Discurso indireto livre

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Discurso indireto livre é uma modalidade de técnica narrativa, resultante da mistura dos discursos direto e indireto, sendo um processo de grande efeito estilístico.

Por meio dele, o narrador pode, não apenas reproduzir indiretamente falas dos personagens, mas também o que eles não falam, mç,kms pensam, sonham, desejam etc. Neste caso, o discurso indireto livre corresponde ao monólogo interior das personagens, mas expresso pelo narrador.

O discurso indireto livre ocorre quando a fala do personagem aparece na fala do narrador, assim, o que se lê não é um juízo do narrador, mas o próprio comentário do personagem sem secção (como ocorre no discurso direto, por exemplo, que utiliza travessões, dois pontos, aspas etc), ou seja, sem estar separado do bloco de texto. Comumente, o discurso indireto livre aparece entremeado com o discurso indireto (fala do narrador propriamente dita).

As orações do discurso indireto livre são, em regra, independentes, podendo ter ou não verbos de elocução. Quando possui verbo de elocução, fica mais nítido de se perceber que aquela frase que está ali não é do narrador, mas sim do personagem. Em geral, ele ocorre com foco narrativo em terceira pessoa, mas pode, em alguns casos (não é comum) estar em primeira. Esse discurso é muito empregado na narrativa moderna, pela fluência e ritmo que confere ao texto[1] . O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.

Referências

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