ano Parada Posição
1992 Billboard Top 200 6[41]
1996 Top Pop Catalog 28[55]

Singles[editar | editar código-fonte]

Informações retiradas do histórico das paradas da Billboard.[56]

Ano Single Parada Posição
1992 "Would?" Mainstream Rock Tracks 5
1992 "Would?" Modern Rock Tracks 11
1992 "Them Bones" Mainstream Rock Tracks 24
1992 "Them Bones" Modern Rock Tracks 30
1993 "Rooster" Mainstream Rock Tracks 7
1992 "Angry Chair" Mainstream Rock Tracks 34
1992 "Angry Chair" Modern Rock Tracks 27
1993 "Down in a Hole" Mainstream Rock Tracks 10
1993 "Down in a Hole" Modern Rock Tracks 10
1994 "Down in a Hole" Mainstream Rock Tracks 11

Distinções[editar | editar código-fonte]

A informação relativa a distinções atribuídas a Dirt é adaptada de AcclaimedMusic.net.[6]

Publicação País Distinção Ano Posição
Kitsap Sun EUA Top 200 álbuns dos últimos 40 anos 2005 161
Cassell Illustrated - 1001 Álbuns que você deve ouvir antes de morrer 2005 *
Classic Rock & Metal Hammer Reino Unido Os 200 Melhores Álbuns dos anos 90 2006 *
Kerrang Reino Unido 100 Álbuns Que Você Deve Ouvir Antes de Morrer 1998 49
Classic Rock Reino Unido 100 Melhores Álbuns de Rock de Todos os Tempos 2001 50
Hot Press Irlanda 100 Melhores Álbuns de Todos os Tempos 2006 44
Raw Reino Unido 90 Álbuns Essenciais dos Anos 90 1995 *
Terrorizer Reino Unido Os 100 Álbuns Mais Importantes dos Anos 90 2000 *
Slitz Suécia 3 Álbuns Estrangeiros por Ano 1980-94 1995 *
Visions Alemanha Os Melhores Álbuns 1991-96 1996 *
Visions Alemanha 100 Álbuns Mais Importantes da Década de 90 2000 14
Rock & Folk França Os Melhores Álbuns de 1963 à 1999 1999 *
Screenagers Polônia Top 100 Álbuns dos Anos 90 2005 22
Tylko Rock Polônia 100 Álbuns Que Sacudiram o Rock Polonês 1999 43

(*) listas não ordenadas.

Referências

  1. a b c Interview with Sean Kinney. Modern Drummer (04/93). Retirado em 26 de novembro de 2007.
  2. Albums & EPs Discography. Again! An Alice in Chains Home Page (15/03/03). Retirado em 17 de novembro de 2007.
  3. a b c d Huey, Steve. (((( Dirt > Overview )))). All Music Guide. Retirado em 17 de novembro de 2007.
  4. a b c Cassino Ballroom Hampton Beach. Retirado em 3 de Agosto de 2007.
  5. a b Gold and Platinum database. Recording Industry Association of America. Retirado em 27 de março de 207.
  6. a b AcclaimedMusic.net. Retirado em 27 de Agosto de 2007.
  7. a b The Envelope: The Awards Insider. Los Angeles Times. Retirado em 28 de março de 2007.
  8. a b Erlewine, Stephen Thomas; Prato, Greg. Alice in Chains Biography. All Music Guide. Retirado em 19 de janeiro de 2008.
  9. Band History. ADBDesign. Retirado em 3 de Agosto de 2007.
  10. Lopes, Alexandre. Review: Sap. Dying Days. Retirado em 22 de setembro de 2007.
  11. a b c Alice in Chains. 90sRockers. Retirado em 20 de Agosto de 2007.
  12. Alice In Chains - Musique Plus French Canadian TV 11.92. YouTube (04/08/07). Retirado em 21 de Agosto de 2007.
  13. 12/21/91: Seattle, WA Paramount Theatre. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 23 de Agosto de 2007.
  14. Alice in Chains Recording Session Chronology. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 23 de outubro de 2007.
  15. a b c d e f g Turman, Katherine. Alice In Chains: Digging Dirt. RIP Magazine (02/93). Retirado em 3 de Agosto de 2007.
  16. a b c d Alice In Chains - Dirt. Discogs. Retirado em 17 de novembro de 2007.
  17. Alice in Chains: Discografia. DyingDays. Retirado em 17 de novembro de 2007.
  18. a b Comentários de Jerry Cantrell no encarte do Music Bank.
  19. a b Fischer, Blair R. Malice in Chains?. Rolling Stone. Retirado em 26 de Agosto de 2007.
  20. Studio Sessions Chronology. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 23 de agosto de 2007.
  21. Breaking the Rules. Hit Parader (1992). Retirado em 27 de novembro de 2007.
  22. Letras: Dirt. Dying Days. Retirado em 3 de outubro de 2007.
  23. a b c d Videography. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 4 de outubro de 2007.
  24. a b c d e f Alice in Chains. dncbrockpage. Retirado em 23 de Agosto de 2007.
  25. Alice In Chains-Them Bones. YouTube. Retirado em 4 de outubro de 2007.
  26. September 10, 1992 - Singles Premiere Party - Park Plaza Hotel Ballroom. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 4 de outubro de 2007.
  27. Christopher, Michael. The Darkness of Dirt. PopMatters (23/09/03). Retirado em 3 de outubro de 2007.
  28. a b Alice in Chains Concert Chronology - 1992. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 3 de outubro de 2007.
  29. a b Alice in Chains The History. Shame In You. Retirado em 1 de Agosto de 2007.
  30. 2/26/93: London, England - Later with Jools Holland. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 25 de janeiro de 2008.
  31. Sheckter, Alan.LOLLAPALOOZA JFK Stadium Site, Philadelphia, PA. Gray Areas Magazine (18/07/93). Retirado em 3 de Agosto de 2007.
  32. Alice in Chains. Retirado em 23 de Agosto de 2007.
  33. Alice in Chains Concert Chronology - 1993. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 15 de setembro de 2007.
  34. a b c Morat. Dirty Little Minds. Kerrang! (23/01/93). Arquivado em Crestfallen's Alice in Chains Page . Retirado em 14 de janeiro de 2008.
  35. Alice In Chains First & Last Performances. Again! An Alice in Chains Home Page. Retirado em 23 de Agosto de 2007.
  36. McBride, Colene. Demri Lara Parrott. FindAGrave. Retirado em 7 de dezembro de 2007.
  37. Music Bank Disk 2 front. AiC Still in Chains. Retirado em 27 de novembro de 2007.
  38. Dirt - Back cover. Aic Still in Chains. Retirado em 27 de novembro de 2007.
  39. Dirt - Cover inside. AiC Still in Chains. Retirado em 27 de novembro de 2007.
  40. Released Albums. Aic Still in Chains. Retirado em 27 de novembro de 2007.
  41. a b The Billboard 200. Billboard. Retirado em 23 de Agosto de 2007.
  42. Alice In Chains' Layne and Jerry interview. YouTube. Retirado em 5 de dezembro de 2007.
  43. Wiederhorn, Jon. A última entrevista de Layne Staley. MTV.com. Arquivado no Dying Days. Retirado em 19 de janeiro de 2008.
  44. Biography. AiC Still in Chains. Retirado em 27 de novembro de 2007.
  45. Alice in Chains: Dirt: Music Reviews. Rolling Stone. Retirado em 7 de dezembro de 2007.
  46. Dirt review. Ultimate-Guitar. Retirado em 7 de dezembro de 2007.
  47. Q Magazine, p.120 (Fevereiro/2002)
  48. Visions #82 (01/2000)
  49. Richardson, Jordan. CLASSIC ALBUM REVIEW. Mediajonez. Retirado em 3 de outubro de 2007.
  50. SAP EP review. Sputnick Music (14/01/05). Retirado em 7 de dezembro de 2007.
  51. Anderson, Kyle. Accidental Revolution: The Story of Grunge, p.93.
  52. Alexander, Phil. Men in the Box. Raw (17/02/93). Arquivado em Crestfallen's Alice in Chains Page . Retirado em 14 de janeiro de 2008.
  53. Staley, Layne.Alice in Metal-Land. Retirado em 3 de outubro de 2007.
  54. a b Alice in Chains Recording Session Chronology. Again! An Alice in Chains Home Page. rRetirado em 5 de Agosto de 2007.
  55. Top Pop Catalog. Billboard. Retirado em 23 de Agosto de 2007.
  56. Alice in Chains: Artist Chart History - Singles. Billboard. Retirado em 24 de novembro de 2007.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Este é um artigo destacado. Clique aqui para mais informações